sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Três em um: um novo quebra-cabeça para os darwinistas

 Um extremamente raro e bem preservado fóssil encontrado no famoso depósito de calcário Solnhofen, na Alemanha, entrelaçou eternamente as vidas de três animais. O fóssil registra os momentos subsequentes em que um pterossauro de cauda longa, Rhamphorhynchus, mergulhou e pegou um peixe pequeno na água, que se imagina ser o Leptolepides, quando um peixe predador maior, Aspidorhynchus, conseguiu saltar e agarrar-se à membrana de voo da asa do pterossauro, puxando-o de volta para a água. Um mistério a la Sherlock Holmes! Enquanto o destino do peixe menor parecia certo, tendo acabado de ser engolido pelo pterossauro, “o rabo do peixe ainda degolando na região faríngea da garganta e a excelente preservação do peixe minúsculo sem qualquer vestígio de digestão, sugere que a deglutição não foi concluída e que o Rhamphorhynchus [pterossauro] estava vivo e no ar durante o ataque.”[1]

Significativamente, isso quer dizer que o pterossauro não só não tinha morrido recentemente como também não estava flutuando na água à espera de um carniceiro para consumi-lo. O pterossauro tinha acabado de descer para pegar o peixe menor e estava a meio caminho de engoli-lo, quando o Aspidorhynchus atacou o Rhamphorhynchus e o puxou para dentro da água, afogando-o. Sua asa esquerda foi mutilada enquanto seu oponente [o Aspidorhynchus] furiosamente tentava soltar seu focinho pontudo de sua presa de grandes dimensões, a qual não foi capaz de consumir devido ao seu tamanho. A postura incomum da asa esquerda, com toda a “asa-dedo” puxada sob o antebraço nos restos fossilizados, testemunha toda a contorção do Aspidorhynchus para se soltar do pterossauro.

A morte e a excelente preservação do Aspidorhynchus é que se tornam problemáticas para a geologia secular das longas eras. Isso porque os geólogos seculares não chegam a um acordo sobre a forma como as rochas calcárias ou os fósseis que elas contêm foram formados. Apesar de um número considerável de fósseis encontrados em Solnhofen ter sido documentado na Creation Magazine[2] e em publicações seculares anteriormente, um artigo recente de um jornal secular destaca que, “em contraste com a riqueza de fósseis já muito estudada, pouco se sabe sobre a origem e diagênese[3] da rocha hospedeira. [...] Publicações que tratam da matriz sedimentar, do sistema de deposição e da diagênese de plattenkalk[4] são escassas e, até à data, nenhum modelo satisfatório estava disponível para explicar o sistema de deposição ou a diagênese das séries de plattenkalk em geral e das ocorrências em Solnhofen em particular”.[5]

Os geólogos seculares das “longas eras” continuarão lutando para explicar o sistema de deposição, ou para criar um modelo satisfatório para a formação de calcário, persistindo em ignorar deliberadamente o dilúvio global descrito na Bíblia, e buscando unir as ideologias claramente opostas dos “milhões de anos” com a natureza extraordinária dos fósseis encontrados que requerem rápida deposição.

Há duas hipóteses concorrentes com relação à origem dos fósseis na formação calcária de Solnhofen, que dizem ter sido formada no período Jurássico, há [supostos] 155 milhões de anos, durante um período de 0,5 milhão de anos.[6] Ambas as hipóteses afirmam que a área era uma lagoa quente cortada do oceano. Proponentes da primeira [hipótese] colocam então sua esperança na falta de oxigênio e uma camada de água super salgada[7] na parte inferior da lagoa, com uma lama de carbono macio para que os animais mortos caíssem. A condição tóxica da água supostamente teria impedido o apodrecimento por bactérias e levado à ausência de carniceiros, preservando qualquer animal morto que viesse a cair na lama de carbono macio. Entretanto, como Whitmore (que tem conduzido seus próprios experimentos sobre as taxas de apodrecimento de peixes em diversos ambientes) aponta: “É comum o equívoco de que a ausência de oxigênio no ambiente inibe o apodrecimento. Isso é falso; em alguns casos, o apodrecimento não só é rápido, senão até mais rápido nesses ambientes. [...] De fato, a maioria dos apodrecimentos é anóxica e acontece em muitos casos de dentro para fora.”[8] E quanto ao caso hipotético da lagoa com falta de oxigênio e super salgada? Quando discutida pelos geólogos seculares das “longas eras”, eles concluem que “ainda faltam boas evidências”.[9]

Com relação aos fósseis, a segunda teoria se aproxima da realidade uma vez admitida de que os fósseis de Solnhofen requerem rápida sedimentação. Aqui se têm algumas camadas sendo depositadas por tempestades de depósitos e uma invasão oceânica que ocasionalmente transportou a lama macia e animais para a base da lagoa.[10]

Embora o artigo que descreve o fóssil afirme que a morte do Aspidorhynchus (o peixe grande) “permanece especulativa”, ele apoia a primeira hipótese ao afirmar que “o cenário mais provável é que o Aspidorhynchus enfrentou sua vítima [o pterossauro] por um período de tempo, e assim foi rapidamente afundando até a hostil camada anóxica de água [...], onde foi instantaneamente sufocado. Ainda unidas, as carcaças chegaram ao fundo do mar”.[1] Isso falha totalmente em explicar a morte do Aspidorhynchus e a preservação dos três animais. A não ser que alguém assuma o cenário de pressupostos milhões de anos, é muito claro que o caso mais provável da morte do Aspidorhynchus tenha sido uma onda cataclísmica cheia de sedimentos que o soterrou, explicando o alto estado de preservação observado. É evidente que virtualmente não ocorreu nenhuma decomposição, tanto do Rhamphorhynchus como do Aspidorhynchus, o que indica que eles foram enterrados rapidamente pelo sedimento.[11]
O que dizer então do 0,5 milhão de anos que o depósito sedimentar de Solnhofen supostamente levou para se formar? Se seus fósseis requerem sedimentação extremamente rápida, como pode o período de tempo atribuído anteriormente permanecer? O dogma da evolução é que os fósseis e suas camadas têm milhões de anos, um registro de processos lentos e graduais. Porém, como podem esses fósseis, dos quais dois foram registrados no ato de tentar garantir o jantar, concordar com isso?

Observando corretamente, esse rápido sepultamento indica que os sedimentos devem ter sido depositados rapidamente, o que refuta completamente o dogma evolutivo. O que acontece, então, às centenas de milhares de anos que o depósito sedimentar Solnhofen supostamente levou para se formar? Também caem por terra. Faz mais sentido atribuir o registro fóssil de Solnhofen, que contém uma superabundância de insetos, animais marinhos e terrestres, ao dilúvio de Noé. Durante o dilúvio, toda a topografia do mundo foi alterada. A atividade geológica global e a deposição massiva de sedimentos foram rápidas, soterrando animais como os três descritos neste artigo, e preservando seus fósseis como resultado.

Esses belos e únicos fósseis, atualmente alojados no Wyoming Dinosaur Centre, Thermopolis, USA, são um incrível testemunho do julgamento divino no passado, da história da Bíblia sobre um dilúvio global nos tempos de Noé e um lembrete do julgamento vindouro.

Fonte: Creation Ministries International, via Engenharia Filosófica)

Nota do blog Engenharia Filosófica: “Mais uma descoberta fóssil que, ao invés de ajudar (como Darwin quis imaginar), só atrapalha os darwinistas. Não é a primeira vez que são encontrados fósseis em condições que contradizem o modelo evolucionista das longas eras, uma vez que é inimaginável que o trio fóssil estivesse se reunindo para um banquete especial (e que banquete longo!). Como não podem recorrer a um modelo geológico catastrofista – e por consequência bíblico –, pois a teoria evolutiva precisa de longos períodos de tempo (para sair da ameba até o ser humano, por exemplo), sobra para eles [os darwinistas] bolar contos mirabolantes. E olha que o dilúvio é que é lenda...”

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