quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

“Dar a cara a tapa”

Cientista corajoso
 Diretor executivo da Sociedade Brasileira de Design Inteligente explica a teoria que tem desafiado a hegemonia evolucionista

Alguns acreditam que faltava um cientista para liderar o movimento do Design Inteligente no Brasil que tivesse trânsito e respeito no meio acadêmico. Faltava. A teoria que enxerga planejamento na natureza em oposição ao acaso evolucionista, tem agora na figura do químico Marcos Eberlin seu porta-voz oficial. Eberlin foi escolhido como diretor executivo da recém-criada Sociedade Brasileira do Design Inteligente, num encontro inédito realizado em novembro, em Campinas, SP, do qual participaram mais de 300 pesquisadores. Gente de peso que decidiu dar a cara e o currículo Lattes a tapa num ambiente profissional que considera apostasia questionar o paradigma evolucionista.

Marcos Eberlin, assim como os demais pesquisadores, está ciente do “vespeiro” em que está entrando. Ele tem 55 anos, nasceu em Campinas, SP, e estudou a vida inteira – da graduação ao doutorado em Química – na Unicamp. Ali ele é professor titular e coordena o Laboratório ThoMSon de Espectrometria de Massas, área de sua especialização num pós-doutorado nos Estados Unidos. É membro da Academia Brasileira de Ciências, tem recebido vários prêmios, orientou mais de 150 pesquisas acadêmicas e publicou outros 650 artigos científicos. Currículo não lhe falta, e coragem também não. Nesta entrevista, concedida ao jornalista Michelson Borges, ele explica os pilares da TDI, suas semelhanças e diferenças com relação ao criacionismo e por que, apesar de enxergar sérias falhas na teoria da evolução, acredita que o ensino sobre ela ainda não deve ser substituído nas aulas de ciências.

Quais foram os objetivos do evento e a que se propõe a Sociedade?


A TDI Brasil – Sociedade Brasileira de Design Inteligente – pretende, como seu alvo maior, reunir toda a comunidade científica brasileira de “inteligentistas” para que juntos conheçam melhor a teoria e seus fundamentos, e se organizem para divulgar e defender a TDI com conhecimento de causa e o suporte da entidade. O congresso, portanto, foi o pontapé inicial para a formação dessa comunidade de cientistas e profissionais, que está disposta a divulgar a teoria por meio de palestras e da mídia em geral. Fizemos isso porque entendemos que as evidências científicas, em várias áreas da ciência, comprovam hoje o design inteligente como a melhor inferência sobre as origens.

Mais de 300 pesquisadores e acadêmicos se filiaram à Sociedade. O que isso revela, no contexto da controvérsia envolvendo a TDI e o evolucionismo?

Temos cerca de 350 membros e o número não para de crescer. Queremos ser mil em um ano; 5 mil em cinco anos. Isso revela que há uma grande decepção quanto à eficácia do modelo naturalista para nossas origens; e que os dados estão mostrando a todos a insuficiência dos mecanismos com base em processos naturais não guiados – como o big bang e a evolução química e darwiniana – para formar o Universo e a vida com toda sua complexidade. Continue lendo aqui.

Leia mais sobre o Dr. Marcos Eberlin aqui.

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