terça-feira, 18 de julho de 2017

10 dicas para ter sucesso na vida, segundo um Nobel de Química

Stoddart palestrando na Convenção IUPAC 2017 - "Dedicação e humildade são os segredos".
Fraser Stoddart, Nobel de Química de 2016, esteve em São Paulo para a 49ª convenção da União Internacional de Química Pura e Aplicada (Iupac), um dos principais encontros da área, que ocorreu entre os dias sete e 13 de julho de 2017.

Ao fim de sua palestra, Stoddart fez questão de ressaltar algumas dicas que o ajudaram a ser bem sucedido na vida, dando destaque para uma citação do dramaturgo britânico Noel Coward: "O segredo do sucesso é a capacidade de superar o fracasso".

Para ter sucesso em qualquer aspecto da vida, o ganhador do Nobel indica:

01 - Trate as pessoas como gostaria de ser tratado

02 - Seja respeitoso com as pessoas mais jovens que você

03 - Trate pessoas com diferentes passados e culturas da mesma forma

04 - Não fale mal das outras pessoas

05 - Pense antes de abrir sua boca

06 - Perceba que vivemos em um mundo pequeno

07 - Esteja pronto para dar mais que receber

08 - Apoie quem estiver ao seu redor

09 - Seja pronto, disposto e capaz de elogiar

10 - Aprenda a fazer muito com pouco

Fonte: Galileu

I Simpósio de Design Inteligente do Nordeste

Depois do grande sucesso do TDI BRASIL, TDI RIO e TDI Sâo Paulo teremos agora em Novembro 2017 - 10 e 11 em Fortzaleza -Ceará o TDI NORDESTE a ser realizado na Universidade Federal do Ceará - UFC.

Grandes nomes da TDI BRASIL estarão lá, além de um dos maiores defensores do DI no mundo - Jonathan Wells. Ele é também autor de dois livros que se tornaram ícones do DI - "Icons of Evolution" e mais recentemente "Zombie Science: More Icons of Evolution".

Inscreva-se já e não perca mais este congresso histórico da TDI no Brasil.

Fonte: TDI NORDESTE

quinta-feira, 13 de julho de 2017

A profunda ignorância dos cientistas sobre a origem da vida

Embora o público em geral seja desconsertadamente desconhecedor, o simples fato científico é que os cientistas ainda não têm a menor ideia de como a vida pode ter começado através de um processo natural não guiado com a ausência da intervenção de uma força criadora consciente.

Eis aqui algumas declarações sobre a origem da vida:

LUCA - Antepassado comum
universal de todas as células
James Tour, professor de Química na Universidade Rice, 2016: “[Há] ignorância coletiva. [...] Aqueles que dizem que isso já está bem elaborado não sabem de nada, nada sobre a síntese química... Aqueles que pensam que os cientistas entendem os detalhes da origem da vida estão completamente desinformados. Ninguém entende. [...] Quando a comunidade científica confessará ao mundo que eles não têm pistas sobre a origem da vida, que o imperador está nu?”

 Eugene Koonin, microbiólogo, 2011: “A origem da vida é um fracasso.”

Lee Hartwell, laureado com o Prêmio Nobel em Medicina, 2011: “Com respeito à origem da vida, eu descubro que quanto mais aprendemos sobre as células, mais complexas elas parecem; elas simplesmente são coisas incrivelmente complexas, e partir do que nós podemos ver hoje e tentar raciocinar de onde veio, eu acho que é realmente impossível.”

 Paul Davies, físico teórico da Universidade Estadual do Arizona, 2010: “Como [a vida começou]? Nós não temos ideia.”

 Franklin Harold, biólogo molecular da Universidade Estadual do Colorado, 2001: “Para mim, a origem da vida parece tão incompreensível quanto antes, uma questão para se maravilhar, mas não para explicação.”

 Hubert Yockey, físico e renomado teórico da informação, 1981: “Uma vez que a ciência não tem a menor ideia de como a vida na Terra se originou... seria somente honesto confessar isso para os outros cientistas, para os financiadores, e para o público em geral.”

Basta dizer que não somente a ciência não tem progredido nessa área desde que Charles Darwin publicou seu famoso tratado de 1859, A Origem das Espécies, mas, ao contrário, regrediu em muitas ordens de grandeza.

O que quero dizer com regredir torna-se claro se traçarmos o dilema da origem da vida em um gráfico X-Y padrão; com o eixo X horizontal representando o entendimento de uma origem naturalista da vida de 1859 até o presente. É uma linha reta começando com zero (entendimento em 1859) e terminando com zero (entendimento em 2017). Que o eixo Y represente o nível de entendimento desde 1859 da magnitude do problema que precisa ser resolvido. Em 1859, era tido como sendo uma questão relativamente trivial (i.e. próxima de zero); todavia, devido aos avanços surpreendentes em genética, bioquímica, e microbiologia desde então, a linha do eixo Y já saiu do gráfico.

Como o bioquímico Klaus Dose escreveu: “A experimentação da origem da vida... tem levado a uma melhor percepção da imensidade do problema da origem da vida na Terra em vez de sua solução.” Os pesquisadores Carl Woese e Gunter Wachtershauser concordam: “Embora nós não tenhamos uma solução, agora temos uma noção da magnitude do problema.”

Por que os pesquisadores estão enfrentando tais dificuldades em descobrir uma origem naturalista da vida? “Certamente”, disse Koonin, “isso não é devido a uma falta de esforço experimental e teórico, mas à extraordinária intrínseca dificuldade e complexidade do problema. Uma sucessão de etapas extremamente improváveis é essencial para a origem da vida... Isso faz o resultado final parecer quase que um milagre.”

Em outras palavras, descobrir como que forças naturais não guiadas poderiam montar uma célula viva – uma máquina molecular mais sofisticada e funcionalmente complexa do que qualquer tecnologia humana já produzida – é um problema de proporções atormentadoras como um pesadelo.

O conjunto de peças LEGO de um modelo da ponte do Brooklyn tem 852 peças; cada peça foi intencional e especificamente planejada para construir o modelo da ponte. Imagine que a você foi designada a tarefa de descobrir um caminho para a montagem bem-sucedida do modelo da ponte usando somente forças naturais não guiadas (calor, raio, luz solar, vento, radiação, etc....).

Fonte: Questia, via Desafiando a Nomenklatura Científica

terça-feira, 4 de julho de 2017

Teoria da Evolução vai deixar de ser ensinada na Turquia

Presidente da Turquia, Recep Erdogan
A teoria da evolução vai deixar de ser lecionada na Turquia porque é um assunto controverso, passível de debate e demasiado complicado para os estudantes. A ideia foi defendida por Alpaslan Durmus, responsável pelo Conselho de Educação turco, num vídeo publicado no site do Ministério da Educação. “Acreditamos que o tema está além da compreensão deles [dos estudantes]”, afirmou. O responsável acrescentou que um capítulo sobre a evolução ia ser removido dos livros de Biologia do nono ano. Adicionalmente, outra mudança no currículo poderá envolver uma redução do tempo que os estudantes passam estudando o secularismo e aumentar o tempo de estudo da religião. A proposta foi apresentada em janeiro e levou Cagatay Tavsanoglu, presidente da Sociedade Turca de Ecologia e Biologia Evolucionária, a escrever um artigo na Nature, pedindo apoio à comunidade científica internacional para o tema voltar ao currículo nas escolas turcas.

“A estratégia proclamada pela Turquia de alcançar excelência nas ciências biológicas e médicas deve ser apoiada por um forte programa educacional em biologia evolucionária. O entendimento da teoria da evolução é crucial para resolver desafios contemporâneos, como a perda da biodiversidade. Os princípios evolucionários têm proporcionado avanços em muitos campos, como a agricultura, medicina, farmácia e nanotecnologia”, escreveu Tavsanoglu.

Muitos são os críticos dessa mudança, de acordo com o jorna britânico Guardian, que acusam o presidente da Turquia, Recep Erdogan [foto acima], de querer tornar a sociedade turca cada vez mais religiosa e islâmica. Essa agenda é contrária, defendem muitos, aos ideais do fundador da Turquia moderna, Mustafa Atatürk. Assim, o país afasta-se também de uma abordagem e de ideais mais ligados ao Ocidente e à Europa, para dar lugar ao estudo do que foi feito por cientistas turcos e muçulmanos, defendeu também o líder do Conselho de Educação.

Fonte: DN Portugal

Nota do blog Criacionismo: Talvez os evolucionistas possam pensar que os criacionistas de todo o mundo vão comemorar uma notícia como essa, só que não. A Turquia tem orientação religiosa muçulmana, e nos países islâmicos teocráticos as coisas acontecem meio que “no cabresto”. Criacionistas cristãos, de modo geral, não assumem nem defendem esse tipo de postura. Na verdade, também de modo geral (pelo menos os adventistas pensam assim), defendem a total separação entre o Estado e a religião/igreja, um dos motivos pelos quais não concordam com o ensino do criacionismo em escolas públicas (o outro motivo é o despreparo da maioria dos professores, que mais fariam é “detonar” o criacionismo em lugar de ensinar adequadamente suas bases conceituais). O ideal seria um ensino crítico da teoria da evolução, destacando seus elementos científicos e filosóficos, deixando claro que muito do que é apresentado como científico não passa pelo crivo do método científico nem se encaixa no conceito correto de ciência, que se vale de métodos matemáticos para compreender a realidade (acompanhe esta série e clique aqui e aqui).

Tavsanoglu, que defende a teoria da evolução, comete vários erros em sua fala. Primeiro, ele associa a busca da excelência em ciências biológicas e médicas ao ensino do evolucionismo. Nada mais falso. Basta ver quantas dissertações e quantas teses foram publicadas sobre os mecanismos da macroevolução biológica, por exemplo. O avanço da biologia não depende necessariamente da teoria da evolução, embora aspectos dela (que são científicos), como a seleção natural, sejam válidos e úteis. Pior é dizer que o desenvolvimento da medicina tenha relação com a teoria darwiniana. Por favor, leia o artigo “Por que a medicina ignora a teoria da evolução” e compreenderá o que quero dizer.

Tavsanoglu diz ainda que “os princípios evolucionários têm proporcionado avanços em muitos campos, como a agricultura, medicina, farmácia e nanotecnologia”. No imaginário popular, o que fica é o seguinte: a vida surgiu naturalmente em um mar primitivo há bilhões de anos e foi se tornando mais e mais complexa, por si só, e, de alguma forma, isso é tão importante que levou até mesmo ao desenvolvimento de tecnologias avançadas e medicamentos úteis. Só que uma coisa não tem nada a ver com a outra, e essa ideia faz com que se tenha a impressão de que os criacionistas seriam contra a medicina, o desenvolvimento de remédios e a nanotecnologia. Isso é uma tremenda confusão, para não dizer injustiça! De fato, o computador foi inventado por um religioso, a genética, por um padre, e o método científico (além do cálculo) por homens profundamente devotos e crentes na Bíblia como a revelação de Deus.

A Turquia está errada em sua decisão arbitrária, mas também estão errados os argumentos dos que não querem que o evolucionismo seja eliminado das salas de aula. [MB]

Leia também: “Evolucionistas ‘detonam’ o ensino da ciência” e “Os médicos e a teoria da evolução

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