quarta-feira, 15 de abril de 2015

O que acontece se misturarmos todos os elementos da tabela periódica?

A tabela periódica é sinônimo de “bicho-papão” para muitos estudantes do ensino médio.

Mesmo com tanta repulsa, sabemos que sem ela nossa vida não seria tão moderna como é, teríamos enormes dificuldades em entender as reações e muitos problemas surgiram por isso.

A tabela periódica como conhecemos hoje foi organizada pelo russo Dimitri Mendeleiev, em 1869. Nós do Jornal Ciência, ficamos curiosos em saber o que aconteceria se misturássemos todos os elementos de uma só vez, e fomos atrás da resposta para você, leitor.

Antes que você imagine que, ao misturar todos os elementos ao mesmo tempo, encontraríamos um super mega átomo de filme de ficção científica; para reagir tudo ao mesmo tempo precisaríamos de uma quantidade colossal de energia. Embora este experimento nunca tenha sido realizado, contamos com conhecimento suficiente para fazer suposições concretas do resultado final.

Qualquer reação desses elementos envolvidos ocasionaria a formação de monóxido de carbono e uma grande quantidade de sais. Bem, vamos aos fatos: oxigênio tem bastante facilidade em reagir com outros átomos, se ele estiver mais próximo do hidrogênio na hora da mistura, formará o hidróxido (OH), se esbarrar com um carbono primeiro, formará o monóxido de carbono (CO). O grande problema desta “mistureba” é que você não encontrará o mesmo resultado em casa vez que fizer a experiência. Se misturar tudo 200 vezes, encontrará 200 combinações diferentes, e assim sucessivamente.

Alguns elementos como os gases nobres, os mais estáveis da tabela, não costumam reagir em nenhuma hipótese (com exceção de algumas condições bem específicas produzidas em laboratório) não reagiriam nessa mistura e no final sairiam do mesmo modo que entraram.

Se fosse possível acelerar todos os átomos a uma velocidade próxima da luz, cerca de 99 % dos cerca de 300.000 quilômetros por segundo, e todos eles se chocassem ao mesmo tempo, talvez encontraríamos um plasma de quarks-glúon como resultado disso, mas esse estado duraria uma fração minúscula e logo esse plasma se degradaria.

Poderia também ocorrer explosões, se pensarmos que o oxigênio vai reagir com o sódio ou com o lítio e inflamar, sendo assim elevaria a temperatura do local da mistura e tudo pegaria fogo. Devido à presença dos elementos radioativos, essa brincadeirinha não seria definitivamente de criança, com a liberação de certos gases provenientes desses átomos, a simples inalação mesmo que a distância resultaria em várias mortes em um tempo curto. Metais como ouro e platina provavelmente não reagiriam.

No final dessa “mistureba” não resultaria em nada mágico, fantástico ou surreal, não iríamos encontrar nenhum átomo que nos teletransportaria para outra galáxia, ou nenhum super elemento que transformaria qualquer mortal em um super herói dos quadrinhos. Talvez o que sobraria no resultado de tudo isso, seria uma coisa chata, resquícios de carbono, vários tipos de gases bobos, sais e ferrugem, o que não seria nada animador para quem esperou encontrar uma mega experiência digna de Einstein.

Fonte:
Jornal da Ciência

Leia também Tabela periódica para químicos, professores e estudantes. 

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