terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Dakota, o dinossauro descoberto com pele e tecido intactos

Dakota tinha cerca de 35 pés (12 metros) de comprimento e pesava cerca de 3,5 toneladas, mas o dinossauro não era lento, de acordo com estudos preliminares.
Os cientistas anunciaram hoje a descoberta de uma "múmia de dinossauro" extraordinariamente preservada, com a maior parte de seus tecidos e ossos ainda cobertos por um invólucro não revestido de pele.
Os paleontologistas de campo perfuram o bloco de corpo de dez toneladas de dinossauros mumificados, agora separados da cauda.

Estudos preliminares do hadrosaur de 67 milhões de anos, chamado Dakota, já estão alterando as teorias de como a pele das criaturas antigas e a rapidez com que se mudaram, dizem os pesquisadores do projeto.
A pele de um dinossauro de pato dispara do solo na Formação Hell Creek em Dakota do Norte.

Pesquisas adicionais podem revelar informações detalhadas sobre os tecidos moles, que poderiam ajudar a desbloquear segredos sobre a evolução dos dinossauros e seus descendentes, acrescentaram os cientistas.

Por enquanto, a equipe continua a examinar o espécime raro, que incluiu tendões e ligamentos preservados, e para preparar artigos científicos sobre o achado para publicação.

"Este espécime excede o jackpot", disse o líder da escavação Phillip Manning, um paleontólogo da Universidade britânica de Manchester e um avaliador do National Geographic Expeditions Council.

A maioria dos dinossauros é conhecida apenas por seus ossos, que raramente são encontrados unidos como seriam na vida real.

Mas "estamos olhando para um envelope de pele tridimensional", disse Manning. "Em muitos lugares, é completo e intacto - em torno da cauda, ​​braços, pernas e parte do corpo".
Uma tomografia computadorizada de alta resolução mostra o final da cauda de um hadrosaur de 67 milhões de anos chamado Dakota.
O hadrosaur, ou o dinossauro com pato, foi descoberto em 1999 pelo paleontólogo adolescente Tyler Lyson na propriedade da família Dakota do Norte.

Foi um achado extremamente fortuito, porque as chances de mumificação são escassas, observaram os pesquisadores.

Primeiro, o corpo de dinossauros teve que escapar de predadores, tesouros e degradação por tempo e água. Em seguida, um processo químico deve ter mineralizado o tecido antes que as bactérias o comessem. E, finalmente, os restos tiveram que sobreviver milhões de anos não danificados.

Fonte: National Geografhic News

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Nova forma de matéria finalmente comprovada

Pesquisadores da Universidade de Illinois, nos EUA, confirmaram de cinco formas diferentes a existência do 'excitonium'
Na década de 1960, o físico americano Bertrand Halperin teorizou sobre a existência de uma nova forma de matéria, a qual ele batizou de "excitonium". Desde então, diversas equipes de pesquisadores conseguiram encontrar evidências de sua existência, mas nenhuma delas definitiva – até agora.
Cientistas da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, conseguiram provar que a tal matéria existe. Liderada pelo físico Peter Abbamonte, a equipe desenvolveu um método para demonstrar de cinco formas diferentes que o excitonium é real, segundo seu trabalho publicado na revista científica Science. "Esse resultado é de importância cósmica", disse Abbamonte.

O excitonium é um condensado, portanto, um sólido, formado por partículas chamadas "éxcitons". Essas partículas são compostas por um par improvável: um elétron que se excita, ou seja, se energiza, e passa de uma faixa de energia para outra, e o "buraco" que ele deixa ao se mover.

Esse buraco "se comporta como se fosse uma partícula com carga positiva e atrai o elétron que escapou". A interação entre ambos forma o éxciton, diz o comunicado da Universidade de Illinois.
A dupla "estranha e maravilhosa", nas palavras dos cientistas, compõe a partícula. Se isso parece complicado, é porque de fato é. Segundo os pesquisadores, o excitonium "desafia a razão".

Para que serve?

De acordo com Guilherme Matos Sipahi, do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP), a descoberta permitirá explorar melhor a mecânica quântica e as previsões feitas nesse campo de conhecimento. "Isso promove um avanço da ciência e pode levar a novas tecnologias."
O trabalho foi realizado em parceira com pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley e da Universidade de Amsterdã, na Holanda. Levou-se tanto tempo para chegar a esse resultado porque os cientistas não tinham as técnicas necessárias para distinguir o excitonium sem margem de dúvidas, uma tarefa que exigiu seis anos.

Em uma entrevista para a revista "Newsweek", Abbamonte contou ter se encontrado com Halperin, cientista da Universidade de Harvard hoje com 76 anos, e ele teria demonstrado muita felicidade ao saber da confirmação empírica de sua teoria.

O excitonium existe na literatura especializada há cinco décadas, mas os cientistas ainda não sabem quais são suas propriedades. Tanto que existem hipóteses opostas: alguns pensam ser um material isolante, enquanto outros imaginam que funcione como um supercondutor ou um superfluido, transportando energia sem dissipação.
O novo desafio da equipe da Universidade de Illinois será identificar as possíveis funções do excitonium e, assim, apontar futuras aplicações. Em entrevista ao jornal britânico The Independent, Abbamonte comparou esta descoberta com a do Bóson de Higgs, também conhecida como a "partícula de Deus".

"Provar sua existência é crítico para validar as leis da Física como as conhecemos hoje."

Fonte: g1 

Centenas de ovos de pterossauros descobertos em escavação revolucionária

O título deste artigo é o mesmo que foi usado pela National Geographic [1] para noticiar a descoberta de pelo menos 215 ovos de pterossauros extraordinariamente bem preservados. Em alguns desses ovos, podem ser vistos embriões e filhotes que haviam acabado de ser chocados. Além do número de ovos e da qualidade da preservação de detalhes, chama a atenção a descrição das condições que provocaram a fossilização. De acordo com a reportagem da National Geographic:

"Os Hamipterus não apenas se alimentavam nesse paraíso há tanto tempo perdido, eles também se reproduziam ali, provavelmente enterrando ninhadas de ovos na vegetação ou nos litorais. Os ovos fossilizados nos sedimentos do lago se agitaram pela rápida água corrente, um sinal de que tempestades devam ter inundado a área do ninho e sacudido os ovos até um lago maior, onde a lama ensopada os enterrou. Os ovos não escoaram todos de uma vez: eles se dividem em quatro camadas de sedimento distintas, o que sugere que múltiplas enchentes os depositaram ao longo do tempo." [1]

"Conforme as águas se enfureciam no velho lago chinês, muitos dos ovos de pterossauros racharam, deixando entrar sedimentos que no final das contas preservaram suas formas retangulares. Em pelo menos 16 desses ovos, os sedimentos também embalaram os delicados esqueletos de embriões de pterossauros em desenvolvimento, inclusive um osso que a equipe pensa que pertencera a um animal previamente chocado." [1]

Em outras palavras, o cenário envolve, como é comum em fossilização, inundações catastróficas e sedimentos. Neste caso em particular, fala-se de múltiplas enchentes "ao longo do tempo" por causa das quatro camadas nas quais os ovos estão divididos. Podemos interpretar essa divisão em camadas de duas formas. A primeira, apela aos experimentos de Berthault [2], segundo os quais um padrão de extratos (como o observado nas camadas sedimentares) pode se formar rapidamente, com todas as camadas (do fundo ao topo) sendo depositadas simultaneamente. Neste caso, a linha do tempo estaria na direção horizontal, não vertical.

Uma outra possibilidade vem das marés altas e baixas que devem ter ocorrido durante o dilúvio, como explica John Morris [3]

"As águas continuaram subindo e descendo e subindo novamente até que todas as montanhas pré-diluvianas estivessem cobertas. Elas mantiveram um nível de oceano anormalmente elevado, mas flutuante, através do dilúvio, na medida em que interações complexas entre as forças tectônicas e hidrodinâmicas testemunhavam as águas vindo e indo em ondas." 

Ambas as possibilidades dão conta de ovos distribuídos em diferentes camadas sedimentares.

Em resumo, a história que os fósseis (não apenas neste caso) nos contam sobre o passado é de um cenário catastrófico e envolvendo grandes quantidades de água e sedimento, mortandade em massa, soterramentos repentinos e eventos geológicos de dimensões e violência tal qual não se veem nos dias de hoje. Seria o dilúvio de Gênesis uma hipótese viável para explicar isso tudo? Acredito que sim.

Referências:
1-National Geographic, "Centenas de ovos de pterossauros descobertos em escavação revolucionária",

2-G. Berthault, "Analysis of Main Principle of Stratigraphy on the Basis of Experimental Data", Lithology and Mineral Resources, vol. 3, 2002, p. 442-446.

3-John D. Morris, "The Global Flood: Unlocking Earth's Geologic History", Edição para Kindle (Posição de leitura 911 de 4617).

Fonte: Origem e Vida

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