domingo, 15 de maio de 2016

Missão recolhe ossos de dinossauros e fósseis na Antártida

Expedição encontrou fósseis na Antártica
Uma missão científica recolheu pelo menos uma tonelada de fósseis e ossos de dinossauros, alguns deles de 71 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista], durante uma expedição à Antártida, informou, nesta quinta-feira (5), a emissora ABC Austrália. A maioria dos restos achados “viveu no oceano”, detalhou um dos expedicionários, Steve Salisbury, da universidade australiana de Queensland, à emissora ABC. Os organizadores da viagem, da qual participaram 12 cientistas da Austrália, Estados Unidos e África do Sul, elegeram uma das poucas partes da Antártida onde o solo rochoso fica exposto na superfície durante o verão austral. Entre os meses de fevereiro e março, os cientistas passaram cinco semanas na pequena ilha Vega, que tem falésias de pedras descobertas de até 500 metros de altura. A missão recuperou restos de mussauro, uma espécie de dinossauro prosauropoda que viveu na atual América do Sul há aproximadamente 215 milhões de anos [idem], no final do período Triásico. Além disso, encontraram peças de plessiossauros, uma ordem de sarcopterígeos, que habitaram em todos os mares até o fim do Cretáceo, e fósseis de pássaros que viveram nesse período, entre outros.

Salisbury detalhou que o achado se encontra no Chile e de lá viajará ao Museu de História Natural de Carnegie, nos Estados Unidos, para um estudo em profundidade. “Pode ser que necessitemos um ou dois anos antes de apresentar resultados”, indicou Salisbury.

Os primeiros restos de dinossauros na Antártida foram encontrados em 1986, do Cretáceo tardio, na ilha James Ross.

Fonte: G1 Notícias

Nota 1: Existem evidências de florestas debaixo do gelo da Antártida (confira), e essa descoberta dos fósseis de dinossauros só vem reforçar a ideia de que ali havia um ecossistema que foi sepultado sob grandes quantidades de lama e água. À medida que o degelo aumentar por lá, o que mais poderá ser descoberto? [Michelson Borges]

Nota 2: Veja o famoso mamute de Beresovka com alimento de clima tropical no estômago. Mais informações na Revista Criacionista: www.revistacriacionista.org.br

Visita Virtual ao Laboratório ThoMSon de MS UNICAMP



Nota: Uma visita virtual ao Laboratório de Marcos Eberlin na UNICAMP- O Laboratório ThoMSon de Espectrometria de Massas. Um dos centros de referência mundial na técnica. Conheça os equipamentos lá disponíveis, alunos e colaboradores, e um pouco das pesquisas lá realizadas.

domingo, 1 de maio de 2016

Como cientistas criaram por acidente uma bateria que dura a vida toda

Bateria de Irvine é 400 vezes mais eficiente que os normais
Criar uma bateria que dure toda a vida parecia algo difícil, mas um grupo de pesquisadores americano conseguiu realizar o feito.

E fizeram isso por acidente.

Cientistas da Universidade da Califórnia, em Irvine, nos Estados Unidos, estavam procurando uma forma de substituir o lítio líquido das baterias por uma opção mais sólida e segura - as baterias de lítio são extremamente combustíveis e muito sensíveis à temperatura- quando acabaram criando esta bateria 400 vezes mais eficiente que as atuais.

Eles começaram a fazer testes com nanocabos de ouro recobertos com um gel de eletrólitos e descobriram que eram incrivelmente resistentes. A bateria podia continuar trabalhando de forma efetiva durante mais de 200 mil ciclos de carga.

Durante muito tempo, os cientistas fizeram testes com nanocabos para baterias.

Isso porque eles são milhares de vezes mais finos que o cabelo humano, altamente condutores e contam com uma superfície ampla para o armazenamento e transferência de elétrons.

O problema é que esses filamentos são extremamente frágeis e não aguentavam a pressão de carga e descarga.

Mas um dia a estudante de doutorado Mya Le Thai decidiu colocar nestes delicados fios uma capa de gel.

"Mya estava 'brincando' e cobriu tudo com uma fina capa de gel antes de começar o ciclo", explicou Reginald Penner, conselheiro do departamento de química da Universidade da Califórnia em Irvine.

"Descobriu que apenas usando este gel (de eletrólitos) podia submetê-los a ciclos (de carga e descarga) centenas de milhares de vezes sem que perdessem sua capacidade", diz.

Ela fez isso durante três meses.

O problema do ouro

"Isso é incrível porque essas bateria tipicamente morrem depois de 5 mil ou 6 mil ciclos, 7 mil no máximo", acrescenta.

Penner contou à revista Popular Science que, quando começaram a testar os dispositivos, se deram conta de que as baterias não iam morrer.

Os especialistas acreditam que a efetividade da bateria de Irvine se deve ao fato de a substância viscosa plastificar o óxido metálico na bateria e lhe dar flexibilidade, o que evita rachaduras.

"O eletrodo revestido mantém sua forma muito melhor, o que faz com que seja uma opção mais confiável", explicou Thai.

"Esta pesquisa prova que as baterias com nanocabos de ouro podem ter uma vida longa e que são uma realidade", acrescentou.

Segundo o estudo, após submeter a bateria a 200 mil ciclos, ela só perdeu 5% de sua carga máxima.

Mas ainda resta um longo caminho antes que estas baterias comecem a ser vistas em nossos celulares.

Por mais finos que sejam esses filamentos, eles são de ouro, o que faz com que as baterias sejam muito caras para fabricação em massa.

Para solucionar este problema, Penner sugeriu a Popular Science a possibilidade de substituir o ouro por uma metal mais comum, como o níquel.

Fonte: terra

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