segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Doutrinação darwiniana



Nota deste blog
: Esta curta metragem é uma comédia porque sabemos que a doutrinação darwiniana é feita em sala de aula (logo nos primeiros anos escolares até a graduação) e não de porta em porta como algumas religiões o fazem hoje. Por outro lado, com o enfraquecimento da teoria darwinista (como temos demonstrado constantemente aqui no blog), acredito, muito em breve, encontraremos eles também batendo as portas de nossas casas, pois será mais uma tentativa e estratégia de 'evangelização'. Não duvide, meus amigos, para os naturalistas, tudo é possível...

domingo, 28 de dezembro de 2014

sábado, 27 de dezembro de 2014

As 16 palestras do I Congresso do Design Inteligente no Brasil


PALESTRA PLENARIA DE ABERTURA I - UZIEL SANTANA


PALESTRA PLENÁRIA II DE ABERTURA - PAUL NELSON



PALESTRA RICARDO MARQUES


PALESTRA TARCISIO S. VIEIRA



PALESTRA KELSON MOTTA



PALESTRA RODINEI AUGUSTI


PALESTRA MARCOS ROMANO



PALESTRA ENÉZIO E. DE ALMEIDA FILHO


PALESTRA JOHANNES G. JANZEM


PALESTRA ANDRE S. OLIVEIRA


PALESTRA EDUARDO MEURER


PALESTRA RODOLFO PAIVA


PALESTRA MARCOS N. EBERLIN


PALESTRA MARIO MAGALHÃES


PALESTRA AHMED A. EL-DASH


PALESTRA DE ENCERRAMENTO ADAUTO LOURENÇO


Canal da TDI Brasil aqui:

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

A incoerência de um incoerente... Dawkins também comemora o Natal

Richard Dawkins
Seguindo no caminho contrário de seus colegas, os quais denunciam toda e qualquer festa religiosa como uma imposição coercitiva, anualmente Richard Dawkins publica e republica artigos que justificam sua aptidão às festas religiosas; não somente o Natal, é de se constar (por festa, entenda qualquer manifestação festiva religiosa, não somente o Natal, não somente a Páscoa judaica).

 Por óbvio que a justificativa de Dawkins segue o padrão meramente pragmático em definir “festa religiosa” a festa que decorre de uma tradição de fé e de reunião familiar, circunstância que causa estranheza ainda àqueles que tentam separar as datas festivas de seu simbolismo religioso.

Acalentado e ainda não tão enfático na briga contra as festas religiosas, Dawkins deixa em aberto o motivo de sua tolerância amplamente contraditória aos motivos de sua luta ideológica contra as manifestações de fé. Por qual motivo, ao tentar invalidar a religião, Dawkins também tenta validar suas datas festivas?

Fonte: Facebook

Leia também outras incoerências deste cientista aqui.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Bafômetro: a Química a serviço da vida

No Brasil, a cada ano, aproximadamente 40 mil pessoas morrem e outras ficam paraplégicas ou tetraplégicas vítimas de acidentes automobilísticos. A maioria dos acidentes envolve motoristas embriagados. Uma vez ingerido, o álcool passa rapidamente do estômago e intestino para o sangue, e deste para todas as partes do corpo (em aproximadamente 20 ou 30 minutos).

A consequência imediata e a intoxicação, que se manifesta desde uma leve euforia até estados mais graves de estupor alcoólico. Como a intoxicação alcoólica afeta o cerebelo, órgão responsável pela coordenação motora e pela rapidez dos reflexos, a pessoa fica impossibilitada de dirigir.

BafômetroCom o objetivo de auxiliar os órgãos fiscalizadores na identificação de motoristas embriagados, foi desenvolvido o bafômetro, aparelho capaz de medir a intoxicação alcoólica por meio do hálito da pessoa examinada. A concentração de álcool no hálito está relacionada com a quantidade de álcool presente no sangue, dado o processo de troca que ocorre nos pulmões.

O aparelho funciona do seguinte modo: o motorista deve soprar com força num canudinho, que conduzirá o ar dos pulmões para um analisador contendo uma solução ácida de dicromato de potássio, que existe num compartimento do aparelho. O álcool presente no bafo reage e, na reação, é transformado em etanal (C2H4O) ou ácido acético (C2H4O2); o cromo, na forma de íon dicromato (coloração laranja-avermelhada), é tranxsformado em Cr3+ (verde-azulado).

A reação que ocorre pode ser representada pela seguinte equação não balanceada:
Quanto maior a concentração de álcool no bafo, mais intensa será a coloração verde-azulada obtida. O sensor do aparelho percebe a reação química pela corrente elétrica produzida na pilha eletroquímica envolvida ou pela mudança das características resistência/condutância do sensor, o que dependerá do tipo de aparelho. Essas informações são transformadas em dados que aparecem no seu visor. Existem bafômetros descartáveis que indicam a intoxicação alcoólica simplesmente pela variação da cor de laranja-avermelhada para verde-azulada e pela intensidade da última coloração.

O bafômetro tem apresentado bons resultados na identificação da embriaguez ao volante, uma prática responsável pela destruição de muitas vidas e que só poderá ser combatida com a conscientização, principalmente dos mais envolvidos. Veja alguns sintomas apresentados pela intoxicação alcoólica no organismo humano:
Fonte: CPB Educacional

Tréplica dos defensores do Design Inteligente

O professor Marcos Eberlin, da Unicamp, um dos defensores da Teoria do Design Inteligente no país, junto com seus colegas, redigiu uma “tréplica” ao manifesto de pesquisadores da UFRGS defendendo a teoria da evolução e criticando o Design Inteligente. Para quem não está a par do rolo todo, eis o Manifesto da TDI aqui, e a replica aqui.

Reproduzo abaixo a “tréplica” — deixando claríssimo que não endosso em nenhum momento seu conteúdo, simplesmente no interesse da liberdade de expressão e de debate. Confiram!

********

Réplica da TDI BRASIL ao Manifesto UFRGS (abaixo assinado): descompassos com a verdade histórico-teórica sobre a TDI, e ignorância profunda sobre o status quo heurístico da atual teoria da evolução

O manifesto-resposta de professores e alunos da UFRGS contra o Manifesto da Sociedade Brasileira do Design Inteligente –TDI BRASIL- sobre o ensino do Criacionismo, da Teoria do Design Inteligente (TDI), e da Teoria da Evolução (TE) é aqui replicado pela TDI-BRASIL por três razões:

1. Razão 1. Distorção de nossa posição exarada em nosso Manifesto sobre o ensino do criacionismo, teoria do Design Inteligente e Evolução nas escolas públicas.

Os signatários do manifesto UFRGS afirmaram, falsamente, que “exigimos” sejam ensinadas alegadas deficiências da TE, e que a disputa entre a TDI e a Evolução deva ser informada aos alunos. “Defender” ensinar, foi o que declaramos em nosso manifesto, o que é muito diferente de “exigir” ensinar.

Reiteramos que as deficiências na TE são, sim, verdadeiras, e amplamente conhecidas pela academia. Vejam alguns exemplos de áreas a seguir, onde há várias referências registradas na literatura científica com sérios questionamentos abalizados mesmo por cientistas evolucionistas: a) Origem da vida, b) Embriologia e o Desenvolvimento, c) Registro fóssil, d) Árvores Filogenéticas, d) Seleção Natural e e) Mecanismos da Evolução.

E poderíamos mencionar aqui quase uma centena de artigos científicos, de renomados e abalizados cientistas evolucionistas, questionando a robustez de alguns aspectos fundamentais da TE no contexto de justificação teórica e que apontam para outra direção.

2. Razão 2. Há várias afirmativas em descompasso com a verdade sobre o caráter científico da TDI e seu debate com a TE.

Reiteramos a existência de disputa entre a TE e a TDI na academia, não somente nos Estados Unidos desde os anos 1990s, facilmente identificada e atestada por vários manifestos de organizações científicas contra a TDI mencionados no próprio manifesto UFRGS, e agora também no Brasil.

O manifesto UFRGS alertou o público que a TDI não pode ser considerada uma teoria científica. Esclarecemos porém que, por exemplo, as exigências feitas pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos para uma teoria ser considerada científica são todas atendidas pela TDI, ou seja: Elemento 1: “uma explicação bem substanciada de algum aspecto do mundo natural que possa incorporar fatos, leis, e hipóteses testadas… Elemento 2: uma explicação abrangente de algum aspecto da natureza que seja apoiado por um vasto conjunto de evidências”

Elemento 1: A TDI deve ser uma “explicação de algum aspecto do mundo natural” e uma “explicação abrangente de algum aspecto da natureza”. A TDI não é apenas uma explicação de “algum aspecto do mundo natural”, na verdade, ela explica muitos aspectos do mundo natural. Se pensarmos em categorias amplas, a TDI propõe que agência inteligente é a explicação mais corriqueira para eventos históricos tais como:

a) A origem do ajuste fino do cosmos para a existência de vida avançada. A origem de níveis de informação complexa e especificada extremamente altos no DNA.
b) A origem de muitos sistemas irredutivelmente complexos encontrados nos organismos vivos.

Elemento 2: A TDI deve “incorporar muitos fatos, leis e hipóteses testadas”.
A TDI incorpora muitos fatos, leis, e hipóteses testadas: A TDI incorpora as leis e constantes conhecidas do universo, e articulando-as em uma teoria unificada para explicar por que elas são coordenadas para produzir parâmetros físicos favoráveis para a vida.

A TDI incorpora muitos fatos conhecidos como a informação imaterial bioquímica, com seu código arbitrário e aperiódico, registrado nas sequências do DNA, bem como hipóteses testadas demonstrando que elas são finamente ajustadas para realizar funções biológicas específicas. A TDI incorpora muitas hipóteses testadas sobre a presença de complexidade irredutível em sistemas biológicos, evidenciada por experiências de silenciamento de genes, que têm demonstrado que a complexidade irredutível é um fenômeno verdadeiro.

Os teóricos da TDI fazem tudo isso ao proporem novas leis tais como a lei de conservação da informação, novos princípios sobre as causas de altos níveis de Informação Complexa Especificada, novos métodos para medir a informação e complexidade funcionais, e novas hipóteses sobre a ubiquidade do ajuste fino por toda a cosmologia e biologia.

Elemento 3: A TDI deve ser “bem substanciada” e “apoiada por um vasto conjunto de evidência”.

Pesquisas em Física e Cosmologia continuam a descobrir níveis cada vez mais profundos de ajuste fino. Muitos exemplos poderiam ser dados, mas este aqui é surpreendente: a entropia inicial do universo deve ter sido finamente ajustada em 1 parte em 10(10123) para produzir o universo favorável à vida.

Pesquisas de epigenética e de biologia de sistemas estão revelando mais e mais quão integrados são os organismos, da bioquímica à macrobiologia, e demonstrando funções celulares básicas finamente ajustadas.As experiências de silenciamento genético estão demonstrando a complexidade irredutível, tais como a do flagelo bacteriano, ou as características multimutacionais onde muitas mutações simultâneas seriam necessárias para ganhar uma vantagem.

Assim sendo, a TDI, apesar de ainda não ser ainda aceita por grande parte da comunidade científica, se apresenta como uma alternativa científica robusta e qualificada à teoria evolutiva. A TDI é uma teoria científica que fornece descrições e/ou explicações naturais sobre o mundo. A TDI, como foi falsamente aludido no manifesto UFRGS, não se relaciona e nem depende de alegações ou dependência explícita ou implícita a causas sobrenaturais. Os conceitos elaborados pelos teóricos e defensores da TDI não são demasiado vagos para permitir previsões específicas, pois têm unificação explicativa: há sinais de inteligência na natureza e são empiricamente detectados.

Razão 3. Inverdades gerais sobre a TDI como que alegou que proponentes da TDI se recusam a entrar em detalhes sobre os mecanismos – pois propomos sim que ações inteligentes funcionam nesse papel, servindo como causa/mecanismo conhecidos produzindo altos níveis de informação complexa especificada que podem ser detectados.

A maior parte de nossa literatura não consiste não em argumentos puramente negativos contra a evolução, e nem tem como propósito distorcer a ciência e inserir dúvidas infundadas – pois primeiro que questionar teorias científicas é papel de todo cientista e é a própria literatura especializada, que citamos, que demonstra a falência epistêmica da atual teoria da evolução em vários aspectos teóricos fundamentais no contexto de justificação teórica.

As inconsistências graves da Síntese Evolutiva Moderna não foram, portanto, distorcidas no manifesto da TDI Brasil, mas serenamente apresentadas pois são fatos. E fatos tão graves, que a comunidade científica já reconhecendo a falência da TE atual já está elaborando uma nova teoria geral da evolução – a Síntese Evolutiva Ampliada/Estendida, que será anunciada somente em 2020. Adiamentos constantes nos mostram, porém, que esta nova teoria está também enfrentando sérias dificuldades. Há, portanto, uma ignorância (pragmática ou vera?) da literatura especializada, a qual demonstra o status quo de falência epistêmica da TE demandando assim sua profunda revisão, ou substituição. As diversas controvérsias existentes na teoria evolutiva deveriam então ser apresentadas aos nossos alunos, mas não são. Isso se dá, entendemos, pois o que está em jogo é a validade da evolução como fato, mas fato em qual nível de evolução? Microevolução? Macroevolução? A TDI BRASIL concorda que as teorias são estruturas de ideias que explicam e interpretam fatos, mas discorda do Manifesto UFRGS de que as novas abordagens teóricas acumulem cada vez mais evidências a favor da evolução da vida. Entendemos que o que se dá é oposto do que se afirma.

Para finalizar, o Manifesto UFRGS confirma então a disputa científica entre TDI e TE. Entendemos, porém, que a TDI não deva ser apresentada ainda no ensino básico, não porque a TDI não apresenta aspectos fundamentais de uma teoria científica, o que não procede, mas pelas razões exaradas em nosso manifesto – pelo simples fato da TDI ainda não ser aceita pela comunidade científica. Concordamos que as controvérsias são aspectos imprescindíveis no conhecimento científico, e devem ser criteriosamente consideradas no seu ensino mas, no entanto, entendemos que a inclusão de controvérsias científicas no currículo escolar deve ser criteriosa.

Sendo criteriosos, poderíamos sugerir, por exemplo, a inclusão dos seguintes10 tópicos para discussão em aulas de ciência em que se discuta a TE:

1. Existe mecanismo viável para gerar vida a partir de pequenas moléculas inanimadas na sopa primordial?

2. Processos químicos puramente materialísticos não guiados podem explicar a origem do código genético?

3. Mutações aleatórias podem gerar simultaneamente todo o grupo de informação genética requerida para a formação de estruturas irredutivelmente complexas?4. Por que a seleção natural luta para fixar características vantajosas nas populações?

5. O surgimento abrupto de espécies no registro fóssil (Explosão Cambriana) e as “formas transicionais” até hoje lá encontradas apoia a evolução preconizada por Darwin?

6. A biologia moderna teve obtido êxito na corroboração de uma “Árvore da Vida”?

7. A evolução convergente fortalece o Darwinismo ou destrói a lógica da ancestralidade comum?

8. As diferenças entre os embriões de vertebrados fortalecem ou contradizem as predições de ancestralidade comum?

9. O neodarwinismo tem obtido êxito em explicar a distribuição biogeográfica de muitas espécies?

10. O que fazer quando uma teoria faz previsões equivocadas, como o neodarwinismo e sua longa história de tais predições, como as dos órgãos vestigiais, a abundância de formas transicionais no registro fóssil, a do DNA “lixo” e da redundância do código genético?

Fonte: Folha on line

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

A biologia não está sequer vendo a superfície da origem da vida!

Milton Wainwright, biólogo molecular, escreveu em seu artigo “Musings on the Origin of Life and Panspermia” no Journal of Cosmology, Vol. 5 (Jan. 30, 2010), as seguintes palavras:

Será que estamos chegando mais perto em compreender a origem da vida (considerando que ela possua uma origem)? Como sempre há muito otimismo que de fato nós estejamos progredindo.

Por outro lado, muitas vezes parece como se a questão da origem da vida tem se enredado cada vez mais em química orgânica sofisticada. A realidade é que, apesar do ego de alguns, a existência da vida permanece um mistério.

Não é que a biologia esteja meramente arranhando a superfície deste enigma; a realidade é que ainda temos de ver a superfície!

Fonte: Origem e Destino

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Descoberta de gás abre portas para a existência de vida em Marte?

Robô Curiosity
Vagando pelas terras de Marte, o robô americano Curiosity detectou uma fonte de metano que aparece e desaparece sem explicação. Seus níveis se multiplicam por dez e voltam a baixar de forma brusca, segundo estudo publicado na revista científica “Science”. Na Terra, mais de 90% desse gás na atmosfera é produzido por seres vivos. Isso poderia indicar a existência de vida no Planeta Vermelho, embora outras explicações também sejam possíveis, dizem cientistas.

O metano em Marte aumenta a níveis incompatíveis com o ciclo de vida médio do gás, que deveria permanecer na atmosfera por cerca de 300 anos. Segundo o estudo, a variação foi de 0,7 partes por bilhão em volume (ppmv) para 7 ppmv, dez vezes mais, em seis ocasiões. Isto indica que “há uma fonte adicional de metano de origem desconhecida”, ressalta a pesquisa.

O estudo compila 20 meses de dados durante os quais o robô percorreu a cratera de Gale, com mais de 150 quilômetros de diâmetro, próximo ao equador marciano.

Além da origem biológica, outras hipóteses para esta variação de metano seriam a degradação de meteoritos que caem no planeta, o impacto de cometas ou a liberação de depósitos antigos.

— Eu apostaria numa origem geológica, mas, obviamente, não é uma evidência científica — afirmou ao “El País”, Javier Martín-Torres, coautor do estudo e pesquisador do Instituto Andaluz de Ciências da Terra.

Fonte: O Globo

Nota deste blog: Mais uma notícia sensacionalista na área científica. Observem bem, encontraram um gás em Marte e correm para anunciar que supostamente pode ter vida por lá... Os agnósticos leigos quando leem uma matéria como esta, principalmente aqueles que não tem conhecimento de química, ingenuamente, ficam todos esperançosos. Mas na prática, não é bem assim que funciona!! Já dissemos aqui no blog várias vezes que não basta ter os 'ingredientes químicos', acima de tudo, deve haver (várias) condições  necessárias para que a vida possa evoluir gradualmente. Quimicamente falando, impossível surgir vida naquelas condições de Marte!!! Assista a palestra abaixo e confirme estas minhas afirmações. O palestrante é um biologo do IF Tocantins e doutorando em química, prof. Tarcísio Vieira, cujo tema: A química da vida e suas evidências ao nível molecular: origem espontânea da vida ou Design Inteligente?

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Uma Breve História da Ciência

Mais um livro na área de ciências que acabei de ler e que recomendo você fazer o mesmo, principalmente se não gosta de ciências naturais. Uma Breve História da Ciência é um dos poucos livros - que já li -  que aborda o tema científico de forma clara, sucinta e sem perder os detalhes dos fatos. A autora, Patricia Fara, 'tem um estilo bastante cativante, até mesmo aqueles que não se interessam muito pelo tema terão prazer em ler.'

Faço uma só ressalva: Em alguns capítulos do livro a autora deixa escapar, implicitamente, sua crença no Naturalismo Filosófico - bem comum entre os autores de ciências. Na página 388, por exemplo, ela expõe com mais nitidez a sua cosmovisão ironizando os criacionistas e a teoria do Design Inteligente. Tirando estes detalhezinhos, recomendo ainda ler, pois você conhecerá ainda mais a épica história da ciência.

Descrição do Livro
 
A história da ciência é, na verdade, a história de tudo. Da observação dos astros na Antiguidade à tecnologia mais avançada, a curiosidade incansável e a necessidade moveram a ciência. E a ciência moveu o homem. Nesta obra, a historiadora científica Patricia Fara relata de forma extremamente agradável e simples as grandes evoluções da ciência. Derruba mitos, fala de gênios atemporais, resgata cientistas esquecidos tudo para levar o leitor a viajar na maior aventura de todas: a história da ciência. Em uma obra inigualável, os princípios científicos mais complexos são apresentados de maneira clara e instigante, e as mudanças científicas se interligam com as transformações políticas e sociais que deram nova cara à nossa civilização. Uma Breve História da Ciência mostra que os fatos do passado da ciência são mais interessantes do que muitos livros de ficção. E, como em qualquer boa história, você não vai querer que esta chegue ao fim.

Veja aqui algumas sugestões de compra.

Rosetta: água da Terra não veio de cometas

Não encontraram a 'nossa água'
 Um dos instrumentos da sonda Rosetta descobriu que a água expelida pelos jatos do cometa 67P é muito diferente da água da Terra. Isso complica a ideia que os cientistas vinham acalentando há alguns anos de que a água dos oceanos da Terra teria sido trazida pelos cometas, uma vez que as [supostas] temperaturas escaldantes no período de formação do nosso planeta fizeram qualquer água primordial evaporar-se. A água na Terra tem uma assinatura distinta: embora consista primariamente de oxigênio e hidrogênio, ocasionalmente um átomo de hidrogênio é substituído por seu isótopo deutério - a proporção é de três átomos de deutério para cada 10.000 moléculas de água. Essa água tem as mesmas propriedades físicas da molécula H2O normal, mas é mais pesada. Já a água expelida pelo cometa 67P tem uma proporção de deutério três vezes maior, sugerindo que, se a água da Terra veio mesmo do espaço, não foram os cometas que a trouxeram. A medição foi feita pelo instrumento Rosina (Rosetta Orbiter Sensor for Ion and Neutral Analysis), cujos dados já haviam mostrado que o cheiro do cometa não é nada agradável. [...]

Como não se conhece nenhum processo físico, químico ou geológico que possa explicar a formação da água na Terra, então os cientistas presumem que toda a água do planeta deve ter chegado aqui depois que a Terra esfriou, água que teria então sido trazida por asteroides ou por cometas.

Os cometas eram os candidatos ideais porque - pelo menos até a chegada da sonda Rosetta ao cometa 67P - acreditava-se que cometas eram bolas de gelo sujas. Assim, os dedos dos astrofísicos agora começam a apontar para os asteroides como candidatos naturais. A rigor, a informação de um só cometa é pouco para descartar uma hipótese - e uma medição que ainda não é a ideal porque os pesquisadores haviam planejado um estudo que dependia dos dados do robô Philae, que não funcionou como esperado.

O cometa 67P possui uma proporção deutério/hidrogênio que é três vezes superior à da água da Terra, e ainda mais elevada do que as registradas em cometas originários da nuvem de Oort - o Hartley 2 e o 67P são da família Júpiter, formados no interior do Sistema Solar.

Fonte: Inovação Tecnológica

Nota do blog criacionismo: Curiosa mesmo foi a chamada da matéria sobre o mesmo assunto, publicada no site da revista Veja: “Missão Rosetta: asteroides, não cometas, teriam trazido água para a Terra”. Note como, descartada a teoria anterior (que era tão certa!), eles já afirmam com certeza a nova teoria. O fato é que a teoria naturalista do surgimento da vida em nosso planeta não “fecha as contas”. Há muitos buracos que a tornam um verdadeiro “queijo suíço”. Como a água é imprescindível para a vida, e como se assume que o planeta primordial era uma bola incandescente, essa água toda não pode ter se formado aqui. Logo, deve ter sido trazida do espaço. Note que uma hipótese gera a outra e nenhuma delas está exatamente baseada em fatos. Existem contraevidências que sugerem que a formação do nosso planeta não ocorreu como alguns cientistas creem. Mas a fé deles continua firme e forte, lutando contra as evidências. Descartada (em parte) a hipótese do abastecimento de água por “caminhões pipa” cometários, ganha força a ideia de que essa água tenha sido trazida a bordo de asteroides. Tudo para fugir da ideia de que, quando Deus começou a modelar este planeta, a água já estava aqui em abundância. [MB]

Leia também: Primeiro pouso controlado no núcleo de um cometa é para descobrir a nossa verdadeira origem e

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Animais que enxergam no escuro intrigam cientistas

Mariposas têm capacidade de fazer o que nem humanos conseguem 
Não é fácil imaginar como o mundo é visto pelos olhos de outra criatura. Com base em pesquisas, por muitos anos os cientistas acreditavam que os olhos da maioria dos animais só tinham capacidade para enxergar tons de cinza no escuro, como fazem os humanos.

Mas novos dados indicam que alguns animais podem ter a capacidade de enxergar cores mesmo na escuridão quase total.

A teoria faz sentido. A visão colorida é útil para achar comida, acasalar ou se proteger à noite. O problema é que as leis da natureza parecem ir de encontra a essa tese. No mundo animal, os olhos evoluíram para detectar fótons, pequenas partículas que compõem os raios de luz.

À noite, quando o sol se põe, há menos fótons e os olhos ficam sem o que ver. Enxergar cores é ainda mais difícil. Os olhos humanos possuem três receptores chamados cones, que combinam tons de vermelho, azul e verde para nos permitir ver todas as cores do arco-íris. Mas é preciso luz para que eles funcionem.
Falta de bastonetes fez lagarto criar cones sofisticados que vêem cores no escuro
Na ausência de luz, esses cones param de funcionar e entram em operação os bastonetes - que enxergam com menos luz mas não distinguem as cores.

Então como alguns animais conseguem ver cores no escuro? Em alguns casos, eles possuem pequenas modificações no seu aparelho visual que estendem suas possibilidades.
Adaptações

A primeira experiência do tipo foi feita com a mariposa-elefante, na Suécia, pela cientista Almut Kelber. As mariposas possuem "lentes" maiores em seus olhos, o que faz com que a luz viaje uma distância menor até seus receptores.

Assim, com pouca luz, elas conseguem detectar cores ultravioletas, o amarelo e o azul, mesmo na ausência quase completa de luz. Na experiência, as mariposas conseguiam achar flores de determinadas cores no escuro.

Dois anos depois, a mesmo pesquisadora identificou essa capacidade entre animais mais evoluídos - os lagartos Tarentola chazaliae. A experiência revelou que esses animais possuem uma capacidade mais apurada que os humanos de enxergar cores no escuro.

Como as mariposas, eles também possuem "lentes" maiores nos olhos, o que reduz a distância percorrida pela luz dentro do olho. Outra característica é que esses lagartos não possuem bastonetes, e com o tempo os seus cones evoluíram para conseguir enxergar no escuro. Como os cones são capazes de detectar cores, os lagartos conseguem isso mesmo com pouca luz.
Descoberta

Por esse mesmo motivo, cientistas sempre presumiram que todos os mamíferos não veem cores no escuro, já que todos possuem bastonetes. Mas a descoberta de lêmures noturnos desafiou essa teoria.

Em 2011, cientistas descobriram que o aie-aie, que vive no Madagascar, é capaz de ver azul quase ultravioleta mesmo na quase ausência de luzes. Em 2014, foram identificadas várias outras espécies de lêmures com capacidade de ver cores à noite.
Aie-aie, do Madagascar, é estudado até hoje devido à sua visão apurada
A pesquisadora Emma Teeling, da universidade irlandesa de Dublin, acredita que é preciso estudar todos os mamíferos noturnos, pois todos teriam capacidade de, potencialmente, enxergar cores no escuro.

O curioso para os cientistas é que - com exceção das mariposas - não existe uma resposta convincente para explicar a finalidade dessa capacidade de enxergar cores no escuro.

Uma pesquisa com lêmures sugere que a principal função da habilidade seria encontrar comida. Mas Huabin Zhao, da universidade chinesa de Wuhan, descarta essa hipótese.

"Enxergar cores não tem relação com a dieta de mamíferos. Alguns morcegos são daltônicos e outros veem cores."

Os cientistas seguem pesquisando o tema. Em Durham, na Carolina do Norte, uma equipe se dedica exclusivamente aos aie-aie. Kelber está tentando entender como funciona a visão noturna de sapos, mas em um ano de pesquisas ela ainda não conseguiu evoluir nos estudos.

Fonte: BBC Brasil

Nota: Muito curioso, não? Você acha que esta visão foi constituído por mero acaso ou design Inteligente?

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Cientistas tiram múmia de caixão pela primeira vez na história

Múmia "sai" do caixão pela primeira vez na história (Foto: Reprodução/AP)
Para que não houvesse problemas, pesquisadores do Chicago Field Museum e outros três cientistas retiraram uma múmia do caixão pela primeira vez na história. A medida se mostrou necessária, pois a relíquia de Minirdis viajará em uma exibição pelo mundo.

Utilizando aparelhos ideais para o processo, o líder J.P. Brown confessou que a primeira sensação depois do procedimento ocorrer corretamente foi soltar um aliviado “Aí sim! Eu estava nervoso!”. A jovem múmia guarda a história de um filho de sacerdote – e será exibida em Los Angeles pela mostra “Mummies: Images of the Afterlife”.

O museu de Chicago guardava a múmia desde 1920, quando recebeu uma coleção histórica de 30 múmias do Egito. “Nesses processos, elas sempre correm riscos de danos, então temos que lidar com o máximo de atenção possível”, conta Brown.

Múmia estava com danos nos membros inferiores (Foto: Reprodução/AP)
 Dentro do caixão, os pesquisadores conseguiram notar alguns problemas (já esperados). Por exemplo, por meio de raios-x anteriores, os cientistas já sabiam que os pés da múmia estavam soltos, mas mesmo assim, Brown disse: “É fascinante que tenha sobrevivido por todo esse tempo. Elas são muito mais frágeis do que as pessoas realmente pensam”.

“Esses são indivíduos únicos. Não há nada como eles. Se algum dano acontecesse, não poderíamos simplesmente pegar e recolocar as partes de onde tiramos”, finaliza Molly Gleeson, cientista envolvida no projeto.

Fonte: Galileu

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Espaço INB promove exposição científica sobre Química

Entrada da Exposição
Sou professor e graduando em química. Apaixonei-me por esta disciplina quando descobrir que a química, em nível molecular, é um dos melhores estudos que temos para a compreensão da vida e do universo. Foi através dela que aprendi que a vida só pode vir de vida e só um Super-Mega Projetista Inteligente pode elaborá-la. Neste blog, a cada dia, buscamos trazer novidades e descobertas sobre esta matéria e consequentemente, incentivar você a gostar dela.

Infelizmente, muita gente pensa que a Química faz parte do cotidiano apenas de pesquisadores e seus estudos em laboratório. A exposição em cartaz no Espaço INB mostra que esta ciência vai muito além e está presente no nosso dia dia de diferentes formas, como no meio ambiente, nos remédios, na agricultura, nos combustíveis, entre outras. Não perdendo a oportunidade, viajei até a cidade de Caetité/BA para visitar a referida exposição e trazer para você esta novidade.


A INB em parceria com o Museu de astronomia e Ciências Afins (MAST), preparou mais uma exposição no seu Espaço INB de Ciência Tecnologia e Cultura, de Caetité. O evento está aberto à visitação pública desde 11 de novembro, com a exposição “A Química na história do Universo, da Terra e do corpo”.

Para o coordenador do evento, Aloísio Carvalho, será certamente mais uma amostra de sucesso de público, tendo em vista a importância do tema e a experiência com outras exposições de temas científicos.

“A Química na história do Universo, da Terra e do corpo” entende a Química como ciência da transformação da matéria, por meio de uma abordagem histórica e com suas implicações no cotidiano social. Nos últimos duzentos anos a enorme expansão dos conhecimentos químicos e físicos deu aos materiais um irremediável valor social e econômico. Associada ao remédio e ao veneno, ao bem-estar e ao doping, à produção de combustíveis, à poluição, à contaminação dos alimentos e dos ambientes, a Química marcou a evolução histórica do mundo e dos homens.
Nesta área da exposição são apresentados os principais químicos em sua época.
Antigamente dizia-se que a Química havia surgido no contraponto da alquimia, então considerada como feitiçaria, bruxaria, heresia. Hoje a Química está no centro dos debates que buscam encontrar o nexo da sobrevivência na Terra, sendo subsídio fundamental da Ecologia. Ao mesmo tempo, é a ciência que permite à Biologia manipular as estruturas do ser vivo, operando nos limites da ética científica, e à Astronomia desvendar a história do Universo.
Duas fotos com imagens dos supostos fornos dos alquimistas
UNIVERSO

As estrelas nascem, evoluem e morrem. Esse processo evolutivo se define nas transformações da sua composição química. Estudos sobre a nucleossíntese, desenvolvidos na segunda metade do século XX, e análises espectroscópicas, realizadas desde os anos de 1930, possibilitaram determinar tanto a composição química das estrelas quanto sua idade e o seu lugar na galáxia.

Química e Física se confundiram nesses estudos, mostrando que a evolução do Universo se dá por fusões nucleares, no curso das quais a estrela passa por estágios que se alternam em fases de equilíbrio entre a força gravitacional e a pressão da energia das reações nucleares, e de desequilíbrio, quando a estrela esgota seu combustível.
Dezenas de painéis ilustrados ajudam o visitante entender as mais importantes descobertas química

TERRA

Com a quebra da ideia dos quatro elementos – terra, ar, água e fogo – começou-se a explorar o quebra-cabeça químico da natureza. O primeiro passo foi entender a diversidade dos produtos da Terra. Em um momento seguinte, os químicos transformaram
Simulação do aquecimento Global
as moléculas, por substituição, adição ou transformação de substâncias criando os produtos sintéticos.

Com a intensificação dos processos de transformação química da matéria orgânica e o crescimento da indústria dos sintéticos, alterou-se o equilíbrio energético da vida na terra, trazendo inúmeras consequências socioambientais com as quais temos que lidar cotidianamente.

Na foto a cima, temos uma amostra de simulação de aquecimento global. O objetivo do experimento é mostrar como funciona a camada de ozônio e sua proteção atmosférica contra os raios ultravioleta emitido pelo sol.
Cientista, Johanna, destaque em pesquisa 'Química Ecológica' no Brasil
CORPO

Os seres vivos, na condição de complexos sistemas químicos estão em interação com o ambiente, que os transforma sem cessar por meio de agentes químicos externos ao corpo vivo.

A doença é exemplo de intromissão da química no corpo. A história do câncer, na sua dupla relação com o indivíduo – o ataque da doença e a busca da cura – está associada a uma das mais importantes parcelas da história da química. A descoberta dos elementos radioativos por Marie Curie no século XX levaram à radioterapia e à quimioterapia — formas atuais de tratamento contra o câncer.
Aparelho medidor de radiação. Na minha mão esquerda, uma pedra com alta concentração de Urânio

Além de aprender bastante com as explicações dos guias, visualizar as dezenas de banners expostas em diversos salões da exposição e vídeos ilustrativos, o visitante também tem a oportunidade de realizar alguns experimentos. Veja as fotos de dois experimentos realizados nesta exposição.
Experimento 1: Destilação simples: Água (H2O) e álcool (C2H6O)
Experimento 2: Inversão Térmica

Então, não deixe de conferir! O Espaço INB de Ciência Tecnologia e Cultura fica na Praça da Catedral, 23 no centro de Caetité/BA, e a entrada é gratuita. A visita de grupos pode ser agendada pelo e-mail espacoinbcaetite@inb.gov.br ou pelo telefone 3454-3600. Horário de funcionamento é de terça a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 17h; Sábados, das 9h às 12h.
 
Fonte: Folder explicativo da exposição “A Química na história do Universo, da Terra e do corpo”

Justiça e injustiça: um problema para os ateus

Conhecemos o errado por causa do certo
“Meu argumento contra Deus era o de que o universo parecia injusto e cruel. No entanto, de onde eu tirara essa ideia de justo e injusto? Um homem não diz que uma linha é torta se não souber o que é uma linha reta. Com o que eu comparava o universo quando o chamava de injusto? Se o espetáculo inteiro era ruim do começo ao fim, como é que eu, fazendo parte dele, podia ter uma reação assim tão violenta? Um homem sente o corpo molhado quando entra na água porque não é um animal aquático; um peixe não se sente assim. E claro que eu poderia ter desistido da minha ideia de justiça dizendo que ela não passava de uma ideia particular minha. Se procedesse assim, porém, meu argumento contra Deus também desmoronaria – pois depende da premissa de que o mundo é realmente injusto, e não de que simplesmente não agrada aos meus caprichos pessoais. Assim, no próprio ato de tentar provar que Deus não existe – ou, por outra, que a realidade como um todo não tem sentido –, vi-me forçado a admitir que uma parte da realidade – a saber, minha ideia de justiça – tem sentido, sim. Ou seja, o ateísmo é uma solução simplista. Se o universo inteiro não tivesse sentido, nunca perceberíamos que ele não tem sentido – do mesmo modo que, se não existisse luz no universo e as criaturas não tivessem olhos, nunca nos saberíamos imersos na escuridão. A própria palavra escuridão não teria significado.”

Fonte: C. S. Lewis, Cristianismo Puro e Simples, lido no blog criacionismo

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

"Não desejo que exista um Deus", disse Thomas Nagel, principal filósofo da atualidade

Thomas Nagel - professor de filosofia
Thomas Nagel é um dos principais filósofos vivos. Esta é uma das razões pelas quais suas recentes críticas ao darwinismo terem causado tanto rebuliço. Em seu último livro “Mind and Cosmos: Why the Materialist Neo-Darwinian Conception of Nature Is Almost Certainly Wrong” [Mente e Cosmos: Por que a concepção materialista neodarwiniana da Natureza é quase certamente errado], Nagel argumenta que o materialismo é incapaz de explicar a consciência humana.

A crítica de Nagel é digna de nota, pois ele é um ateu militante. Mas ele é um ateu honesto. Em um trabalho anterior, “The Last Word”, em um capítulo intitulado “Naturalismo evolucionário e o medo da religião”, Nagel faz uma admissão sincera:

"Estou falando de algo muito mais profundo, ou seja, o medo da própria religião. Falo por experiência própria, sendo fortemente sujeito a esse medo: Desejo que o ateísmo seja verdadeiro e fico inquieto que algumas das pessoas mais inteligentes e informadas que conheço sejam crentes religiosas. Não é apenas que eu não acredite em Deus e, naturalmente, espere que esteja certo em minha crença. É que eu espero que Deus não exista! Não quero que haja um Deus; não quero que o Universo seja assim”–The Last Word, 130-31.

Nagel explica que na raiz de sua (e de outros ateus) repulsa visceral ao teísmo está aquilo que ele chama de “o problema da autoridade cósmica” – a rejeição a qualquer responsabilidade para com Deus. Ele continua: “Darwin permitiu à cultura secular moderna soltar um grande suspiro coletivo de alívio, por aparentemente fornecer uma maneira de eliminar propósito, significado e design como características fundamentais do mundo”. Uma vez que muitos materialistas reconhecem que admitir a evidência que aponta para propósito e design é o mesmo que admitir a razoabilidade do teísmo, eles preferem acolher o que Nagel chama de “imperialismo darwinista”.

A franqueza de Nagel é refrescante. Nós raramente lemos uma declaração tão franca e honesta quanto “Eu não quero que exista um Deus”. Ele está admitindo que a sua opinião não é neutra (uma admissão com a qual o apóstolo Paulo teria concordado plenamente – veja Romanos 1). No entanto, nós não temos direito de voto na matéria. Deus existe, quer acreditemos ou não. Ele é um Ser necessário, Aquele que não pode não existir. Encontro-me a orar por esse ateu sincero.

Fonte: Origem e Destino

Reação ao manifesto do Design Inteligente

Um dado após outro...
Reinaldo José, blogueiro (Darwin e Deus), da  Folha de São Paulo, publicou agora pouco um manifesto de professores e alunos da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), aos quais estão começando a se somar pessoas de outras universidades importantes para redigir e divulgar uma resposta ao manifesto da Sociedade Brasileira do Design Inteligente, grupo este de cientistas e pesquisadores contrários à teoria da evolução, lançado no mês passado.

Quem não teve a oportunidade de ler o Manifesto da TDI, clique aqui. A seguir, confira na integra o manifesto dos defensores da teoria evolucionista.

*************
"Recentemente ocorreu em Campinas o I Congresso Brasileiro do Design Inteligente. O manifesto do evento admite que a opinião atual da academia ainda não acata, em sua maioria, a teoria do design inteligente (TDI) e o seu ensino. No entanto, o referido manifesto exige que as escolas brasileiras ensinem alegadas deficiências da teoria evolutiva e que informem uma suposta disputa com a TDI. Nosso manifesto de resposta, porém, repudia esses dois posicionamentos e alerta o público que a TDI não pode ser considerada científica.

A TDI não se apresenta como uma alternativa à teoria evolutiva tanto por ela não ser aceita por grande parte da comunidade científica (ver anexo), quanto por não se configurar como uma teoria científica. A ciência é inerentemente limitada a fornecer descrições e/ou explicações naturais sobre o mundo e não se relaciona com alegações sobrenaturais. Por esse motivo, teorias como a do design inteligente são imediatamente descartadas como ciência, pois possuem uma dependência explícita ou implícita a causas sobrenaturais. Além disso, os conceitos elaborados pelos defensores da TDI são demasiado vagos para permitir previsões específicas e alcançar qualquer forma de unificação explicativa. A TDI é inconsistente com diversas áreas da ciência, desde a Geologia de Petróleo (que preconiza em suas previsões a evolução da vida) até as Ciências da Vida. Os proponentes da TDI também se recusam a entrar em detalhes sobre os mecanismos e métodos utilizados pelo designer, e a maior parte da literatura dessa área consiste em argumentos puramente negativos contra a evolução, com o propósito de distorcer a ciência e inserir dúvidas infundadas.

A alegação de que a teoria evolutiva apresenta inconsistências graves é apresentada de forma distorcida no manifesto da TDI Brasil. A controvérsia que existe na teoria evolutiva, e que pode ser apresentada nas escolas, se refere aos debates atuais no pensamento evolutivo, como em relação a formas de herança não genética e ao papel do desenvolvimento embrionário nas mudanças evolutivas. Contudo, nenhuma dessas novidades no corpo teórico invalida a evolução como fato. Teorias são estruturas de ideias que explicam e interpretam fatos. A biologia evolutiva continuamente elabora novas abordagens teóricas, mas essas, ao contrário do que é pronunciado no manifesto da TDI Brasil, acumulam cada vez mais evidências a favor da evolução da vida.

Por isso, a alegada disputa entre TDI e teoria evolutiva não se sustenta e não deve ser apresentada no ensino básico, uma vez que o design inteligente não apresenta aspectos fundamentais de uma teoria científica. As controvérsias constituem aspectos imprescindíveis no conhecimento científico e, portanto, devem ser levadas em conta no seu ensino. No entanto, a inclusão de controvérsias científicas no currículo escolar deve ser criteriosa. Propostas com pouca sustentação na ciência e que não constituem controvérsias genuínas não fazem parte da educação científica, como a chamada Teoria do Design Inteligente, que sequer pode ser considerada como hipótese científica."

***********


Fonte: Darwin e Deus, da Folha de São Paulo

Nota deste blog: "Ninguém chuta cachorro morto", não é verdade? É notório perceber o incomodo ou preocupação por parte dos defensores da teoria evolucionista. Mas, por outro lado, o objetivo inicial da TDI é este, abrir mais diálogos e debates francos entre os pesquisadores, acima de tudo, levar em pauta as evidencias científicas vigentes, sem paixões dogmáticas de ambas as partes. Particularmente, como membro do comitê científico da TDI e pesquisador e estudioso das Origens, percebo que, em breve, o paradigma evolucionista estará se desfazendo por si mesma. Por que? Porque sei que nada melhor que um dado após o outro. As novas evidências científicas apontam para isso. Aguardemos mais um pouco e veremos este fato acontecer! [Firmo Neto]

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

A ciência é inimiga da religião?

 Ateu Descobre Evidências de Deus na Ciência

Documentário sobre a vida do jornalista Lee Strobel ex-ateu. Um jornalista até então ateu, investiga evidências científicas que apontam para Deus. Quando Lee Strobel era apenas um calouro do ensino médio, a ciência o convenceu de que Deus não existia.

Desde então, entretanto, incríveis descobertas científicas não só ajudaram a restaurar a fé de Lee, mas fortaleceu. Hoje em dia Lee é autor de vários livros, jornalista, apologista cristão e pastor.

Lee não está sozinho. Mais e mais cientistas, confrontados com evidências tecnológicas de ponta de muitas áreas de pesquisa, já não acreditam que o universo apenas "aconteceu" ou que a vida surgiu por mero acaso. Atrás de um universo de complexidade impressionante, eles estão vendo sinais de um Designer Mestre.

Os seus livros de ciência ainda estão dizendo os mesmos "fatos" dos livros de Lee anos atrás? Prepare-se para ser surpreendido com o que alguns dos especialistas mais respeitados da atualidade têm a dizer sobre: O nascimento do universo, darwinismo e da origem da vida. O surpreendente ajuste perfeito do cosmos, máquinas moleculares surpreendentes e pesquisa de DNA. As provas falam por si mesmas.

Educação - Sinais preocupantes

Novos estudos mostram que, em termos de qualidade, a desigualdade educacional brasileira, em vez de diminuir, aumentou

O economista francês Thomas Piketty, autor do badalado livro “O Capital no século XXI”, afirmou na semana passada, em palestra na USP, que o mais importante caminho para diminuir a concentração de renda é a difusão da educação de qualidade. Olhando apenas do ponto de vista do acesso, a educação até tem contribuído para reduzir desigualdades no Brasil. Um exemplo é que, de 1981 a 2013, segundo o IBGE, o percentual de jovens de 20 a 29 anos que completaram o ensino médio passou de 19% para 62%.

O problema é que, analisando a qualidade do ensino, percebemos justamente o oposto: a desigualdade, quando medida em termos de aprendizagem, tem crescido nos últimos anos. Em outro livro, o recém-lançado “Repensando a educação brasileira”, o educador João Batista Araujo e Oliveira comparou o desempenho dos alunos nos testes de português e matemática do MEC, de acordo com as classes econômicas, de 2007 a 2011. Nas duas disciplinas, e tanto para o 5º quanto para o 9º ano do ensino fundamental, descobriu que a distância entre os alunos mais ricos e os mais pobres, em vez de diminuir, cresceu na rede pública.

No 9º ano do ensino fundamental, por exemplo, a diferença no desempenho dos alunos mais ricos em matemática em relação aos estudantes mais pobres foi de 48 pontos em 2011. Traduzindo de acordo com a escala utilizada pelo MEC, significa dizer que os estudantes mais ricos estão, em média, de três a quatro anos letivos à frente, em termos de aprendizagem, em relação aos mais pobres. Ou seja, os alunos de classes econômicas mais baixas, apesar de estarem frequentando a mesma série que os demais, precisariam ficar ao menos mais três anos na escola para igualar o desempenho acadêmico dos estudantes de maior renda.

Por outros caminhos, um estudo divulgado na semana passada no XIX encontro da Associação Brasileira de Estudos Populacionais chega a conclusão parecida. Ao analisar a evolução das desigualdades de oportunidades no ensino médio, a pesquisadora Betina Fresneda concluiu, a partir de dados do IBGE de 1986 a 2009, que as “chances de frequência no ensino médio privado se tornaram cada vez mais desiguais”. O aumento da desigualdade no acesso a essa rede de ensino era esperado, pois houve uma expansão significativa dos alunos mais pobres na escola pública, mas o mesmo não aconteceu no setor privado, que ficou, proporcionalmente, ainda mais restrito aos mais ricos.

No caso de um país que se acostumou com taxas tão absurdas de desigualdade, esses resultados não são fruto do acaso. Num capítulo do relatório “Por Que Pobreza”, parceria do canal Futura com o Ipea, José Francisco Soares (hoje presidente do Inep) revela um dado que explica, em boa parte, como estamos fabricando esses resultados: as escolas que atendem majoritariamente alunos mais pobres, justamente os que mais precisam delas, são também aquelas com pior infraestrutura na rede pública.

O Brasil, neste caso infelizmente, é ponto fora da curva. O relatório Pisa in Focus de outubro, publicado pela OCDE, mostra que os países com melhor desempenho na educação são também aqueles que alocam seus recursos de maneira mais equitativa e, em alguns casos, até mesmo corrigindo distorções ao colocar os alunos mais pobres nas melhores escolas. É justamente o contrário do que o Brasil faz. Não surpreende, portanto, que façamos parte do grupo de países com baixo desempenho e alta desigualdade.

Fonte: O Globo no blog de Antônio Goes

Mar de Gelo da Antártica alcança expansão recorde

Mar de Gelo da Antártica alcança expansão recorde
Contra previsões de cientistas o gelo marinho ao redor da Antártica atingiu um novo recorde de extensão em 2014. Pois é, quando todas as previsões sobre o aquecimento global aponta um derretimento das calotas polares, dados de satélite mostram que nunca houve tanto gelo marinho na Antártica.

Em 19 de setembro de 2014, a média de cinco dias de extensão do gelo marinho antártico ultrapassou 20 milhões de quilômetros quadrados, este é um recorde história que pela primeira vez ultrapassou a medição feita em 1979, quando começou a série de dados confiáveis.

A tendência de aumento na Antártida, no entanto, é apenas cerca de um terço da magnitude de gelo marinho perdido no Oceano Ártico. Segundo, Claire Parkinson, pesquisador da NASA, o novo recorde de gelo marinho na Antártida reflete a diversidade e a complexidade dos ambientes da Terra.

O mar de gelo da Antártida e o aquecimento global

O Ártico e da Antártida Respondem de maneiras opostas

Assim como as temperaturas em algumas regiões do planeta estão ficando mais frias do que a média global, mesmo em processo de aquecimento global, o gelo marinho da Antártida tem com o passar dos anos contrariando a tendência global de derretimento de gelo.

Parkinson, afirma que “O planeta como um todo está fazendo o que se esperava em termos de aquecimento. O gelo marinho como um todo está diminuindo conforme o esperado, mas, ainda assim não há queda local da quantidade de gelo marinho.”

Desde o final da década de 1970, o Ártico perdeu uma média de 53.900 quilômetros quadrados de gelo por ano. Já a Antártida ganhou uma média de 18.900 quilômetros quadrados de gelo.

Em 19 de setembro deste ano, pela primeira vez desde 1979, a extensão de gelo marinho antártico ultrapassou 7.720.000 quilômetros quadrados, de acordo com dados do Centro de Estudos de Neve e Gelo da NASA.

Segundo o instituto a extensão máxima média de gelo na Antártica entre 1981 e 2010 foi de 7,23 milhões de quilômetros quadrados. A média da cobertura de gelo em cinco dias este ano alcançou um pico máximo em 22 de setembro, quando chegou a 7.760.000 quilômetros quadrados. Constituindo um ponto máximo na série histórica de registro.


O Ártico e da Antártida Respondem de maneiras opostas

Ao mesmo tempo o gelo no Ártico atingiu um grau mínimo em dez anos. Por que essas tendências vão em direções opostas? Perguntam-se os pesquisadores do instituto.


Fonte: Ciências e tecnologia

Leia também artigos relacionados: Aquecimento Global é falso

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails