terça-feira, 19 de agosto de 2014

Alemanha procura piores da classe por falta de mão de obra

Sala de aula: empresas alemãs estão dando uma segunda chance a alguns candidatos a emprego
Frankfurt - A iminente falta de trabalhadores está levando as empresas alemãs a buscarem novos funcionários em um lugar improvável: os piores da classe.

Kevin Reber, 22, rejeitado para um treinamento vocacional por causa de notas ruins em matemática, é um dos 250 jovens matriculados em um curso de um ano da empresa química Basf que ensina trabalho de equipe e resolução de conflitos e repete matérias escolares reprovadas.

Fabian Scholz, de 17 anos de idade, em um programa semelhante da Deutsche Bahn AG, está aprendendo a corrigir a baixa assistência às aulas que estragou suas chances de avançar.

“Nós não tentamos recrutar os melhores, mas aqueles que se enquadram melhor nas exigências do emprego”, disse o diretor de treinamento vocacional da Basf, Richard Hartmann, em uma entrevista na base de Ludwigshafen da maior empresa química do mundo.

“Alguém que obteve uma grande pontuação e que treina como mecânico de fábrica provavelmente não irá se contentar em ficar. Nós precisamos de trabalhadores que façam um trabalho manual qualificado ao longo dos anos”.

As empresas alemãs estão dando uma segunda chance a candidatos a emprego como Reber e Scholz porque a diminuição da taxa de natalidade e o envelhecimento da população estão colocando em risco sua economia de 1 trilhão de euros (US$ 1,3 trilhão) baseada em exportações.

O país, cuja taxa de desemprego já está no nível mais baixo das últimas duas décadas, pode perder um total líquido de 2 milhões de pessoas em idade de trabalhar até 2025, segundo um relatório de maio do Instituto de Mercado de Trabalho e Pesquisa Ocupacional, ou IAB. Continue lendo a matéria aqui.

Fonte: Exame Abril

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