quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

“Dar a cara a tapa”

Cientista corajoso
 Diretor executivo da Sociedade Brasileira de Design Inteligente explica a teoria que tem desafiado a hegemonia evolucionista

Alguns acreditam que faltava um cientista para liderar o movimento do Design Inteligente no Brasil que tivesse trânsito e respeito no meio acadêmico. Faltava. A teoria que enxerga planejamento na natureza em oposição ao acaso evolucionista, tem agora na figura do químico Marcos Eberlin seu porta-voz oficial. Eberlin foi escolhido como diretor executivo da recém-criada Sociedade Brasileira do Design Inteligente, num encontro inédito realizado em novembro, em Campinas, SP, do qual participaram mais de 300 pesquisadores. Gente de peso que decidiu dar a cara e o currículo Lattes a tapa num ambiente profissional que considera apostasia questionar o paradigma evolucionista.

Marcos Eberlin, assim como os demais pesquisadores, está ciente do “vespeiro” em que está entrando. Ele tem 55 anos, nasceu em Campinas, SP, e estudou a vida inteira – da graduação ao doutorado em Química – na Unicamp. Ali ele é professor titular e coordena o Laboratório ThoMSon de Espectrometria de Massas, área de sua especialização num pós-doutorado nos Estados Unidos. É membro da Academia Brasileira de Ciências, tem recebido vários prêmios, orientou mais de 150 pesquisas acadêmicas e publicou outros 650 artigos científicos. Currículo não lhe falta, e coragem também não. Nesta entrevista, concedida ao jornalista Michelson Borges, ele explica os pilares da TDI, suas semelhanças e diferenças com relação ao criacionismo e por que, apesar de enxergar sérias falhas na teoria da evolução, acredita que o ensino sobre ela ainda não deve ser substituído nas aulas de ciências.

Quais foram os objetivos do evento e a que se propõe a Sociedade?


A TDI Brasil – Sociedade Brasileira de Design Inteligente – pretende, como seu alvo maior, reunir toda a comunidade científica brasileira de “inteligentistas” para que juntos conheçam melhor a teoria e seus fundamentos, e se organizem para divulgar e defender a TDI com conhecimento de causa e o suporte da entidade. O congresso, portanto, foi o pontapé inicial para a formação dessa comunidade de cientistas e profissionais, que está disposta a divulgar a teoria por meio de palestras e da mídia em geral. Fizemos isso porque entendemos que as evidências científicas, em várias áreas da ciência, comprovam hoje o design inteligente como a melhor inferência sobre as origens.

Mais de 300 pesquisadores e acadêmicos se filiaram à Sociedade. O que isso revela, no contexto da controvérsia envolvendo a TDI e o evolucionismo?

Temos cerca de 350 membros e o número não para de crescer. Queremos ser mil em um ano; 5 mil em cinco anos. Isso revela que há uma grande decepção quanto à eficácia do modelo naturalista para nossas origens; e que os dados estão mostrando a todos a insuficiência dos mecanismos com base em processos naturais não guiados – como o big bang e a evolução química e darwiniana – para formar o Universo e a vida com toda sua complexidade. Continue lendo aqui.

Leia mais sobre o Dr. Marcos Eberlin aqui.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O ouro de tolo


O artigo Transformando ignorância em sabedoria, de Felipe A. P. L. Costa, neste Observatório da Imprensa (ver aqui), é um exemplo da mesmice e das já respondidas frágeis e pífias críticas dos darwinistas à teoria do design inteligente (TDI) – pseudociência, criacionismo disfarçado, e a tese da complexidade irredutível de sistemas biológicos de Behe já foi falsificada, e a louvação exagerada e infundada sobre a robustez epistêmica da teoria da evolução (TE) de Darwin através da seleção natural que nada mais é como o “ouro de tolo” das promessas falsas de alguns alquimistas da Idade Média.

Sem dúvida, a imprensa gosta de polêmicas e bate-bocas – pois aumentam a audiência e ajudam a vender, mas assuntos envolvendo o “criacionismo” (a população brasileira é quase toda criacionista e eles fazem algumas inferências científicas que podem ser falsificadas ou não – a origem do universo e da vida, o dilúvio global ou local, a origem do homem e dos animais, a origem da linguagem) e o “design inteligente” (existem sinais de inteligência na natureza que são empiricamente detectados, tanto que alguns cientistas brasileiros, um deles membro da Academia Brasileira de Ciências, defendem essa posição teórica) não é uma polêmica estéril por várias razões.

Destaco apenas três razões: a nomenklatura científica sabe – Darwin está nu epistemologicamente; há algo de podre na Akademia que censura, silencia, e demoniza seus críticos e oponentes; não querem o debate público e civil sobre a fragorosa falência da teoria de Darwin no contexto de justificação teórica – vem aí uma nova teoria geral da evolução: a Síntese Evolutiva Ampliada/Estendida – não será selecionista e deve incorporar aspectos neolamarckistas, mas será anunciada somente em 2020. Sendo que a ciência abomina o vácuo epistêmico, sob qual referencial teórico estão sendo feitas as pesquisas em biologia evolucionária? Costa deu as costas para tudo isso.

Costa está em descompasso com a verdade sobre o envolvimento da editoria de Ciência da Folha de S.Paulo – seria o melhor exemplo da grande mídia brasileira porque bate insistentemente na mesma tecla: noticiou o I Congresso Brasileiro de Design Inteligente, em Campinas (SP), 14-16 de novembro de 2014 –”Congresso reúne opositores da teoria da evolução; biólogos criticam ‘novo criacionismo’“, de Reinaldo Leite Lopes, 27/10/2014, e publicou o artigo “A caixa-preta do design inteligente“, do colunista Maurício Tuffani, de 21/12/2014. São dois bloggers colaboradores na área científica e, até onde sei, não fazem parte da editoria de Ciência da Folha. Teoria da conspiração, Costa? Continue lendo aqui          

sábado, 24 de janeiro de 2015

Pescadores capturam raro tubarão “pré-histórico”

Espécime igual ao ancestral
 Um grupo de pescadores capturou um exemplar de um raro tubarão-cobra, conhecido como “fóssil vivo”, nas águas do sudeste da Austrália, informaram nesta quarta-feira (21) os meios de comunicação locais. Esse tubarão, cujo nome científico é Chlamydoselachus anguineus, tem a cabeça e a cauda como as de qualquer tubarão, mas seu corpo é mais parecido com o de uma enguia. Ele tem cerca de 300 dentes distribuídos em 25 fileiras. Já foram encontrados fósseis dessa espécie com mais de 80 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista]. O exemplar, de cerca de dois metros de comprimento, foi capturado perto dos lagos Entrance, no estado australiano de Victoria, e segundo Simon Boag, da Associação da Indústria de Pesca com Rede do Sudeste (SETFIA), é a primeira vez que o animal é visto na região. “Realmente parece que existe há 80 milhões de anos. Tem um aspecto pré-histórico, parece ser de outro tempo”, disse Boag à emissora local ABC.

Os cientistas da Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Comunidade da Austrália (CSIRO) confirmaram que se trata de um tubarão-cobra, uma espécie conhecida pela comunidade científica, mas raramente avistado por pescadores. Geralmente esse animal é visto em profundezas de mais de 1,2 mil metros, embora o exemplar capturado estivesse a cerca de 700 metros.

Fonte: G1 Notícias

Nota do blog criacionismo: É interessante notar que quase sempre que se encontra um animal cujo ancestral data de supostos milhões de anos, sua versão atual é praticamente idêntica à suposta versão “pré-histórica”, ou supostamente extinta. O mesmo aconteceu com o peixe celacanto (confira) e outros. É fácil falar em macroevolução quando o que se tem são apenas fósseis interpretados à luz da cosmovisão dos pesquisadores evolucionistas. Quando são encontrados espécimes vivos desses mesmos animais, a coisa muda de figura. [Michelson Borges]

DEBATE: Evolução x Design Inteligente



Debate amigável entre proponentes do Design Inteligente e evolucionistas.

Proponentes da evolução:

Dr. Diogo Meyer (Evolucionista) - possui graduação em Biociências pela Universidade de São Paulo (1991), mestrado em Biociências pela Universidade de São Paulo (1994) e doutorado em Integrative Biology, na University of California (2002). Atualmente é jovem pesquisador fapesp da Universidade de São Paulo, atuando principalmente nos seguintes temas: fiologeografia, genética de populações, evolução, especiação e evolução de genes HLA.


Dr. Henrique Paprocki (Evolucionista) - Possui graduação em Ciências Biológicas pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1993), mestrado em Entomologia pela Universidade de São Paulo (1997) e doutorado em Entomologia pela University of Minnesota (2007). Atualmente é professor assistente III da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, curador da coleção de Invertebrados do Museu de Ciências Naturais da PUC Minas e consultor ambiental da área de entomologia. Tem experiência na área de Zoologia, com ênfase em Zoologia Aplicada, atuando principalmente nos seguintes temas: trichoptera, qualidade de água, indicadores biológicos.

Proponentes do Design Inteligente:

Dr. Marcos Nogueira Eberlin (Design Inteligente). Graduação (1982), Mestrado (1984) e Doutorado (1988) em Química pela Universidade Estadual de Campinas e pós-doutorado no Laboratório Aston de Espectrometria de Massas da Universidade de Purdue, USA (1989-1991). Atualmente é professor titular da Universidade Estadual de Campinas. É membro da Acadêmia Brasileira de Ciências (2002) e comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico (2005). É vice-presidente da Sociedade Brasileira (BrMASS) e Internacional de Espectrometria de Massas (IMSS). Estuda a arquitetura química dos seres vivos, o que, objetivamente, significa, buscar explicações científicas para a origem da vida. Ele e sua equipe do Laboratório Thomson integram um projeto sobre a semelhança de organização das moléculas, a chamada homoquiralidade. A sua grande motivação para fazer ciência é entender como Deus cria as coisas, usando as próprias leis da química e da física e para ele, esse processo de separação dos aminoácidos e açúcares é a "assinatura química" que Deus deixou nos seres vivos.


Dr. Stephen C. Meyer (Design Inteligente): Doutor em História e Filosofia da Ciência pela Universidade de Cambridge (dissertação sobre a história da biologia da origem da vida e da metodologia das ciências históricas), tem graduação em Física e Geologia. Atualmente é professor no Whitworth College, Estados Unidos, e diretor do Center for Renewal of Science and Culture no Discovery Institute (Centro para Ciência e Cultura do Instituto Discovery em Seattle). É um dos principais porta-vozes do Design Inteligente. Após graduar-se em física e geologia, trabalhou como geofísico para a companhia Atlantic Richfield. É co-autor de dois livros sobre design inteligente e darwinismo, Darwinismo, Desenho e Educação Pública (Michigan State University Press) e da Ciência e Provas de Design no Universo (Inácio 2000). Também escreveu inúmeros artigos técnicos, bem como editoriais de revistas e jornais como o The Wall Street Journal, The Los Angeles Times, The Houston Chronicle, The Chicago Tribune, First Things e National Review.

Moderador: Davi Charles Gomes:

Graduou-se pelo Reformed Episcopal Seminary, Filadélfia, EUA. (1990), no qual também obteve seu mestrado (M.Div., cum laude). Doutorou-se no Westminster Theological Seminary (Ph.D., Apologética, 2000), com estudos na Université de Genève, Suíça (1996) e no Lutheran Theological Seminary at Philadelphia (1997). É também graduado em administração e planejamento e planejamento estratégico pela University of Massachusetts at Boston (B.A., 1994). Fez cursos complementares nas áreas de Aconselhamento (CCEF), História das Idéias, Filosofia e Sistemas Complexos. Lecionou no campus urbano do Gordon-Conwell Theological Seminary, em Boston (1993-1995), e foi instrutor em apologética no Westminster Theological Seminary (1998-1999). O Dr. Davi tem artigos publicados no Brasil e nos E.U.A. e é membro do conselho editorial da revista Fides Reformata.

Por que você deve ser agnóstico

Há cerca de 14 bilhões de anos, o universo de repente nasceu. Excelente notícia para a humanidade.

Eu não sei fazer essas contas (na verdade sei fazer muito poucas contas), mas fico perfeitamente feliz em aceitar os cálculos de quem sabe – os físicos, no caso. E mais feliz ainda em viver com o fato de que a física é uma ciência exata que acerta pra caramba – até quando chuta.

Mas, por mais que eu admire o caráter inquestionável das ciências exatas, matemáticos e físicos não sabem nos dizer o que estava acontecendo antes do Big Bang. Ninguém sabe.

A má notícia é que quando um monte de gente não sabe de coisa alguma, passamos a acreditar (com mais ou menos fervor) em hipóteses.

Para Mark Beeson, professor de Política Internacional da Universidade da Austrália Ocidental, parece que existem duas possibilidades: ou a misteriosa matéria sempre existiu e, espontaneamente, explode de vez em quando (só pra dar uma sacudida nas coisas); ou pode existir algum tipo de força maior no universo (vamos chamá-la de “Deus” para o bem dessa argumentação) que fez/faz tudo acontecer e que acabou se tornando uma grande metáfora descontrolada.

Beeson, contudo, pensa que essas duas possibilidades são igualmente improváveis, já que se considera agnóstico.

Ser agnóstico é pior, melhor ou indiferente?


Isso é você quem tem decidir. Mas quando estiver pensando sobre esse assunto, vale a pena levar em consideração o ponto de vista desse professor.

Ser agnóstico pode parecer uma coisa terrível para alguns, só que é como Beeson pontua: você nunca vai ler sobre um agnóstico fortemente armado ameaçando pedestres aleatórios em nome de qualquer coisa.

Os ateus, ele continua, não são muito melhores, no entanto. Muitas vezes são verdadeiros crentes de um tipo diferente. Benson acha que eles são insuportavelmente presunçosos na melhor das hipóteses, e megalomaníacos homicidas na pior delas. E isso não é uma questão meramente de opinião. Os super-homens seculares que dirigiam a União Soviética, a Alemanha nazista ou a China de Mao são tristes exemplos que desencadearam um número absurdo de mortes e destruição.

Os fundamentalistas (de qualquer tipo) estão em cena por muito mais tempo e têm mais culpa no cartório, nesse quesito. O cristianismo, por sua vez, gostaria de ser a salvação, mas já foi a destruição, e hoje parece que ninguém mais leva essa doutrina a sério. É um rolo danado. Parece que não há nada mais a não ser guerras religiosas sem fim.

O fundamentalismo impera?

Por “fundamentalistas”, entenda verdadeiros fervorosos, ou pessoas que ainda não perceberam que as crenças a que eles tão zelosamente se agarram ainda tem uma base geográfica impressionante.

Será que o cristianismo faz sentido para a maioria dos americanos, por exemplo, ou o Islã para a maioria da população do Oriente Médio, por causa de alguma ressonância teológica transcendental? Mark Beeson acha que não.

Evidências de que Deus é um cara realmente preocupado com o tipo de religião de cada um parecem fracas – se é que existem. Se Deus existe, Ele, que por algum motivo é unanimemente entendido como um cara legal, não parece lá muito preocupado com o nosso destino.

O que Beeson quer dizer com isso é que sempre que alguém é salvo por alguma atrocidade, terremoto ou sobrevive em circunstâncias muito adversas, isso é tido como um “milagre”. Mas a realidade é que ainda estamos rotineiramente enviando dezenas de milhares de pessoas para o céu sem que o Cara Lá De Cima se preocupe muito com isso.

Deus na vida moderna

Uma das características distintivas da vida moderna é que se Deus existe, ele nos deixou um pouco mais livres. No Antigo Testamento, por outro lado, Ele era muito controlador, digamos assim. Sempre dava um jeito de ferir alguém (ou alguéns), reduzindo cidades inteiras às cinzas ou violando algumas das leis da física. É apenas uma coincidência que nossa compreensão de tais leis mudou, ou Deus também têm ido para um retiro e dado um tempo da gente?

Eu diria que é no mínimo surpreendente que o Islã radical se distingua por uma visão de mundo notavelmente medieval em que o pensamento crítico e individual são absurdamente desencorajados. A frase “um cego guiando outro” nunca pareceu mais apropriada.


Fonte: Science via Hy pescience

Nota: Pensando em vários leitores agnósticos que leem o nosso blog, acabei reproduzindo aqui. Texto simples e bem reflexivo. [FN]

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Ausência de evidencia não é evidência de ausência

A frase: “ausência de evidencia não é evidência de ausência” é correta em alguns casos, mas não pode ser generalizada. Na física teórica existem entidades postuladas para as quais ainda não existem evidência, mas ninguém afirma dogmaticamente que elas não existam. A frase se aplica a essa situação, pois com certeza há boas razões lógicas para se acreditar em tais entidades.

Analise a seguinte ilustração:

Existem casos em que a ausência de evidência é evidência de ausência. Se alguém afirmar que existe um hipopótamo na garagem do meu prédio, e eu descer até lá e não observar um hipopótamo entre os carros, teria uma boa e justificada razão para pensar que não existe hipopótamo algum ali.

Porém, se a afirmação for que existe um mosquito da dengue na garagem do prédio, então a minha falha em detectar tal mosquito não seria uma boa razão para pensar que de fato não há mosquito algum ali.

Obviamente, você percebeu a diferença entre os dois casos: no primeiro, espera-se ver imediatamente alguma coisa; no segundo, não. O segundo caso dá muito mais trabalho para se confirmar, pois teríamos que explorar meticulosamente a garagem em busca de evidências do mosquito.

Então, a ausência de evidência não é definitivamente evidência de ausência no caso do mosquito, mas é evidência de ausência no caso do hipopótamo. Claro que essa é uma ilustração limitada, não se aplica de modo tão simplório ao caso da existência de Deus, mas serve pra perceber que a frase não pode ser generalizada.

A discussão gira em torno da quantidade de indícios que temos e a quantidade de indícios que esperávamos ter se a tal “coisa” existisse. No caso de Deus, o teísta acha que temos indícios suficientes para crer. O ateu acha que não, e esperava mais e melhores indícios se um ser como Deus realmente existisse.

Temos aqui, no máximo, um ponto a favor da agnosticismo, não do ateísmo (apesar do swing ideológico e da infidelidade partidária que anda rolando entre ateus e agnósticos ultimamente).

Alguns ateus reclamam das evidências que temos, e exigem coisas do tipo:

-“Por que Deus não escreve ‘Eu existo’, em letra de fogo nos céus?”

-“Não seria mais fácil se Deus tivesse escrito ‘Feito por Deus’ em cada átomo?”

-“Deus não teria impedido a descrença se aparecesse todo dia à meia noite com luzes e show pirotécnico no espaço?”

No entanto, e em primeiro lugar, quem disse que Deus quer que as pessoas creiam na sua existência? Pode ser que Deus exista, mas não tenha como prioridade a crença ou descrença humana em sua existência, e por isso tenha dado apenas evidências suficientes para o que se propôs: um relacionamento espiritual.

Na verdade, a Bíblia não apresenta Deus se esforçando para convencer os homens de que Ele existe. Ela mostra Deus tentando estabelecer um relacionamento com o homem, baseado no amor (Rm 8:16 e 17). Claro que esse relacionamento só é possível se a pessoa crê que Deus existe, mas os demônios crêem que Deus existe, e isso não é virtude alguma (Tg 2:19).

Não temos motivos para acreditar que se Deus atendesse às exigências dos ateus, muito mais pessoas teriam um relacionamento de amor com Ele (Lc 16:30 e 31). Na Bíblia, grandes milagres e manifestações de Deus foram seguidas de grande apostasia e rejeição.

Se Deus atendesse hoje à reclamação ateísta, não há garantias de que isso mudaria a situação ao ponto de mais pessoas se salvarem. Por isso, o ateu não pode mais continuar usando frases como: “se um ser como Deus existisse, ele teria tornado sua presença mais evidente”.

Temos evidências lógicas suficientes para crermos em Deus e mantermos um relacionamento com Ele. A maior delas é histórica: a vida e ensino de Jesus Cristo. Sugiro começar por aí.

Fonte: Resumo da Ópera

sábado, 10 de janeiro de 2015

O mal escondido na beleza dos cabelos

Cabelos lisos, desembaraçados, sem ondulações e, principalmente, resistentes à chuva e à umidade. Esse foi e continua sendo o sonho de muitas mulheres e, para alcançá-lo não medem esforços e confiam inteiramente em cremes mágicos e pastas com poder alisante, sem sequer conhecer o verdadeiro potencial químico dessas substâncias em especial o formol e o ácido glioxílico e, principalmente, seus riscos.

A estrutura química do cabelo

Os fios capilares são compostos basicamente por proteínas, formadas por longas e paralelas cadeias de aminoácidos ligados entre si por meio de ligações primárias (iônicas e covalentes) e secundárias (interações por ligações de hidrogênio). As ligações covalentes entre os grupos de enxofre, conhecidas como ligações dissulfeto, são o tipo de ligação predominante. O aspecto ondulado dos cabelos pode ser por causas do emaranhado de moléculas no cabelo, ou também a outros fatores, como a genética e tratamentos químicos anteriores.


O poder alisante

Um dos princípios alisantes se baseia no aquecimento para “quebrar” moléculas que mantém o cabelo ondulado ou rebelde. Isso já é feito há muito tempo com pentes quentes e, modernamente, com escovação e chapinha. Embora, o resultado seja agradável aos olhos femininos, ele não é duradouro, pois com a umidade, as interações antes existentes apenas entre fios de cabelo, passam a existir, também, entre os fios de cabelo e a água. Assim, surge o indesejável frizz e todo alisamento vai por água abaixo…

Uma alternativa para esse problema é a mistura de cremes a compostos alisantes, como o formaldeído (formol), base de tioglicolato de amônia, hidróxido de sódio, hidróxido de potássio, hidróxido de cálcio, hidróxido de lítio e hidróxido de guanidina. Mesmo com essa variedade de produtos, o mais utilizado e com efeito mais alisador é o formol.

 A explicação é simples: as demais substâncias não levam ao alisamento perfeito como o formol. Porém a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) libera o uso de formol em concentrações inferiores a 0,2% e para fins de conservação do produto e não alisante. Concentrações superiores dessa substância levam a manchas no cabelo, intoxicação, perda capilar e, principalmente, o câncer!!! E todos esse efeitos nocivos à saúde se estendem aos cabeleireiros e aplicadores capilares, ou seja, o mal e o risco são para todos!!!

O perigo do Ácido glioxílico

Na tentativa de burlar cabeleireiros e profissionais da área, formuladores estão adicionando às fórmulas um produto chamado ácido glioxílico. Tal substância não é o formol e não confere odor ao creme. Até aí tudo bem. Porém, os formuladores sugerem que a aplicação deve ser seguida de aquecimento com chapinha ou escova para “melhor fixação” e com isso o ácido glioxílico se transforma em formaldeído e toda a ação dessa substância potencialmente perigosa é liberada.

 Portanto, o uso de alisantes contendo a substância ácido glioxílico é tão perigoso quanto o uso direto de formol. Mulheres, para sua segurança verifiquem no rótulo dos produtos que estão sendo aplicados nas “escovas mágicas” se há ácido glioxílico na composição, para que o sonho de um cabelo liso pra sempre não encurte o seu “sempre”, se é que me entendem…

Referências e Bibliografia:

1. Serban, Moldoveanu. Pyrolysis of Organic Molecules: Applications to Health and Environmental Issues. New York: Elsevier. 2009 506 – 511.

2. R. A. Back, S. Yamamo. The gas-phase photochemistry and thermal decomposition of glyoxylic acid. Canadian Journal of Chemistry. 1985, 63(2): 542-548, doi:10.1139/v85-088.

3. Georges Mattioda and Yani Christidis “Glyoxylic Acid” Ullmann’s Encyclopedia of Industrial Chemistry, 2002, Wiley-VCH, Weinheim. doi:10.1002/14356007.a12_495

4. Ip, H. S. Simon; Huang, X. H. Hilda, Yu, Jian Zhen. “Effective Henry’s law constants of glyoxal, glyoxylic acid, and glycolic acid”. Geophysical Research Letters 36 (1). doi:10.1029/2008GL036212.



Fonte: Ciência e Tecnologia

Leia também: PERIGO! Remédio de uso animal é utilizado nos xampus de seres humanos

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

O ajuste fino do universo


Descoberta proteína que pode corrigir outras proteínas

Design inteligente ou acaso cego
O processo mais importante realizado dentro das células é a fabricação das proteínas. Todas elas feitas utilizando as instruções que estão no DNA. Esse processo para a fabricação de proteínas era tido como único e definitivo no campo da biologia molecular. Mas uma pesquisa da Universidade de Utah, publicada em 2/1/2015 pela revista Science, mostra que existem exceções para ele: algumas proteínas conseguem fazer outras proteínas. Normalmente, as proteínas são feitas a partir de aminoácidos que ficam dentro das estruturas celulares chamadas de ribossomos. O design de cada proteína, que fabricam de anticorpos até músculos, é codificado no DNA e entregue aos ribossomos por moléculas chamadas de RNA mensageiro (RNAm). Nelas, essas informações genéticas são usadas por outra molécula parecida, o RNA transportador (RNAt), para construir a proteína.

A pesquisa publicada nesta sexta-feira encontrou uma nova forma pela qual uma proteína é construída dentro das células. Uma proteína chamada Rqc2 faz o trabalho que normalmente seria feito pelo RNAm. Ela se conecta ao RNAt, pedindo que os ribossomos insiram uma sequência aleatória de aminoácidos na cadeia de proteínas. Esse processo parece ser parte de uma “reciclagem” que ocorre quando existe uma falha no processo de construção de uma proteína.

Quando um erro é introduzido na cadeia de aminoácidos, os ribossomos param de trabalhar e chamam um grupo de proteínas que fazem um controle de qualidade, incluíndo o Rcq2.

Ao observar esse processo, os pesquisadores perceberam que o Rqc2 se liga ao RNAt e pede que ele insira uma sequência aleatória de dois aminoácidos dentro da cadeia de 20 aminoácidos. Os pesquisadores acreditam que o comportamento do Rqc2 possa ser um fator essencial para manter o organismo livre de proteínas defeituosas.

É possível que ele seja o responsável pela marcação das proteínas que devem ser destruídas pelo organismo, e que a inserção da cadeia de aminoácidos com erro possa ser apenas um teste para definir se o ribossomo está trabalhando corretamente.

A ciência já sabe que pessoas com doenças como Mal de Alzheimer, por exemplo, possuem defeitos nesse “controle de qualidade de proteínas”.

Entender as condições exatas nas quais o Rqc2 é ativado, e porque ele não é acionado em alguns momentos, é o próximo passo nessa pesquisa, que poderá ser importante no desenvolvimento de novos tratamentos para doenças degenerativas.

Fonte: Info e Science, via Raciocínio Cristão

Nota do blog Raciocínio Cristão: “Será que esse 'controle de qualidade molecular e automático' presente no ser humano é resultado de um processo acidental do acaso e do tempo? Ou seria um projeto de criação elaborado pelo Arquiteto da vida?”

sábado, 3 de janeiro de 2015

Vida inteligente pode estar em sua fase inicial no Universo

Impressão artística da Terra primitiva.(Fonte do site Universo Racionalista)
As 200 bilhões de galáxias observáveis em nosso Cosmos mostram um claro potencial para continuar como as vemos hoje por centenas de bilhões de anos, se não por muito mais tempo. Porque os planetas e a vida são bastante jovens no Universo, diz Dimitar Sasselov, na Harvard University, "talvez a espécie humana não esteja atrasada para a festa. Podemos estar entre os primeiros."

Isso poderia explicar o porquê de não termos visto nenhuma evidência da existência "deles", além de indicar um longo caminho para explicar o famoso Paradoxo de Fermi, que consiste na seguinte pergunta: "se existe vida inteligente no Universo, onde eles estão? Por que ainda não descobrimos qualquer evidência de sua existência?"

A história do Universo, segundo Sasselov, em um novo estudo, "A Vida em Super-Terras", diz que várias gerações de estrelas fizeram ferro e oxigênio, silício e carbono, e todos os outros elementos do hidrogênio e hélio originais a cerca de 13 bilhões de anos atrás para ser capaz de formar a Terra e os planetas que a Missão Kepler veem descobrindo.

Fonte: Universo Racionalista

Nota deste blog: Quando li o título desta matéria, corri ansiosamente para ler a reportagem e constatar a tal hipótese. Puft!!! Fiquei frustrado mais uma vez com essa 'mídia científica'. Cadê as evidências da fase inicial de vida em outro planeta? E quem disse que existe vida fora da Terra? A NASA (Missão Kepler), por exemplo, ainda não afirmou nada sobre este assunto. Mais um detalhe. Se eu fosse o autor deste site (Universo Racionalista), mudaria o seu nome para 'Universo sensacionalista'. Pronto, falei!!! [Firmo Neto]

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Argumento criacionista na série “A Jornada da Vida”

 O programa “Fantástico”, da rede Globo, levou ao ar nas últimas semanas uma série intitulada “A Jornada da Vida” (confira). Foi um show de imagens bonitas mescladas com argumentos evolucionistas – pra variar – forçados. No entanto, o último episódio da série levou ao ar, de mão beijada, um clássico argumento criacionista/diluvianista. Leia aqui parte da matéria e depois o meu comentário, logo abaixo:

“Crescer muito. Viver milhares de anos. Morrer e renascer, um clone de si mesmo. A longevidade das árvores que enganam a morte e brincam com o tempo, para não interromper a jornada da vida. Na Serra Nevada, na Califórnia, costa oeste dos Estados Unidos, uma cordilheira se estende por 640 quilômetros. Nas montanhas alcançadas pela umidade do Oceano Pacífico, vivem as gigantes. Os maiores indivíduos do planeta. As sequoias. Sobre uma base de mais de 30 metros de circunferência, a sequoia adulta mira o sol e chega a 85 metros de altura. Se botássemos a árvore no meio do campo do Maracanã, ela ocuparia mais da metade do círculo central e subiria 50 metros para fora do estádio. A sequoia pode crescer sem pressa. Todos os seres vivos, todas as espécies de animais ou plantas, tem um ciclo de vida. As árvores também. Algumas vivem poucos anos, mas as sequoias podem chegar a 3,5 mil anos.

“Gigante e milenar, a espécie parece indestrutível. [...] Matt Fagan é biólogo do parque, especialista em sequoias. Ele diz que o segredo da longevidade é a casca. ‘Em algumas dessas árvores têm casca com 60, 90 centímetros’, conta.

“Uma das sequoias encontrada na Serra Nevada é o maior indivíduo vivo conhecido no planeta. Tem até nome: general Sherman. Ela não é a mais alta, é a que tem o maior volume: 1,5 mil metros cúbicos, é o que carregam 20 caminhões baú. A general Sherman passou dos 2,5 mil anos, e continua crescendo. [...] É difícil entender como a árvore para em pé. Ela tem um sistema bem complexo de raízes, mas elas são bem rasas. As raízes penetram só três metros no chão. Poucos seres na face da Terra são tão impressionantes. Mas cruzando a Serra Nevada, do outro lado, há árvores muito mais velhas.

“Três mil metros de altitude. Ar rarefeito e seco. A equipe do Fantástico caminhou seis quilômetros por trilhas entre as árvores que aprenderam a dominar o tempo: pinheiros longevos. Uma concentração de anciãs. O lugar é chamado de bosque das árvores ancestrais, e não é à toa que ele tem esse nome. Muitas das árvores no local já passaram dos 4 mil anos, algumas estão com quase 5 mil anos. Já estavam no local há muitos séculos, quando os egípcios começaram a construir as pirâmides. São as árvores mais velhas do planeta. [...]

“Nas montanhas de Utah, a 2,5 mil metros de altitude que está o maior e mais pesado ser vivo de toda a terra. Na verdade, são todas as árvores. É uma colônia de clones de uma espécie chamada de álamo tremulante. Todas as árvores têm exatamente o mesmo código genético e são ligadas pela mesma raiz. Não é um indivíduo. Mas é um único organismo. O nome, álamo tremulante, é por causa da maneira como as folhas balançam ao vento. São 47 mil árvores sobre o terreno de rochas vulcânicas.

“E ainda maior é o que está embaixo da terra. Um sistema massivo de raízes é a alma da colônia. Se a seca ou fogo destruírem as árvores, a raiz faz brotar de novo. Ela também funciona como uma central de água e nutrientes, distribuindo de forma igual para todos os clones, mesmo que alguns estejam sobre solo mais seco e pobre. Mas as árvores, apesar de clones, que têm exatamente o mesmo código genético, não são bem iguaizinhas. É que algumas são mais jovens do que os outras. E a oferta de sol também influencia. E mesmo que um clone, ou uma árvore dure só 200 anos, a colônia chamada de Pando, está viva há 80 mil anos.

“‘É muito difícil fazer esse cálculo, porque não é a idade de um indivíduo, mas da colônia toda, que se renova constantemente. Não é como a sequoia ou o pinheiro longevo, que ainda tem o tronco original’, comenta uma pesquisadora. A idade foi estimada então calculando o tempo que a colônia levou para chegar ao tamanho atual. Nada menos que 450 mil metros quadrados. Tudo junto, raízes e clones, pesa mais do que 800 elefantes. Nos últimos anos, a colônia começou a encolher. As mesmas características que a tornaram tão resistente, são também sua fragilidade. [...]”

Fonte: Fantástico

Nota do blog criacionismo: Árvores como as sequoias (confira aqui e aqui) são virtualmente imortais. A menos que sejam atingidas por alguma praga, queimadas por raios ou cortadas por madeireiros, elas praticamente vivem para sempre. No entanto, nenhuma árvore gigante e longeva no mundo excede a idade de alguns milhares de anos. Poderiam ter dezenas de milhares de anos, mas não têm. Para o criacionista, isso sugere que todas as árvores foram desarraigadas por ocasião do dilúvio, e suas sementes (que podem ficar preservadas por vários meses na água ou nas fezes de animais) seriam a explicação para esse reflorestamento feito há quatro ou cinco mil anos, no máximo, o que coincide com a época estimada para a grande catástrofe. Quanto aos clones de Utah, adotar a taxa de crescimento atual para estimar a idade da colônia é ignorar o fato de que essa taxa pode ter sido bem diferente no passado, levando em conta diferenças climáticas e outras. [MB]

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