segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

NASA anuncia descoberta de sistema solar com 7 planetas semelhante a Terra

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A notícia ganhou os meios de comunicação e agitou o mundo. Finalmente, a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) anunciou a descoberta de planetas semelhantes à Terra – sete, ao todo – que, teoricamente, poderiam conter água em estado líquido e, portanto, na opinião dos cientistas, ter ambiente favorável ao surgimento e à evolução da vida. O sistema solar descoberto está a 39 anos-luz de distância e tem no centro uma estrela anã chamada Trappist-1, similar ao sol e um pouco maior que Júpiter. Segundo a Nasa, os planetas do sistema têm massa semelhante à da Terra e composição rochosa. O estudo publicado na revista Nature sugere que há chances de os cientistas encontrarem vida nesses planetas. “Não é mais uma questão de ‘se’, mas uma questão de ‘quando’”, disse Thomas Zurbuchen, administrador da Direção de Missão Científica da Nasa, na coletiva de imprensa que anunciou a descoberta.

A esperança dos cientistas é tanta que, mesmo que não seja encontrado sinal de vida nesse sistema, eles creem que ela pode ter se desenvolvido ou se desenvolverá. “[A Trappist-1] queima hidrogênio tão lentamente que vai viver por mais dez trilhões de anos – que é, sem dúvida, tempo suficiente para a vida evoluir”, escreveu Ignas Snellen, do Observatório de Leiden, na Holanda.

Os planetas não são observados diretamente, como podem dar a entender as ilustrações publicadas em jornais e revistas. Na verdade, nada se sabe sobre a cor deles e muito pouco sobre sua composição. Eles só são percebidos porque, ao passar pela frente da estrela, acabam escurecendo um pouco sua luz. Como esse bloqueio de luz é cíclico, os astrônomos deduzem que há planetas lá. Com as observações a partir de telescópios no solo e no espaço, os cientistas calcularam que não havia apenas três exoplanetas, mas sete. E com os dados foi possível calcular o tempo de translação, a distância da estrela, a massa e o diâmetro dos sete astros. Quanto à composição atmosférica (se é que eles têm uma) e a presença de água, isso depende da análise da luz que vem de lá, submetida a espectroscópios.

Uma notícia como essa mostra como o pensamento evolucionista está entranhado em todas as áreas, inclusive na astronomia. Primeiro, os cientistas dão a entender claramente que encontraram planetas capazes de abrigar vida, e que muito provavelmente ela deve estar lá. Mas, se não estiver, ela será capaz de surgir e se desenvolver em algum daqueles planetas. Então deduzem que a estrela do sistema recém-descoberto poderá existir por mais dez trilhões de anos, o que, segundo eles, “é, sem dúvida, tempo suficiente para a vida evoluir”. No entanto, sabe-se que nem em zilhões de anos seria possível surgir vida com toda a sua complexidade a partir de matéria não viva. Os biólogos evolucionistas evitam esse assunto, pois sabem que a matemática está contra eles (confira aqui e aqui).

Mesmo aqui, em nosso planeta, com todas as condições favoráveis à vida planejadas minuciosamente, a vida não poderia ter surgido e macroevoluído, sendo esta uma hipótese mais para o campo da metafísica. Se aqui na Terra o modelo evolucionista encontra suas limitações, quando o assunto é origem da informação complexa e específica e da complexidade irredutível, por que acreditar que em planetas que nem podem ser vistos diretamente ela teria surgido e evoluído?

É preciso realmente muita fé para crer nessa história. Mas a vontade de descobrir vida lá fora e provar a teoria da evolução é tanta que a mídia internacional está em festa. Até o Google produziu um de seus famosos doodles para comemorar o feito, como se, finalmente, tivéssemos descoberto o lar dos ETs.

Vida nesses outros planetas



Mas será que é tão fácil assim haver outros planetas como a Terra? O químico da Unicamp e doutor em espectrometria de massas, Marcos Nogueira Eberlin, diz que o que está havendo por aí é a aplicação do chamado “princípio da mediocridade” de Carl Sagan. Ao contemplar a foto do planeta Terra tirada a distância pela Voyager, Sagan disse: “Veja que planeta insignificante em que vivemos, e veja como nós, humanos, somos também insignificantes, pois habitamos um ponto pálido azul [a Terra] perdido na imensidão do Universo.” E assim, de uma só vez, o cientista ateu afirmou que, tanto a Terra quanto os seres humanos, não têm nada de especial, sendo possível que surgissem iguais por todo o lado no universo.

Assim como aconteceu com o aclamado planeta Kepler 186f, apenas duas coisas são realmente factuais: a) os sete planetas têm um diâmetro parecido com o da Terra, e b) orbitam seu sol, bem menor que o nosso, com uma distância apropriada para que a água, se existir, seja líquida. Ponto. O resto é especulação. Com apenas essas similaridades, os sete planetas foram alçados a “irmãos” da Terra.

Segundo o Dr. Eberlin, “para um planeta ser comparado ao nosso e ser chamado de ‘outra Terra’ teria que ter, pelo menos, algumas dezenas das milhares de condições únicas e indispensáveis da nossa Terra que permitem que ela sustente vida”.

Eberlin enumera algumas dessas condições essenciais:

 1) a existência de planetas como Júpiter e Saturno para proteger os planetas menores e a suposta vida neles do bombardeiro de asteroides e cometas;
2) a existência de luas como a nossa, com o diâmetro e a massa corretos para criar o movimento de precessão – com o ângulo correto – para formar nos mares planetários, se lá existirem, as marés corretas – e não tsunamis – que viabilizariam a vida nessas “Terras”;
3) a gravidade deve ser finamente ajustada naqueles planetas para que eles possam reter água líquida, mas não “esmagar” a vida;
 4) os planetas devem ter, também, uma atmosfera correta, com proporção correta de nitrogênio e oxigênio, e bactérias como a anammox em seus oceanos para agir no ciclo de nitrogênio de lá, e, assim, controlar a correta composição 3:1 de N2 e oxigênio de sua atmosfera;
5) se bombardeados por vento solar, como talvez o sejam, esses planetas devem também ser constituídos da liga perfeita de ferro e níquel, que a nossa Terra “milagrosamente” tem, e as condições de pressão e temperatura de seu interior devem ser corretas para que haja uma esfera sólida de Ni/Fe girando em um manto líquido, criando, assim, um campo magnético finamente ajustado para desviar esse vento, que é mortal;
6) ozônio deve compor também a atmosfera desses planetas, para filtrar os raios ultravioletas;
7) a rotação deve ser bem controlada – não basta girar, precisam girar na velocidade certa – para homogeneizar a temperatura global em algo perto de 19 graus centígrados. E muito mais seria preciso!

“Enfim, são tantas e tantas condições finamente ajustadas e interligadas que a Terra apresenta, que Francis Crick declarou que ‘homens honestos deveriam concluir que o surgimento da vida (e presumo da Terra) foi quase um milagre’”, cita Eberlin, e completa: “Não temos a menor ideia de como o verdadeiro ‘milagre da vida’ ocorreu bem aqui em nosso planeta, o qual habitamos e muito bem investigamos, por séculos, e nada sabemos de como o ‘milagre da Terra’ em que vivemos se viabilizou. Mas, mesmo assim, nessa nossa ignorância, anunciamos sem pudor que vamos encontrar outros planetas como a Terra e com vida dentro. Pode?”

Vida fora do planeta: argumento criacionista?

O astrofísico Eduardo Lütz acrescenta que “temperatura adequada é somente um entre muitos parâmetros necessários para possibilitar a vida como a conhecemos. Se um dia conseguirmos confirmar a existência de vida em outros planetas, aí sim, haverá um grande motivo para comemoração”.

Lütz lembra que existem aqueles que acreditam que a descoberta de vida fora da Terra representaria um golpe fatal no cristianismo em geral e no criacionismo bíblico, em particular. Na verdade, uma descoberta assim seria particularmente interessante e bem-vinda para muitos criacionistas, que percebem na Bíblia várias referências a seres inteligentes que vivem em outras partes do universo.

Vejamos um exemplo: nos primeiros capítulos do livro de Jó, são mencionados eventos nos quais filhos de Deus vinham de diferentes lugares para se reunir diante dEle. Entre eles estava um que se apresentou como vindo da Terra: Satanás. Não que ele fosse nativo da Terra, pois a Bíblia menciona que houve um momento em que ele veio para este planeta. Alguns entendem que esses filhos de Deus eram anjos, mas isso não faz sentido no contexto bíblico, pois é dito desses anjos que eles veem a face do Pai todos os dias. Então não faria sentido para eles precisar de um congresso de vez em quando para fazer isso. Também não poderiam ser humanos, pois a reunião não ocorreu na Terra e humanos não costumam participar de congressos interplanetários.

“Um cenário que faz muito mais sentido é o de que essas pessoas eram representantes de muitos planetas habitados por formas de vida inteligentes. A expressão ‘filhos de Deus’ se aplica a seres fiéis a Deus”, explica o astrofísico.

Resumindo o cenário, esses eventos mencionados nos primeiros capítulos do livro de Jó mencionam, de passagem, congressos interplanetários aos quais teriam comparecido representantes de planetas com formas de vida inteligente e fiéis a Deus. Apenas um dos representantes era rebelde: o da Terra. “Isso nos faz lembrar a parábola das cem ovelhas: apenas uma delas se extraviou, e o Pastor foi atrás para resgatá-la, deixando todas as demais na segurança do aprisco. Essa parábola não faz sentido quando tentamos aplicá-la ao que acontece com as pessoas na Terra, do ponto de vista cristão. Faz muito sentido, porém, se a Terra foi o único planeta a afastar-se do plano de Deus, criando sofrimento e injustiça no processo, conforme a Bíblia explica em tantas partes”, conclui o cientista.

Finalmente, o que podemos dizer da mais recente descoberta da Nasa? Há um bocado de exagero no que a mídia está veiculando, já que os dados não são conclusivos; além disso, conforme você poderá notar neste vídeo, a “onda” em torno dos OVNIs e da busca por formas de vida extraterrestre acaba atendendo a outros interesses; e, de qualquer forma, cristãos criacionistas nunca negaram o fato de que a Bíblia sugere que existam outros mundos habitados, não pelos ETs monstrengos dos filmes, mas por seres criados à imagem de Deus e que não pecaram, como aconteceu aqui na Terra.

A maior esperança dos seres humanos que confiam em Deus e em Sua Palavra é um dia serem reintegrados à grande família universal. Que venha logo esse dia!

Imagens: Tec mundo

Fonte: Michelson Borges 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Edição 2017: Tabela Periódica dos Elementos

Edição 2017 da Tabela Periódica dos Elementos Química Inteligente
A tabela periódica dos elementos é uma das ferramentas mais importantes para compreensão e estudo da Química. Bastante utilizado por professores, estudantes e pesquisadores, ela surgiu para agrupar os elementos que têm propriedades químicas e físicas semelhantes. Sua classificação é, sem dúvida, uma das maiores e mais valiosa generalizações científicas. 

Com essa ideia em mente e com dificuldade de encontrar no mercado uma Tabela Periódica dos Elementos atualizada num formato de banner e com dados precisos, os professores de química, Éverton Toffanetto e Firmo Neto, decidiram confeccionar Tabelas Periódicas dos Elementos que tivessem esses critérios segundo as normas mais recentes da IUPAC. Foi assim que nasceu a marca QUÍMICA INTELIGENTE, que desde 2013 vem fabricando tabelas periódicas com alto padrão de qualidade. Neste ano, a novidade é que a versão- 2017 pode ser adquirida no Mercado Livre. Confira o valor aqui.

O material tem um formato de banner, com um design inovador de cores vivas e detalhes mais nítidos garantindo uma impressão de alta resolução em lona de vinil com acabamento diferenciado além de ser impermeável. Suas dimensões chamam bastante atenção por serem a maior do mercado com 90 cm de altura por 120 cm de largura. Com esta dimensão o professor poderá utilizar nas suas aulas expositivas para uma turma de até 40 alunos garantindo assim uma boa visualização de todos.

Da esquerda para direita da foto: Professores Firmo Neto e Éverton Toffanetto, apresentando a 1° edição da Tabela Periódica Química Inteligente - Ano de 2012.  

Em relação as características de cada elemento químico, a marca Química Inteligente se destaca em seguimentos de tabelas periódicas trazendo muito mais informações úteis como por exemplo: nome atômico, número atômico, massa atômica, configuração eletrônica, raio atômico, temperatura de fusão, temperatura de ebulição, eletronegatividade, 1° energia de ionização e densidade.

Propriedades físicas e química do elemento Carbono

Vale destacar que em junho do ano passado, a IUPAC (União Internacional de Química Pura e Aplicada), divulgou os quatro nomes dos elementos químicos que faltavam para completar o sétimo período da tabela periódica. São eles: nihonium (número atômico 113), moscouvium (número atômico 115), tennessine (número atômico 117), oganesson (número atômico 118). Sendo assim, todos esses elementos novos foram incluídos na tabela periódica da Química Inteligente - 2017.

Os 4 novos nomes dos elementos químicos da sétima linha horizontal da tabela periódica
Na versão 2017 da tabela periódica Química Inteligente, foram incluídos a tabela de Potenciais Padrão de Redução e a Fórmula de Conversão das 3 principais Escalas Termométricas. Confira abaixo todas as informações contidas na Tabela Periódica dos Elementos - Química Inteligente - 2017.

Principio de Aufbau

Tabela de Potenciais Padrão de redução e Conversão de escalas termométricas

Tabela de Ânios
Tabela de Cátions

Série de reatividade dos metais e não metais

Se você interessou em adquirir a Tabela Periódica dos Elementos Químicos da Química Inteligente - 2017, poderá entrar em contato pelo e-mail: quimicainteligente.qi@gmail.com ou nos telefones:
(12) 9 8306-5850 Tim e WhatsApp. / (77) 9 9847-0538 VIVO.

O “Argumento” de Escape “Fora do Contexto”

O “fora de contexto” na maioria dos casos configura um escape para invalidar e desacreditar argumentos válidos.
Um dos recursos mais utilizados em debates é o pseudoargumento insinuando a ocorrência de uma citação fora de contexto (quote mining). Se trata de um recurso sofístico com finalidade escusa que será demonstrado aqui.

Um dos casos mais famosos sobre uma suposta citação fora do contexto é a de Stephen J. Gould:

“[...] a ausência de evidência fóssil para os estágios intermediários entre as principais transições em design orgânico, na verdade, a nossa incapacidade, até mesmo em nossa imaginação, de construir intermediários funcionais em muitos casos, tem sido um problema persistente e incômodo para as explicações gradualistas de evolução.” [1]

O que se está sendo exposto (intenção real):

a) que o autor faz uma confissão de algo óbvio, que é negado sistematicamente.

O que será insinuado sobre a intenção de quem cita (espantalhos):

b) quer demonstrar que o autor nega sua crença na evolução;
c) quer demonstrar que toda a teoria foi demolida com a confissão;
d) quer demonstrar que autor apoia nossa perspectiva.

Essas insinuações são usadas para contornar a situação de forma que a simples resposta do autor – dizendo que suporta a teoria [b], que a teoria pode ocorrer de outra forma [c] e que não concorda com a nossa perspectiva [d] – encerre o caso e prove que a citação foi uma desonestidade e uma fraqueza [a]. Nesse caso específico realmente há uma proposta do autor, o equilíbrio pontuado, que também é usado pra justificar essa exposição, como se ele quisesse reforçar os problemas do gradualismo para dar ênfase à sua solução. Mas a questão recaí sobre o que vinha sendo negado sistematicamente com forte resistência e foi confessado nesse excerto, a questão é clara e precisa: “ausência de evidência de registro fóssil para os estágios intermediários entre as principais transições em design orgânico“, e ele diz abertamente, não há o que se “refutar”, nenhuma resposta dele reverte essa confissão.

Mas nesse ponto já foram ditas tantas palavras para indução que a questão central está submersa. Ainda há outra estratégia principal sem a qual eles não conseguiriam induzir ninguém: a claque (aplausos), que é a estratégia de agir em bandos com outros ativistas curtindo e concordando mutuamente seus comentários e do ativista que argumenta.

Uma nova modalidade

Um belo dia uma citação que eu fiz foi alçada como “distorção”, “tirada de contexto”. Eu postei:

“Os biólogos têm que se lembrar constantemente que o que eles observam não foi criado, mas, em vez disso, evoluiu.”(Crick, F., What mad pursuit: a Personal View of Scientific Discovery, Sloan Foundation Science, London, 1988, p. 138).
Um indivíduo tomou o texto, afirmou distorção, que estava fora do contexto (e olhe que a sentença é uma frase completa de sentido) e se satisfez em expor o excerto onde ela aparece:

0 que é encontrado na biologia são mecanismos, mecanismos construídos com componentes químicos e que muitas vezes são modificados por outros, mais tarde, os mecanismos adicionados aos anteriores. Enquanto a Navalha de Occam é uma ferramenta útil nas ciências físicas, ela pode ser muito perigosa ao implementar na biologia. Assim, é muito raso usar simplicidade e elegância como rum guia na pesquisa biológica. Enquanto DNA poderia ser reivindicado a ser ao mesmo tempo simples e elegante, deve ser lembrado que o DNA quase certamente originou bastante perto da origem da vida, quando as coisas eram necessariamente simples ou eles não teriam  conseguido partir. Biólogos devem constantemente ter em mente que o que veem não foi projetado, mas evoluído. Pode-se pensar, portanto, que argumentos evolucionistas iriam desempenhar um papel importante na orientação da investigação biológica, mas isso está longe de ser o caso. É difícil o suficiente estudar o que está acontecendo agora. Para descobrir exatamente o que aconteceu na evolução é ainda mais difícil. Assim conquistas evolutivas podem ser usadas como sugestões para sugerir possíveis linhas de pesquisa, mas é altamente perigoso para confiar-lhes muito. E muito fácil de fazer inferências equivocadas, a menos que o processo envolvido já seja muito bem compreendido.

A tradução é de baixa qualidade e as marcações foram feitas pelo indivíduo. O que ele tenta insinuar é que houve distorção, que a sentença foi tirada de contexto. Ele provavelmente nem sabe do que está falando, não tem noção que a expressão configura uma prescrição metodológica injustificável (prescrições com resultado a priori são injustificáveis). Inclusive, há mais de uma no excerto, sendo útil apenas a que cita a Navalha de Occam (ela realmente não se aplica na biologia da forma como se aplica nas ciências físicas).

Ao estabelecer o resultado da pesquisa a priori baseado em um deve ser Crick restringe os resultados possíveis, descaracteriza a Ciência em sua essência empírica. Não existe contexto que justifique essa asserção metafísica. A nova modalidade se dá em que o indivíduo traz sentenças anteriores e posteriores como suficientes para salvar a asserção, quando é impossível se justificar tal dogma absoluto senão em uma religião. Na verdade parece uma prática recorrente do indivíduo por apenas identificar que os autores acreditam no processo evolutivo. O excerto na verdade apenas expôs mais artigos de fé e mais prescrições de como a natureza deve ser e se comportar, como: “deve ser lembrado que o DNA quase certamente originou bastante perto da origem da vida …”, onde quase certamente indica que não há outra possibilidade que esteja longe disso, apesar do total desconhecimento sobre o caso.

Na realidade o que se deseja demostrar é só, e tão somente, que mesmo com toda delicadeza, ao expressar descrição pura, é impossível escapar de reconhecer a realidade dos fatos.

[a] Comentário

(…) Este problema resultou em várias tentativas malogradas de salvar a teoria de Darwin da inexistência de evidência fóssil confirmadora. Darwin tentou salvá-la afirmando que o registro geológico era “imperfeito”, e que os organismos transicionais simplesmente não puderam ser fossilizados. Gould reconheceu que o argumento de “imperfeição” do registro geológico é fraco, e que “persiste como a saída favorita da maioria dos paleontólogos do embaraço de um registro que parece mostrar diretamente tão pouco de evolução.”[1] Eventualmente, os biólogos foram “forçados” a aceitar que os saltos entre as espécies no registro fóssil eram eventos verdadeiros e não artefatos de um registro fóssil imperfeito. É importante destacar aqui uma questão retórica importante. Durante os debates, alguns darwinistas elaboram argumentos e descartam a evidência contrária, de modo que é logicamente impossível desafiar a teoria de algum modo significante. Por esta razão, muitos darwinistas vivem pela regra auto-indulgente de que, se alguém citar um autor evolucionista neodarwinista criticando a evolução neodarwinista, aquela pessoa é culpada de “citar fora do contexto”. O tratamento comum dispensado pelos darwinistas àqueles acusados de “citarem fora do contexto” levaria alguém a pensar que o acusado violou a Convenção de Genebra ou cometeu um hediondo crime inafiançável. Mas as alegações auto-indulgentes dos darwinistas de “citar fora do contexto” são frequentemente mal empregadas. Citar a admissão do oponente de alguém em um julgamento sobre a fraqueza do seu caso não é considerado como sendo um argumento fraco, mas sim evidência forte e altamente confiável.[2] Convém destacar que o cientista acima citado apoiava a evolução neodarwinista e se opunha à TDI. Isso não enfraquece a força de sua admissão, pelo contrário, somente a fortalece.

Referências

[1] Stephen Jay Gould. “Is a new and general theory of evolution emerging?”, Paleobiology, Vol. 6 (1):119-130, 1980.
[2] Ibid. “Evolution’s erratic pace,” Natural History, Vol. 86(5): p. 12-16, Maio, 1977 (ênfase adicionada).
[3] Enézio E de Almeida Filho. Alguns

Fonte: TDI Barsil +

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Presidente sanciona a reforma do Ensino Médio

Medida Provisória 746, que propunha as mudanças na etapa de ensino, já começa a valer como lei
O Novo Ensino Médio é lei. Nesta quinta (16), o presidente Michel Temer sancionou na íntegra o texto aprovado pelo Senado na última quarta (8). Com isso, todas as escolas de Ensino Médio brasileiras devem se adaptar à reforma.

Isso não significa que as instituição devam começar a se mexer já agora. O Novo Ensino Médio virar lei é apenas o primeiro passo. “Temos um grande desafio: o coração da reforma do Ensino Médio chama-se Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Sem ela não teremos reforma”, disse Fred Amâncio, secretário de Educação do Estado de Pernambuco e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). "Por isso, precisaremos estar unidos para dar continuidade ao processo. Esse trabalho só será efetivo quando chegar no chão da sala de aula e transformar de fato a Educação”.

Para o governo, a nova lei deve tornar a Educação mais inovadora e diminuir as taxas de evasão. “Essa lei é um convite para experimentar modelos e deixar o Ensino Médio mais atrativo para o estudante”, afirmou Eduardo Deschamps, presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE) na cerimônia de sanção.

Mendonça Filho, Ministro da Educação, ressaltou os possíveis benefícios do novo modelo e cutucou as críticas que o Governo recebeu sobre a reforma ter sido aprovada via Medida Provisória (MP). De acordo com ele, o tema estaria em discussão há 20 anos. “Debate houve, o que não existia na prática era vontade e decisão política de fazer avançar. Na prática, quem clama por um debate infindável não percebe que o quadro grave do Ensino Médio no Brasil compromete vidas e pessoas”, declarou o Ministro.

Na sequência da fala de Mendonça Filho, Temer sancionou o documento. “Mais do que coragem para governar, é preciso ousadia” disse o presidente sobre a proposta de Mendonça em fazer a reforma editada por MP. “Eu vejo que a aprovação, pelas autoridades que estão aqui presentes, é de 100%”, avaliou. A medida é alvo de críticas e questionamentos de especialistas, educadores e estudantes.

No discurso, Temer também citou outras ações polêmicas que o governo aprovou: “Quem ousaria fazer um teto para os gastos públicos? Seria mais pacificante se o presidente pudesse gastar à vontade, sem se preocupar com o país do futuro, mas com o seu mandato. O teto foi uma ousadia bem sucedida”, concluiu se referindo à PEC 241, aprovada em dezembro e também criticada especialistas de Educação.

Apesar da rapidez com que tramitou a reforma e do fato de já estar valendo como lei, a proposta deve demorar um pouco para chegar até às escolas. Isso porque o cronograma de implementação depende de outras definições atreladas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que deve ter suas discussões sobre as diretrizes do Ensino Médio retomadas em março.

O novo modelo têm gerado muitas dúvidas sobre quais conteúdos serão obrigatórios, quem poderá lecionar, quais serão os impactos nas avaliações externas e quais os prazos de implantação, por exemplo.

NOVA ESCOLA já publicou várias reportagens sobre o tema. Confira as principais abaixo:

13 respostas sobre o Novo Ensino Médio
Saiba por que a reforma está acontecendo, quais disciplinas permanecem obrigatórias, quando a mudança começará e mais

Por que o Novo Ensino Médio ainda vai demorar a entrar em vigor
Reforma depende ainda de definições sobre a Base Nacional Comum Curricular

Secretária executiva do MEC esclarece pontos do Novo Ensino Médio
Maria Helena Guimarães de Castro respondeu dúvidas como o prazo de implantação e a obrigatoriedade do tempo integral

“O Brasil não pode ficar mais 10 anos discutindo o Ensino Médio”
Rossieli Soares, secretário de Educação Básica do MEC, esclarece dúvidas sobre a proposta que teve 568 emendas apresentadas

Estudantes secundaristas se manifestam contra MP do Ensino Médio
Alunos questionam desobrigatoriedade de disciplinas e se preocupam com equilíbrio entre necessidade de trabalhar e as aulas em tempo integral

Fonte: Nova Escola

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Existiram homens das cavernas?

Nosso elo continua perdido!
1. Os homens das cavernas realmente existiram?

Sim. Houve seres humanos que viveram em cavernas, e pode haver alguns que ainda moram nelas. Isto não significa que eles sejam semelhantes às figuras vistas em caricaturas de estórias em quadrinhos que você possa ter visto. Acredita-se que o “Homem de Cro-Magnon” pode ter sido um homem das cavernas, porque se crê que ele seja responsável por algumas pinturas notáveis em cavernas na França e áreas próximas. O “Homem de Cro-Magnon” é essencialmente o mesmo que os europeus modernos, e pode representar os europeus pré-históricos (1).

2. Existem realmente fósseis que se parecem com homens-macacos?

Já foram encontrados fósseis que parecem ter uma mistura de características humanas e de macacos. Há vários tipos destes, tais como o “Homem de Java”, o “Homem de Pequim”, e vários tipos da África conhecidos como "erectinos". Estes parecem ter sido humanos, mas de uma forma diferente. Alguns foram forjados como, por exemplo, o Homem de Piltdown. Para interpretações criacionistas e evolucionistas destes fósseis, veja as referências (2).

Também fizemos reportagens exclusivas sobre estes "elos perdidos", em:
Elo perdido - parte 01
Elo perdido - parte 02
Elo perdido - parte 03

3. Os homens de Neanderthal eram humanos verdadeiros?

A maioria dos criacionistas acredita nisso, mas a questão é controversa (3). O “Homem de Neanderthal” provavelmente viveu em cavernas, mas eles não eram homens-macacos. O crânio tinha um formato diferente da maioria dos homens modernos, mas o volume do cérebro era maior. Eles aparentemente tinham cultura e eram provavelmente muito inteligentes. Os “Homens de Neanderthal” tinham alguns traços singulares, mas nada que pudesse ligá-los aos macacos de algum modo particular. Algumas das diferenças em seu crânio podem ter sido parcialmente produzidas como resposta a um clima severo e a alimentos duros à mastigação. Aparentemente tinham uma constituição física mais robusta do que as pessoas que vivem hoje (4). O recente sequenciamento do DNA mitocondrial do osso de um “Homem de Neanderthal” indica que o DNA dos Neanderthais é bastante diferente do DNA de seres humanos atuais (5). Resta ver se pesquisas futuras irão mudar ou dar apoio a este quadro.

4. O que são fósseis humanos "arcaicos"?

Há um grupo de material esquelético que não se encaixa facilmente em nenhuma outra categoria, e são referidos tipicamente como "Homo sapiens arcaico”. Eles têm geralmente cristas orbitais salientes, como humanos "erectinos" e "arcaicos". Eles têm volume cerebral maior do que os erectinos, e não apresentam a saliência bem marcada (torus occipital) na parte de trás do crânio que os “Homens de Neanderthal” têm (6).

5. Que se pode dizer dos Australopithecus?

Os Australopithecus foram provavelmente um tipo extinto de macaco (7). Eles tinham algumas similaridades com os seres humanos, mas tinham um cérebro de tamanho aproximado ao de um chimpanzé, e alguns aspectos que sugerem que viviam em árvores. Aparentemente, podiam andar eretos, mas há alguma evidência de que eles teriam certa dificuldade para andar assim (8).

6. Há alguma seqüência evolutiva que vai dos macacos ao homem?

Há vários tipos de fósseis que possuem uma mistura de características humanas e de macacos. Têm sido feitas tentativas de organizar estes fósseis em uma seqüência que vai do menor número para o maior número de características humanas. "Australopitecíneos" têm menos características humanas, seguidos pelos "erectinos”, pelo grupo "arcaicos", e então pelos Neanderthais e Cro-Magnons. A seqüência parece convincente para muitas pessoas, e é interpretada como uma linhagem evolutiva (9). Os criacionistas não aceitam esta interpretação, apontando que os detalhes não se encaixam bem, e a série não é verdadeiramente uma seqüência de ancestrais-descendentes (10).

7. Qual é a explicação criacionista para estes fósseis que têm uma mistura de características humanas e de macacos?

A resposta a esta pergunta está perdida na antiguidade. Os fósseis referidos são primariamente os "erectinos" e os "australopitecíneos".

Aqui está uma resposta possível: os erectinos parecem ter sido humanos. Talvez tenham sofrido os efeitos de um intenso endocruzamento genético e um estilo de vida pobre. Os australopitecíneos podem ter sido um tipo extinto de macaco. Parecem não ser relacionados com nenhuma espécie viva atual.

8. O que se pode dizer dos gigantes humanos que viveram antes do dilúvio? Algum já foi encontrado?

Não. Nenhum fóssil humano gigante que tenha vivido antes do dilúvio foi encontrado. Nosso único conhecimento sobre eles vem através de revelação sobrenatural.

9. Como as raças humanas se originaram? Alguma delas foi marcada por uma maldição?

Todos os seres humanos estão vivendo sob a maldição do pecado, e é duvidoso de que isto se aplique mais a alguma raça do que a outra.

As raças podem se diferenciar quando pequenos grupos são isolados. Além da distância, a linguagem é provavelmente o maior fator de isolamento. Quando as linguagens foram confundidas em Babel, provavelmente pequenos grupos se dispersaram para vários lugares, produzindo grupos isolados que se diferenciaram em raças distintas.

Alguns aspectos raciais podem ser o resultado do fato de que certas características fisiológicas são vantajosas em determinados ambientes. A cor da pele é um exemplo. A luz solar é necessária para produzir vitamina D. Luz solar em excesso aumenta o risco de câncer de pele. A melanina protege os que vivem em climas tropicais do câncer da pele causado por excesso de luz solar. Isto explica porque pessoas que vivem nos trópicos têm tipicamente pele mais escura. Pessoas que vivem em latitudes mais altas não necessitam de muita proteção contra o sol e têm pele mais clara. A pele escura pode ser desvantajosa em latitudes altas se a quantidade de luz solar for apenas suficiente para a produção de vitamina D.

10. Que problemas não resolvidos sobre fósseis humanos são de maior preocupação?

Por que não são encontrados fósseis de homens gigantes? Por que não são encontrados fósseis humanos que pareçam ter sido enterrados pelo dilúvio? Qual é a explicação para os fósseis que têm características de homem e de macaco?

Fonte: Onze de Gênesis via Evidências Online. 

Leia também: Fraudes da ciência

Notas para as perguntas sobre fósseis humanos
(1) Ver por exemplo Prideaux, Tom.1973. "Cro Magnon Man". New York: Time-Life Books.
(2) Para uma interpretação criacionista, ver: Lubenow M. L., 1992. "Bones of contention". Grand Rapids, MI:, Baker Books; para uma interpretação evolucionista, ver: Rightmire G. P., 1981. "Patterns in the evolution of Homo erectus". Paleobiology 7:241-246.
(3)Stringer C., Gambel C., 1993. "In search of the Neanderthals". NY: Thames and Hudson.
(4) Ruff C.B., Trinkaus E., Holliday T. W.,. 1997. "Body mass and encephalization in Pleistocene Homo". Nature 387:173-176.
(5) Krings M., et al. 1997. "Neanderthal DNA sequences and the origin of modern humans". Cell 90:19-30.
(6) Uma discussão recente sobre humanos arcaicos está em: Tattersall I. 1997. "Out of Africa again ... and again?" Scientific American 276(4):60-67.
(7) Hartwig-Scherer S, Martin R. D. 1991. "Was 'Lucy' more human than her 'child'? Observations on early hominid postcranial skeletons". Journal of Human Evolution 21:439-449.
(8) Spoor F., et al. 1994. "Implications of early hominid labyrinthine morphology for evolution of human bipedal locomotion". Nature 369:645-648.
(9) Uma coleção de alguns trabalhos importantes neste campo é encontrada em: Ciochon R. L., Fleagle J. G., editors. 1993. "The human evolution source book". Englewood Cliffs, N. J:, Prentice-Hall.
(10) Kennedy E. 1996. "A busca dos ancestrais de Adão". Diálogo 8(1):12-15, 34. Um resumo sobre fósseis humanos feito por um criacionista está em: Lubenow M. L., 1992. "Bones of contention". Grand Rapids, M.I. Baker Books.

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