quinta-feira, 15 de junho de 2017

Em artigo, pesquisadores admitem imprecisão da datação por C14

J. A. S. Francisco, aluno do curso de Licenciatura em Química do Centro Universitário Amparense (Unifia); A. A. Lima, química, doutora em Ciências (área de concentração: Química Inorgânica), professora da Unifia e coordenadora do curso de Química; e D. P. Arçari, biólogo, mestre em Ciências e professor da Unifia escreveram o artigo “Datação por Carbono 14” (leia aqui), no qual concluem o seguinte: “No estudo realizado através de revisão literária pode-se concluir que pelo método de datação por carbono 14, se torna possível que arqueólogos possam comprovar a idade de objetos e fosseis encontrados, que provavelmente estão no local há milhares de anos. Pelo que podemos ver, a datação através do carbono 14 não deve ser utilizada como algo exato, principalmente por não se conhecer a concentração exata de carbono 14 em tempos remotos. Essa variação pode fazer uma amostra parecer mais velha do que realmente possa ser. É bom ter em mente o que está por trás dos métodos de datação por carbono 14. Uma coisa é medir a quantidade de isótopos presentes em determinada amostra, isso é possível fazer com grande precisão; outra coisa totalmente diferente é extrapolar essa observação para determinar a idade do objeto em questão, isso depende de fatores não observados e não conhecidos que simplesmente se tem de assumir não dá para voltar atrás no tempo até a altura que o objeto começou a se formar e acompanhar o seu desenvolvimento.”

Admissão interessante de quem estuda o assunto, embora programas popularescos como o Fantástico e documentários da Discovery, por exemplo, sempre apresentem os métodos radioativos de datação como praticamente infalíveis. Uma análise rápida de alguns artigos científicos disponíveis na internet mostra que vários autores admitem possibilidades de erros nas datações. E meu livro A História da Vida, trato desse assunto dos métodos de datação em um capítulo específico, e a Sociedade Criacionista Brasileira (SCB) acaba de lançar um ótimo livro sobre o assunto, intitulado Exame Crítico da Datação Radiométrica.

A Datação Radiométrica é um dos assuntos cruciais envolvidos na controvérsia entre a estrutura conceitual evolucionista e a estrutura conceitual criacionista, pelas implicações relativas às distintas interpretações das idades de formações geológicas e de fósseis encontradas na natureza. Esse livro pretende fornecer subsídios para quem realmente deseja compreender as bases filosóficas e as evidências reais que fundamentam os pressupostos assumidos pelas duas posições antagônicas aceitas para a interpretação dos fatos observados na natureza.

Na primeira parte do livro, encontra-se uma seleção de artigos já publicados nos periódicos editados pela SCB e, na segunda parte, uma coletânea de artigos mais recentes, publicados na revista Acts and Facts, publicada mensalmente pelo Institute for Creation Research, instituição criacionista sediada nos Estados Unidos.

Todos esses artigos, em seu conjunto, constituem um valioso acervo de informações básicas sobre a história do desenvolvimento dos métodos de datação radiométrica e do estado atual da arte nesse interessante e importante campo de pesquisas.

O desejo dos editores é que essa seja uma publicação que possa trazer à baila argumentos de peso a favor da interpretação alternativa dos fatos a partir de pressuposições distintas das usualmente levadas em conta no campo da datação radiométrica, permitindo aos leitores avaliarem a questão por si mesmos considerando as informações adicionais expostas, nem sempre fáceis de ser encontradas na literatura especializada sobre o assunto.

O livro tem 220 páginas e pode ser adquirido aqui. [MB]

Fonte: Criacinismo

segunda-feira, 12 de junho de 2017

A Evolução Espera que Você não Saiba Química



Nota: Enovelamento de proteínas, DNA, RNA...TODA REALIDADE contra Evolução. "A Evolução espera que você não saiba Química" - Dr. Marcos Eberlin

O Dr. Marcos Eberlin é o Presidente da Sociedade Brasileira do Design Inteligente. Seja um membro da Sociedade ! É simples, cadastre-se aqui : http://tdibrasil.com

domingo, 11 de junho de 2017

Discutir a origem da vida através da fé e da ciência é proposta de nova revista

Com o objetivo de divulgar notícias e artigos referentes à origem da vida com uma visão bíblica e cientifica, surge no mercado a Origem em Revista, um veículo que busca responder ao desafio de oferecer conteúdo aprofundado sobre a origem da vida, unindo a fé cristã e a ciência. A Origem em Revista se propõe a dialogar com o público ao ponto de compreender suas necessidades e absorver suas principais dúvidas, assim produzindo conteúdos específicos que alcancem, especialmente, os jovens que possuem apenas o contato restrito com a teoria darwiniana em suas faculdades. “Percebemos uma lacuna existente no Brasil, um espaço que deveria ser ocupado por alguém que trouxesse toda a experiência, paixão, determinação e ideias inovadoras nessa missão de levar a todo lugar a mensagem da Criação através de um canal de divulgação em forma de uma revista gratuita, interativa, isto é, que convidasse todos os pesquisadores e/ou cientistas criacionistas ou adeptos do design inteligente que temos no Brasil a publicar seus textos em nossa revista”, afirma o cofundador e editor chefe da revista, Everton Alves.

O título da publicação está relacionado diretamente com a identidade e missão da publicação. O termo Origem se refere diretamente ao foco da revista, que abrange um campo mais amplo para o diálogo, não se limitando apenas ao modelo criacionista e suas ramificações, mas abrindo possibilidades de discussão dos outros modelos que estão surgindo, como, por exemplo, o Design Inteligente, que aponta como uma nova forma de compreender os mecanismos envolvidos na origem do projeto e manutenção da vida na Terra. “Já o segundo termo, em Revista, não diz respeito apenas ao formato da publicação, mas é uma mensagem mais profunda. Segundo o dicionário, “revista” significa uma segunda visita, um novo exame mais minucioso, ou seja, é a revisão da história de nossas origens que, até então, tem sido parcialmente contada através dos livros didáticos ofertados nos ensinos fundamentais e médios de nossas escolas”, comenta o cofundador e diagramador da revista, Alex Kretzschmar.

A revista será no formato digital e disponibilizada gratuitamente no site Origem em Revista, e a previsão de lançamento é janeiro de 2018. “A revista será semestral, mas o site será atualizado constantemente com notícias e artigos relacionados à temática”, explica Alex.

Serviço
Lançamento: Origem em Revista
Facebook: @origememrevista
Site: https://origememrevista.com.br/
Contato: faleconosco@origememrevista.com.br

Fonte: Rafaela Garcia, Origem em Revista

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Livro - Exame Crítico da Datação Radiométrica

A Datação Radiométrica é um dos assuntos cruciais envolvidos na controvérsia entre a estrutura conceitual evolucionista e a estrutura conceitual criacionista, pelas implicações relativas às distintas interpretações das idades de formações geológicas e de fósseis encontradas na natureza.

Este livro pretende fornecer subsídios para quem realmente desejar compreender as bases filosóficas e as evidências reais que fundamentam os pressupostos assumidos pelas duas posições antagônicas aceitas para a interpretação dos fatos observados na natureza.

Na primeira parte desta publicação encontra-se uma seleção de artigos já anteriormente publicados nos periódicos editados pela Sociedade Criacionista Brasileira e, na segunda parte, uma coletânea de artigos mais recentes publicados na revista “Acts and Facts” publicada mensalmente pelo “Institute for Creation Research”, instituição criacionista sediada nos Estados Unidos da América.

Todos esses artigos, em seu conjunto, constituem um valioso acervo de informações básicas sobre a história do desenvolvimento dos Métodos de Datação Radiométrica e do estado atual da arte nesse interessante e importante campo de pesquisas.

Esta publicação é fruto da colaboração iniciada há três anos entre a SCB e o seu Núcleo Criacionista da cidade de Maringá, PR (“NUMAR-SCB”) que reúne mais de uma dezena de professores universitários e pesquisadores de alta qualificação acadêmica.

O desejo dos Editores é que esta seja uma publicação que possa trazer à baila argumentos de peso a favor da interpretação alternativa dos fatos a partir de pressuposições distintas das usualmente levadas em conta no campo da datação radiométrica, permitindo aos leitores avaliarem a questão por si mesmos considerando as informações adicionais aqui expostas, nem sempre fáceis de serem encontradas na literatura especializada sobre o assunto. Total de 220 páginas.Vários autores.

PRIMEIRA PARTE

- Uma Terra Recente?

- Um Levantamento de Métodos de Datação 25

Eugene F. Chaffin - O Debate Sobre a Idade da Terra 50

Lawrence Badash - A Terra Recente 63

Henry M. Morris - Um Exame Crítico da Datação com Radiocarbono à Luz de Dados Dendocronológicos 72

Sidney P. Clementson - Confirmada a Idade Magnética Recente da Terra 89

Thomas G. Barnes - Um Exame Crítico da Datação Radioativa das Rochas 99

Sidney P. Clementson - Taxas de Difusão de Hélio Apontam para uma Terra Recente 110

Adauto J. B. Lourenço - Tempo: Um Problema para os Modelos da História da Terra 122

Urias Echterhoff Takatohi - Uma Revisão Crítica do Uniformismo na Geologia e o Dilúvio Universal 140

A. W. Mehlert - Duas descobertas muito relevantes para a datação radiométrica 158


SEGUNDA PARTE

Rodrigo M. Pontes - Relógios nas Rochas?  169

Vernon R. Cupps, Ph.D. - O Ícone das “Isócronas”  176

Vernon R. Cupps, Ph.D. - O relógio “Nobre”  184

Vernon R. Cupps, Ph.D. - Datação com Metal Alcalino: O Modelo de Datação de Rb-Sr 193

Vernon R. Cupps, Ph.D. - Relógios de Terras Raras os Modelos de Datação Sm-Nd e Lu-Hf

(Primeira Parte) 201

Vernon R. Cupps, Ph.D. - Relógios de Terras Raras Os Modelos de Datação Sm-Nd e Lu-Hf

(Segunda Parte) 206

Vernon R. Cupps, Ph.D. - Relógios de Metais Pesados: Os Modelos de Datação U-Pb E Th-Pb  211

Vernon R. Cupps, Ph.D. - Relógios de Metais Pesados o Modelo de Datação Pb-Pb  216

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A tabela periódica e a evidência de um projetista cósmico

    No princípio não havia tempo, nem espaço, nem matéria. No instante inicial do espaço-tempo como o conhecemos, o “relógio universal” já marcava cerca de 10-43s. As três dimensões de espaço expandiram-se rapidamente com a passagem do tempo. A Criação do tempo induziu a criação de energia, que excitou o vácuo e criou partículas com grande quantidade de energia cinética, o que elevou a temperatura. Devido às propriedades do espaço-tempo, houve uma grande expansão e depois um resfriamento. Entrou em cena uma minúscula partícula conhecida como Bóson de Higgs que começou a conferir massa aos férmions e às demais partículas. Então, uma força nuclear mediada por glúons entrou em ação e os quarks (um tipo de férmions) começaram a se unir e formaram os prótons e nêutrons, depois os elétrons começaram a formar a eletrosfera dos primeiros átomos, em seguida foi produzido o primeiro elemento químico, o mais simples e o mais abundante no Universo: o Hidrogênio. Este elemento possui três formas semelhantes que são chamadas de isótopos (Prótio, Deutério e Trítio).


    Todavia, esse foi apenas o começo. Então, os isótopos Deutério e Trítio através de um processo denominado de fusão nuclear formaram o Hélio. Então, as nuvens de hidrogênio e hélio começaram a interagir e surgiu a primeira estrela, diferente de qualquer outra que conhecemos. As estrelas são verdadeiras fábricas de elementos químicos. Por esse motivo, essa estrela precisou explodir para espalhar os elementos fabricados em seu interior pelo Universo. Novamente, a gravidade começou agir e formou, com esses elementos lançados pelas estrelas, os planetas ricos em elementos essenciais à vida, o objetivo final do plano, para que, assim, ela pudesse surgir com toda a sua beleza e ordem, bem como todo o processo que a antecedeu.

    Essa breve e simplória descrição acima relata o que foi o Big Bang[1] e como surgiram os ingredientes necessários para que a vida pudesse surgir. Quando estudamos Química, nos deparamos
com a tabela dos elementos presentes na natureza (Tabela Periódica) e, por sua aparente complexidade, não nos damos conta de sua ordem e beleza. Será que o acaso sem propósito pode criar algo tão magnífico?

    Ao analisarmos o alfabeto, verificamos 26 símbolos que chamamos de letras e que são capazes de expressar de forma escrita todas as palavras em diversos idiomas. Se alguém afirmasse que esses símbolos surgiram do acaso, ninguém o levaria a sério. O mesmo acontece quando observamos a Tabela Periódica e identificamos atualmente 118 elementos em perfeita ordem, que podem ser agrupados em famílias. Tudo que vemos, desde rochas, água, ar, plantas, insetos, animais, até ao homem são constituídos por esses elementos. Alguns dão a impressão de existirem somente para benefício do próprio homem. A Tabela Periódica apresenta-se como sendo o alfabeto da vida. Sua beleza e ordem testemunham a favor de uma Inteligência agindo nos bastidores.

    É possível inferir que essa Inteligência brincou conosco e escondeu vários deles em compostos complexos em uma natureza repleta de beleza, como alguém que desejava fornecer pistas para não ficarmos sem saber de nossa origem e nos beneficiou, ainda, com um extremo apreço pelo o que é belo. Como um pai que estimula no filho o desejo pela leitura só pra que ele possa ler a sua biografia e conhecê-lo melhor.

Cyril Stanley Smith
    Veja o que Cyril Stanley Smith, um dos historiadores da metalurgia, afirma: “A metalurgia começou com a confecção de contas para colares e ornamentos malhados em cobre, o que ocorria naturalmente, muito antes de serem feitas facas e armas ‘úteis’”.[2] Dessa forma, não foi o instinto pela preservação e proteção da vida que impulsionou a descoberta dos elementos químicos, mas sim a arte, a beleza. Talvez seja por esse motivo que o ouro, “o metal menos prático é o mais valioso, valorizado porque os seres humanos são mais fundamentalmente artistas do que guerreiros” [3]. A existência da beleza por amor à própria beleza foi um desafio para Darwin que o levou a assumir que isso “seria totalmente fatal para sua teoria”[4].

    Foi exatamente o apreço pelo o que é belo que levou os cientistas a procurar por padrões ou modelos entre os elementos químicos. “Haviam visto sempre a natureza engenhosamente elaborada, suspeitando que houvesse uma ordem escondida com significado”[5]. Benjamin Wiker e Jonathan Witt trazem este tema em seu livro “Um Mundo com Significado” de maneira bem interessante.

Evolução Histórica

Johann Döbereiner
    Em 1800, a quantidade de elementos descoberta era suficiente para que a buscar por padrões que demonstrassem uma ordem fosse realizada pelos cientistas da época. 

 O primeiro a identificar a existência de modelos entre os elementos foi o alemão, Johann Döbereiner, que em 1817, criou, o que é considerado por alguns, o primeiro esboço da Tabela Periódica. Ele percebeu o que denominou de “Lei das tríade”, grupo composto por três elementos onde o peso atômico do elemento do centro aproximava-se da média entre os outros dois elementos. Mas não foi aceito porque compreendia um número pequeno de elementos. 

 Entretanto, essas tríades se encontram alinhadas verticalmente em Grupos diferentes (Li, Na e K no Grupo 1; Ca, Sr e Ba, no Grupo 2; S, Se e Te, no Grupo 16; Cl, Br e I, no Grupo 17) e, horizontalmente, no Período 4, os elementos Fe, Co e Ni.
Esboço do primeiro modelo da Tabela periódica, conhecida como Lei das tríade - 1817.
      Ainda no século XIX, Jean Baptiste André Dumas identificou padrões matemáticos nos elementos químicos. Sem que ele percebesse, acabou descobrindo a ordem de quatro grupos da Tabela Periódica.

Chancourtois
    O geólogo francês Alexandre-Émile Béguyer de Chancourtois foi o primeiro cientista a ver a periodicidade dos elementos quando foram arranjados em ordem de seus pesos atômicos. Creditado como sendo o descobridor original do periodicidade dos elementos e o criador do método tridimensional de acordo elemento e representação. 

    Ele desenhou os elementos como uma espiral contínua em torno de um cilindro de metal dividido em 16 partes. O peso atômico do oxigênio foi tomado como 16 e foi utilizado como padrão contra o qual todos os outros elementos foram comparados. Telúrio foi situado no centro, o que levou o nome "Parafuso telúrica". Em 1862, a invenção de Chancourtois, o parafuso de telurídeo calculou os pesos atômicos de todos os elementos conhecidos na época. Entretanto, o parafuso de telúrico não era confiável.
Modelo Parafuso Telúrico do cientistas Chancourtois em 1862
    Apesar do trabalho de Chancourtois, sua publicação atraiu pouca atenção dos químicos em todo o mundo. A razão é que o diagrama original de Chancourtois foi deixado fora da publicação, fazendo o papel difícil de compreender. 

Jonh Newlands
    Jonh Newlands, levando em consideração o entendimento de Dumas, observou que alinhando os elementos em ordem de peso atômico, iniciando com o Hidrogênio, cada oitavo elemento da ordem possuía propriedades semelhantes entre si. 

   Por exemplo: Se desconsiderássemos os Elementos de Transição e os Gases Nobres e iniciássemos em Li, o oitavo seria o Na, que possui características semelhantes ao Li; se iniciássemos com o Be, o oitavo seria o Mg, que possui características semelhantes ao Be. Ele chamou essa descoberta de “lei das oitavas”, semelhante às notas musicais. 

    Para Newlands, que era músico, os elementos químicos poderiam ser organizados em forma de um instrumento musical.
Teoria das "Leis das oitavas" de Jonh Newlands - 1864
    Entretanto, Newlands não persistiu em seus estudos e acabou cometendo alguns equívocos e isso maculou sua pesquisa. Se tivesse insistência em sua ideia inicial teria ido muito longe, já que muitos elementos químicos ainda estavam para ser descobertos. Newlands poderia ter, até mesmo, previsto esses elementos, bem como seus pesos e propriedades químicas.

Dmitri Mendeleev
    Em 1871, Dmitri Mendeleev, o profeta da descoberta dos elementos químicos, como uma criatura que ama padrões, acreditou que a natureza não interromperia os padrões que ele havia descoberto nos pesos e nas propriedades químicas crescentes nos elementos. Insistiu em sua teoria [Teoria da Ordem de Massa Atômica] e quando não havia um elemento descoberto com as características necessárias para se encaixar em um grupo, ele deixava o espaço em branco e afirmava que deveria haver um elemento na natureza a ser descoberto que preencheria os requisitos.

    Mendeleev previu a descoberta do escândio (Sc), ele o chamava de eka boron, previu seu peso e suas características e acertou em cheio. Do mesmo modo, previu a descoberta do gálio (Ga) e germânio (Ge). Este ilustre russo não viveu suficiente para testemunhar as descobertas de J. J. Thomson, Ernest Rutherford, Niels Bohr, Erwin Schrödinger e Werner Heisenberg, pois teria ele ficado maravilhado com tamanha beleza e ordem que a natureza ainda estava para revelar.

              Moseley
    Contudo, em 1913, o inglês Henry Gwyn Jeffreys Moseley, descobriu uma relação entre o espectro de raios X de um elemento químico e seu número atômico. Foi o primeiro a conseguir determinar os números atômicos dos elementos com precisão, esta teoria ficou conhecida como Ordem de Número Atômico

    Ele mostrou que, quando os átomos eram bombardeados pelos raios catódicos, eles emitiam raios X, e, já que cada um tinha sua propriedade, determinava os valores dos números atômicos, e ainda previu lugares na tabela periódica para outros elementos, que foram descobertos anos mais tarde. Desta forma, a disposição dos elementos na tabela periódica ficou com um parâmetro mais adequado, que persiste até hoje. Cientistas posteriores foram determinando os números de prótons de outros elementos a partir desta técnica.

    Como o acaso sem propósito pôde realizar uma tarefa de tamanha elegância e ordem? Seria mera coincidência? Evidências de ordem e beleza estão presentes na Natureza. Ela está repleta de insight de uma Inteligência. Essa mesma Inteligência dotou o homem com um interesse impressionante pela beleza, ordem e curiosidade para descobrir sua origem e destino, para que soubesse que não foi fruto de um acidente. Como disse Henri Poincaré: “O cientista não estuda a natureza porque ela é útil. Estuda-a porque encontra grande prazer nisso; ele encontra prazer no estudo porque a natureza é bela. Se não fosse bela, não valeria a pena conhecê-la e a vida não valeria a pena ser vivida”[6]. A natureza é bela e é inerente ao homem o amor e a busca pela beleza. Isso faz-nos crer que por trás de toda beleza existente no Universo há um Ser que ama o belo e atribuiu às suas criaturas o mesmo sentimento.

Autor: Hilton Bastos 

Referências

[1] Acreditamos que o modelo do Big Bang não é totalmente incompatível com o Criacionismo Científico, embora haja quem discorde. A ideia de um Universo ainda em expansão e a cronologia utilizada parece ser cabível de revisão. Entretanto acreditamos que o modelo inicial utilizado nos dois primeiros parágrafos, onde subtraímos a cronologia evolucionista, não parece, a priori, contradizer a teologia.
[1] Cyril Stanley Smith. “Aestethic curiosity, the root of invention”, Anvil's ring, 1996. Disponível em http://www.pennabilli.org/testi/Smith_EN.htm, último acesso em 22 de fevereiro de 2017.
[2] Benjamin Wiker e Jonathan Witt. Um mundo com significado – como as artes e a ciência revelam o gênio da natureza. São Paulo, Cultura Cristã, 2009, p. 110.
[3] De “Utilitarian Doctrine, How Far True: Beauty, How Acquired”, cap. 6 de Charles Darwin, The Origin of Species, 6ª ed. Nova York: Mentor, 1958, p. 188. Extraído de Benjamin Wiker e Jonathan Witt. Um mundo com significado – como as artes e a ciência revelam o gênio da natureza. São Paulo, Cultura Cristã, 2009, p. 111.
[4] Benjamin Wiker e Jonathan Witt. Um mundo com significado – como as artes e a ciência revelam o gênio da natureza. São Paulo, Cultura Cristã, 2009, p. 127.
[5] Henri Poincaré, The Value of Science, Nova York, Dover, 1958, p. 8. Extraído de Benjamin Wiker e Jonathan Witt. Um mundo com significado – como as artes e a ciência revelam o gênio da natureza. São Paulo, Cultura Cristã, 2009, p. 109.



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