sexta-feira, 15 de abril de 2016

Erupção vulcânica cria nova ilha no Japão

Um vulcão japonês que até agora estava oculto está se levantando no Oceano Pacífico. Um novo estudo publicado na revista Geology traçou a evolução notável de uma das ilhas mais jovens do mundo, revelando como ela se formou em duas fases incrivelmente explosivas.

A cerca de 1.000 km ao sul de Tóquio fica a ilha de Nishinoshima, uma ilha vulcânica que foi vista pela primeira vez em erupção em 1973. Este pedaço de rocha é a ponta de um vulcão submarino muito maior, que tem cerca de 3 quilômetros de altura e talvez 94 km de circunferência em sua base.

Em novembro de 2013, atividade vulcânica explosiva foi observada no sudeste da ilha; enormes saídas de lava foram vistas subindo para a superfície do oceano, e dentro de um mês, a nova ilha subiu 25 metros acima do nível do mar. Até o final do ano, o novo vulcão e o mais velho e maior em Nishinoshima se fundiram em um abraço ardente.

Depois de observar o nascimento da ilha, os autores deste novo estudo revelaram que a sua formação ocorreu em duas etapas principais. A primeira envolveu a liberação repentina de lava quente na água rasa e fria. Um invólucro de vapor rapidamente foi formado ao longo das margens da lava, antes desta expandir explosivamente na água e impulsionar dramaticamente gotas derretidas e vidradas para o alto.

Mudança de estilo

Este fenômeno é conhecido como uma erupção “Surtseyan”, em homenagem a uma ilha da Islândia que se formou precisamente seguindo o mesmo caminho em 1963. Mas três dias depois de descobrir a ilha, a Força de Auto-Defesa Marítima Japonesa notou que o estilo da erupção havia se alterado.

A ilha agora rompia a superfície e a água não podia mais cair nas aberturas de ventilação cheias de lava. Pontos secos de gás de repente passaram a surgir da montanha em miniatura. Esta fase “Strombolian” da erupção produziu fontes de fogo espetaculares e permitiu que a lava construísse sobre a rocha pré-existente.

Em vez de tomar um caminho direto do respiradouro do vulcão para dentro do mar, a lava tomou uma rota muito mais estranha. Conforme a lava mais velha resfriava, formava torções peculiares, colisões, tubos e sulcos na superfície, de modo que a lava mais recente foi forçada para baixo nestas montanhas-russas naturais antes de chegar à água e ao arrefecimento.

Ambiente propício para vida

As ilhas siamesas permanecem em atividade vulcânica em 2016; a lava ainda está esporadicamente entrando em erupção na superfície e criando novos pedaços de terra. Na verdade, uma vez que a erupção começou, cerca de 80 piscinas olímpicas de lava foram produzidas a cada dia.

O mais importante é que a terra vulcânica é extremamente favorável à vida. Como as oliveiras nos arredores do Monte Etna e as densas florestas ao redor do Monte Fuji mostram, biologia complexa pode ser suportada nos flancos destas monstruosidades. O novo Nishinoshima não é exceção, e as aves já estão fertilizando-o – um pouco sem cerimônia – com o seu cocô e vômito.

Portanto, não são só os vulcanólogos que estão fascinados: os biólogos estão esperando para ver que tipo de vida colonizará primeiro este cada vez maior laboratório natural. Isso pressupõe, no entanto, que o vulcão ainda vai crescer rápido o suficiente para evitar ser corroído pelas ondas que estão quebrando na sua terra recém-nascida.

Fonte: hypescience

Nota: "Evidências de catastrofismo alterando a geomorfologia da Terra. Além disso, evidências de crescimento rápido de vegetação sobre a ilha recém-formada." Everton Alves

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