domingo, 30 de agosto de 2015

A história do design Inteligênte

Acredita-se, ainda hoje, que Charles Darwin rejeitava qualquer alegação de design inteligente na natureza. No entanto, há evidências de que Darwin aceitou alguns aspectos desse ponto de vista [1]. Sua conceituação do design foi fundada em ambas as ideias cosmológicas e teleológicas da teologia natural clássica. Somente, quando Darwin descobriu o processo dinâmico de seleção natural, ele rejeitou o velho argumento teleológico. No entanto, ele nunca foi capaz de ignorar a forte experiência da beleza e complexidade de um universo de design inteligente, como um todo.

O termo “design inteligente” (DI) foi provavelmente introduzido por William Whewell, um professor do Trinity College, Cambridge (1794-1866) [1]. Em 1897, Ferdinand Schiller, erudito da Universidade de Oxford, nos Estados Unidos, utilizou o termo design inteligente como alternativa ao processo evolutivo cego em um ensaio intitulado “Darwinism and the Design Argument” [2]. Nele, Schiller disse: “não será possível excluir a suposição de que o processo da Evolução possa ser guiado por um design inteligente” [p.141].

Em 1993, um grupo de cientistas e filósofos norte-americanos se reuniu em uma conferência na cidade de Pajaro Dunes, Califórnia, a fim de questionar a teoria da evolução [3]. O grupo inicial de dissidentes foi composto por pesquisadores de diversas áreas, tais como Philip E. Jonhson (organizador da conferência), Dean Kenyon, Paul Nelson, Stephen C. Meyer, William Dembski, Jonathan Wells, Jed Macosko, Scott Minich, Siegfried Scherer, Kurt Wise, David Raup, Charles Thaxton, Walter Bradley e Michael Behe. Foi então que o design inteligente, tal como o conhecemos hoje, foi oficialmente estabelecido como teoria científica, embora os pressupostos do design não sejam novos.

De lá para cá, diversos estudos têm evidenciado a controvérsia do naturalismo e sua dificuldade em explicar a origem da vida. Ao mesmo passo, houve um aumento significativo na produção científica, cujas evidências empíricas apoiam o design inteligente. A publicação de artigos revisados por pares baseada em design é relativamente nova, tendo seu início há pouco mais de trinta anos [4]. No entanto, o movimento literário do design efetivamente começou em 1991 por meio do best-seller “Darwin no banco dos réus”, do professor de direito Phillip E. Johnson [5], e popularizou-se em 1996, com a publicação de “A Caixa Preta de Darwin” do bioquímico Michael Behe [6].

Mas como nem tudo são flores, o design inteligente tem passado por grandes dificuldades para se inserir na comunidade científica. Isso porque a partir do momento em que um cientista desafia uma crença profundamente defendida, como no caso do naturalismo filosófico, ele enfrenta grande resistência em financiamentos de seus projetos de pesquisa e na publicação de seus resultados em anais de congressos ou em periódicos de alto fator de impacto.

Em 2004, por exemplo, a mídia reportou um caso polêmico relacionado à publicação de um artigo que apoiava o design inteligente em uma revista científica, bem como as perguntas subsequentes de se os procedimentos editoriais adequados foram seguidos e se ele [o artigo] foi devidamente revisado. Stephen C. Meyer, diretor do Centro do Instituto Discovery, nos Estados Unidos, publicou um artigo intitulado “The origin of biological information and the higher taxonomic categories” na Proceedings, revista de biologia do Museu Nacional de História Natural do Instituto Smithsoniano, em Washington [7].

Um mês depois, o conselho do periódico de Biologia emitiu uma nota onde criticou o artigo, dizendo que ele não atendia aos padrões científicos do processo, e enfatizou que a decisão de publicá-lo foi do ex-editor Richard Sternberg. Mas qual seria o motivo de tanta polêmica? Este artigo afirmou que a explosão cambriana não poderia ser explicada por processos naturais, isto é, nenhuma teoria materialista atual seria suficiente para explicar a origem da informação necessária para construir novas formas animais presentes na explosão cambriana. O artigo foi além, propôs o design inteligente como uma alternativa para a explicação da origem da informação biológica e para a taxonomia superior. O artigo que antes fora aceito, publicado e indexado em importantes bases de dados médicas, a partir de então foi retirada sua indexação.

Em 2010, outro manuscrito submetido a um periódico chamado Quarterly Review of Biology fez inicialmente menção aos princípios do design, logo, a submissão do manuscrito foi rejeitada. O autor do estudo, o bioquímico Michael Behe, foi orientado a retirar o termo “design inteligente” do manuscrito intitulado “Experimental Evolution, Loss-of-Function Mutations and 'The First Rule of Adaptive Evolution'” [8]; uma vez acatada a sugestão do editor, o trabalho foi publicado.

Esses são apenas alguns exemplos diante de tantos outros a que estão submetidos os cientistas comprometidos com a verdade. Assim, os cientistas pró-design foram forçados a evitar o assunto em suas publicações científicas. Diante desses casos, surgiu a necessidade de uma revista própria de acesso aberto, revisada por pares, especialmente nas ciências biológicas, onde a oposição ao design inteligente é particularmente intensa [9].

Em 2010, foi lançada a revista BIO-Complexity, publicada pelo Instituto Biológico nos Estados Unidos. BIO-Complexity [http://bio-complexity.org/ojs/index.php/main/index] é uma revista científica com um objetivo único [9]. Destina-se a ser o principal fórum para testar o mérito científico da alegação de que o design inteligente é uma explicação credível para a vida. Embora muitas grandes ideias científicas em design tenham sido publicadas em livros, a ciência especializada se desenvolve, em grande parte, através do processo de publicação avaliada por pares.

Diante dessas informações surge uma dúvida crucial: qual será o futuro das pesquisas baseadas em design? Apesar de os pesquisadores do design ter sido injustamente excluídos da literatura científica por muitos anos, as nossas expectativas são positivas, em grande parte, também, devido à observação da atual abertura científica ao diálogo, debate e crítica. Esperamos que os editores de periódicos científicos tradicionais mantenham a mente aberta para uma análise justa e imparcial, tal como foi a de Richard Sternberg. Assim, os méritos científicos do design dependerão, exclusivamente, de seu conteúdo.

Fonte: Everton F. Alves via Evolulution News

Contradições

Fonte: Um sábado especial

Cientistas estão rejeitando o NeoDarwinismo

 Quantos estudantes ou profissionais ao longo da história têm se sentido isolados no ambiente acadêmico por possuir pressupostos ou ideologias científicas contrárias às da maioria? Somente quem já tentou nadar contra a maré, entende o grau de esforço realizado. Mas a estes, o Discovery Institute informa que não estão sozinhos.

Desde 2001, quando essa instituição de pesquisa pró-design lançou uma lista de cadastro, centenas de cientistas com doutorado – hoje mais de 900 pesquisadores – mostraram-se dispostos a expressar publicamente o ceticismo em relação à visão darwiniana, tradicional e moderna, de como a vida teria se desenvolvido ao longo do tempo. Essa lista, “A Scientific Dissent from Darwin”, é uma pedra no sapato daqueles que dizem que não há debate científico sobre se a evolução funciona de uma forma completamente natural.

A lista desafia o princípio mais básico da teoria darwiniana moderna (também chamada de “neodarwinismo”) – a visão de que mutação aleatória e seleção natural são as principais forças que geram a complexidade adaptativa em organismos vivos. Porém, ao invés de criticar a teoria moderna da evolução, a lista foca em seus desafios para os mecanismos biológicos mais importantes.

Atualmente, já assinaram a lista doutores pelas seguintes instituições de ensino: Oxford, Cambridge, Harvard, Dartmouth, Rutgers, Universidade de Chicago, Stanford e da Universidade da Califórnia, em Berkeley. Também assinaram a lista professores ou pesquisadores das principais universidades e instituições de pesquisa do mundo, tais como Cambridge, Princeton, MIT, UCLA, Universidade da Pensilvânia, Universidade da Geórgia, Tulane, Universidade Estadual de Moscou, Instituto de Chitose da ciência e da tecnologia, no Japão, e Universidade Ben-Gurion, do Negev, em Israel.

Se você possui um mestrado (e atua como professor de medicina), ou já obteve seu doutorado e quer, de igual modo, se declarar publicamente cético em relação ao darwinismo, clique aqui [http://www.dissentfromdarwin.org/] e assine a lista.

Por Por Everton F. Alves: https://www.widbook.com/ebook/teoria-do-design-inteligente

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Três em um: um novo quebra-cabeça para os darwinistas

 Um extremamente raro e bem preservado fóssil encontrado no famoso depósito de calcário Solnhofen, na Alemanha, entrelaçou eternamente as vidas de três animais. O fóssil registra os momentos subsequentes em que um pterossauro de cauda longa, Rhamphorhynchus, mergulhou e pegou um peixe pequeno na água, que se imagina ser o Leptolepides, quando um peixe predador maior, Aspidorhynchus, conseguiu saltar e agarrar-se à membrana de voo da asa do pterossauro, puxando-o de volta para a água. Um mistério a la Sherlock Holmes! Enquanto o destino do peixe menor parecia certo, tendo acabado de ser engolido pelo pterossauro, “o rabo do peixe ainda degolando na região faríngea da garganta e a excelente preservação do peixe minúsculo sem qualquer vestígio de digestão, sugere que a deglutição não foi concluída e que o Rhamphorhynchus [pterossauro] estava vivo e no ar durante o ataque.”[1]

Significativamente, isso quer dizer que o pterossauro não só não tinha morrido recentemente como também não estava flutuando na água à espera de um carniceiro para consumi-lo. O pterossauro tinha acabado de descer para pegar o peixe menor e estava a meio caminho de engoli-lo, quando o Aspidorhynchus atacou o Rhamphorhynchus e o puxou para dentro da água, afogando-o. Sua asa esquerda foi mutilada enquanto seu oponente [o Aspidorhynchus] furiosamente tentava soltar seu focinho pontudo de sua presa de grandes dimensões, a qual não foi capaz de consumir devido ao seu tamanho. A postura incomum da asa esquerda, com toda a “asa-dedo” puxada sob o antebraço nos restos fossilizados, testemunha toda a contorção do Aspidorhynchus para se soltar do pterossauro.

A morte e a excelente preservação do Aspidorhynchus é que se tornam problemáticas para a geologia secular das longas eras. Isso porque os geólogos seculares não chegam a um acordo sobre a forma como as rochas calcárias ou os fósseis que elas contêm foram formados. Apesar de um número considerável de fósseis encontrados em Solnhofen ter sido documentado na Creation Magazine[2] e em publicações seculares anteriormente, um artigo recente de um jornal secular destaca que, “em contraste com a riqueza de fósseis já muito estudada, pouco se sabe sobre a origem e diagênese[3] da rocha hospedeira. [...] Publicações que tratam da matriz sedimentar, do sistema de deposição e da diagênese de plattenkalk[4] são escassas e, até à data, nenhum modelo satisfatório estava disponível para explicar o sistema de deposição ou a diagênese das séries de plattenkalk em geral e das ocorrências em Solnhofen em particular”.[5]

Os geólogos seculares das “longas eras” continuarão lutando para explicar o sistema de deposição, ou para criar um modelo satisfatório para a formação de calcário, persistindo em ignorar deliberadamente o dilúvio global descrito na Bíblia, e buscando unir as ideologias claramente opostas dos “milhões de anos” com a natureza extraordinária dos fósseis encontrados que requerem rápida deposição.

Há duas hipóteses concorrentes com relação à origem dos fósseis na formação calcária de Solnhofen, que dizem ter sido formada no período Jurássico, há [supostos] 155 milhões de anos, durante um período de 0,5 milhão de anos.[6] Ambas as hipóteses afirmam que a área era uma lagoa quente cortada do oceano. Proponentes da primeira [hipótese] colocam então sua esperança na falta de oxigênio e uma camada de água super salgada[7] na parte inferior da lagoa, com uma lama de carbono macio para que os animais mortos caíssem. A condição tóxica da água supostamente teria impedido o apodrecimento por bactérias e levado à ausência de carniceiros, preservando qualquer animal morto que viesse a cair na lama de carbono macio. Entretanto, como Whitmore (que tem conduzido seus próprios experimentos sobre as taxas de apodrecimento de peixes em diversos ambientes) aponta: “É comum o equívoco de que a ausência de oxigênio no ambiente inibe o apodrecimento. Isso é falso; em alguns casos, o apodrecimento não só é rápido, senão até mais rápido nesses ambientes. [...] De fato, a maioria dos apodrecimentos é anóxica e acontece em muitos casos de dentro para fora.”[8] E quanto ao caso hipotético da lagoa com falta de oxigênio e super salgada? Quando discutida pelos geólogos seculares das “longas eras”, eles concluem que “ainda faltam boas evidências”.[9]

Com relação aos fósseis, a segunda teoria se aproxima da realidade uma vez admitida de que os fósseis de Solnhofen requerem rápida sedimentação. Aqui se têm algumas camadas sendo depositadas por tempestades de depósitos e uma invasão oceânica que ocasionalmente transportou a lama macia e animais para a base da lagoa.[10]

Embora o artigo que descreve o fóssil afirme que a morte do Aspidorhynchus (o peixe grande) “permanece especulativa”, ele apoia a primeira hipótese ao afirmar que “o cenário mais provável é que o Aspidorhynchus enfrentou sua vítima [o pterossauro] por um período de tempo, e assim foi rapidamente afundando até a hostil camada anóxica de água [...], onde foi instantaneamente sufocado. Ainda unidas, as carcaças chegaram ao fundo do mar”.[1] Isso falha totalmente em explicar a morte do Aspidorhynchus e a preservação dos três animais. A não ser que alguém assuma o cenário de pressupostos milhões de anos, é muito claro que o caso mais provável da morte do Aspidorhynchus tenha sido uma onda cataclísmica cheia de sedimentos que o soterrou, explicando o alto estado de preservação observado. É evidente que virtualmente não ocorreu nenhuma decomposição, tanto do Rhamphorhynchus como do Aspidorhynchus, o que indica que eles foram enterrados rapidamente pelo sedimento.[11]
O que dizer então do 0,5 milhão de anos que o depósito sedimentar de Solnhofen supostamente levou para se formar? Se seus fósseis requerem sedimentação extremamente rápida, como pode o período de tempo atribuído anteriormente permanecer? O dogma da evolução é que os fósseis e suas camadas têm milhões de anos, um registro de processos lentos e graduais. Porém, como podem esses fósseis, dos quais dois foram registrados no ato de tentar garantir o jantar, concordar com isso?

Observando corretamente, esse rápido sepultamento indica que os sedimentos devem ter sido depositados rapidamente, o que refuta completamente o dogma evolutivo. O que acontece, então, às centenas de milhares de anos que o depósito sedimentar Solnhofen supostamente levou para se formar? Também caem por terra. Faz mais sentido atribuir o registro fóssil de Solnhofen, que contém uma superabundância de insetos, animais marinhos e terrestres, ao dilúvio de Noé. Durante o dilúvio, toda a topografia do mundo foi alterada. A atividade geológica global e a deposição massiva de sedimentos foram rápidas, soterrando animais como os três descritos neste artigo, e preservando seus fósseis como resultado.

Esses belos e únicos fósseis, atualmente alojados no Wyoming Dinosaur Centre, Thermopolis, USA, são um incrível testemunho do julgamento divino no passado, da história da Bíblia sobre um dilúvio global nos tempos de Noé e um lembrete do julgamento vindouro.

Fonte: Creation Ministries International, via Engenharia Filosófica)

Nota do blog Engenharia Filosófica: “Mais uma descoberta fóssil que, ao invés de ajudar (como Darwin quis imaginar), só atrapalha os darwinistas. Não é a primeira vez que são encontrados fósseis em condições que contradizem o modelo evolucionista das longas eras, uma vez que é inimaginável que o trio fóssil estivesse se reunindo para um banquete especial (e que banquete longo!). Como não podem recorrer a um modelo geológico catastrofista – e por consequência bíblico –, pois a teoria evolutiva precisa de longos períodos de tempo (para sair da ameba até o ser humano, por exemplo), sobra para eles [os darwinistas] bolar contos mirabolantes. E olha que o dilúvio é que é lenda...”

domingo, 9 de agosto de 2015

Perdendo o foco

Nota: Excelente charge. Ultimamente é notório ler artigos e trabalhos de conclusão de curso ou mesmo de pós-graduação e perceber o motivo para essas produções: obter titulação! Fica aqui também registrado minhas críticas a respeito destes trabalhos sem 'funcionalidade'. [FN]

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