domingo, 24 de abril de 2016

Genes fazem “controle de qualidade” no genoma

A vida depende dessa tecnologia
Um novo método para identificar genes responsáveis pelo “controle de qualidade” do DNA pode ajudar no diagnóstico e tratamento de vários tipos de câncer. O trabalho, que combinou técnicas de bioinformática com análises funcionais, encontrou 182 genes do tipo GIS, sigla inglesa para supressores de instabilidade do genoma. Desses, 98 nunca haviam sido descritos antes. “Isso tem potencial para levar a novas terapias, bem como a testes que podem predizer quão agressivo é um dado tumor de um paciente”, diz Sandro de Souza, pesquisador do Instituto do Cérebro da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e um dos autores do estudo, publicado na última edição da Nature Communications. A pesquisa ajuda a ilustrar como o que se convenciona chamar de câncer na verdade é uma complexa série de doenças diferentes, que só têm em comum o fato de envolverem crescimento descontrolado de células que sofreram mutação. (Isso reforça a noção de que dificilmente haverá uma pílula mágica capaz de resolver todo e qualquer caso, como os fãs da fosfoetanolamina querem fazer crer [mas reforça a ideia de que um estilo de vida saudável pode ajudar a prevenir o câncer ou a enfrentá-lo com mais eficácia].)

Os pesquisadores se concentraram num fenômeno que se observa com grande frequência em alguns tipos de câncer, como o colorretal e o ovariano, mas não em outros, como a leucemia. É um embaralhamento forte do genoma da célula, referido tecnicamente pela sigla GCR, de rearranjo cromossômico grosseiro. Ele acontece quando alguns genes responsáveis por manter o DNA todo organizado falham nessa função e induz ao surgimento de mutações, que por sua vez aumentam as chances de surgir um tumor maligno. Mas quais exatamente são esses genes, os tais GIS? Encontrar essa resposta era o objetivo principal do estudo.

Sob a liderança de Richard Kolodner, pesquisador do Instituto Ludwig para Pesquisa sobre o Câncer, em La Jolla, na Califórnia, o grupo se concentrou num primeiro momento no genoma da levedura Saccharomyces cerevisiae. [...] Foram descobertos 182 genes do tipo GIS, além de outros 438 que não são propriamente da mesma categoria, mas agem em concerto para que o sistema de preservação da integridade do genoma se mantenha funcionando. [...] Esta é uma das “assinaturas” mais claras da evolução das espécies – o fato de que muitos dos genes presentes em outros organismos também têm seus equivalentes no homem. É isso que permite que estudos genéticos com outros organismos tenham um impacto importante na saúde humana. No caso do estudo em questão, isso ficou imediatamente claro. [...]

Num nível mais elementar, o estudo oferece mais lampejos sobre como funcionam certos tipos de câncer, provavelmente induzidos por mutações que levam ao colapso do sistema de controle de qualidade do DNA e ao surgimento de rearranjos cromossômicos grosseiros. [...]

Fonte: Folha.com

Nota do blog criacionismo: Como explicar por meio da teoria da evolução a existência de um verdadeiro controle de qualidade genético? Um mecanismo complexo assim poderia surgir naturalmente? E mais: quando esse sistema/mecanismo complexo falha, aumentam as chances de surgimento de tumores. O que dizer da época em que esse mecanismo não existia (segundo a mesma teoria da evolução)? Você não acha que é um verdadeiro milagre estarmos aqui, agora? Outra coisa: O fato de haver genes comuns a vários tipos de organismos aponta para a evolução comum deles ou para a “assinatura” do Criador? Ele pode muito bem ter utilizado mecanismos semelhantes em espécies diferentes, mas que executariam funções semelhantes. Aviões, motocicletas, carros e bicicletas têm rodas. Isso faz deles “parentes”? É tudo uma questão de interpretação. [MB]

A descoberta científica do ano

A revista Science considerou a técnica de edição de DNA conhecida como CRISPR-CAS9 a descoberta científica mais importante de 2015. Essa tecnologia poderá permitir, por exemplo, a correção de doenças causadas por erros no DNA. Além de trazer perspectivas otimistas no campo da saúde, tal avanço científico também fornece importantes pistas sobre a origem da vida. De acordo Timothy Standish, diretor associado do Geoscience Research Institute (Instituto de Pesquisa em Geociências), as descobertas em torno desse método apoiam a crença em um Designer inteligente. Para ele, trata-se de algo relevante para a compreensão das origens porque mostra um limite na teoria da evolução de Charles Darwin. “Mesmo editando e manipulando de maneira artificial os genes, não é possível fazer uma melancia do tamanho de um grão de milho, o que aponta para a necessidade de uma engenharia inteligente”, ele afirma.

Fonte: ANN

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Erupção vulcânica cria nova ilha no Japão

Um vulcão japonês que até agora estava oculto está se levantando no Oceano Pacífico. Um novo estudo publicado na revista Geology traçou a evolução notável de uma das ilhas mais jovens do mundo, revelando como ela se formou em duas fases incrivelmente explosivas.

A cerca de 1.000 km ao sul de Tóquio fica a ilha de Nishinoshima, uma ilha vulcânica que foi vista pela primeira vez em erupção em 1973. Este pedaço de rocha é a ponta de um vulcão submarino muito maior, que tem cerca de 3 quilômetros de altura e talvez 94 km de circunferência em sua base.

Em novembro de 2013, atividade vulcânica explosiva foi observada no sudeste da ilha; enormes saídas de lava foram vistas subindo para a superfície do oceano, e dentro de um mês, a nova ilha subiu 25 metros acima do nível do mar. Até o final do ano, o novo vulcão e o mais velho e maior em Nishinoshima se fundiram em um abraço ardente.

Depois de observar o nascimento da ilha, os autores deste novo estudo revelaram que a sua formação ocorreu em duas etapas principais. A primeira envolveu a liberação repentina de lava quente na água rasa e fria. Um invólucro de vapor rapidamente foi formado ao longo das margens da lava, antes desta expandir explosivamente na água e impulsionar dramaticamente gotas derretidas e vidradas para o alto.

Mudança de estilo

Este fenômeno é conhecido como uma erupção “Surtseyan”, em homenagem a uma ilha da Islândia que se formou precisamente seguindo o mesmo caminho em 1963. Mas três dias depois de descobrir a ilha, a Força de Auto-Defesa Marítima Japonesa notou que o estilo da erupção havia se alterado.

A ilha agora rompia a superfície e a água não podia mais cair nas aberturas de ventilação cheias de lava. Pontos secos de gás de repente passaram a surgir da montanha em miniatura. Esta fase “Strombolian” da erupção produziu fontes de fogo espetaculares e permitiu que a lava construísse sobre a rocha pré-existente.

Em vez de tomar um caminho direto do respiradouro do vulcão para dentro do mar, a lava tomou uma rota muito mais estranha. Conforme a lava mais velha resfriava, formava torções peculiares, colisões, tubos e sulcos na superfície, de modo que a lava mais recente foi forçada para baixo nestas montanhas-russas naturais antes de chegar à água e ao arrefecimento.

Ambiente propício para vida

As ilhas siamesas permanecem em atividade vulcânica em 2016; a lava ainda está esporadicamente entrando em erupção na superfície e criando novos pedaços de terra. Na verdade, uma vez que a erupção começou, cerca de 80 piscinas olímpicas de lava foram produzidas a cada dia.

O mais importante é que a terra vulcânica é extremamente favorável à vida. Como as oliveiras nos arredores do Monte Etna e as densas florestas ao redor do Monte Fuji mostram, biologia complexa pode ser suportada nos flancos destas monstruosidades. O novo Nishinoshima não é exceção, e as aves já estão fertilizando-o – um pouco sem cerimônia – com o seu cocô e vômito.

Portanto, não são só os vulcanólogos que estão fascinados: os biólogos estão esperando para ver que tipo de vida colonizará primeiro este cada vez maior laboratório natural. Isso pressupõe, no entanto, que o vulcão ainda vai crescer rápido o suficiente para evitar ser corroído pelas ondas que estão quebrando na sua terra recém-nascida.

Fonte: hypescience

Nota: "Evidências de catastrofismo alterando a geomorfologia da Terra. Além disso, evidências de crescimento rápido de vegetação sobre a ilha recém-formada." Everton Alves

Medalha Thomson para Marcos Eberlin



Veja também: Marcos Eberlin receberá mdalha Thomson

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Dr. Marcos Eberlin receberá medalha J. J. Thomson

O professor da Unicamp Marcos Nogueira Eberlin será o primeiro cientista sul-americano a receber a medalha J. J. Thomson, conferida bianualmente pela Fundação Internacional de Espectrometria de Massa (IMSF, na sigla em inglês). A escolha de Marcos Eberlin foi feita após votação dos representantes de 39 sociedades de espectrometria de massa afiliadas. Conforme a IMSF seu nome foi escolhido entre 17 candidatos indicados graças aos relevantes serviços para o desenvolvimento e propagação da espectrometria de massas. A medalha será entregue em agosto na cidade de Toronto, no Canadá, durante a 21ª Conferência Internacional de Espectrometria de Massas. Vale ressaltar, o Prof. Dr. Marcos Eberlin é presidente da SBDI - Sociedade Brasileira do Design Inteligente.

Fonte: Desafiando a Nomenclatura Científica

domingo, 3 de abril de 2016

Outra revista científica cita Deus e causa alvoroço

A declaração não é sutil; de fato, é a primeira sentença da introdução em “[Energia] Solar com condensador – uma revisão detalhada”. “A água é um presente de Deus e desempenha um papel-chave no desenvolvimento de uma economia, e em todo o bem-estar de uma nação.” O artigo em si contém algumas poucas similaridades com um artigo de 2010 sobre o mesmo tópico, “Destilação solar ativa – uma revisão detalhada”, que também apareceu na Revista de Energias Renováveis e Sustentáveis. Mas a primeira sentença do artigo é dada de forma ligeiramente diferente: “A água é um presente da natureza, e desempenha um papel-chave no desenvolvimento de uma economia e, e em todo o bem-estar de uma nação. No início deste mês, a PlosONE retratou um artigo que citou “o Criador”; nesse caso, todavia, um autor declarou que a redação resultou de um erro de tradução.

Existem algumas outras similaridades entre os artigos de 2010 e 2016. Por sinal, veja-se alguns excertos dos dois resumos – o primeiro, de 2010, segue: “Por todo o mundo, o acesso à água potável para as pessoas está diminuindo dia a dia. A maior parte das doenças humanas se deve a fontes de água poluídas ou não purificadas. Mesmo hoje, nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, encontra-se uma imensa escassez de água por causa de mecanismos não-planejados e poluição criada por atividades humanas. A purificação da água sem afetar o ecossistema é a necessidade do momento.”

E a versão de 2016: “O acesso à água potável às pessoas está diminuindo dia a dia por todo o mundo. A maior parte das doenças humanas são causadas por fontes de água poluídas ou não-purificadas. Purificação da água sem afetar o ecossistema é a necessidade do momento.”

Para ser justo, o artigo de 2016 cita a versão de 2010 na lista de referências – a despeito de que a referência aparece no fim da introdução, não onde as similaridades textuais aparecem primeiro. O artigo de 2010 foi citado 70 vezes, de acordo com o [índice] Thomson Reuters Web of Science; o artigo de 2016 não tinha sido ainda indexado.

A linguagem do [artigo] de 2016 recebeu uma forte reação no Twiter: “É preciso alguma audácia ao fazer plágio de um artigo – no mesmo periódico – e também ao jogar uma referência a Deus!”

Nós contatamos um representante da Elsevier, que publica a revista, o qual nos disse: “Há apenas uma referência a ‘Deus’ na primeira sentença da Introdução, onde diz ‘a água é um dom de Deus’ – isso parece ser uma referência ampla, talvez similar à referência ‘a água é um dom da natureza’, na primeira linha da introdução do artigo de 2010. Então, não pensamos que o artigo de 2016 seja um artigo criacionista, pois o resto do artigo fala sobre a ciência da destilação solar, etc. Nós também estamos pesquisando o artigo de 2016 por duplicação, mas essa é outra história.”

FonteRetraction Watch; tradução: Alexsander D. da Silva via criacionismo

Nota do blog Criacionismo: Deixando de lado o assunto do plágio (que deve mesmo ser condenado), mais uma vez chama a atenção a celeuma criada pelo simples fato de o artigo mencionar Deus. Quando se escreve que a “natureza é sábia” ou que a água é um “dom da natureza”, tudo bem, ainda que se atribuam, com isso, características quase divinas à natureza, numa espécie de adoração pagã repaginada. Se a água não é um dom de Deus, o que é, então? Fruto do acaso? Dois gases que se uniram casualmente para formar um líquido singular e vital (confira)? [MB]

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