sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Posição da TDI Brasil sobre o ensino da TDI, TE e TC

Frente a ampla discussão sobre o tema que já se instalou por todo o Brasil, solicitamos ao presidente executivo da TDI BRASIL esclarecimentos adicionais da posição que a TDI BRASIL adotou na sua discussão - em sua 1a. Assembléia deliberativa- durante o 1o. TDI BRASIL, sobre o ensino da TDI, TE e criacionismo.

A TDI, A TE e o Criacionismo: Onde, Quando e Como?

A TDI BRASIL decidiu que vai fomentar a discussão sobre o ensino da TDI, da TE e do criacionismo no Brasil, mas quer que essa discussão seja feita no fórum adequado, não no congresso, ou na justiça, ou no MEC, ou em sala de aula, mas na academia, através então do debate desse tema em congressos e eventos científicos, em publicações, em discussões entre acadêmicos, em palestras em Universidades e Academias, enfim, pelos meios acadêmicos normais do debate de idéias.

A TDI BRASIL defende, portanto, alguns pontos de vista muito importantes, resumidos abaixo:

1. Que se ensine somente ciência em aulas de ciência;
2. Que ao se decidir pelo ensino de uma teoria, como a TE hoje, que se ensine essa teoria com toda a honestidade científica possível.
3. Que a melhor inferência científica hoje sobre nossas origens não é a TE, mas sim a tese apresentada pela TDI, mas que seu ensino não pode ainda ser recomendado pelas razões expostas no nosso manifesto.
4. Que se discuta o que é ciência e o que ensinaremos em aulas de ciência somente no meio científico, através de debates científicos, palestras, congressos, e publicações científicas.

Com base nesses princípios, estaremos em breve submetendo uma carta às sociedades e periódicos científicos brasileiros defendendo o ensino da TDI.

Quanto ao criacionismo religioso/teológico, como por exemplo o criacionismo bíblico, entendemos que não deva ser ensinado em aulas de ciência, pelo principio #1, ou seja, somente ciência em aulas de ciência.

E por que”? Porque criacionismo religioso/filosófico não é ciência, como a ciência deve ser, uma ciência sem pré-conceitos e pré-definições, pois o criacionismo religioso parte de pressupostos, assume a priori por exemplo que foi um Deus, com atributos pré-definidos, que fez do nada o Universo e do barro a Vida, inclusive faz inúmeras afirmações que a ciência não tem como verificar, tais como a existência de seres imateriais como anjos, demônios, que a criação se deu através de um casal específico em um local específico, faz afirmações sobre quem seria o designer, um designer trino inclusive, e afirma sua intenção ao criar o mundo, fala quanto tempo ele gastou na criação e outros detalhes que a ciência parece jamais poderá verificar.

Ou seja, o criacionismo bíblico, para ser bem estudado debatido e entendido precisa ser visto não só com a Ciência, que para ele pouco pode contribuir, mas à luz da filosofia e da teologia, outras importantíssimas áreas do saber humano. O criacionismo é muito mais abrangente do que a ciência, limitada pelo seu empirismo, e não pode então ser confinado dentro dos limites da ciência.

Que essa discussão se faça, então, no local devido, em um ambiente mais rico e amplo, no âmbito científico e filosófico e teológico, em aulas de filosofia e teologia, onde evidencias cientificas podem ser debatidas conjuntamente com fundamentações teológicas e filosóficas sobre as nossas origens.

Marcos N. Eberlin
Presidente Executivo
TDI BRASIL

Nota: Leia o manifesto da TDI Brasil completo aqui.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails