domingo, 26 de junho de 2016

Constantes universais - Temporada 3 - cap. 7

Indicação: Terra de Gigantes

Lançamento
Desde pequeno, sou fascinado pelos dinossauros. Antes mesmo de saber ler, eu me divertia folheando uma coleção de livros de ciência que pertencia ao meu pai. O volume que mais me chamava a atenção era justamente o que tratava da chamada “era pré-histórica” e continha várias ilustrações dos grandes répteis. Dá para dizer que, praticamente, fui introduzido ao mundo das letras por aquelas obras, “em companhia dos dinos”. Um dos meus passatempos preferidos é desenhar, embora não tenha muito tempo para isso ultimamente. Nessa atividade, também, os dinossauros sempre me acompanharam. Em meus primeiros rabiscos, anteriores ao processo de alfabetização, lá estavam os bichões. É até difícil explicar esse magnetismo que os dinos exercem sobre as crianças. Claro que a mídia tem sua parcela de “culpa”. Filmes, seriados e revistas têm abordado o assunto ao longo de vários anos. Lembro-me de uma série de TV que fez muito sucesso (nem precisa dizer que, quando criança, eu não perdia um episódio) e foi relançada em 2001: O Mundo Perdido. Outra série de destaque no Brasil, no início da década de 1990, foi a Família Dinossauro. Os Da Silva Sauro viviam numa sociedade dominada pelos grandes répteis, em que o cotidiano era pretexto para inúmeras críticas e sátiras à sociedade e aos costumes da classe média moderna. Depois, foi a vez de o cineasta Steven Spielberg “dar vida” aos dinossauros, com uma sequência de filmes Jurassic Park – baseados no livro homônimo de Michael Crichton –, que também ficaram famosos.

Bem, eu não queria ficar atrás deles! Então, resolvi me divertir com meus “companheiros de infância” escrevendo uma história sobre eles: Terra de Gigantes: O que aconteceu com os dinossauros. Foi bom reencontrar esses “velhos amigos”. Espero que você goste do resultado.

Apesar da popularidade da teoria do grande impacto, ainda hoje surgem novas hipóteses tentando explicar o mistério do sumiço dos dinos. E essa diversidade de opiniões gera dúvidas sobre a verdadeira época em que os dinossauros viveram e o que realmente teria provocado seu desaparecimento.

Neste livro, ricamente ilustrado pelo meu amigo Thiago Lobo (co-criador do personagem O Cético), você saberá algo mais sobre esses animais fascinantes e entrará em contato com uma versão interessante (e coerente) que explica a extinção deles. Garanto que a leitura será, também, envolvente, pois se trata de uma aventura com personagens de um mundo que foi destruído por uma grande catástrofe e personagens do tempo presente. Mas não posso dizer mais do que isso, senão já é spoiler...

Boa leitura!

Michelson Borges

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Fonte: criacionismo

Medidas e comparações - Temporada 3 - cap. 6

A percepção da teoria do Design Inteligente cresce no Brasil e preocupa evolucionistas

A Percepção Sobre a Hipótese do Design Inteligente no Brasil (Minas Gerais)

The perception of the hypothesis of Intelligent Design in Brazil (Minas Gerais)

Heslley Machado Silva 1, Graça S. Carvalho 2, Paloma Rodrigues da Silva 3, Daiana Evilin Gibram 4

1 Centro Universitário de Formiga, Minas Gerais, Brasil. Universidade de Itaúna, Minas Gerais , Brasil

² Instituto de Investigação da Universidade do Minho, Portugal.

³ Universidade Estadual Paulista, São Paulo, Brasil.

4 Centro Universitário de Formiga, Minas Gerais, Brasil.

Resumo

Introdução: Este trabalho é um recorte de uma pesquisa mais realizada no Brasil, que fez um paralelo entre um relatório recentemente publicado no Reino Unido, intitulado Rescuing Darwin, que trata de como a população britânica percebe a questão da evolução biológica e temas relacionados.

Objetivo: O recorte apresenta e analisa os resultados referentes ao tema do design inteligente. Em ambos os países a maioria dos entrevistados acredita nessa hipótese [sic], com notável penetração no Brasil. A hipótese tem ampla aceitação nos dois gêneros, com leve superioridade no sexo feminino.

Resultados: Entre as principais religiões brasileiras houve grande aceitação entre os evangélicos, seguidos dos católicos e também os espíritas. Analisou-se também a influência do nível de escolaridade. Não há mudança significativa quando se aumenta o grau de escolaridade, sendo que em todos a aceitação da hipótese do design inteligente é alta.

Conclusão: A partir dessa percepção, urge discutir como o conhecimento científico é apresentado à população, o grau de compreensão dessa visão e como a população a vê diante da evolução darwinista, tão aceita cientificamente. Por fim, analisa-se como esse quadro é preocupante diante de ações que ocorrem no mundo e no Brasil, que visam alterar o ensino de evolução biológica, substituindo-o por uma abordagem dogmática, com preceitos religiosos que estão dissociados da metodologia científica. [???]

Palavras-chave: Educação. Evolução. Design Inteligente.

Autor correspondente:

Heslley Machado Silva
E-mail: heslley@uniformg.edu.br

Fonte: Desafiando a Nomenklatura Científica


NOTA CAUSTICANTE DO BLOGGER Desafiando a Nomenklatura Científica:

Heslley Machado Silva é um pesquisador com uma agenda, não é um cientista sério que segue as evidências aonde elas forem dar, e sequer tem conhecimento mínimo do que seja a teoria (que ele minimiza como hipótese) do Design Inteligente e sua política quanto ao seu ensino nas escolas e universidades públicas e privadas. A foto acima corrobora a conclusão de Heslley: a penetração da TDI no Brasil é notável. Não somente isso, é irreversível.

O manifesto lançado naquele evento em Campinas, SP, demonstra quão em descompasso com a verdade ele está em relação aos mais de 350 professores e pesquisadores, alguns em universidades brasileiras públicas e privadas de renome, e a nossa política de ensino da TDI, nada parecido com o falso alarme dado por Heslley de ser um quadro preocupante diante de ações que ocorrem no mundo e no Brasil, que visam alterar o ensino de evolução biológica, substituindo-o por uma abordagem dogmática, com preceitos religiosos que estão dissociados da metodologia científica:

Manifesto público da Sociedade Brasileira do Design Inteligente – TDI-Brasil – sobre o ensino da Teoria da Evolução e da Teoria do Design Inteligente nas escolas e universidades públicas e privadas

"A TDI-Brasil declara, como sua política educacional, não ser favorável, na atual conjuntura acadêmica, ao ensino da Teoria do Design Inteligente (TDI) nas escolas e universidades brasileiras públicas e privadas, como também nas confessionais.

Nossa posição se fundamenta na opinião atual da Academia, que ainda não acata em sua maioria a TDI e o seu ensino, posição essa que nós da TDI-Brasil, como acadêmicos, devemos acatar.

Outro fundamento de nossa posição contrária ao ensino da TDI nas escolas é a não existência, no quadro educacional atual, de professores capacitados para corretamente ensinar os postulados da TDI.

Entendemos, porém, que os alunos têm o direito constitucional de ser informados que há uma disputa já instalada na academia entre a teoria da evolução (TE) e a TDI quanto à melhor inferência científica sobre nossas origens. Inclusive há outras correntes acadêmicas, além da TDI, que hoje questionam a validade da TE oferecendo uma terceira via.

Quanto ao ensino da TE, a TDI-Brasil defende que este ensino seja feito, porém, de uma forma honesta e imparcial, tanto nos livros didáticos quanto na exposição dos professores em salas de aula. Defendemos que sejam eliminados exemplos fraudulentos ou equivocados atualmente presentes em livros didáticos, e que sejam expostas as deficiências graves que a TE apresenta, e que se agravam a cada dia frente às descobertas científicas mais recentes – o que hoje não ocorre.

Quanto ao criacionismo, na sua versão religiosa e filosófica, por causa de seus pressupostos filosóficos e teológicos, entendemos que deva ser ensinado e discutido, junto com as evidências científicas que porventura o corroborem, em aulas de Filosofia e Teologia, dando a estas disciplinas o seu devido valor no debate sobre as nossas origens."

Heslley, estamos de olho nos seus artigos que desvirtuam o corpus epistêmico da teoria do Design Inteligente, e sua motivação ideológica espúria patente em querer demonizar uma teoria científica associando-a ao criacionismo.

domingo, 12 de junho de 2016

Gênesis e o Big Bang - Temporada 3 - cap. 5

Entrevista: Sobre o Design Inteligente

Um podcast onde o Dr. Marcos Eberlin fala sobre a TDI, a evolução, o evolucionismo teísta, a ciência, o designer e muito mais. Clique aqui e para ouvir.

O Big Bang - Temporada 3 - cap. 4

Mamíferos conviveram com dinossauros

Mais pesquisas, mais revelações
A teoria prevalecente de que os mamíferos só prosperaram depois que o impacto de um asteroide extinguiu os dinossauros há 66 milhões de anos é duplamente errônea, de acordo com um estudo publicado nesta quarta-feira (8) na revista científica britânica Proceedings of the Royal Society B. Nossos predecessores [sic] de sangue quente se desenvolveram e se espalharam ao longo de milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista] enquanto os tiranossauros e outros gigantes carnívoros reinavam no planeta, disseram os pesquisadores. Além disso, esses mamíferos foram bastante prejudicados quando o asteroide se chocou com a Terra, criando um incêndio hemisférico que foi seguido por uma queda forte e prolongada da temperatura global. “A visão tradicional é que os mamíferos foram suprimidos durante a ‘era dos dinossauros’”, disse a coautora Elis Newham, doutoranda em biologia evolutiva na Universidade de Chicago. “No entanto, nossas conclusões foram que os mamíferos (da subclasse) theria - os ancestrais da maioria dos mamíferos modernos - já estavam se diversificando consideravelmente antes do evento da extinção do Cretáceo-Paleógeno”, também conhecido como fronteira K-Pg, que se refere à extinção em massa dos dinossauros e de outros répteis gigantes.

Os pesquisadores reuniram dezenas de estudos que desafiavam a antiga teoria. Mas a chave para a nova conclusão, segundo eles, estava nos dentes. Uma análise de centenas de molares de mamíferos que viveram durante os 20 milhões de anos [sic] anteriores à fronteira K-Pg revelou uma enorme variedade de formas - um sinal indicador de dietas variadas e diversidade de espécies.

Os cientistas ficaram surpresos ao descobrir um declínio acentuado no número de mamíferos após o choque do asteroide. “Eu não esperava encontrar nenhum tipo de queda”, disse o autor principal do estudo, David Grossnickle, também da Universidade de Chicago. “Isso não estava em conformidade com a visão tradicional de que, após a extinção, os mamíferos se multiplicaram”, acrescentou.

Mais uma vez, os dentes ajudaram a tecer as conclusões, dessa vez revelando quais mamíferos conseguiram cruzar a fronteira K-Pg, e quais não conseguiram. Aqueles com molares que indicam uma dieta especializada - apenas insetos ou apenas plantas, por exemplo - eram menos propensos a enfrentar o desastre do que aqueles cujos dentes indicam que eles estavam prontos para mastigar tudo o que estivesse disponível. [...]

A extinção do Cretáceo-Paleógeno dizimou três quartos das espécies vegetais e animais na Terra, incluindo todos os dinossauros que não podiam voar. Com exceção de alguns crocodilos e tartarugas marinhas, não há nenhuma evidência de que os tetrápodes - vertebrados de quatro membros - pesando mais de 25 quilos tenham sobrevivido.

A descoberta na década de 1990 da cratera de Chicxulub, de 180 km de largura, abrangendo a Península de Yucatán e o Golfo do México, mostrou o local onde o asteroide provavelmente se chocou. Após o evento K-Pg, novas formas de mamíferos, como cavalos, baleias, morcegos e os primatas surgiram e se espalharam em um mundo livre de dinossauros.

Fonte: UOL Notícias

Nota do blog criacionismo: O mais interessante é que a “teoria prevalecente” sempre foi ensinada e divulgada na mídia como verdade incontestável. Dinossauros sempre foram tidos como os seres que dominaram o pedaço antes do “surgimento” os da grande diversificação dos mamíferos. Pois a “teoria prevalecente” está caindo por terra. Os criacionistas sempre ensinaram que, juntamente com os dinossauros, viviam muitos outros animais, inclusive o ser humano. O quê?! Mas essa não é a “teoria prevalecente”. Bem, teorias prevalecentes estão aí para serem desafiadas pelos fatos. É só esperar pelo que ainda pode ser descoberto (e aceito). É interessante, também, destacar que os pesquisadores perceberam um declínio das formas de vida após a grande catástrofe. Isso também é previsto pelo modelo diluvianista, por motivos óbvios. O que não parece combinar com os fatos é a suposta causa da grande extinção em massa: o meteorito. Como já disse muitas vezes aqui, para que haja fossilização é preciso soterramento instantâneo sob água e lama. Fósseis bem preservados (inclusive com tecidos moles) são encontrados em todos os continentes. O meteorito de Yucatán pode até fazer parte de um evento catastrófico maior, mas dificilmente poderia ser, sozinho, a causa da grande extinção e da fossilização de bilhões de seres vivos. Os pesquisadores ainda chegam lá. É só continuar usando as pás e os microscópios e deixar de lado o preconceito. [MB]

O que é o universo? - Temporada 3 - cap. 2

Datação Radiométrica Por Carbono-14



Nota: A Oficina "Diálogo sobre as Origens" do NUMAR-SCB promoveu, no dia 09 de junho, a palestra sobre "Datação radiométrica por Carbono-14", ministrada pelo Dr. Rodrigo Meneghetti Pontes, professor do Departamento de Química da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Vice-Presidente do NUMAR-SCB. O Dr. Rodrigo possui linha de pesquisa na área de Físico-Química Orgânica.

A cronobiologia e o ciclo semanal

Pesquisas científicas mostram que fomos programados para funcionar em períodos definidos. Levar isso em conta significa ter mais saúde

Por Everton F. Alves

O organismo humano mantém seu próprio relógio biológico. Ele possui um ritmo circadiano interno de 24 horas que impulsiona o aumento e a diminuição de moléculas nos diversos sistemas do nosso corpo.¹ Esse relógio também influencia nossa maneira de reagir aos remédios. Por exemplo, a cisplatina, medicamento contra o câncer, é mais eficaz e menos tóxica se for administrada à noite.² A adriamicina, por outro lado, é mais eficaz se for administrada de manhã. Outro fator conhecido é a necessidade que o ser humano tem de descanso. Nesse sentido, pesquisas afirmam a existência do ciclo circaceptano, um ritmo endógeno que exige um descanso a cada sete dias.

Ambos os tipos de ritmos biológicos são explicados pela cronobiologia, um novo campo científico interdisciplinar.¹ Nele, os cientistas percorrem os caminhos dos ritmos e seus movimentos oscilatórios, sua ligação com o ambiente externo, como as informações são recebidas e transmitidas através de um mundo pulsante para uma compreensão melhor da natureza humana. Essa não é fácil tarefa, pois é difícil detectar a maioria dos tique-taques de relógios biológicos. Eles operam logo abaixo da consciência humana, escondida nas estruturas celulares.

Em relação ao ritmo circaceptano, especificamente, o cronobiólogo Jeremy Campbell diz que essa é uma das grandes surpresas que surgiram pela cronobiologia moderna.³ Há alguns anos, poucos cientistas teriam esperado que ciclos biológicos de sete dias viessem a ser tão difundidos e estabelecidos. A origem desse ritmo é muito antiga, aparecendo em organismos unicelulares como as bactérias, afirma o autor. O fundador da cronobiologia, Franz Halberg, encontrou o ciclo de sete dias em uma alga primitiva (Acetabularia mediterranea) de supostos cinco milhões de anos na linha evolutiva de tempo.¹ Devido à semelhança de suas células microscópicas com uma taça de champanhe, a alga (planta) é popularmente conhecida como “copo de vinho da sereia”. Quando essa alga é exposta a horários artificiais alternados de luz e escuridão, ao longo de muitos dias, ela é de alguma forma capaz de traduzir toda essa influência em medidas de sete dias.

A existência do ritmo circaceptano também foi observada em um estudo realizado nos Estados Unidos que acompanhou durante vários anos a excreção de metabólitos urinários em homens saudáveis.4 Os resultados desse estudo demonstraram que a excreção urinária de metabólitos ocorreu em um período exato de sete dias, sugerindo que os ritmos circaceptanos são realmente endógenos e determinados geneticamente. Ao mesmo tempo, parece que esse ritmo de sete dias é capaz de responder aos reflexos circadianos do dia e da noite.4, 5 O transplante de órgãos em seres humanos, por exemplo, também é afetado pelo ritmo circaceptano.4 Jeremy Campbell explica que, quando um paciente recebe um transplante de rim, há um ritmo de cerca de sete dias, um aumento previsível na probabilidade de que o sistema imunológico rejeitará o novo rim. Um pico principal de rejeição ocorre sete dias após a operação, e quando um soro é dado para suprimir a reação imune, ocorre uma série de picos, com o aumento do risco de rejeição, em uma semana, duas, três e quatro semanas.³

Ademais, verificou-se que a frequência de acidente vascular cerebral,6 hemorragia cerebral subaracnoidea,7 e crise coronariana,8 seguem ciclos de sete dias, possivelmente devido à pressão sanguínea que também varia de acordo com um ritmo semanal. A taxa de mitose (divisão celular) no corpo também segue o ritmo circaceptano, o que torna isso importante para otimizar a administração de medicamentos contra o câncer.9 Além disso, um ciclo de sete dias foi encontrado no teor de ácido no sangue, nas células vermelhas do sangue, na frequência do batimento cardíaco, na temperatura oral, na temperatura da mama feminina, na taxa entre os neurotransmissores noradrenalina e adrenalina, e no aumento e diminuição do hormônio de enfrentamento do estresse, o cortisol.4, 10, 11


Ritmos semanais

Para os pesquisadores Susan Perry e Jim Dawson, os ritmos semanais parecem mais facilmente detectáveis quando o corpo está sob estresse, como quando ele está se defendendo contra um vírus ou bactéria. Por exemplo, os sintomas do resfriado (que indicam que o corpo está se defendendo contra um vírus) passam em cerca de sete dias. Os sintomas da varicela, como febre alta e pequenas manchas vermelhas geralmente aparecem quase exatamente duas semanas após a exposição à doença.12 Os médicos também têm observado que a resposta à infecção da malária e da pneumonia atinge o estado crítico em um período máximo de sete dias. Isso não é tudo, pois experimentos envolvendo ratos, moscas, plantas, artrópodes, abelhas, besouros e outras formas de vida também revelaram ritmos circaceptanos.1, 5, 13, 14

À primeira vista, pode parecer que o ciclo semanal de sete dias tenha sido herdado por uma cultura humana de milhares de anos atrás.12 Mas essa teoria não se sustenta quando se percebe que o ciclo circaceptano ocorre em outros seres vivos, além de humanos. Portanto, a Biologia, não a cultura, provavelmente seja a fonte da semana de sete dias.10 Aliás, a França (1793-1805) mudou a semana de sete dias para uma semana de dez dias, e a União Soviética (1929-1940) a mudou para uma semana de cinco dias, ambos os países acreditando que os sete dias fossem mera influência religiosa, mas a experiência da mudança terminou em fracasso completo em ambos os países, e a semana voltou ao seu modelo original.15 Nesse sentido, Campbell afirma que o ciclo de sete dias tem que ver com a lógica interna do corpo, não com a lógica externa do mundo.3 Para Campbell, a estrutura temporal interna parece determinar a estrutura do tempo exterior, em vez do contrário. Ritmos de cerca de sete dias surgiram em milhões de criaturas vivas anos antes de a semana do calendário ser inventada, o que pode ser a razão pela qual ela foi inventada.³

Ao mesmo tempo em que existem ritmos diários (circadiano) e semanais (circaceptanos) para determinadas funções biológicas nos seres vivos, também existem ritmos para o descanso. Temos um relógio biológico que determina quando necessitamos descansar. Pesquisas indicam uma associação positiva entre o descanso no sétimo dia da semana e a longevidade humana. Observou-se que indivíduos que descansam no sábado têm uma expectativa de vida maior que outros que não o fazem.16, 17, 18 Os números apontam um acréscimo de vida de quatro a dez anos, pelo fato de o descanso nesse dia representar uma forma de gestão do estresse e diminuição da pressão sobre o organismo. Em 2014, outro estudo realizado em uma amostra de 5.411 pessoas revelou que aqueles que descansam no sábado são mental e fisicamente mais saudáveis do que os que consideram esse dia como qualquer outro da semana.19

Embora a ciência moderna necessite de mais pesquisas a fim de validar essas evidências em favor do sétimo dia da semana como o dia ideal de descanso, a Bíblia há muito tempo já indicava um dia abençoado e separado especialmente para satisfazer as necessidades humanas de descanso semanal. Esse dia é, sem dúvida, o sétimo de cada semana, o sábado. O Criador diz: “O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Marcos 2:27; leia também Êxodo 20:8-11). É o ritmo do projeto ideal, uma sincronia para viver e funcionar de forma saudável, como planejado.

Fonte: Vida e Saúde

I Seminário Ciência e Fé: inimigas ou amigas?

Promovido pela Comunidade das Nações em Fortaleza - CE será realizado nos dia 25 de Junho de 2016 e discutirá ciência e fé, cristianismo e universidade: Imperdível para jovens, adolescentes e pais!

Sim, pais: seus filhos estão nas escolas e universidades demandando cobertura espiritual mas também precisam de conhecimento científico em face do assédio ideológico praticado hoje em dia.

16 às 17 hrs - Falta-me fé para ser ateu: argumentos científicos do Criacionismo. Prof Marcos Eberlin (UNICAMP)

17 às 18 hrs - Design Inteligente: evoluímos de uma sopa probiótica ou fomos planejados? Prof Marcos Eberlin (UNICAMP)

18 às 18:45 hrs – Forum com perguntas e respostas.

18:45 às 19:15 - venda de Livros, DVD's e sessão de autógrafos

19:15 hrs: Culto de encerramento com o Prof Doutor (UFC), Reverendo Glauco Barreira Magalhães Filho

Evento gratuito: basta você se inscrever e no dia levar 1 kg de alimento não perecível e inscrições estão abertas. Clique aqui para se escrever..

Introdução à Investigação Astronômica - Temporada 3 - cap. 1

domingo, 5 de junho de 2016

Sputnik, darwinismo e a reescrita da história

Releitura enviesada da história
“Vocês sabem que a União Soviética saiu na frente dos Estados Unidos na corrida espacial, com o Sputnik, porque começou a ensinar Darwin desde cedo, na escola. Enquanto os Estados Unidos negava [sic] Darwin, inclusive tinha [sic] um deputado, que agora me foge o nome, fez uma campanha para desconstruir o pensamento cientifico de Darwin que, no entanto está cada vez mais vivo. Qual foi o resultado? A União Soviética saiu na frente na corrida espacial. Logo os Estados Unidos viu [sic] que perdeu [sic], e voltou [sic] a ensinar Darwin desde lá nos primórdios da escola” (vereador Leonel Brizola [PSOL-RJ]). Eu, sinceramente, desconheço quem começou a propagar essa associação totalmente desprovida de qualquer fundamento. A teoria evolutiva não tem qualquer relação com foguetes ou façanhas espaciais. Identifiquei, no entanto, que se trata de uma reescrita histórica aos moldes do ativismo ideológico: “Em nome desses ideais [marxistas] sacrificou-se, muitas vezes, a objetividade científica e a verdade histórica, criou-se, à margem da narração imparcial dos fatos, uma anti-história e uma ‘paraciência’” (José Arthur Rios, sociólogo).

Os Estados Unidos foram mal na corrida espacial pelo planejamento robusto, mas cuidadoso, que, entretanto, valorizava mais a vida humana, enquanto os soviéticos ocultavam seus acidentes e falhas. O programa americano era robusto, mais difícil que o soviético, e isso traria benefícios apenas uma década depois. Na verdade, a opção mais robusta resultou em fracassos simultâneos ao sucesso soviético (Vanguard vs. Sputnik). Ambos os projetos foram baseados nos desenvolvimentos de Wernher von Braun, um criacionista (que ironia, não?). Essa parte é excluída da história porque existe a necessidade de o foguete depender do ensino da evolução nas escolas, é claro.

A realidade é que os EUA perderam miseravelmente em número de façanhas. Enquanto os americanos contavam com seus cientistas e alemães para o projeto espacial e nuclear, os russos contavam com seus próprios cientistas, outros alemães e espiões em praticamente todos os projetos. Os americanos mantinham certa vigilância sobre homens como von Braun e até mesmo Oppenheimer (diretor do Projeto Manhattan).

Todos os meus amigos “sovieticofilos” sabem e conhecem a surra aplicada pelos russos que inclui (colando aqui só o que consta na Wiki)  primeiro míssil balístico intercontinental, o primeiro satélite artificial (1957), o primeiro animal no espaço (1957), o primeiro homem no espaço (1961), a primeira mulher no espaço, a primeira caminhada no espaço, o primeiro veículo a entrar em órbita solar (1959), o primeiro impacto na Lua (1959), a primeira imagem do lado escuro da Lua (1959), o primeiro pouso suave na Lua (1966), o primeiro satélite artificial da Lua (1966), o primeiro rover na Lua (1970), a primeira estação espacial, a primeira sonda interplanetária, entre outras coisas.

O que você aprendeu hoje? Três coisas:

1. Que, na verdade, essa narrativa é tendenciosa; o que houve foi uma oportunidade de se inserir a teoria no currículo (o que é justo visto que políticos não têm que decidir nada sobre isso).

2. Que, ironicamente, era um criacionista o cara que liderava o projeto espacial americano e já havia proposto em 1954 (três anos antes da Sputnik) seu trabalho que foi rejeitado. Por fim, liderou o projeto que em 16 de julho de 1969 levou o homem à Lua.

3. Que as características dessa narrativa”, repetida por aí, configuram ativismo sutil, o mais persuasivo e perigoso de todos. Isso tem raízes ideológicas da mesma natureza que o ativismo político.

Fonte: Junior D. Eskelsen, TDI Brasil

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