sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Argumento criacionista na série “A Jornada da Vida”

 O programa “Fantástico”, da rede Globo, levou ao ar nas últimas semanas uma série intitulada “A Jornada da Vida” (confira). Foi um show de imagens bonitas mescladas com argumentos evolucionistas – pra variar – forçados. No entanto, o último episódio da série levou ao ar, de mão beijada, um clássico argumento criacionista/diluvianista. Leia aqui parte da matéria e depois o meu comentário, logo abaixo:

“Crescer muito. Viver milhares de anos. Morrer e renascer, um clone de si mesmo. A longevidade das árvores que enganam a morte e brincam com o tempo, para não interromper a jornada da vida. Na Serra Nevada, na Califórnia, costa oeste dos Estados Unidos, uma cordilheira se estende por 640 quilômetros. Nas montanhas alcançadas pela umidade do Oceano Pacífico, vivem as gigantes. Os maiores indivíduos do planeta. As sequoias. Sobre uma base de mais de 30 metros de circunferência, a sequoia adulta mira o sol e chega a 85 metros de altura. Se botássemos a árvore no meio do campo do Maracanã, ela ocuparia mais da metade do círculo central e subiria 50 metros para fora do estádio. A sequoia pode crescer sem pressa. Todos os seres vivos, todas as espécies de animais ou plantas, tem um ciclo de vida. As árvores também. Algumas vivem poucos anos, mas as sequoias podem chegar a 3,5 mil anos.

“Gigante e milenar, a espécie parece indestrutível. [...] Matt Fagan é biólogo do parque, especialista em sequoias. Ele diz que o segredo da longevidade é a casca. ‘Em algumas dessas árvores têm casca com 60, 90 centímetros’, conta.

“Uma das sequoias encontrada na Serra Nevada é o maior indivíduo vivo conhecido no planeta. Tem até nome: general Sherman. Ela não é a mais alta, é a que tem o maior volume: 1,5 mil metros cúbicos, é o que carregam 20 caminhões baú. A general Sherman passou dos 2,5 mil anos, e continua crescendo. [...] É difícil entender como a árvore para em pé. Ela tem um sistema bem complexo de raízes, mas elas são bem rasas. As raízes penetram só três metros no chão. Poucos seres na face da Terra são tão impressionantes. Mas cruzando a Serra Nevada, do outro lado, há árvores muito mais velhas.

“Três mil metros de altitude. Ar rarefeito e seco. A equipe do Fantástico caminhou seis quilômetros por trilhas entre as árvores que aprenderam a dominar o tempo: pinheiros longevos. Uma concentração de anciãs. O lugar é chamado de bosque das árvores ancestrais, e não é à toa que ele tem esse nome. Muitas das árvores no local já passaram dos 4 mil anos, algumas estão com quase 5 mil anos. Já estavam no local há muitos séculos, quando os egípcios começaram a construir as pirâmides. São as árvores mais velhas do planeta. [...]

“Nas montanhas de Utah, a 2,5 mil metros de altitude que está o maior e mais pesado ser vivo de toda a terra. Na verdade, são todas as árvores. É uma colônia de clones de uma espécie chamada de álamo tremulante. Todas as árvores têm exatamente o mesmo código genético e são ligadas pela mesma raiz. Não é um indivíduo. Mas é um único organismo. O nome, álamo tremulante, é por causa da maneira como as folhas balançam ao vento. São 47 mil árvores sobre o terreno de rochas vulcânicas.

“E ainda maior é o que está embaixo da terra. Um sistema massivo de raízes é a alma da colônia. Se a seca ou fogo destruírem as árvores, a raiz faz brotar de novo. Ela também funciona como uma central de água e nutrientes, distribuindo de forma igual para todos os clones, mesmo que alguns estejam sobre solo mais seco e pobre. Mas as árvores, apesar de clones, que têm exatamente o mesmo código genético, não são bem iguaizinhas. É que algumas são mais jovens do que os outras. E a oferta de sol também influencia. E mesmo que um clone, ou uma árvore dure só 200 anos, a colônia chamada de Pando, está viva há 80 mil anos.

“‘É muito difícil fazer esse cálculo, porque não é a idade de um indivíduo, mas da colônia toda, que se renova constantemente. Não é como a sequoia ou o pinheiro longevo, que ainda tem o tronco original’, comenta uma pesquisadora. A idade foi estimada então calculando o tempo que a colônia levou para chegar ao tamanho atual. Nada menos que 450 mil metros quadrados. Tudo junto, raízes e clones, pesa mais do que 800 elefantes. Nos últimos anos, a colônia começou a encolher. As mesmas características que a tornaram tão resistente, são também sua fragilidade. [...]”

Fonte: Fantástico

Nota do blog criacionismo: Árvores como as sequoias (confira aqui e aqui) são virtualmente imortais. A menos que sejam atingidas por alguma praga, queimadas por raios ou cortadas por madeireiros, elas praticamente vivem para sempre. No entanto, nenhuma árvore gigante e longeva no mundo excede a idade de alguns milhares de anos. Poderiam ter dezenas de milhares de anos, mas não têm. Para o criacionista, isso sugere que todas as árvores foram desarraigadas por ocasião do dilúvio, e suas sementes (que podem ficar preservadas por vários meses na água ou nas fezes de animais) seriam a explicação para esse reflorestamento feito há quatro ou cinco mil anos, no máximo, o que coincide com a época estimada para a grande catástrofe. Quanto aos clones de Utah, adotar a taxa de crescimento atual para estimar a idade da colônia é ignorar o fato de que essa taxa pode ter sido bem diferente no passado, levando em conta diferenças climáticas e outras. [MB]

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