domingo, 12 de junho de 2016

Mamíferos conviveram com dinossauros

Mais pesquisas, mais revelações
A teoria prevalecente de que os mamíferos só prosperaram depois que o impacto de um asteroide extinguiu os dinossauros há 66 milhões de anos é duplamente errônea, de acordo com um estudo publicado nesta quarta-feira (8) na revista científica britânica Proceedings of the Royal Society B. Nossos predecessores [sic] de sangue quente se desenvolveram e se espalharam ao longo de milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista] enquanto os tiranossauros e outros gigantes carnívoros reinavam no planeta, disseram os pesquisadores. Além disso, esses mamíferos foram bastante prejudicados quando o asteroide se chocou com a Terra, criando um incêndio hemisférico que foi seguido por uma queda forte e prolongada da temperatura global. “A visão tradicional é que os mamíferos foram suprimidos durante a ‘era dos dinossauros’”, disse a coautora Elis Newham, doutoranda em biologia evolutiva na Universidade de Chicago. “No entanto, nossas conclusões foram que os mamíferos (da subclasse) theria - os ancestrais da maioria dos mamíferos modernos - já estavam se diversificando consideravelmente antes do evento da extinção do Cretáceo-Paleógeno”, também conhecido como fronteira K-Pg, que se refere à extinção em massa dos dinossauros e de outros répteis gigantes.

Os pesquisadores reuniram dezenas de estudos que desafiavam a antiga teoria. Mas a chave para a nova conclusão, segundo eles, estava nos dentes. Uma análise de centenas de molares de mamíferos que viveram durante os 20 milhões de anos [sic] anteriores à fronteira K-Pg revelou uma enorme variedade de formas - um sinal indicador de dietas variadas e diversidade de espécies.

Os cientistas ficaram surpresos ao descobrir um declínio acentuado no número de mamíferos após o choque do asteroide. “Eu não esperava encontrar nenhum tipo de queda”, disse o autor principal do estudo, David Grossnickle, também da Universidade de Chicago. “Isso não estava em conformidade com a visão tradicional de que, após a extinção, os mamíferos se multiplicaram”, acrescentou.

Mais uma vez, os dentes ajudaram a tecer as conclusões, dessa vez revelando quais mamíferos conseguiram cruzar a fronteira K-Pg, e quais não conseguiram. Aqueles com molares que indicam uma dieta especializada - apenas insetos ou apenas plantas, por exemplo - eram menos propensos a enfrentar o desastre do que aqueles cujos dentes indicam que eles estavam prontos para mastigar tudo o que estivesse disponível. [...]

A extinção do Cretáceo-Paleógeno dizimou três quartos das espécies vegetais e animais na Terra, incluindo todos os dinossauros que não podiam voar. Com exceção de alguns crocodilos e tartarugas marinhas, não há nenhuma evidência de que os tetrápodes - vertebrados de quatro membros - pesando mais de 25 quilos tenham sobrevivido.

A descoberta na década de 1990 da cratera de Chicxulub, de 180 km de largura, abrangendo a Península de Yucatán e o Golfo do México, mostrou o local onde o asteroide provavelmente se chocou. Após o evento K-Pg, novas formas de mamíferos, como cavalos, baleias, morcegos e os primatas surgiram e se espalharam em um mundo livre de dinossauros.

Fonte: UOL Notícias

Nota do blog criacionismo: O mais interessante é que a “teoria prevalecente” sempre foi ensinada e divulgada na mídia como verdade incontestável. Dinossauros sempre foram tidos como os seres que dominaram o pedaço antes do “surgimento” os da grande diversificação dos mamíferos. Pois a “teoria prevalecente” está caindo por terra. Os criacionistas sempre ensinaram que, juntamente com os dinossauros, viviam muitos outros animais, inclusive o ser humano. O quê?! Mas essa não é a “teoria prevalecente”. Bem, teorias prevalecentes estão aí para serem desafiadas pelos fatos. É só esperar pelo que ainda pode ser descoberto (e aceito). É interessante, também, destacar que os pesquisadores perceberam um declínio das formas de vida após a grande catástrofe. Isso também é previsto pelo modelo diluvianista, por motivos óbvios. O que não parece combinar com os fatos é a suposta causa da grande extinção em massa: o meteorito. Como já disse muitas vezes aqui, para que haja fossilização é preciso soterramento instantâneo sob água e lama. Fósseis bem preservados (inclusive com tecidos moles) são encontrados em todos os continentes. O meteorito de Yucatán pode até fazer parte de um evento catastrófico maior, mas dificilmente poderia ser, sozinho, a causa da grande extinção e da fossilização de bilhões de seres vivos. Os pesquisadores ainda chegam lá. É só continuar usando as pás e os microscópios e deixar de lado o preconceito. [MB]

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