domingo, 21 de junho de 2015

O mito dos cientistas em abandonarem suas teorias se as evidências assim o exigirem

Durante os últimos dias um escândalo tem assolado a ciência política. Um aluno de pós-graduação da UCLA, Michael LaCour, parece ter falsificado os dados que são a base dum artigo que ele publicou para o altamente prestigiada revista científica com o nome de Science. Já examinei um segundo artigo também feito por LaCour, e tal como irei explicar, estou convencido que este também é o produto de resultados falsificados.

O artigo na Science alegadamente mostrou que a prospecção personalizada, porta-a-porta, é eficaz na alteração dos pontos de vista políticos. LaCour e o seu co-autor, Don Green da “Columbia University”, alistaram membros de uma organização lgbt da UCLA para entrarem em contacto com os votantes que haviam indicado previamente (numa pesquisa) que eram contra o “casamento” homossexual.

O artigo mostra, com base em pesquisas posteriores, que a prospecção porta-a-porta levada a cabo pelos membros do grupo lgbt havia tido um efeito significativo na mudança dos pontos de vista de contra para a favor do “casamento” homossexual.

No entanto, dois estudantes da UC Berkeley tiveram dificuldades em replicar o estudo. Eles entraram em contacto com a empresa privada com a qual LaCour havia comissionado para levar a cabo a pesquisa, mas a empresa disse que não tinha levado a cabo tal pesquisa. LaCour tinha também revelado o nome de um funcionário da firma com quem ele alegadamente tinha trabalhado, mas a firma disse que os seus registros não tinham um funcionário com esse nome.

Depois de confrontar o seu co-autor, Green pediu que a Science retraia o artigo. LaCour, no entanto, continua a defender a veracidade dos seus resultados. Deparados com este dilema, a Science ainda não se retraiu do artigo.

Isto resume de forma gráfica se a ciência atual está mais preocupada com o método científico do que com a profissão científica. Uma “expressão editorial de preocupação” não é o suficiente. Não foi possível replicar o estudo, e existem evidências de que o primeiro estudo não é legítimo.

Logo, uma publicação reputada, que está preocupada com o método cientifico, iria retrair o estudo imediatamente, e comprometer-se a publicado no futuro se forem apresentadas evidências. Claramente a Science não está preocupada com a ciência, especialmente se levarmos em conta que o homem que desenvolveu o método que o pesquisador utilizou veio a público colocar-se contra a legitimidade do trabalho de LaCour.
Acho que a maior parte das evidências sugerem que LaCour falsificou pelo menos alguns dos resultados do segundo artigo. Não só eu estaria disposto a apostar nesta conclusão, como estaria disposto a dar-lhe uma probabilidade e 10:1. Mas mesmo assim, não tenho a certeza e estaria hesitante em dar-lhe probabilidades na ordem de 100:1. E eu recusaria dar-lhe probabilidades na ordem dos 1,000:1

Mesmo assim, estou certo que LaCour falsificou os resultados do artigo original – aquele que foi publicado na Science. Prevejo que a UCLA se recuse a conferir-lhe o PhD e prevejo que Princeton se retraia na oferta do cargo de professor-assistente que lhe havia oferecido. Prevejo que UCLA ou Princeton ou ambas irão levar a cabo uma investigação. Suspeito que irão descobrir que ele falsificou os resultados de mais do que um artigo, e não só de um.

Mas a parte mais condenatória, principalmente no que toca à credibilidade da Science, é a seguinte observação:

É muito raro que cientistas políticos tenham os seus resultados mencionados lado a lado com as ciências “exata”.

Então, porque é que este artigo foi selecionado para uma publicação tão pouco usual?


Nota do blog Darwinismo: Não só a Science publicou um artigo bem fora do seu admitido contexto científico, como nem se deu ao trabalho de analisar os dados e as fontes, e apurar a veracidade do estudo. Como se isso não fosse suficiente, viemos a saber que pelo menos o artigo original teve resultados falsificados, mas mesmo assim, a Science não se retraiu em relação ao artigo.

Para mostrar de forma ainda mais total e óbvia como as grandes publicações científicas estão mais dedicadas a proteger as profissões científicas e não o método científico, ficamos a saber agora que o mesmo autor que a Science publicou, falsificou o seu Curriculum Vitae.

Três erros craves daquela que é uma das maiores revistas científicas no mundo. Mas, na opinião do evolucionista comum, este é o mundo que deve ser a base de julgamento para o resto da sociedade.

E se por acaso este mundo – que aceita dados falsos, que não se retrai, e que cita “estudos” que não estão de maneira alguma associados ao que é normal na revista – rejeitar uma teoria como o criacionismo, então todos nós temos que aceitar o que este mundo diz que é a verdade absoluta.


Fonte: Darwinismo



Leia também Estudo aponta que fraude em pesquisas científicas aumentou , 33% dos cientistas mentem em pesquisas, aponta estudo , As grandes fraudes da ciência

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