sexta-feira, 1 de agosto de 2014

A origem da vida e a teoria da evolução

Charge: Peixe-Ateu
A teoria da evolução é atualmente a religião secular, e ela tem a sua história da criação (abiogénese), os seus livros sagrados (“A Origem das Espécies”, “The God Delusion”), o seu sacerdócio (Charles Darwin, Richard Dawkins) seminários (universidades), e as suas casas de adoração (as “mega-igrejas” ateístas ).

Uma alegação frequentemente feita é de que o debate em torno da teoria da evolução acabou; a teoria está confirmada para além do que é possível disputar. O problema com a teoria da evolução é que os evolucionistas (especialmente os evolucionistas ateus) não conseguem explicar a origem da matéria, da informação organizada e de entidades imateriais tais como o amor, a compaixão e a moralidade – coisas que tornam o ser humano único.

Barro
Uma coisa é alegar que há 95% de semelhança entre o ADN do ser humano e o ADN dos chimpazés, “provando” desde logo a ancestralidade comum, mas outra coisa é fazer um estudo científico que demonstra como foi que a matéria e a vida surgiram de modo espontâneo a partir do nada. Uma reportagem recente expôs o problema fundamental das origens evolutivas e ateístas:

Durante a semana passada pesquisadores da Cornell University publicaram um estudo onde alegam que o barro ajudou a que vida espontaneamente se gerasse da matéria inanimada há milhões de anos atrás. Na Quinta-Feira [7 de Janeiro de 2013] cientistas afiliados com a Cornell University emitiram uma declaração detalhando os resultados da nova pesquisa relativa ao desenvolvimento inicial da vida, também conhecida por “abiogénese”. Na declaração, os pesquisadores sugeririam que o barro foi um ingrediente-chave quando (segundo os pesquisadores) a vida espontaneamente emergiu de matéria sem vida nos anos iniciais da Terra.

A pergunta mais óbvia é: “De onde veio esse barro”? Notem também nas palavras “abiogénese“, “espontaneamente”, e “geração espontânea“.

No ano de 2010, Stephen W. Hawking, juntamente com Leonard Mlodino, alegou que as leis da física permitem que o universo se tenha criado a si mesmo . . . a partir do nada. No seu livro “The Grand Design”, Hawking declara:

Uma vez que existe uma lei chamada de gravidade, o universo pode e irá se auto-criar do nada. A criação espontânea é o motivo pelo qual algo existe em vez do nada, e o motivo pelo qual o universo existe, e nós existimos.

Uma “lei”? “Auto-criar do nada”? “Geração espontãnea”? Onde estão as experiências que confirmam as alegações que Hawking atribui à física? A primeira coisa que um estudante de biologia aprende é que a geração espontânea NÃO ocorre.

Tudo o que Hawking está a fazer é teorizar; uma vez que ele é um cientista de renome cujas especulações estão de acordo com o que ateístas querem e precisam de acreditar de modo a que a sua visão do mundo teoricamente funcione, muitas pessoas estão dispostas a acreditar no que ele diz, apesar da ausência de evidências. “Stephen Hawking disse, eu acredito, assunto encerrado.”

As especulações de Hawking tornaram-se em escrituras sagradas seculares. Dawkins escreveu:

 Darwin expulsou Deus da biologia, mas a física permaneceu mais incerta. No entanto, atualmente Hawking está a administrar o coup de grace.

Nenhuma experiência foi disponibilizada para confirmar as palavras de Hawking, e nem o que Dawkins alegou. Os sacerdotes da Igreja Sem-Deus falaram, e isso é suficiente para os crentes [ateus].

Quando os cientistas [ateus] conseguirem provar cientificamente de que o barro e a vida orgânica surgiram de modo espontâneo, e evoluíram através de passos imperceptíveis através dos milhares de milhões de anos, então eles poderão ser capazes de se afirmar como cientistas genuínos. Até então, eles nada mais são que feiticeiros com formação extraordinariamente avançada sem uma varinha mágica.

Fonte: Godfather Politics via Darwnimo

Nota do blog Darwnismo: Não deixa de ser bem revelador o fato dos evolucionistas ateus afirmarem que “a teoria da evolução e a origem da vida são assuntos separados”, mas todos eles tentarem de alguma forma provar *uma única* versão da origem da vida, nomeadamente, a versão da origem da vida que depende do mesmo naturalismo que serve de base para a teoria da evolução.

Quando um evolucionista ateu firma que a origem da vida é um tópico distinto da evolução biológica, o que ele está a admitir é que o seu naturalismo falha como explicação para a origem da vida. Nós sabemos disso porque se o naturalismo tivesse sido bem sucedido em explicar a origem da vida, os evolucionistas ateus tudo fariam para associar esse sucesso  à teoria da evolução.

Uma coisa para os intelectualmente contraditórios “evolucionistas teístas” têm que explicar: o que é que Dawkins quis dizer com “Darwin expulsou Deus da biologia”? Não é isso uma evidência bem forte de que o propósito *único* da teoria da evolução é “expulsar Deus da biologia”, isto é, remover Deus do papel de Criador?

Se assim é, de que forma é possível defender o “evolucionismo teísta” quando o propósito únicos da teoria da evolução é confirmar o evolucionismo ateísta? De que forma é que é possível um Cristão defender o evolucionismo quando o objetivo dessa ideologia é destruir o Cristianismo? Os próprios ateus são bem claros em relação aos propósitos da teoria da evolução, e do porquê o termo “Cristão evolucionista” ser contraditório:

O Cristianismo lutou, ainda luta, e continuará a lutar desesperadamente contra a ciência devido à teoria da evolução, porque a teoria da evolução destrói por completo, e de forma final, a razão pela qual a vida terrena de Jesus era necessária. Se destruirmos Adão e Eva e a história do pecado original, nos destroços encontraremos os restos triste do Filho de Deus. Se Jesus não é o Redentor que morreu pelos nossos pecados, e isso é o que a teoria da evolução ensina, então o Cristianismo não é nada. (G. Richard Bozarth, ‘The Meaning of Evolution’, American Atheist, p. 30. 20 September 1979)

Resumindo:

1. A origem da vida faz parte da teoria da evolução;
2. Todos os modelos relativos à origem de vida evolutiva falharam;
3. Os ateus apercebem-se disso e tentam (sem sucesso) separar uma da outra;
4. Embora eles aleguem que “são tópicos distintos”, os ateus tentam confirmar a abiogénese nos seus livros evolucionistas;
5. Essa confirmação (da abiogénese) seria um arma em favor do ateísmo, tal como dito pelos próprios evolucionistas;
6. Dado isto, o “Cristão evolucionista” é alguém que vive uma contradição gritante.

Os ateus nunca irão encontrar evidências em favor da abiogénese e da sua “filha”, a teoria da  evolução, porque nem uma nem a outra ocorreram.

“Eu fiz a terra, o homem e os animais que estão sobre a face da terra, pelo Meu grande Poder e com o Meu Braço estendido, e a dou àquele que Me agrada em Meus Olhos.”
Jeremias 27:5

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