sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Peixe 'que anda' revela como nossos ancestrais evoluíram para a terra

Peixe é 'condecorado' pelos naturalistas como exemplo de evolução. Será  mesmo?
QUEBEC, Canadá - Cerca de 400 milhões de anos atrás um grupo de peixes começou a explorar a terra e evoluiu para tetrápodes - anfíbios de hoje, répteis, aves e mamíferos. Mas como esses peixes antigos usaram seus corpos e nadadeiras em um ambiente terreste, e quais processos evolutivos estavam em prática segue sendo um mistério científico. Pesquisadores da Universidade McGill publicaram na revista “Nature” um estudo que mostrou o que pode ter acontecido com os peixes que andaram pela primeira vez na terra.

Os estudiosos voltaram-se para o Polypterus senegalus, um peixe africano que pode respirar ar, “andar” na terra e que se parece com os peixes antigos que evoluíram para tetrápodes. A equipe criou o Polypterus senegalus ainda jovem em terra por cerca de um ano, com o objetivo de revelar como esses peixes “terrestrializados” se pareciam e como se moviam de um jeito diferente.

- As condições ambientais estressantes podem revelar variações anatômicas e comportamentais enigmáticas, uma forma de plasticidade de desenvolvimento”, disse Emily Standen, uma ex-estudante de pós-doutorado da McGill que liderou o projeto, agora na Universidade de Ottawa. - Nós queríamos usar esse mecanismo para ver o que novas anatomias e novos comportamentos iriam despertar nesses peixes e ver se batia com o que sabemos dos registros de fósseis.”

Veja o Polypterus Senegalus em aquário

O peixe mostrou mudanças significativas na anatomia e no comportamento. Isto é, o animal “terrestrializado” andou de forma mais eficiente ao colocar suas nadadeiras mais perto do corpo e a cabeça mais pra cima. Assim, conseguiu que as nadadeiras não escorregassem tanto quanto os peixes que crescem na água.

- Anatomicamente, o esqueleto do peitoral mudou para ficar mais alongado e com ligações mais fortes no peito, possivelmente para aumentar o suporte enquanto andam e reduzir o contato com o crânio para potencialmente permitir um melhor movimento de cabeça/pescoço - explicou Trina Du, uma estudante de Ph.D na McGill e colaboradora do estudo.

De acordo com Hans Larsson, cátedra no Canadá de Pesquisa em Macroevolução na McGill e professor associado no Museu Redpath, como muitas mudanças anatômicas se parecem com os registros do fóssil, pôde-se supor que as mudanças de comportamento que vemos também refletem o que pode ter acontecido quando peixes de fósseis andaram pela primeira vez com suas nadadeira na terra.

- Este é o primeiro exemplo que conhecemos de estudo que demonstrou que a plasticidade do desenvolvimento pode ter facilitado uma transição evolutiva em grande escala, primeiro por acessar novas anatomias e comportamento que podem futuramente ser fixados geneticamente pela seleção natural - acrescentou Larsson.

Fonte: O Globo

Veja o Polypterus Senegalus em aquário


Nota: Leia os comentários e críticas de diversos pesquisadores brasileiros do Design Inteligente e do criacionismo sobre esta matéria:

Dr. Marcos Eberlin, químico e professor da UNICAMP: Gente, pode ver no registro fóssil... no código genético do bicho...esse peixe sempre foi, é e sempre será assim... foi a mesma coisa com o celacanto... 200 milhões de anos e suas patas mutantes continuaram patas mutantes.... ridículo o que essa turma faz a ciência passar... eu sou cientista, respeitem a ciência, abram uma igreja, e vão fazer apologia a essas inverdades com as contribuições de seus membros, não com dinheiro público... ciência laica por favor... ridiculamente ridículo acusar esse peixe,,, é a mesma coisa que fazem com os chimpa... que tem que engolir a gente como seus manos... só porque eles precisam de um culpado na evolução...

Enézio Filho, coordenador Brasileiro do Design Inteligente: "Após oito meses de experiência com o peixe, os resultados fornecem evidência de plasticidade de desenvolvimento, na qual os organismos alteram sua anatomia e comportamento devido à mudança ambiental. Isso não é evolução. E quanto tempo levou? Menos de um ano..."

Sodré Neto: biólogo e professor universitário: A diversidade e o parentesco de semelhantes especies permite divagações e relações filogenéticas entre generos e familias sem fim ao longo do suposto tempo de milhões de anos , e foi justamente para limitar tal raciocinio e esta observação na ciência, que a hipótese falseável dos limites de variações circundados a um táxon denominado "tipos básicos" vem dar sua contribuição.

Neste caso, bastaria possibilidades de pelo menos, início de embrião em cruzamentos artificiais diretos e/ou indiretos, para que houvesse alguma ligação entre tal peixe e algum anfíbio.

Mas o que a pesquisa e testes tem revelado até hoje, é uma descontinuidade sistemática entre grupos de especies (ver baraminology - http://ncse.com/rncse/26/4/baraminology )

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