sexta-feira, 19 de outubro de 2018

General diz que criacionismo deveria ser ensinado nas escolas

[A matéria a seguir foi escrita pelo jornalista Bruno Boghossian para a Folha de S. Paulo, e publicada no dia 16 de outubro. Leia a matéria completa aqui!]

“As conspirações sobre a ideologia nas escolas atingiram o insuspeito Charles Darwin [sic]. Um general que elabora propostas na campanha de Jair Bolsonaro diz que a teoria da evolução deve ser ensinada ao lado do criacionismo (a ideia de que Deus criou diretamente o homem). ‘Muito da escola está voltado para orientação ideológica […]. Houve Darwin? Houve, temos de conhecê-lo. Não é para concordar, tem de saber que existiu’, afirmou Aléssio Souto ao jornal O Estado de S. Paulo. As duas visões devem ser mantidas em esferas distintas, mas o militar segue uma linha em que a religião disputa espaço com a ciência. Ele diz que um pai ‘não está errado’ se quiser que o professor ensine teoria da criação no lugar do darwinismo.

“A sugestão causa arrepios em especialistas. ‘Esse debate deve ocorrer no campo da religião, nas aulas de filosofia ou sociologia’, afirma Priscila Cruz, do movimento Todos pela Educação. ‘Na ciência e na biologia, o criacionismo deveria ser banido.’ Ao tratar pontos do ensino científico como desvio ideológico, assessores de Bolsonaro aplicam, eles mesmos, um viés político à educação. ‘Quando você iguala ciência e ideologia, você anda para trás, ignora séculos de aprendizado’, diz Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências. ‘A teoria da evolução não é ideológica. É resultado de percepções científicas e foi testada ao longo do tempo.’”

Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: “Davidovich cometeu dois erros: 

1. A teoria da evolução é sim ideológica - quem disse foi Darwin em uma de suas cartas que pelo menos ele tinha dado um chega pra lá no criacionismo.

2. A teoria da evolução foi testada em nível microevolutivo; macroevolutivo, não! A descendência com modificação ao longo do tempo, por exemplo. Nunca explicaram a Explosão Cambriana. Quais são os mecanismos evolucionários? De A a Z? Qual a origem da informação genética? Por que do upgrade para a Síntese Evolutiva Ampliada/Estendida com aspectos neolamarckistas porque a Síntese Evolutiva Moderna já era em 1980 uma teoria científica falida que posava de ortodoxia científica somente nos livros-texto?

“Sim, a teoria da evolução deve continuar sendo ensinada em nossas escolas, mas deve ser ensinada objetiva e honestamente considerando as evidências a favor e contra. Do jeito que a teoria da evolução é ensinada no Brasil, não é educação, mas doutrinação ideológica do materialismo filosófico que posa como se fosse ciência!”

Leia aqui a posição da Sociedade Criacionista Brasileira quanto ao ensino do criacionismo em escolas públicas.

Fontes: Criacionismo Desafiando a Nomenklatura Científica

domingo, 7 de outubro de 2018

Vencedores do Nobel de química 2018 provaram a evolução?

O trio de pesquisadores Frances H. Arnold, George P. Smith e Sir Gregory P. Winter que trabalharam separadamente mas vão dividir o prêmio de 9 milhões de coroas suecas (equivalente a R$ 4.098.402) por desenvolverem técnicas que permitem a fabricação de combustíveis verdes e de anticorpos mais eficientes. 

É possível enxergar esta importante descoberta, premiada com o Nobel, como uma vitória em favor do design inteligente. Entenda o porquê.

O Prêmio Nobel de Química deste ano ficou com três cientistas: a norte-americana Frances Arnold, o norte-americano George Smith e o britânico Gregory Winter. Jornais por aí dizem que os premiados assumiram o controle da evolução e usaram a mudança genética e a seleção para desenvolver proteínas que resolvem os problemas químicos da humanidade. “Os métodos que os premiados desenvolveram servem para promover uma indústria química mais verde, amiga do ambiente, produzir novos materiais, fabricar biocombustíveis sustentáveis, tratar doenças e, assim, salvar vidas”, disse o comitê do Nobel.

Entre as mais ufanistas está a reportagem da BBC. Ali é dito que “a evolução foi premiada pelo prêmio Nobel de Química de 2018”. Mas, afinal, o que os premiados fizeram? Eles finalmente provaram que a teoria da evolução é um fato?
Segundo as grandes mídias cientistas premiados com o prêmio Nobel foram inspirados pelo poder da evolução. Será?

Obviamente, o que foi realizado por Frances, Smith e Winter não foi pouca coisa. E isso não está em questão. O que quero discutir é o oportunismo dos evolucionistas em promover sua ideologia macroevolutiva com base em fatos que, na realidade, não a provam.

Evolução não comprovada

Frances realizou a primeira “evolução dirigida de enzimas”, proteínas que catalisam reações químicas. Essas enzimas são usadas para fabricar desde biocombustíveis a produtos farmacêuticos. Smith e Winter trabalharam na clonagem de peptídeos, que são os compostos formados pela união de dois ou mais aminoácidos. O cientista americano desenvolveu um método de clonagem em que um vírus pode ser utilizado para desenvolver novas proteínas. O britânico usou a mesma técnica para produzir novos fármacos que podem neutralizar toxinas, combater doenças autoimunes e tratar o câncer metastático.

Certo, mas cadê a evolução darwiniana?

De acordo com um comunicado da academia sueca que confere o prêmio, “o poder da evolução se revela por meio da diversidade da vida. Os ganhadores do Nobel de Química de 2018 conseguiram controlar a evolução e usá-la para fins que geram grandes benefícios para a humanidade”.

A academia sueca destacou, ainda, que, desde o surgimento das “primeiras sementes de vida há 3,7 bilhões de anos”, cada canto da Terra foi povoado por diferentes organismos. “A vida floresceu em fontes termais, em oceanos profundos e desertos secos, graças ao fato de a evolução ter conseguido resolver problemas químicos.” Mas o que isso tem a ver com a pesquisa dos três cientistas premiados?

Na pesquisa deles, as proteínas mudaram e se renovaram incessantemente. Com isso, criaram diversidade. A academia afirma que os três cientistas foram “inspirados pelo poder da evolução”, por isso usaram alterações e seleções genéticas. E, então, criaram em tubos de ensaio proteínas que resolvem problemas químicos da humanidade.

Mas o processo principal consistiu em submeter genes a rodadas sucessivas de mutações, seleção e amplificação, realizadas in vivo ou in vitro, para fazer com que proteínas ou ácidos nucléicos tenham propriedades e cumpram objetivos específicos.

Design inteligente provado

A verdade é que foi usada muita inteligência, engenharia e técnicas apuradas para se alcançar objetivos específicos. Algo muito diferente do que supostamente teria ocorrido na natureza, onde impera a aleatoriedade nas mutações, segundo a ótica evolucionista.

Então, ao contrário do que a academia sueca e boa parte da mídia afirmam, o que os cientistas premiados provaram foi o design inteligente e não a teoria da macroevolução, uma hipótese falseada. Ideia que tenta sobreviver e mascara para os leigos e incautos os processos inteligentes. Eles querem passar o conceito de que se trata de evolução darwiniana e que tudo o que os pesquisadores fizeram foi acelerar o processo.

Segundo a bióloga e mestre em Bioquímica pela UFRGS Graça Lütz, “o desenvolvimento de novas proteínas enzimáticas através de evolução dirigida utiliza enzimas que já têm algo da função desejada. Por meio de mutações induzidas, utilizando um processo iterativo e manipulação de seleção positiva e negativa, essas proteínas estão longe de demonstrar a evolução.

Elas são, antes, produto de design inteligente: as enzimas foram escolhidas, algumas passaram por engenharia, os mecanismos de mutação foram selecionados e aplicados utilizando metodologia específica, a seleção positiva e negativa não é natural, mas utiliza componentes que são produtos de engenharia. A evolução se baseia em mutações ao acaso e seleção natural, e não foi isso que ocorreu nessa seleção dirigida”.

Mais uma vez, os evolucionistas tentam sequestrar pesquisas sérias para tentar validar suas teses filosóficas. E se você tentar argumentar, vão dizer: “Quem é você para discordar de um prêmio Nobel?”

Fonte: Michelson Borges

Nota: Entenda melhor sobre microevolução e macroevolução clicando AQUI!

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