sexta-feira, 30 de setembro de 2016

A Biologia e a Física não explicam a origem da vida

“Apesar da opinião generalizada de que a evolução darwinista tem sido capaz de explicar o surgimento da complexidade biológica, isso não é o caso... A teoria darwinista não lida com a questão de como [a vida] foi capaz de passar a existir. A questão problemática ainda em busca de uma resposta é: Como que um sistema capaz de evoluir surgiu originalmente? [...] A natureza simplesmente não funciona assim! A natureza não faz espontaneamente entidades altamente organizadas... intencionais... E aqui reside exatamente o problema [da origem] da vida... não é apenas o senso comum que nos diz que entidades altamente organizadas simplesmente não surgem espontaneamente. Certas leis básicas de Física acompanhadas de probabilidade matemática pregam o mesmo sermão – os sistemas tendem para o caos e desordem, não para a ordem e função... A Biologia e a Física parecem contraditórias, bem incompatíveis.”

(What is Life: How Chemistry Becomes Biology, Oxford University Press, 2012. Dr. Addy Pross, professor de química, Universidade Ben-Gurion, Israel.

Fonte: Desafiando a Nomenklatura Científica

domingo, 25 de setembro de 2016

Como os criacionistas veem o câncer

No nosso corpo, existem centenas de trilhões de células. A qualquer segundo, vários milhões delas estão se dividindo. Em cada divisão, todo o genoma é copiado para as células-filhas, em um processo que se repete até a nossa morte.

Nessas divisões, erros podem acontecer. A maior parte destes erros são inócuos, ou então matam a célula imediatamente. Outros erros são eliminados pelas proteções genéticas que evoluíram por milhões de anos, e que reconhecem e removem células danificadas. Mas, ainda assim, erros são passados adiante – se não fossem, não haveriam mutações genéticas e, sem elas, a vida não evoluiria.
O câncer ocorre quando algumas destas mutações, na combinação correta, criam uma linhagem de células que começam a expandir e evoluir por conta própria, independente do bem-estar do corpo. Isto dá origem a um tumor, com características necessárias para sobreviver, expandir-se e colonizar o corpo. Ele se torna uma quase-criatura, impulsionada pela ordem darwiniana de se tornar cada vez mais apto a se multiplicar.

O câncer e a vida são, ambos, o resultado de mutações. E a maioria aparece espontaneamente, ao que parece. Aliás, com a notável exceção do câncer de pulmão induzido pelos produtos químicos liberados pelo cigarro, o uso de produtos químicos não parece aumentar em muito a taxa de incidência de câncer.

Isto quer dizer que, por um lado, as causas do câncer sempre estiveram conosco, e, na maior parte, a doença não é culpa nossa. Por outro lado, nossas atividades também aumentaram a probabilidade do desenvolvimento da condição.

E, ainda assim, você pode fumar a vida inteira e ainda assim não desenvolver câncer de pulmão – são precisas várias mutações para que uma célula se torne o princípio de um tumor maligno. Embora estas mutações possam ser herdadas, a maior parte delas é o resultado de erros aleatórios de cópias. A entropia é o maior fator cancerígeno que existe.

Os criacionistas e a entropia

Curiosamente, os criacionistas abraçam esta hipótese científica. Quer dizer, criacionistas não acreditam que a evolução aconteça, mas acreditam que as mutações genéticas aconteçam. Para eles, as mutações não tomam parte na origem e desenvolvimento das espécies (isso seria objeto do trabalho divino), mas as mutações podem dar câncer. As mutações fariam parte do salário que a humanidade amarga desde que Eva comeu a fruta do conhecimento do bem e do mal, no Jardim do Éden.

Os criacionistas – e fundamentalistas cristãos em geral – escolhem aceitar só a ciência que é consistente com a fé deles. E ao mesmo tempo em que alguns rejeitam a Evolução e a teoria do Big Bang, os mesmos não têm problemas em aceitar a Segunda Lei da Termodinâmica, que afirma que a entropia do universo está em aumento constante. Podem existir alguns bolsões temporários de ordem – vida, civilização – mas, com o passar do tempo, a ordem dá lugar à desordem.

Fonte: hypescience.com

Nota: Esta é mais uma matéria ingênua e provocativa com objetivo de desmoralizar os criacionistas perante aos leitores leigos. Sabemos que a palavra evolução é muito 'elástica', podendo ter vários significados, como micro-mutação e macro-mutação. Um detalhe curioso nessa matéria é que ela trás teorias favoráveis na defesa do criacionismo como: entropia e segunda lei da termodinâmica. Sabemos que na ciência bioquímica os processos de micro-evolução (como câncer, bactérias etc.) não podem gerar ou formar outro ser ou espécie, mas sim pequenas deformações e adaptações de seres da mesma espécie. Macro-evolução é ainda uma ficção científica!  [FN]

domingo, 18 de setembro de 2016

Da "sopa primordial" a Bioquímica



Nota: No dia 17/09 foi realizada a palestra intitulada "Da 'sopa primordial' a Bioquímica", ministrada pelo cientista católico Eduardo César Meurer, Bacharel em Química pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), Mestre e Doutor em Química pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e com doutorado Sandwich em Química Analítica pela Purdue University, EUA. Pós-doutor em Química Analítica pela Universidade São Francisco (USF). Atualmente é professor Adjunto da Universidade Federal do Paraná (UFPR, campus Jandaia do Sul-PR) e Coordenador do Laboratório Fenn de Espectrometria de Massas. O Dr. Meurer é membro da Sociedade Brasileira do Design Inteligente (SBDI).

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Vida é ainda mais antiga e Lucy caiu da árvore

Kappelman e sua imaginação fértil
Há situações em que médicos legistas e investigadores não conseguem determinar a causa da morte de alguém, mesmo tendo o cadáver sobre a mesa do necrotério. Há situações em que não se consegue determinar a idade de uma pessoa centenária, quando ela não mais tem em mãos seus documentos originais. Os cientistas desconhecem muitos detalhes sobre a origem e mesmo sobre o funcionamento de criaturas vivas, que podem muito bem ser pesquisadas, investigadas e até dissecadas em laboratório. Mas, quando o assunto é a origem da vida e dos ancestrais dos seres humanos, ainda que isso tenha supostamente acontecido há milhões ou até bilhões de anos, aí, sim, os cientistas evolucionistas sabem tudo! Sabem como surgiram, como se comportavam e até como morreram. Não é impressionante?!

Até parece que há uma “agenda secreta” que determina a publicação de uma notícia evolucionista de quando em quando, para manter a doutrinação das pessoas. A última notícia desse tipo dá conta de que a vida na Terra teria se originado 220 milhões de anos antes do que se pensava até agora. Cientistas australianos revelaram a existência de fósseis que datam de supostos 3,7 bilhões de anos (segundo a cronologia evolucionista, evidentemente). As pequenas estruturas, chamadas de estromatólitos, foram encontradas na Groenlândia e vieram à superfície após o degelo de uma placa no maciço de Isuea, no sudoeste dessa grande ilha.

Segundo o pesquisador Allen Nutman, da Universidade de Wollongong, esses estromatólitos – estruturas fossilizadas “de origem biológica”, de 1 a 4 centímetros – demonstram que a vida emergiu pouco depois da formação da Terra, há supostos 4,5 bilhões de anos. E ele especula que isso permite abrigar a esperança de que uma forma muito básica de vida [sic] pode, em algum momento, existir no Planeta Marte.

Agora note como, com base em evidências mínimas, as especulações vão aumentando. Diz o pesquisador: “Se a vida se desenvolveu tão rapidamente na Terra [ele já assume como fato o que era hipótese], permitindo a formação de coisas como esses estromatólitos, seria mais fácil detectar sinais de vida em Marte.”

Só para lembrar, estromatólitos são formados por cianobactérias, e bactérias, por mais que alguns as chamem de “simples forma de vida”, dispõem de DNA e têm a capacidade de duplicar essa informação genética a fim de se multiplicar. Se elas têm DNA, isso pressupõe complexidade e design inteligente, afinal, informação complexa e específica não surge do nada. É essa informação que garante a vida da bactéria, coordenando suas funções. A bactéria precisava ter desde sempre uma membrana complexa e seletiva, a fim de que seu conteúdo não se dispersasse no meio aquoso, mas que permitisse a entrada de nutrientes. Essa membrana é formada por proteínas bem específicas. Perguntas: O que surgiu primeiro: o DNA que sintetiza as proteínas? As proteínas que formam o DNA? A membrana que mantém as organelas protegidas? As organelas das quais a bactéria e sua membrana dependem para existir?

Segundo o físico e engenheiro de software Eduardo Lütz, “as informações que guardamos em um computador, incluindo o sistema operacional, programas e dados, são armazenadas em uma peça que chamamos de disco rígido (ou ssd em alguns mais recentes e caros). Isso corresponde ao DNA. A membrana da bactéria corresponde à carcaça do computador. Mas a parte mais complexa do computador nem é o disco rígido nem a carcaça, mas, sim, o processador, que precisa de mecanismos auxiliares, como a memória de trabalho e circuitos para acessar dispositivos como disco rígido, teclado, tela, usb, etc. O mesmo se aplica à bactéria. Ela tem DNA e membrana. Existem realmente programas altamente complexos armazenados no DNA, mas a parte mais complexa é a que acessa, interpreta e executa esses programas. O DNA sozinho não faz coisa alguma. Depende de muitas organelas e nanomáquinas (enzimas) para que as instruções nele armazenadas possam ser lidas e executadas.”

Mas, para piorar o cenário, o tal “surgimento” da vida vem recuando cada vez mais no tempo. Como explicar que vida com tal complexidade tenha “surgido” em um passado tão remoto quanto quase a idade estimada para a origem da própria Terra? Se continuar recuando assim, daqui a pouco não haverá mais tempo para o surgimento e a “evolução” da vida.

Pior mesmo foi o título publicado pelo jornal Extra: “Fósseis do tempo em que a Terra lembrava Marte são descobertos na Groenlândia.” Aqui a especulação chega ao nível hard. Note que o editor do título já parte do pressuposto de que a Terra foi parecida com Marte, algo não provado nem demonstrável, e faz isso com a clara intenção de, depois, afirmar que a vida poderia ter surgido também no planeta vermelho.

A outra notícia, igualmente veiculada nesta semana, tem que ver com a famosa Lucy, a australophitecus que viveu na África há supostos 3,18 milhões de anos. Uma equipe de pesquisadores norte-americanos analisou fissuras nos ossos fossilizados de Lucy, também conhecida como a “avó da humanidade”, e, com base nessa análise, concluiu: Lucy sofreu uma queda de 15 metros. Os ossos foram encontrados em 1974, na Etiópia, e compõem quase 40% de um esqueleto.

John Kappelman, antropólogo da Universidade do Texas, em Austin, chegou a especular o seguinte: “Acho que as lesões são tão graves, que, provavelmente, ela morreu logo após a queda.” Mas tem mais. O pessoal do CSI paleontológico trabalhou pra valer! Também foi encontrada uma lesão no ombro direito de Lucy. Kappelman explicou que “ela esticou os braços no momento do impacto, numa tentativa de amparar a queda”. Não disse? Sabem tudo sobre o ocorrido. Contam com menos de 40% de um esqueleto fossilizado, mas sabem até que a moça pré-histórica esticou o braço para se proteger de uma queda de 15 metros. Sim, 15. Não 10 nem 20.

Como era de se esperar, a “descoberta”, publicada na revista Nature, está sendo criticada por outros cientistas, que dizem que muita coisa pode acontecer a um esqueleto com supostos 3,2 milhões de anos. Na verdade, muita coisa poderia acontecer com o esqueleto, ainda que tivesse “apenas” mil anos. O corpo de Lucy pode ter sido esmagado, antes de ser coberto por camadas de sedimentos, ou ela pode até ter sido soterrada em vida.

Donald Johanson, pesquisador que descobriu Lucy há mais de 40 anos em Afar, na Etiópia, diz que “há uma infinidade de explicações para o osso quebrar”. Ele acrescenta ainda que “a sugestão de que ela caiu de uma árvore não é verificável, nem falseável, e é, portanto, improvável”.

Mas o assunto ganha as páginas de uma revista científica que fecha as portas para artigos de cunho criacionista, e a mídia concede amplo espaço para tantas especulações, negando-se a sequer considerar as evidências favoráveis ao criacionismo.

Quem disse que o mundo é justo?

Fonte: Michelson Borges 

Ciência não é pesquisa comum

Distinção mais que ncessária
O conceito de ciência usado atualmente é de origem humanista e não reflete de forma alguma os métodos que se têm demonstrado mais eficientes para investigar a natureza. Existem paradigmas na academia, não na ciência. Ciência não é um protocolo, não é uma visão de mundo, não é pesquisa, não são resultados, não é uma comunidade acadêmica, não é opinião nem interpretação de pesquisadores. Também não consiste em dados. Todas essas coisas existem e é importante levá-las em conta, mas nada disso é ciência, a rigor. Não se faz ciência. Faz-se pesquisa. A ciência não muda com o tempo. O que muda são os paradigmas, o conhecimento e até os métodos de trabalho, mas nem isso é ciência. Áreas do conhecimento não são ciência. Física, Química, Biologia, Geologia não são ciências. São apenas áreas do conhecimento. Ciência não deve ser confundida com naturalismo, ainda que metodológico. Ciência é um conjunto infinito de métodos matemáticos, a maioria dos quais ainda desconhecidos da humanidade, que, quando usados de maneira coerente com eles próprios, causam um pico de eficiência no estudo de tal magnitude que permite rapidamente ultrapassar os limites da intuição e das filosofias humanas.

Pode-se usar ciência para estudar qualquer assunto, até mesmo a Bíblia. Aliás, isso seria altamente recomendável, pois as regras da exegese fazem parte da ciência quando expressas em uma forma que explicite sua essência. A ciência fornece maneiras de aproveitar ao máximo qualquer fonte de informação.                      

Muitas vezes confundem-se modelos com interpretações de modelos. Darwin não tinha formação para fazer modelos ou teorias científicas. O que ele fez foi uma interpretação de dados sob uma ótica que gerou um framework que inspira pesquisadores até hoje. Mas o que ele propôs não se encaixa nos critérios mínimos de uma teoria científica.

Um dos princípios que temos usado nos últimos séculos com relação a teorias realmente científicas é o da correspondência. As teorias realmente científicas são tão confiáveis que novas teorias são julgadas (entre outras coisas) pelo seguinte critério: se contradisserem as antigas nos seus domínios de validade, então as novas estão erradas. Por exemplo, a mecânica quântica precisa ser capaz de reproduzir a teoria de Newton. A relatividade precisa ser capaz de reproduzir a teoria de Newton. A teoria das cordas precisa ser capaz de reproduzir a relatividade geral, e assim por diante.

Obviamente, isso não se aplica a qualquer especulação ou tentativa de entender a realidade. Mas são muitas coisas desse tipo que distinguem a verdadeira ciência da pesquisa comum.                      

Uma teoria científica possui a seguinte estrutura: um conjunto de leis (postulados) expressos em linguagem que permita o raciocínio formal; suas consequências, isto é, teoremas demonstrados matematicamente. As leis consistem em regularidades observadas na natureza, e servem como fundamentos para teorias científicas. A exatidão da expressão dessas leis bem como a seleção do conjunto de leis determina os domínios da teoria. É a forma mais profunda e exata de conhecimento possível. Uma teoria científica é muito mais do que uma simples lei. A expressão “apenas uma teoria científica” faz pouco sentido.

A mente humana tende a generalizar coisas indevidamente e a ser tendenciosa. O raciocínio formal é uma das salvaguardas contra isso. Nos ajuda a expressar de forma eficiente as regularidades observadas e a deduzir suas consequências usando explicitamente as regras dessas regularidades passo a passo, deixando o mínimo espaço possível (nada, se o processo for bem feito) para especulações dos pesquisadores.

O surpreendente é que esse procedimento leva não só a mais objetividade, mas consegue demonstrar a existência e os detalhes finos de fenômenos novos, nunca imaginados por alguém, os quais podem ser confirmados observacionalmente mais tarde.

As principais descobertas na Física têm ocorrido dessa maneira. Matemática primeiro, testes para ver se aquilo existe depois. Assim foi com fenômenos quânticos, antimatéria, quarks, carga de cor, buracos negros, buracos de verme, e muitas outras coisas.

Frequentemente, essas previsões são contrárias às crenças dos próprios pesquisadores que descobriram as teorias. Einstein não acreditava que o Universo teve um início, mesmo depois que outros pesquisadores provaram que isso decorria da equação da relatividade geral, que o próprio Einstein descobriu. Isso mostra o quão independente de paradigmas são as teorias realmente científicas. Mas isso é impossível com teorias filosóficas ou paradigmas.

É claro que existem também modelos especulativos, tentativas de modelar a realidade, e isso faz parte do processo de descobrir novas teorias científicas. Mas é importante colocar cada uma dessas coisas no seu devido lugar.

Fonte: Eduardo Lütz é físico e engenheiro de software via Criacionismo

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