sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Por que a parte interna dos vidros dos carros embaça na chuva?


Em dias chuvosos, a temperatura no interior do carro geralmente é maior do que a de fora; as moléculas de água que se encontram vaporizadas no interior do carro são condensadas em razão da diferença de temperatura. Quando as moléculas da água vaporizada (estado gasoso) são condensadas (líquido) elas se agregam ao vidro, tornando-o translúcido.

Fonte: Conselho Regional de Química via Curso de Química

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

O argumento cosmológico kalam William Lane Craig

O argumento Kalam:

1. Tudo que começa a existir tem uma causa para a sua existência.
2. O universo passou a existir.
3. Portanto, o universo tem uma causa para a sua existência, fora de si mesmo.


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

O big bang não existiu? Outra hipótese mirabolante

Notícia, onde estão os fatos?
 A teoria mais aceita hoje é que o Universo teve um início: o big bang, a explosão de um ponto infinitamente denso, uma singularidade. A partir dessa explosão, teria havido uma expansão e o resultado seria o Universo atual. Essa teoria é baseada na relatividade geral, proposta por Einstein. No entanto um novo modelo, que mistura correções quânticas na teoria de Einstein, sugere que não houve big bang. E que, na verdade, o Universo não começou: ele sempre existiu. “A singularidade do big bang é um problema para a relatividade, porque as leis da física já não fazem sentido pra ela”, afirma Ahmed Farag Ali, pesquisador da Universidade Benha, no Egito. Ele e o coautor Saurya Das, da Universidade de Lethbridge, em Alberta, no Canadá, mostraram que esse problema pode ser resolvido se acreditarmos em um novo modelo, no qual o Universo não teve começo - e não terá fim.

Os físicos esclarecem que o que eles fizeram não foi simplesmente eliminar a singularidade do big bang. Eles se basearam no trabalho de David Bohm, físico que, nos anos 1950, explorou o que acontecia se substituíssemos a trajetória mais curta entre dois pontos numa superfície curva por trajetórias quânticas. No seu estudo, Ali e Das aplicaram as trajetórias Bohminanas a uma equação que explica a expansão do universo dentro do contexto da relatividade geral. Com isso o modelo contém elementos da teoria quântica e da relatividade geral. Os pesquisadores esperam, com isso, que seu modelo se mantenha mesmo quando uma teoria completa da gravitação quântica for formulada.

Mas então o Universo não teve nem começo nem fim? Com o modelo, os físicos estabelecem que o Universo tem um tamanho finito - e, com isso, podem dar a ele idade infinita, o que combina com nossas medições de constantes cosmológicas e de densidade.

O modelo descreve o Universo como preenchido com fluido quântico, que seria composto de gravitons, partículas hipotéticas que mediam a força da gravidade. Se eles existem, eles teriam um papel essencial na teoria da gravitação quântica. Agora os físicos pretendem analisar perturbações anistrópicas no Universo, levando em consideração a matéria escura e a energia escura, mas eles acreditam que os próximos cálculos não afetarão os resultados atuais. “É satisfatório saber que essas correções podem resolver tantos problemas de uma vez”, afirmou Das.

Fonte: Galileu via criacionismo

Nota do blog criacionismo: A mídia, como sempre, dando grande evidência a hipóteses nascidas na cabeça e nos computadores de alguns teóricos ávidos por reconhecimento. É o tipo de notícia que se espalha como fogo na pólvora, embora não haja fato algum. Fora do campo das mirabolâncias, é possível um universo eterno? Que tipo de mecanismo/fenômeno estaria fazendo com que as leis da termodinâmica não sejam aplicáveis a esse universo? Como explicar que ainda haja energia disponível num sistema fechado? E o tempo? Como podemos estar aqui, agora, no hoje, se o tempo fosse uma linha “jogada” uma eternidade para trás? Sem um começo do tempo não poderíamos estar aqui, agora. Estão trocando o Deus eterno por uma matéria e uma energia eternas. Por quanto tempo durará essa ideia até que outros teóricos proponham outra? A hipótese dos multiversos, dos quais não existe uma evidência sequer, está aí para provar que, no campo das especulações, vale tudo. Deus criou o Universo? Claro que não!, dizem os naturalistas. Em lugar de um, poderia haver bilhões de universos, embora nunca tenhamos visto outro além do nosso? Pode ser... A matéria é eterna, embora não existam evidências reais/empíricas disso? Alguns creem que sim. Fé por fé, fico com a mais lógica: (1) tudo o que teve um começo teve uma causa; (2) o Universo teve um começo (e tudo parece indicar que sim); (3) o Universo teve uma Causa. [Michelson Borges]

Comentário do químico Dr. Marcos Eberlin, da Unicamp: “Quando vejo uma reportagem dessas, e um ‘novo’ achado sobre nossas origens, penso nos que colocam sua fé e aí vendem a alma à ciência e a teorias e cálculos e suposições de homens. ‘Maldito o homem que confia no homem.’ Penso no desespero dos ateus que já não sabem mais no que acreditar: Universo eterno ou criado pelo big bang? Penso mais ainda nos ‘pelegos da fé’, como ‘carinhosamente’ chamo meus irmãos evo-teístas que colocam a ‘autoridade’ da ciência acima da autoridade da Bíblia (linguagem figurada, sabe?) que, não podendo servir a dois senhores, servem à ciência deixando para Deus o que sobrar. Penso naqueles que afirmam por aí que Deus guiou o big bang e a evolução, processos inviáveis... Toma cuidado, gente, com a maldição de confiar em homens! Um dia a casa cai. E o seu deus junto.”

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Terceiro núcleo é encontrado no interior da Terra

Enquanto não há nenhuma terra pré-histórica escondida no centro do nosso planeta, como o autor Jules Verne imaginava, o interior do planeta não é tão parecido com o que os cientistas imaginavam.
Mendir 5000 km debaixo dos nossos pés, o núcleo está fora do alcance de investigação direta.

Os geólogos descobriram que o núcleo interno da Terra – que se pensava ser um pedaço sólido de ferro – pode de fato ter o seu próprio núcleo ainda menor dentro dele.

Usando ondas sísmicas, que se repercutem em todo o planeta após os terremotos, os pesquisadores foram capazes de ganhar uma nova visão sobre o que está no centro do nosso mundo.

As descobertas podem significar que a nossa compreensão do interior da Terra, e sua história, terá de ser reescrita.

Eles descobriram um núcleo distinto interior que tem cerca de metade do diâmetro do que se acreditava ser o núcleo interior, que é aproximadamente do tamanho da lua.

O professor Xianodong Song, um geólogo da Universidade de Illinois, disse que a estrutura de dois núcleos internos poderia ajudar a revelar novos detalhes sobre como a Terra se formou.

Ele disse: ‘Mesmo que o núcleo interno seja pequeno – menor do que a lua -, ele tem algumas características muito interessantes.

“O fato de que nós temos duas regiões que são distintamente diferentes pode nos dizer algo sobre como o núcleo interno vem evoluindo. Por exemplo, ao longo da história da Terra, o núcleo interno pode ter tido uma mudança muito drástica em seu regime de deformação. Poderia ser a chave para a forma como o planeta evoluiu.”

Os geólogos têm estabelecido que a Terra é composta de três camadas principais – a crosta, a camada de magma quente conhecida como manto e o núcleo.

Eles têm sabido há algum tempo que o núcleo é feito de um núcleo externo líquido de ferro e níquel e um núcleo interior. Mas na última pesquisa, o professor Song e seus colegas da Universidade de Nanjing, na China, descobriram que até mesmo esse núcleo interno é mais complexo do que se acreditava anteriormente.

Enquanto os cristais de ferro nas camadas exteriores do núcleo interior estão alinhados em uma direção norte-sul, dentro do núcleo interno eles se apontam aproximadamente em leste-oeste.

Os pesquisadores usaram o “eco” das ondas sísmicas que saltam ao redor do planeta depois de um terremoto para construir uma imagem do interior da Terra.

Matrizes de sensores em locais ao redor do mundo, incluindo a Venezuela e o sudeste da China, permitiram aos cientistas medir atrasos no tempo que levava para que estes percorressem o planeta.

Eles descobriram que as ondas sísmicas que passaram através do centro do planeta mostraram interferência muito diferentes daquelas que viajavam através do resto do núcleo.

Eles também descobriram que os cristais de ferro no núcleo mais interno também podem ter estruturas cristalinas muito diferentes, o que significa que eles têm propriedades diferentes.

O professor Song disse que era provável que as mudanças tectônicas no início da história da Terra levaram a estas diferentes estruturas no núcleo.

Ele disse: “Isso pode nos dizer sobre como nosso planeta se formou, a sua história, e outros processos dinâmicos da Terra. Ela [a descoberta] molda a nossa compreensão do que está acontecendo nas profundezas da Terra.”

Fonte: DailyMail, BBC

sábado, 7 de fevereiro de 2015

O que acontece quando é jogado água fervendo na rua com temperatura de - 30ºC?

Enquanto aqui no Brasil a gente está derretendo no calor, lá no hemisfério norte o frio está ligado no modo hardcore! Como mostra esse vídeo gravado na cidade de Yellowknife, no Canadá! Lá fazia – 30ºC no momento em que decidiram jogar na rua uma jarra cheia de água quente pra ver o que acontece.

Ela congela instantaneamente!

 - Muito legal!

Fonte: Manual do Mundo

Descoberta sobre o Big Bang virou poeira

Fatos detonaram a "descoberta"


 Certamente todos se lembram da festa entre os cientistas no ano passado, quando veio à tona o anúncio da descoberta de evidências das ondas gravitacionais primordiais, flutuações que teriam sido causadas pela inflação cósmica, período do Universo no qual ele teria aumentado de tamanho de forma dramática em uma fração de segundos. A descoberta foi comemorada não só como uma evidência do Big Bang, mas como efeito previsto por uma das hipóteses sobre os primeiros momentos do nosso universo. Os cientistas usaram os dados do telescópio BICEP2 para medir a polarização da radiação cósmica de fundo, e esta estava de acordo com a previsão da teoria. Faltava apenas o veredito da equipe de cientistas do satélite Planck, que deveria confirmar a descoberta. Depois, era só esperar o Nobel.

O problema maior apontado na época era que o modelo da distribuição da poeira galáctica, usado para descontar o efeito dela sobre a radiação cósmica de fundo, poderia ser falho. A poeira interestelar também pode emitir luz polarizada, por isso os astrônomos do BICEP2 procuraram a região que parecia ter muito pouca luz polarizada vinda de poeira.

Entretanto, de lá para cá, a descoberta foi ficando cada vez mais em xeque. Novos estudos apontaram que a luz polarizada emitida por poeira interestelar poderia ser maior do que supunham os astrônomos do BICEP2. O golpe final veio em setembro, quando pesquisadores europeus usaram os dados do satélite Planck para mostrar que as leituras obtidas pelo BICEP2 provavelmente eram devidas à poeira interestelar. A confirmação veio na última semana.

O resultado atual (não existe resultado final em ciências) é que a evidência da inflação não era evidência. Não dá para descartar o modelo da inflação por conta disso, mas é preciso realizar mais trabalhos para encontrar as provas previstas por esse modelo. Agora, é voltar ao laboratório e procurar novas evidências.

Fonte: Hypescience

Nota do blog criacionista: O site Inovação Tecnológica publicou isto: “A teoria da inflação cósmica, elaborada há cerca de 30 anos por Alan Guth e Andrei Linde, propõe que essa fase de crescimento exponencial do Universo nas frações de segundo após o Big Bang deixaria marcas na radiação cósmica de fundo, uma radiação de micro-ondas presente em todo o céu e que os cientistas acreditam ser um resquício do Big Bang. [...] O anúncio da ‘descoberta’, feito em março do ano passado, foi saudada [sic] por algumas revistas como a ‘descoberta do século’, mas imediatamente suscitou questionamentos de vários cientistas, que contestaram os dados do BICEP2 alegando justamente que a polarização detectada poderia ser devida à poeira presente na galáxia. E o ‘mico’ parece ter sido pago por uma prática pouco condizente com o rigor científico: em sua medição, os cientistas usaram um mapa da radiação cósmica de fundo sem nenhum detalhamento, retirado de uma apresentação feita em um congresso.”

Note que a própria famosa radiação de fundo é a base da crença dos cientistas de que teria havido um Big Bang. Com base numa hipótese, supõe-se que, se o Universo se expandiu a partir de um ponto, ele ainda estaria em expansão. Aí surgiu a segunda hipótese, fundamentada na primeira. Mas essa também não conta com evidências conclusivas. Infelizmente, muitas pessoas que leem sobre essas ideias ou assistem a documentários e programas de TV creem que elas são fatuais. Quantos saberão que a tal “descoberta do século” era falsa? Quem vai pedir desculpas pelo estardalhaço/sensacionalismo feito na mídia?

A conclusão da matéria acima é reveladora: “Não dá para descartar o modelo da inflação por conta disso, mas é preciso realizar mais trabalhos para encontrar as provas previstas por esse modelo. Agora, é voltar ao laboratório e procurar novas evidências.” Quando a hipótese interessa aos naturalistas, mesmo que careçam de evidências, eles trabalham em cima dela. Não a descartam e saem à busca de novas evidências. No entanto, quando o assunto é design inteligente e/ou criacionismo, eles nem se dão ao trabalho de analisar os argumentos. [MB]

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A CULPA NÃO É DO BANHO

O Brasil é um dos países mais ricos em água do mundo. Com cerca de 13% de toda água doce do planeta. Mas o maior consumidor de água no país é o agronegócio (72%), que tem a produção voltada para exportação de soja, carne bovina e suína. Para se ter uma ideia, só em 2013, o agronegócio gastou 200 trilhões de litros de água, o equivalente a 200 Sistemas Cantareira cheios. O governo e a imprensa tentam colocar a culpa apenas na natureza pela falta de chuva para encher os reservatórios e tenta colocar sob a população a responsabilidade de solucionar o problema da economia de água. Mas a verdade é que o uso doméstico equivale apenas a 6% do consumo de água no país.

Não faltaram avisos sobre a possibilidade de uma crise hídrica. Em São Paulo, por exemplo, faltou investimentos que não foram realizados para não diminuir os lucros dos empresários acionistas da SABESP. Um serviço essencial à população foi entregue à privatização e aos lucros dos seus acionistas e, hoje, a distribuição de água no país atende (bem) mais aos interesses do agronegócio do que as necessidades da população.

Fonte: assessoria via facebook

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

A "mágica" da evolução biológica

No artigo Nasce a evolução biológica, publicado na Folha de São Paulo, em 02/02/2014, Salvador Nogueira iniciou assim o artigo:

“Mais um dos mistérios que cercam a origem da vida parece ter sido decifrado por um quarteto de cientistas na Alemanha. Eles basicamente descobriram como a evolução pode ter recebido o pontapé inicial da natureza, sem nenhuma ajuda externa.

Talvez surpreenda, sobretudo para aqueles que se apegam a expressões “curinga” como “complexidade irredutível” para se esquivar do problema científico do surgimento da vida, o fato de a solução encontrada pelos pesquisadores — e testada em laboratório — ser de uma simplicidade franciscana.”

A pesquisa em questão Heat flux across an open pore enables the continuous replication and selection of oligonucleotides towards increasing length, de Moritz Kreysing et al foi publicada na Nature Chemistry.

Quase parei de ler o artigo do Salvador Nogueira depois desses dois parágrafos: um jornalista científico falando em “mistérios”, que a evolução não precisa de ajuda externa, e que os defensores do Design Inteligente se apegam à “complexidade irredutível” como “curinga” para se esquivarem do problema científico da origem da vida. A primeira é que em ciência não se fala de mistérios, a segunda é afirmar que a evolução não pode ser dirigida é beirar a onisciente, e nada mais falso sobre a última: nós do Design Inteligente entendemos a complexidade da questão – o status quo das pesquisas sobre a origem da vida está carente de evidências e pródiga de especulações e pesquisas tentando comprovar esses “mistérios” sobre a origem da vida: nada de “mágica”.


Será que a evolução pode ter recebido o pontapé inicial da natureza, sem nenhuma ajuda externa? Será que a origem da vida é coisa muito simples e falta muito pouco para entendermos a coisa toda? Será que estamos quase lá? Os microporos quentes seriam realmente os mecanismos para a formação dos precursores da vida – a replicação do DNA?

O experimento foi elaborado para imitar os microporos de rochas quentes em um suposto ambiente da Terra primitiva há bilhões de anos atrás. O que vimos, e reitero o que expressei no blog do Salvador Nogueira – o experimento, sem querer querendo, demonstrou – processos estritamente naturalistas não são capazes de ter originado a primeira vida, antes, como nos demais casos de experimentos sobre a origem da vida – é imperativo ter uma mente por detrás de todo o processo.

Os pesquisadores imitaram esses microporos usando tubos de vidro microcapilares. Para esta hipótese funcionar, o microporo deve estar quente em uma extremidade e frio na outra. Quando uma das extremidades foi aquecida, os pesquisadores permitiram que água com fragmentos de DNA dissolvidos, de tamanhos variados, gotejassem através desses tubos de vidro microcapilares. Os fragmentos maiores de DNA foram os que começaram a replicar usando o gradiente de água quente e fria. Interessante, isso parece muito com uma técnica usada em biologia - a reação em cadeia de polimerase (Polymerase Chain Reaction, em inglês), que multiplica a fita de DNA. Esta técnica passa por ciclos de aquecimento e esfriamento para copiar os filamentos de nucleotídeos com as bases fornecidas. À medida que os ciclos ocorrem, altas concentrações de cadeias de um específico nucleotídeo se formam.

A “coisa muito simples” e o “falta muito pouco para entendermos a coisa toda” não é tão simples assim, e falta muito para compreendermos o que pode ter originado a vida: um dos maiores mistérios científicos insolúvel até aqui. Para os que defendem a visão de algum tipo de nucleotídeo primeiro para a origem da vida, é mister lembrar que existem vários requisitos para que esta pré vida ocorra na Terra primitiva. Primeiro, é preciso grandes concentrações de bases, substratos para a formação de cadeias de nucleotídeos (para agir como catalizador), e que as bases estejam organizadas em uma ordem funcional específica. Além disso, e o mais importante dos que querem explicar a origem da vida por processos estritamente naturalistas – é que isso teria de ser um processo não dirigido, irracional, cego e aleatório. Não foi o caso do experimento: tinha mente por detrás do experimento guiado e controlado.

Perguntas que devem ser feitas sobre esta pesquisa/experimento – ela preencheu os requisitos acima? Os pesquisadores forneceram altas concentrações de bases livres, mas de onde elas vieram na água da Terra primitiva? Antes da replicação, é preciso que filamentos de DNA existam. De onde eles vieram na Terra primitiva, e por que já estavam formados? Além disso, é preciso pressupor a existência de outras formações moleculares nesta Terra primitiva, muitas delas teriam que ser moléculas muito reativas, destruindo os filamentos de DNA desprotegidos.

O que parece ser uma simplicidade franciscana é, na verdade, extremamente complexo. Até onde sabemos cientificamente, nenhuma lei natural especifica as sequências significativas de nucleotídeos. Muito menos a aleatoriedade cria sequências funcionais de informação. Como que este hipotetizado gradiente frio/calor de replicação se acoplou em um sistema de replicação baseado em proteína? Por que DNA se replicaria para formar a vida? Por que um processo não guiado, irracional, cego e aleatório criaria a vida a partir do DNA?

Quando afirmei que o experimento é design inteligente em ação, é porque os pesquisadores tinham um objetivo em mente: demonstrar a hipótese de uma técnica natural tipo reação em cadeia de polimerase através de um aparato intencional e inteligentemente planejado para tal! Só que tudo, do começo ao fim, foi um processo iniciado e verificado por mentes. E mentes brilhantes que gastaram muitos anos de pesquisas focalizadas para chegar a um sistema como esse. Intrinsecamente, o que fica patente é que este experimento demonstra que mentes, em vez de evolução química não dirigida, aleatória e cega, estavam agindo. Por isso afirmei, design inteligente em ação e diante de nossos olhos!

Embora interessante, a pesquisa mostra mais uma vez a fraqueza epistêmica das explicações estritamente naturalistas, pois a elaboração intencional da hipótese e do aparelho objetivando um fim específico demonstra que a mais plausível explicação para a primeira vida na Terra é o design inteligente.



Fonte: Desafiando a Nomenklatura Científica

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