sexta-feira, 30 de maio de 2014

Acharam que seria mais um pedido de esmola




Adquira seu DVD - I Simpósio Baiano sobre as Origens

Nota: Se desejar tirar dúvidas, entre em contato com Firmo Neto no e-mail: firmoneto81@gmail.com

Cinco “provas” que não provam a evolução

 O jornalista científico Salvador Nogueira assina a coluna “Mensageiro Sideral” na Folha de S. Paulo, e em seu texto desta semana – “Cinco provas da evolução das espécies” – ele foi realmente estratosférico: passou longe de provar aquela que é considerada por muitos a teoria mais controversa de nosso tempo. O título de seu artigo é simplesmente absurdo, porque a teoria da evolução não pode ser “provada” em tudo aquilo que ela afirma. É, para dizer o mínimo, ufanista, panfletário e leviano. Antes de tratar das tais “provas”, Nogueira faz uma exposição das diferenças entre ciência e religião. Portanto, antes de falar sobre as “provas” apresentadas, vou comentar a introdução do texto do meu colega de profissão.

Ele escreveu: “Este é um assunto dos mais controversos: a origem das espécies, desde as bactérias mais simples até os orgulhosos seres humanos [note que ele já assume a macroevolução como fato]. A razão básica da confusão é que algumas pessoas querem fazer crer que existe um conflito intrínseco entre a teoria da evolução pela seleção natural e as religiões. É mentira. A ciência, aliás, não é inimiga da religião. As duas são naturalmente complementares, e existe beleza no equilíbrio.” Aqui Nogueira comete o erro básico (se intencional, não sei) de confundir ciência com evolucionismo e opô-los à religião. Método científico é uma coisa, teoria da evolução é outra. Com o método, a teologia bíblica está em pleno acordo. Com a macroevolução, não. Os evolucionistas até podem se valer do método científico para validar algumas de suas afirmações, mas não todas. Há aspectos do evolucionismo que estão relacionados com as ciências históricas e outros que são pura hipótese mesmo, como a origem da vida a partir da não vida, ou a macroevolução e o surgimento e o aumento da informação genética. Não há absolutamente prova alguma dessas coisas. Apenas conjecturas e cenários imaginários.

O jornalista prossegue: “Uma diferença importante entre elas é que a ciência, por sua própria natureza, se propõe a estabelecer (tanto quanto possível) fatos objetivos. Já a religião fala de ‘verdades’ pessoais. Por isso cada um de nós pode ter suas próprias crenças, mas temos todos em comum uma única ciência. E também é por isso que neste texto, daqui em diante, vamos discutir apenas ciência.”

Tudo muito bonito, se fosse assim tão simples. Cientistas (e não a ciência) até se propõem a “estabelecer fatos objetivos”, mas eles são seres humanos e, portanto, carregados de subjetividades e interpretações não tão objetivas. É lógico que o método científico é o melhor que temos para compreender a realidade (física) que nos cerca, mas não podemos ser assim tão ufanistas a ponto de achar que ele é a única ferramenta disponível para isso. A realidade é muito mais ampla do que nossos microscópios e telescópios podem alcançar.

Nogueira também erra ao dizer que “a religião fala de ‘verdades’ pessoais”. Falo pela religião cristã: ela é muito mais do que uma experiência pessoal (embora também seja isso). O cristianismo é uma religião racional e razoável, cujo livro sagrado tem resistido ao teste do tempo e contado com inúmeras confirmações por parte da arqueologia. O pano de fundo histórico da Bíblia e vários de seus personagens têm sido confirmados ano após ano, descoberta após descoberta (confira aqui). Há várias antecipações científicas nas páginas das Escrituras e a própria ressurreição de Cristo pode ser encarada como evento histórico (confira). É claro que “cada um de nós pode ter suas próprias crenças”, mas, se quiser ser honesto (ou seja, não estiver em busca de uma religião de conveniências), deverá procurar a religião que compatibiliza fé e razão, afinal, o Deus bíblico não é irrazoável.

Depois de usar o fenômeno da chuva como exemplo, Nogueira conclui: “Grosso modo, a confirmação de nossa hipótese a converte em teoria. Ela não é mais só um exercício racional de adivinhação. Ela é uma explicação concreta que nos permite compreender e até mesmo prever fenômenos.”

Mas, se a intenção foi comparar isso com a teoria da macroevolução, o jornalista forçou a barra. A chuva é um fenômeno perfeitamente observável em qualquer lugar do mundo, em qualquer época. Ao contrário, hipóteses como a origem não biótica da vida e a macroevolução não podem ser observadas pelo simples fato de que hipoteticamente levam bilhões de anos para se processar. Tudo o que temos são exemplos de “microevolução” ou diversificação de baixo nível. O resto é extrapolação, usando o tempo como desculpa resposta. Seria mais ou menos como estudar uma molécula de água e querer determinar a partir disso como ocorrem as chuvas.

Para Nogueira, “é de uma desonestidade intelectual profunda acusar a evolução pela seleção natural de ser ‘apenas uma teoria’. Em ciência, uma teoria é o máximo que uma ideia pode chegar a ser. E ela atinge esse ponto só depois que foi corroborada por observações e experimentos. Só depois que ela se mostra a melhor explicação possível para um certo conjunto de dados”.

E ele está certo, em parte. Argumentar que a evolução é “apenas uma teoria” e tentar desacreditá-la por causa disso é ignorar o fato de que existe também uma teoria da gravidade, por exemplo. A atração dos corpos é descrita pela Lei da Gravidade e possui uma equação universal que calcula a força de atração. A Teoria da Gravidade é mais complexa do que isso. Ela tenta explicar por que essa atração ocorre. Quando pedimos a um evolucionista “provas” da evolução, ele geralmente se refere às evidências de “microevolução”, como a diversificação morfológica de animais como os tentilhões e as mudanças limitadas nas bactérias que adquirem resistência a antibióticos. Jamais se responde como e/ou por que a evolução teria ocorrido ou como a vida teria surgido a partir da não vida. Isso se assume como fato, a priori, metafisicamente.

Prevendo a oposição ao uso da palavra “prova”, Nogueira já se justifica logo de início: “Os mais atentos talvez queiram criticar meu uso da expressão ‘provas’, lembrando o filósofo da ciência Karl Popper, que sugere que observações só podem refutar teorias, mas nunca prová-las. Concordo com Popper. Mas uso aqui o termo ‘provas’ no sentido jurídico. Imagine que estamos num tribunal, que julgará a veracidade da teoria da evolução. O Mensageiro Sideral se apresenta como promotor, apontando provas circunstanciais conclusivas.”

Eu não diria os “mais atentos”, mas os mais honestos. Nogueira começa falando em ciência e muda para o contexto jurídico. Isso não me parece honesto porque, como jornalista, ele sabe que o título de seu texto e o uso da palavra “prova” induz os leitores a pensar exatamente o que ele quer. É controle de opinião. Por mais que ele tente se justificar dizendo que usa a palavra “prova” “no sentido jurídico”, o leitor menos atento ou desavisado vai ler as cinco “provas” pensando que elas são exatamente isso, e não tentativas de argumentação em favor de uma hipótese que deveria ser confirmada pelos fatos, e não julgada em um “tribunal”. Mas vamos, finalmente, aos fatos de Nogueira, com meus comentários entre colchetes:

ANTES DE MAIS NADA, O QUE É A TEORIA DA EVOLUÇÃO?
“Formulada por Charles Darwin e Alfred Russel Wallace independentemente e apresentada em 1858, ela parte de pressupostos simples e incontestáveis. A primeira premissa é que os seres vivos de uma determinada espécie, por mais parecidos que sejam, apresentam, naturalmente, pequenas diferenças entre si. Isso é mais do que evidente. Basta olhar ao seu redor. Somos todos humanos, mas cada um é um pouquinho diferente do outro. Um mais baixo, um mais alto, um loiro, um moreno, e assim por diante.

“A segunda premissa é que os seres vivos podem transmitir essas pequenas diferenças que os caracterizam a seus descendentes. E isso também é mais do que evidente. Por isso filhos de morenos são morenos, filhos de altos são altos, e por aí vai.

“A terceira – e crucial – premissa é que, no mundo natural, algumas características são mais vantajosas que outras. Hoje, na população humana, isso não é muito evidente. Mas ainda acontece. Um exemplo: um pequeno número de pessoas na África parece ser imune ao HIV. Muitos esforços têm sido feitos pelos médicos para reduzir o impacto que o vírus da aids tem na mortalidade humana, mas imagine um mundo sem medicamentos. O que aconteceria na África? Os que não resistem ao HIV morreriam, em muitos casos sem deixar descendentes. Os imunes sobreviveriam e teriam mais filhos. Ao longo das gerações, aumentaria a porcentagem de pessoas com imunidade natural ao HIV. Isso é seleção natural. É a pressão que a natureza exerce para selecionar certas características e eliminar outras.

“Pois bem. Até aí, absolutamente nada de controverso. O salto que Darwin e Wallace deram foi partir dessas premissas e concluir que, ao longo de períodos muito grandes de tempo, esse processo de seleção natural poderia produzir novas espécies a partir de um ancestral comum. Como eles chegaram a essa conclusão? Observando o mundo natural. Note, por exemplo, o clássico exemplo apresentado pelo próprio Darwin, ao refletir sobre os tentilhões – grupo de espécies de pássaro – das ilhas Galápagos, que o naturalista estudou pessoalmente ao passar pela América do Sul, em 1835. Ele notou que cada ilha do arquipélago tinha suas próprias espécies de tentilhões, cada uma com um formato de bico próprio.

“Como explicar isso? Darwin imaginou que todos eles tinham um ancestral comum. Separados em suas respectivas ilhas, eles enfrentaram ambientes naturais ligeiramente diferentes, que por sua vez selecionariam características diversas. Ao fim de milhões de anos, terminamos com espécies diferentes de tentilhão.”

[Evidentemente que as três premissas apresentadas acima são fatuais e qualquer criacionista as aceita tranquilamente. A argumentação vai parecer lógica porque começa com fatos observáveis e corretos. Ocorre que um detalhe muitas vezes passa despercebido: depois de supostos milhões de anos de evolução, os tentilhões continuaram sendo tentilhões. Não surgiu em qualquer ilha um tipo de pássaro totalmente diferente; um papagaio, por exemplo. O mesmo tipo de conclusão pode ser tirado a partir das pesquisas com as moscas-das-frutas. Por favor, tome algum tempo para ler esta postagem. Quanto aos africanos resistentes ao HIV, se o mundo e a raça humana durassem milhões de anos, certamente os cientistas do futuro se deparariam com uma população inteira resistente ao vírus da aids, mas todos eles continuariam sendo humanos. Adaptação não é macroevolução. Resistência a um tipo de vírus e mudança de cor da pele/plumas não explicam de onde teria surgido a informação genética necessária para originar uma pata onde antes havia uma nadadeira ou um olho onde antes não havia nada.]

“O mesmo raciocínio pode ser aplicado a toda a vida na Terra, e foi o que Darwin e Wallace fizeram. Se imaginarmos [e aqui o “fato” vira imaginação, o que é típico] que todos os seres vivos atuais têm um ancestral comum separado de nós por cerca de 4 bilhões de anos de seleção natural, temos uma explicação [explicação?] para a origem de todas as espécies. Uma explicação que é passível de teste. E que foi testada e corroborada de forma contundente, como veremos a seguir [quero ver mesmo].

“Um senão importante é que a teoria diz respeito exclusivamente à origem das espécies. Ou seja, como, a partir de uma única forma de vida, acabamos com uma biosfera tão incrível e diversa como a nossa. A teoria nada fala sobre a origem da vida em si. Como o primeiro ser vivo submetido ao processo de seleção natural veio a ser é outro mistério, um que ainda não tem uma solução científica clara (embora diversos caminhos promissores já se insinuem a esse respeito) [a velha desculpa de sempre...].”

PROVA NÚMERO UM – O DNA


“Manja teste de DNA, aquele usado corriqueiramente para determinar paternidade de bebês? Você acredita nele? Pois bem. Hoje temos tecnologia para comparar o DNA não só de humanos diferentes, mas de diversas espécies diferentes. Essa análise revela que todos os seres vivos que já investigamos têm algum grau de parentesco com todos os demais. Trata-se de uma confirmação incrível da teoria da evolução pela seleção natural. Tão contundente como um teste de paternidade diante de um juiz de família.”

[A semelhança genética pode ser interpretada também como a marca/assinatura do Criador e não necessariamente como evidência de ancestralidade comum. Assim como as semelhanças entre um carro, um trem e um avião não revelam ancestralidade comum entre eles. O problema é que os evolucionistas sempre focalizam as semelhanças e minimizam as tremendas diferenças.]

“Se olharmos para o DNA humano e compararmos com o do chimpanzé, descobrimos que a diferença entre eles é de cerca de 4%. Ou seja, a receita para a fabricação de um chimpanzé é, em 96%, idêntica à que produz um ser humano. O que isso significa, que nós evoluímos dos macacos? Claro que não! A afirmação de que o homem veio do chimpanzé está errada. Tanto o homem como o chimpanzé evoluíram de um ancestral comum, que não era nem uma coisa, nem outra.” [Essa falácia também já foi desconstruída. Confira aqui.]

PROVA NÚMERO DOIS – MUTAÇÕES
“Hoje conhecemos bem os mecanismos que existem no interior de cada célula para replicar o DNA [mecanismos tão finamente ajustados, dependentes de máquinas moleculares – nanotecnologia! – e processos ultraprecisos com reparação de erros, inclusive, que fica muito difícil entender como, a partir do rudimentar, essas coisas teriam vindo paulatinamente à existência, se a vida depende delas desde o início exatamente como são; depende dessa complexidade que não pode ser menor, caso contrário, a vida desandaria]. Há um sistema integrado de monitoramento e correção que tenta identificar falhas na replicação e impedir que elas se perpetuem – se preciso for, induzindo o próprio suicídio celular [e como a célula “se virava” antes da existência desse mecanismo?]. No entanto, sabemos também que esse sistema não é à prova de falha. De vez em quando, pequenas mudanças passam. Acontece direto. Nas suas células. Agora. Na maior parte das vezes, ocorre em trechos do DNA que não codificam informação genética, e aí pode não haver consequência nenhuma. Se acontecem num pedaço de DNA que tem informação importante, podem produzir efeitos bem sérios. Na maior parte das vezes, esses efeitos são ruins – o câncer é resultado de mutações em células, alterações que atingem justamente o sistema que induz ao suicídio celular quando há falhas de replicação do DNA. As células saem de controle e se multiplicam sem parar, às custas do resto do organismo. Contudo, em alguns casos, as mutações podem produzir manifestações que não incapacitam a pessoa. E, claro, quando acontecem nas células germinativas, precursoras de espermatozoides e óvulos, elas não afetam o sujeito em si, mas afetarão a geração seguinte – para o bem ou para o mal.”

[Mutações benéficas não significam mutações que adicionem informação ao organismo. Isso não existe. As mutações ou são deletérias ou, no máximo, conservativas, promovendo apenas modificações. Isso não explica, repito, o surgimento de novos órgãos funcionais, nem mesmo novos planos corporais. Mutações casuais não podem explicar nem mesmo o surgimento de espermatozoides e óvulos, que dependem de hormônios específicos, órgãos sexuais distintos e até mesmo de motores moleculares (como no caso do espermatozoide), tudo isso – e muito mais – funcionando bem e ao mesmo tempo. Mas tem mais: precisariam ter ocorrido no mesmo tempo e na mesma região (a fim de que macho e fêmea pudessem se encontrar) mutações que dessem origem a órgãos sexuais distintos e compatíveis, a células germinativas distintas e compatíveis, a hormônios distintos com funções distintas, e a um organismo (feminino) proveniente de outras tantas mutações que o teriam tornado capaz de abrigar a nova vida (não a expelindo, como seria de esperar pela atuação do sistema de defesa também originado a partir de muitas mutações), com deslocamento de órgãos internos, mecanismos de manutenção da vida intrauterina e adaptações musculares e até ósseas que permitiriam a “expulsão” do bebê quando completamente formado. Mas Nogueira (e os evolucionistas) “resolvem” tudo isso com um simples “mutações podem produzir”. Sinceramente, não tenho tanta fé assim!]

Mais declaração de fé: “Sabendo que isso [mudanças] acontece e que a vida tem quase 4 bilhões de anos na Terra, o difícil é inventar um mecanismo que impeça a evolução. É muito mais complicado termos espécies estáticas, imutáveis, do que espécies em eterna transmutação ao longo das eras geológicas, movidas por mudanças pequenas e graduais.”

[Se essa foi uma crítica discreta ao fixismo – doutrina segundo a qual as espécies não mudam e seriam as mesmas do Gênesis até hoje –, Nogueira está correto, mas erra ao pensar (se pensa isso) que os criacionistas bem informados creem nessa ficção. Repito: criacionistas aceitam as diversificações de baixo nível, mas não concordam com as extrapolações hipotéticas usadas para justificar a macroevolução. No parágrafo acima, Nogueira deixa mais uma vez claro que o deus da teoria da macroevolução é o tempo.]  

PROVA NÚMERO TRÊS – FÓSSEIS


“Na época de Darwin, os fósseis já estavam na moda, embora fossem poucos e incompreendidos. Foi justamente naquele tempo que começaram a ser identificados os primeiros dinossauros. Sabemos hoje com base em evidências geológicas concretas que eles viveram entre 230 milhões e 65 milhões de anos atrás [evidências também passíveis de interpretação, afinal, já foram até encontrados tecidos moles de T-Rex e ovos de dinossauro com proteína identificável]. E uma olhada neles revela o que a evolução é capaz de fazer ao longo de períodos imensos de tempo.

“Sabemos, por exemplo, que as aves modernas têm como ancestrais dinossauros terópodes. E como podemos saber disso? Além de observarmos características similares entre os ossos de um grupo e de outro, há algumas espécies extintas que parecem uma exata mistura dos dois. Pegue o arqueoptérix, por exemplo, que viveu cerca de 150 milhões de anos atrás. Ele é metade ave, com penas capazes de voo e asas, e metade dinossauro, com dentes e tudo. Tanto dinossauros como aves são as únicas criaturas que têm aquele famoso ‘ossinho da sorte’. E uma análise de proteínas remanescentes de uma coxa de tiranossauro mostrou em 2005 que o colágeno dos músculos do bichão é muito parecido com o das galinhas modernas. São provas incontestes do processo evolutivo.”

[Um ossinho e semelhança entre colágeno são “provas incontestes”? Puxa vida! A vagina e os tubarões também guardam um tipo de semelhança assim, sabia? (confira) O que dizer disso? Muitos animais de espécies totalmente diferentes guardam semelhanças interessantes. Pense no ornitorrinco. Quanto aos dinossauros, a verdade é que se sabe muito pouco sobre eles, conforme se admite nesta pesquisa. Sobre a suposta evolução das aves a partir dos dinos, você pode ler algo aqui, aqui e aqui; e sobre o arqueoptérix, aqui e aqui.]

“E toda a árvore da vida está cheia dessas formas intermediárias, hoje extintas [não, a “árvore da vida” de Darwin vem contando outra história]. Diversos hominídeos descobertos mostram um aumento crescente da caixa craniana de nossos ancestrais [o neandertal tido como nosso primo ancestral tinha caixa craniana maior que a nossa. E mesmo entre populações e indivíduos contemporâneos as dimensões do crânio variam bastante]. Obviamente, aumento de cérebro (e de inteligência) foi favorecido pela seleção natural, o que explica o processo.” [Não me parece algo tão óbvio assim.]

[O fato é que, se a teoria da evolução fosse real, deveria haver milhões de elos transicionais no registro fóssil, como esperava Darwin. Mas essa não parece ser a realidade, afinal, quando analisamos esse registro, podemos identificar claramente plantas, peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Nada de elos entre esses grandes grupos, apenas variações entre eles, conforme prevê o criacionismo.]

PROVA NÚMERO QUATRO – COMPORTAMENTO ANIMAL

“Os etólogos (estudiosos do comportamento animal) encontram cada vez mais evidências de que muitos dos atributos originalmente concedidos só aos humanos estão presentes no reino animal. Veja os chimpanzés mesmo. Eles são menos espertos que os humanos, fato, mas ainda assim são bem espertos. E fazem coisas que, até outro dia, achávamos que fossem exclusividades nossas. Chimpanzés não falam, mas são capazes de aprender linguagem de sinais e conseguem comunicar ideias simples. Constroem e usam ferramentas rudimentares. Seu nível de inteligência para o uso de ferramentas é comparável ao de uma criança de cinco anos! Gostam de montar quebra-cabeças só por diversão, como nós. Conseguem contar até 40 e fazer operações aritméticas simples. E são capazes de algum nível de empatia. Não são animais estúpidos. São mais parecidos conosco do que gostaríamos de admitir. Não há vergonha nenhuma em ser primo dos chimpanzés. Apesar daquela mania horrível de jogar cocô nos outros, eles são legais e representam nosso elo mais próximo na imensa corrente da vida na Terra.”

[O que dizer da capacidade de compor sinfonias, construir naves espaciais, estudar bioquímica e biologia molecular, ter senso de transcendência e noção de passado e futuro, além de espiritualidade? Como disse antes, é preciso focalizar mais as diferenças do que as semelhanças. O que os evolucionistas sempre tentam fazer é humanizar o macaco e macaquizar o ser humano.]

PROVA NÚMERO CINCO – PSEUDOGENES

“Em meio ao DNA dos mais de 7 bilhões de humanos, existem pedaços de genes de nossos ancestrais comuns, inativos, mas ainda lá. [...] Especula-se que genes inativos possam, com novas mutações, tornarem-se ativos novamente, produzindo características novas que se submetam à seleção natural [mais especulação... Aliás, o que aconteceu com o chamado “DNA lixo” deveria inspirar cautela nos cientistas].

“Os cientistas mais ousados, por exemplo, especulam sobre a possibilidade de reconstruir os genomas de dinossauros extintos ‘pescando’ pseudogenes em seus descendentes – as aves modernas – e reativando-os [mas como saber que pseudogenes são esses?]. Difícil? Sem dúvida. Talvez até impossível para essas criaturas, que sumiram há 65 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista]. Mas pode ser uma estratégia viável para trazer os mamutes, extintos há 12 mil anos, de volta à vida. São incríveis perspectivas que só se abrem porque a evolução é um fato.”

[Eita! Teoricamente, existem em aves e existiram (como sabem?) em dinossauros genes semelhantes e inativos. E há mamutes cuja carcaça foi preservada no gelo, o que torna sua clonagem, em tese, possível. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas ambas provam a evolução! Por que a possível clonagem de mamutes seria uma “prova” da evolução?]

O RESUMO DA ÓPERA

“Como se pode ver, a evolução por seleção natural é uma teoria que explica muita coisa [essa é a conclusão de um jornalista que já apresentou sua tese no título da matéria]. Ela poderia ser superada por outro paradigma científico no futuro? Em tese sim. Mas onde está esse paradigma?”

[Não precisa realmente haver um novo paradigma (embora haja rumores de uma nova teoria da evolução não selecionista em gestação...) para explicar a biodiversidade. A seleção natural explica bem isso. Explica como o mais apto sobreviveu, mas nada diz sobre como ele surgiu. E, curiosamente, o livro do incensado Darwin tem como título (resumido) não A Sobrevivência das Espécies, nem A Variação das Espécies, mas A Origem das Espécies.]

“Alguns dizem que a melhor explicação para a diversidade da vida seja o que eles chamam de Design Inteligente – a ideia de que a vida é sofisticada demais para que suas incríveis nuances fossem produzidas pela seleção natural, e que somente uma consciência superior poderia ter produzido os seres vivos terrestres, individualmente, espécie por espécie.”

[Ele está certo: o Design Inteligente não explica nada nessa questão de origem e evolução da vida – afirma unicamente que há sinais de inteligência empiricamente detectados na natureza. Quanto às provas da evolução, o jornalista está inferindo além das evidências encontradas no contexto de justificação teórica.]

“Se o Design Inteligente estiver certo, não devemos encontrar parentesco claro entre todas as espécies estudadas ao investigar seu DNA. Afinal de contas, se cada uma delas foi individualmente projetada por uma inteligência superior, não haveria razão para termos, por exemplo, distribuição similar dos genes pelos cromossomos em diferentes espécies. Aliás, deveríamos encontrar distribuições bem diferentes, otimizadas para cada forma de vida. Não é o que vemos.”

[E quem disse que, se o Criador – Designer – existe, Ele não poderia ter usado recursos criativos semelhantes em tipos de vida diferentes. É uma questão de interpretação: onde o evolucionista vê ancestralidade comum, o criacionista vê a assinatura do Artista.]

Para desmerecer o design inteligente do ser humano, Nogueira diz que “nós, humanos, supostamente o suprassumo, temos um apêndice, cuja única função parece ser causar apendicite, e os dentes do siso, que precisam ser extraídos na maior parte de nós porque não nos cabem na boca. Que diabo de projeto inteligente é esse? Por que temos órgãos vestigiais? Por que o Designer se deu ao trabalho de disfarçar toda a biosfera para fazer de conta que ela evoluiu, se esse não foi o caso?”

[Lá vem ele com essa velha história de “órgão vestigial”! No passado, achava-se que tivéssemos centenas desses “órgãos vestigiais”. Hoje há poucos considerados assim. Mesmo o apêndice se sabe que tem função, e em herbívoros como os ruminantes ele é até indispensável. Será que não foi assim em nós também, numa época em que nossa dieta era inteiramente vegetariana? E quanto ao dente do siso, isso revela simplesmente que nossa arcada dentária está diminuindo – logo, no passado, ela tinha o tamanho ideal para comportar todos os dentes. E quem disse que o culpado por esses problemas é o Designer? E se houver outra explicação para esses defeitos e problemas? Uma explicação histórico/teológica ignorada pelos evolucionistas?]

“Deixo, afinal, uma pergunta para reflexão. Qual é o Designer mais inteligente: aquele que constrói um relógio automático, liga-o e vê, satisfeito, como cada ponteiro avança sozinho no momento preciso para marcar o tempo, ou aquele que constrói um relógio e fica, em sua paciência infinita, empurrando os ponteiros com o dedo a cada segundo para mantê-lo sempre marcando a hora certa?”

[Essa é uma questão que renderia muitas e muitas páginas de discussão e que foge ao escopo desta análise, mas acabamos por descobrir que, além de ultradarwinista, Nogueira parece ser, também, um deísta.]

Autoria: Michelson Borges - jornalista e mantém o blog criacionismo.

Vaticano defende teoria da evolução


O Vaticano admitiu que a teoria da evolução de Charles Darwin não deveria ser rejeitada e declarou que ela é compatível com a visão cristã da Criação. O arcebispo Gianfranco Ravasi, chefe do Pontifício Conselho para Cultura, disse que, ao passo que a Igreja foi hostil à teoria no passado, a ideia da evolução pode ser traçada até Santo Agostinho e São Tomás de Aquino. O Padre Giuseppe Tanzella-Nitti, professor de teologia na Universidade Pontifícia Santa Croce em Roma, adicionou que o teólogo do quarto século Santo Agostinho “nunca ouviu o termo evolução, mas sabia que peixe grande come peixe pequeno”, e formas de vida foram transformadas “vagarosamente ao longo do tempo”. Aquino fez observações similares na Idade Média.

Na iminência de uma conferência patrocinada pelo papa no próximo mês, que marca o 150º aniversário de A Origem das Espécies de Darwin, o Vaticano também está lidando com a ideia do Design Inteligente, que argumenta que “um poder superior” deve ser responsável pelas complexidades da vida.

A conferência na Pontifícia Universidade Gregoriana irá discutir o Design Inteligente em certa medida, mas apenas como um “fenômeno cultural” em lugar de um assunto teológico ou científico.

O Monsenhor Ravasi disse que a teoria de Darwin nunca foi formalmente condenada pela Igreja Católica Romana, apontando para comentários de mais de 50 anos, quando o Papa Pio XII descreveu a Evolução como uma abordagem científica válida para o desenvolvimento dos [seres] humanos.

Fontes: Telegraph via criacionismo

Nota do blog criacionismo: É um contrassenso uma igreja cristã rejeitar a teoria do design inteligente e abraçar a teoria da evolução de Darwin, como se a primeira não fosse científica – embora se proponha a identificar evidências de projeto inteligente na natureza – e a segunda fosse – embora tenha como base filosófica o naturalismo ateu. É lógico que podemos aceitar, como Agostinho, “que peixe grande come peixe pequeno” e que “formas de vida foram transformadas ‘vagarosamente ao longo do tempo’”, afinal, seleção natural, adaptações e “microevolução” são aspectos científicos do evolucionismo com os quais concordam os teóricos do design inteligente e os criacionistas. Mas o que não podemos é aceitar o “pacote” todo do evolucionismo, como a macroevolução e a origem abiótica da vida. O Vaticano apenas aceita isso porque renegou há muito tempo a literalidade dos primeiros capítulos do livro do Gênesis e porque há muitos séculos passou a proclamar a santidade do domingo em oposição ao sábado, o verdadeiro dia bíblico de repouso e memorial da criação (Êxodo 20:8-11). [MB]

sábado, 24 de maio de 2014

Discurso de abertura no I Simpósio Baiano sobre as Origens

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Nota: O I Simpósio Baiano Sobre as Origens é uma realização do NUBEPO (Núcleo Baiano de Estudo e Pesquisa sobre as Origens), realizado em Vitória da Conquista Bahia, nos dias 15 e 16 de novembro de 2013. Evento este considerado um marco na discussão, análise e reflexão referente ao tema das origens em território baiano, contando com participação de cientistas e pesquisadores de diversas universidades brasileiras.

O presente vídeo é a apresentação do Prof. Firmo Neto, fundador e presidente do NUBEBO, na abertura do simpósio.

Visite nosso site: www.nubepo.org

Chegaram os DVDs do I Simpósio Baiano Sobre as Origens

Prof. Firmo Neto, em mãos, DVD Duplo do I Simpósio Baiano sobre as Origens
Nota:  O I Simpósio Baiano Sobre as Origens é uma realização do NUBEPO (Núcleo Baiano de Estudo e Pesquisa sobre as Origens), realizado na cidade de Vitória da Conquista Bahia, nos dias 15 e 16 de novembro de 2013. Evento este  considerado um marco na discussão, análise e reflexão referente ao tema das origens em território baiano, contando com participação de cientistas e pesquisadores de diversas universidades brasileiras.

O DVD duplo, I Simpósio Baiano sobre as Origens, conta com quatro palestras, dois minicursos e mais o discurso de abertura com o presidente do NUBEBO - Prof. Firmo Neto.

DVD 01
- Abertura: Prof. Firmo Neto (Discurso)
- Dr. Marcos Eberlin - Evidencias de Design Inteligente: Do Big Bang ao Homem. (Palestra)
- Dr. Matusalém Alves - Os ensinamentos de Sumé e a tradição Itacoatiara no contexto da Pedra do Ingá: pontos de contato com narrativa bíblica do dilúvio. (Palestra)
- Dr. Matusalém Alves -  Arqueologia do Oriente Próximo (minicurso)

DVD 02
 
- Ms. Jolival Soares - O Progresso da Inovação Tecnológica e o Imaginário Religioso da Humanidade. (Palestra de abertura)
- Ms. Enézio Filho - A Teoria do Design Inteligente nos contextos de descoberta e justificação teórica. (Palestra)
- Dr. Marcos Eberlin - A Teoria do Design inteligencia: Mitos e Fatos (minicurso)

Obs: No dia 24/05/2014 às 19: horas estarão disponíveis a venda dos DVDs no site do NUBEPO -www.nubepo.org

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Banquetes de migalhas

 Vivemos em um período singular na história da ciência. Por um lado, a ciência alcança um sucesso extraordinário, na (bio)química, física, medicina, farmácia, computação e tantas outras áreas. Talvez por todo esse sucesso e o merecido prestígio que ele nos trouxe, tenhamos nos esquecido dos limites de nossa ciência, e um ufanismo tomou conta de nós, e uma nova “religião” se consolidou – o cientificismo – e ganha mais e mais adeptos, dentro e fora da ciência. E nós ficamos cada vez mais empolgados e fascinamos com os “superpoderes” que cremos nossa ciência possui! E nessa empolgação nos perdemos e, por outro lado, prestamos um grande desserviço à humanidade.

Temos hoje uma fé absoluta na perfeição da ciência naturalista. Cremos que somente ela tem poder para solucionar os males da humanidade; que vencerá a morte e as doenças (alguns até se congelam a espera disso), eliminará o ódio ao banir as religiões e trará explicações concretas para tudo, desde a origem dos raios até a piedade de Madre Tereza de Calcutá.

A ciência naturalista se tornou tão absoluta e tão “todo-poderosa”, que cientistas são hoje seres inquestionáveis. Teólogos e filósofos foram deixados de lado, e os cientistas têm a palavra certa, final e definitiva. Assim, a ciência tem hoje o monopólio da razão. O resto é especulação, delírio, fanatismo, ignorância medieval e obscurantista, e qualquer um que se oponha a essa tendência é logo colado a esses mesmos adjetivos. Essa atitude de onipotência da ciência também é apoiada fortemente pela mídia em geral, disseminando o status da ciência de um absolutismo amplo, geral e irrestrito: esse monopólio absoluto da razão! É tanto o fascínio exacerbado pela ciência que expectativas ufanistas de avanços científicos são feitas sem o menor pudor. Outro dia previram, em nome da ciência e em um congresso científico, que ela nos fará imortais já em 2048!

Duas reportagens recentes produzidas pelo “Mensageiro Sideral” da Folha de S. Paulo forneceram exemplos claros desse ufanismo, em particular quanto à questão maior: a de nossas origens, da vida e do Universo. Em um clima claro de empolgação, o jornalista “científico” da Folha propagou em seu blog uma matéria com um título bombástico: “Momento histórico: encontramos outra Terra no Universo”. Lá, lemos que esse anúncio foi feito “com toda pompa e circunstância”, num artigo publicado no maior de todos os periódicos científicos: a Science. E a empolgação pelo “achado histórico” continua com uma previsão certamente utópica, mas apresentada como uma certeza absoluta: “Nosso planeta está prestes a ganhar muitas companhias.”

Mas onde estaria o ufanismo? E por que encontrar outra “Terra” seria um momento histórico? E por que alguns esperam por esse achado com tanta ansiedade e se empolgam tanto na expectativa de tê-lo testemunhado? A resposta, acredito, se encontra no “princípio da mediocridade” de Carl Sagan. Em sua série “Cosmos”, e ao contemplar a foto do planeta Terra tirada a distancia pela Voyager, Sagan profetizou: “Veja que planeta insignificante em que vivemos, e veja como nós humanos somos também insignificantes, pois habitamos um ponto pálido azul (a Terra) perdido na imensidão do Universo.” Ou seja, segundo esse “princípio” que norteia hoje a lógica da ciência naturalista, não há nada de especial em nós nem na Terra, e assim como o nosso planeta, deve haver milhares e milhares de outros planetas. E como nós, deve haver em nossa galáxia milhares e milhares de outras civilizações. É só esperar, vamos encontrá-los! Vamos então à busca dos ETs!

Nada de especial em nós e na Terra, pois somos “um entre milhões”. Catequizando assim gerações e gerações de nossos jovens, a série “Cosmos” expos uma ciência naturalista onipotente, onisciente e onipresente, e um Universo dominado pelas forças naturais: matéria, energia e espaço, e nada mais! Somando com as ideias de Darwin, Sagan ajudou a consolidar a religião do “cientificismo” e a formar todo um exército de “adoradores da ciência”: os “discípulos de Sagan”. Esses são os que hoje se encontram em nossas universidades e academias, e em jornais e revistas. Essa galera, então, adotando o princípio da mediocridade dos homens e da Terra, tem como certo que essa ciência “superpoderosa” os levará em breve à confirmação das “profecias” de seus profetas e ao achado de outras Terras e, nelas, outras civilizações. Com base nesse mesmo princípio, o programa SETI foi lançado para “escutar ET”, e junto com a NASA há décadas gasta milhões e milhões de dólares à procura do ET e de “outras Terras”. E precisa, então, desesperadamente, achá-los!

Mas será que o achado dessa “outra Terra” – o planeta Kepler 186f – foi mesmo importante e histórico? Lendo a reportagem, vemos claramente o quê? Que não! Foi encontrado só um “mero planetinha”, o qual de Terra só tem o quê? Duas coisinhas: (a) um diâmetro parecido, 1,1 vez maior; e (b) orbita seu sol, este com apenas a metade do tamanho do nosso, com uma distância apropriada para que a água, se lá existir, seja líquida.

Só isso, gente? Sim, só! Duas míseras similaridades! Então, alguém pode chamar isso de “Terra”? Pode? Alguém teria direito ou qualquer justificativa de proceder assim? É claro que não! Só os “discípulos de Sagan” se atreveriam a fazê-lo. Só quem conta com nossa ignorância sobre o que a Terra é – e o que a vida nela requer – se atreveria a propor um título ufanista e bombástico assim. Pois, para um planeta ser comparado ao nosso e ser chamado de “outra Terra”, teria que ter pelo menos algumas dezenas das milhares de condições únicas e indispensáveis da nossa Terra – esse, sim, um planetão com P, e um P bem maiúsculo –, que permitem que ela sustente vida, a minha e a sua!

O Kepler 186f, se rochoso, foi um dia incandescente, e esfriou, portanto, um cinturão de blocos de gelo – como o de Kuiper – deveria também ter sido achado lá no sistema planetário dele. E um planeta como Júpiter, com as dimensões proporcionais de nosso Júpiter, deveria estar por lá para ter desviado esses blocos de gelo e tê-los atirado no Kepler 186f, como se “imagina” que o “São Júpiter” fez um dia com a Terra. E mais ainda: guardiões planetários como Júpiter, Saturno e Marte deveriam estar lá também para proteger o planeta e a vida nele do bombardeiro de asteroides e cometas. Mais ainda: água parada não sustenta vida – só favorece a dengue –, e aí então uma lua como a nossa, na proporção correta e no diâmetro e massas corretos. Ela deveria lá orbitar também o Kepler 186f para criar o movimento de precessão – com o ângulo correto – para formar, em seus mares, se lá existirem, as marés corretas – e não tsunamis – que viabilizariam a vida naquela “nova Terra”.

Mais ainda: a gravidade deveria ser finamente ajustada naquele planeta para que ele pudesse reter a água líquida, mas não “esmagar” a vida. O planeta deveria ter também uma atmosfera correta com proporção correta de nitrogênio e oxigênio, e bactérias como a anammox em seus oceanos para agir no ciclo de nitrogênio de lá, e assim controlar a correta composição 3:1 de N2 e O2 de sua atmosfera.

Se bombardeado por vento solar, como talvez o seja, esse planeta deveria também ser constituído da liga perfeita de ferro e níquel, que a nossa Terra “milagrosamente” tem; e as condições de pressão e temperatura de seu interior deveriam ser corretas para que tivéssemos uma esfera sólida de Ni/Fe girando em um manto líquido, criando assim um campo magnético finamente ajustado para desviar esse vento, mortal à vida. Ozônio deveria compor também sua atmosfera, para filtrar os raios UV. Sua rotação deveria ser também bem controlada – não basta girar, precisa girar na velocidade certa – para homogeneizar a temperatura “global” em algo perto de 19ºC. E muito mais seria preciso!

Enfim, são tantas e tantas condições finamente ajustadas e interligadas que a Terra apresenta, que Francis Crick declarou um dia que “homem honestos deveriam concluir que o surgimento da vida (e presumo da Terra) foi ‘quase um milagre’”. Eu, Crick, diria: foi uma “cascata” deles.

Ou seja, foi na onda do desespero total, que já dura décadas, dos discípulos da mediocridade de Sagan, de não se encontrar nada por meio da “superpoderosa” ciência para se servir à mesa do naturalismo filosófico – que previu milhões de terras e milhões e milhões de ETs – que o “Mensageiro Sideral” anunciou seu grande banquete. Nesse banquete, os leitores da Folha, os convidados, se sentaram à mesa, e no cardápio um prato extremamente sofisticado e requintado foi anunciado: “outra Terra”. Mas o garçom abriu a bandeja, e o que nela se servia? Servia-se uma “migalha”: o Kepler 186f.

Na onda ufanista que o Kepler 186f gerou, uma reportagem, agora da revista Veja, trouxe mais outra previsão ufanista e bombástica, novamente feita em nome da ciência. Nela, Elisa Quintana, astrofísica que descobriu o Kepler-186f, disse que “as chances são muito altas e acredito que encontrar vida em outros planetas é apenas questão de tempo”. Acreditar? Usaram o verbo correto aqui: é crença pura, fé naturalista! Gente, pode isso? Décadas monitorando o espaço, com antenas mega-superpoderosas, e sondas espaciais, e ainda não achamos absolutamente nada, nem sequer “gemidos de ET”, e não temos a menor ideia de como o verdadeiro “milagre da vida” ocorreu bem aqui em nosso planeta, o qual habitamos e muito bem investigamos, por séculos, e nada sabemos de como o “milagre da Terra” em que vivemos se viabilizou. Mas, mesmo assim, nessa nossa ignorância, anunciamos sem pudor que vamos achar outros planetas como a Terra e com vida dentro, e logo? Pode?

O fato bruto, evidenciado nos dados e não nas especulações, é que precisamos admitir: a Terra é um planeta pra lá de especial, único, sem igual! Um planeta grande, não em tamanho, que não é documento, mas nas milhares de condições finamente ajustadas que possui para que o milagre da vida pudesse ocorrer aqui. Encontramos um planetinha, o Kepler 186f, que com a Terra só compartilha diâmetro e distância de seu sol, nada mais de semelhança até agora anunciada, mas os “discípulos de Sagan” correm e anunciam que achamos “outra Terra”. E mais ainda: que estamos certos de em breve encontrar mais outras, e nelas muitos ETs. Pode? Chame o Procon! Propaganda enganosa, feita em nome da ciência, e divulgada com amplo destaque na mídia. E ninguém reclama, e todo mundo baixa a cabeça e engole seco esse absurdo? Como pode? A ciência é, como bem disse Richard Feynman, a cultura da dúvida, nunca a cultura da propagação de “certezas ufanistas”!

E aí outro “bispo do naturalismo”, o Tyson, recentemente aparece na “Rede Record do Naturalismo” com a nova série “Cosmos”. Em mais uma continuação da apologia ufanista de Sagan, a dos poderes ilimitados da Ciência, Tyson vai logo anunciando as mesmas “receitas ilusórias” sobre as nossas origens, como se fossem verdades absolutas, fatos mais provados que a gravidade. Tyson não é menos ousado que Sagan e – seguindo seu mestre – anuncia em alto e bom som que a ciência já descobriu tudo sobre as nossas origens. No “banquete de Tyson”, copatrocinado pelo Dr. Kaku, e pelo Hawkings, e pelo Dawkins – só faltam os dados científicos nessa lista –, somos convidados a nos sentar – agora no sofá – e desfrutar do “banquete de dados” sobre as nossas origens. E no cardápio é anunciado que será servida simplesmente a “maternidade da vida”. E o que vemos na bandeja? Vemos outra migalha: uma estrela, uma supernova. E ponto final! Uma estrela servida salpicada com “pó cósmico”, que em nós agora habita, dizem! E toda a galera dos “discípulos de Sagan” e agora os de Tyson aplaude, em pé.

Mas como Tyson pode afirmar isso, em nome da ciência, se nem para as estrelas temos explicações científicas seguras? Estude a teoria do Big Bang e me explique, pois lá eu não encontrei tal explicação, como de uma nuvem em expansão de hidrogênio e hélio foram produzidas grandes massas de altíssima densidade de gás – as inúmeras gerações de estrelas supernovas que aos milhares explodiram – para formar o Tyson? Por flutuações de densidade ou ondas de choques de supernovas? Seriam essas explicações convincentes? Estrelas sendo “invocadas” para gerar estrelas? E como do pó estelar poderíamos gerar planetas rochosos? Por acreção de pedrinhas? E como trazer água para eles? E como gerar vida neles? E como de dino formar canário? Se nem para o dino temos ancestral? Quase nada sabemos, mas o “bispo Tyson” come a “mortadela dos dados” científicos e em seu show televisivo arrota o “caviar das certezas científicas”, servindo o grande banquete naturalista com as migalhas que esse modelo até aqui gerou de dados sólidos e confiáveis.

Outro “banquete de migalhas” foi servido recentemente pelo “Mensageiro Sideral” da Folha no artigo “Química da vida no tubo de ensaio”. Nessa matéria, também com indisfarçável empolgação, o jornalista científico anuncia “grandes achados de simulações de química pré-biótica” realizados por químicos em um tubo de ensaio, os quais “quase produziram vida”. E que esses achados teriam colocado “a ciência um pouco mais perto de decifrar um dos maiores enigmas com que já se deparou: a origem da vida”. Mais enfaticamente, o jornalista científico ainda declara que os achados “podem explicar até a Explosão Cambriana”, grande pedra no sapato da evolução, pois “oceano que faz metabolismo sozinho [...] encurta bastante o caminho para formas de vida, explicando o porquê (da Explosão Cambriana)”.

Mas o que forneceram os experimentos feitos por químicos inteligentes, com moléculas complexas, puras, sintetizadas com todo o refinamento químico de laboratórios, e com conhecimento prévio de quais moléculas adicionar à sopa, pois se partiu da metade do caminho (e só quem conhece o destino final sabe onde a metade do caminho se localiza)? Será que forneceram diversas proteínas funcionais? Pelo menos umas 300 que sabemos hoje são o mínimo necessário para se formar vida? Ou um RNA autorreplicante, que depois colheu do meio os aminoácidos (AA) certos e na sequência certa e expressou algumas proteínas funcionais? Ou um DNA longo, com alguns genes úteis? Ou um coquetel de fosfolipídios para – pelo menos – formar as membranas de dupla camada essenciais à vida? Todos esses químicos inteligentes, todo esse cuidado sintético, toda essa pureza química, todo esse input imenso de informação “prébiotica”, gerou o quê?

Ao lermos o artigo, descobrimos que no “banquete da vida no tubo de ensaio” novamente foi servida “uma migalha”! A molécula mais importante lá formada foi uma ribose-5-fosfato. Apesar de o jornalista “científico” da Folha tê-la classificado como “uma molécula precursora do RNA” – “primo” do DNA” – e de ter ele insinuado que essa molécula teria algo a ver com “processos evolutivos darwinianos”, nós químicos sabemos que isso não é possível, não. Pois a ribose-5-fosfato se trata apenas de um nucleosídeo, ou seja, nem é sequer um nucleotídeo, esse, sim, um bloco fundamental do RNA. Pois na ribose-5-fosfato está faltando uma classe fundamental de moléculas: uma base nitrogenada aromática. E essa falta é crucial e mortal, pois sabemos que essa é a principal restrição na construção “espontânea” dos blocos fundamentais de DNA/RNA. Mortal, pois as condições de síntese de bases nitrogenadas são drasticamente distintas daquelas requeridas para açucares, e vice-versa. E mesmo que um nucleotídeo se formasse – um quase milagre –, sabemos que o difícil mesmo seria ligar os diversos nucleotídeos por ligações polifosfato, ou seja, crescer o polímero do RNA, pois tais ligações são extremamente lentas e só ocorrem com eficiência na vida por meio de sua maquinaria molecular e de suas enzimas, que aceleram em muitas ordens de grandeza a cinética de tais reações. Ferro de catalisador não funciona, não!

A “migalhas” servidas no banquete do naturalismo filosófico e anunciadas no cardápio como: (a) a nossa “maternidade” (as estrelas supernovas salpicadas de “pó cósmico”), (b) a “outra Terra” (o Kepler186f), e “a vida em um tubo de ensaio” (a ribose 5-fosfato).


E mesmo que essas reações tivessem acontecido – um grande milagre –, é certo que nada útil para a vida teria sido gerado ali, pois sabemos que a chance de um RNA qualquer ter incorporado as bases certas (ATGC) e a sequência certa delas para que assim ele pudesse expressar sequer uma única proteína funcional, uma de tamanho relativamente pequeno, uns 150 AA (e a vida exige pelo menos umas 300 dessas), seria um zero absoluto, uma impossibilidade plena, menor que 1/(20)150, e os 20 AA certos, todos homoquirais, excedem todos os recursos probabilísticos deste Universo, mesmo que você espere por bilhões e bilhões de anos para essas reações ocorrerem naquele “tubo de ensaio mágico da vida”. Aqui as “meras cinco horas” não ajudam, não!

Pobre ciência, dominada pelo naturalismo filosófico! Que transforma a “cultura da dúvida” na “ufania de certezas infundadas”. E faminta de dados, se contenta com seus “banquetes de migalhas”.

(Dr. Marcos N. Eberlin, com exclusividade para o blog Criacionismo)

quinta-feira, 15 de maio de 2014

O coral inesperado


Um coral formado por 12 pacientes laringectomizados, vítimas do cigarro, surpreendeu a plateia do auditório do MASP que aguardava uma apresentação do Coral da USP, um dos mais famosos da cidade de São Paulo.

Criada para o A.C. Camargo Cancer Center, a ação incluiu as canções “All You Need is Love” e “She Loves You”, dos Beatles, interpretadas pelos pacientes. O objetivo foi alertar as pessoas para o principal fator de risco do câncer de laringe, o tabagismo. Acompanhados por fonoaudiólogos da instituição paulista, os pacientes que compõem o Coral Sua Voz (a maioria acima dos 60 anos) fazem uso de voz esofágica, prótese, laringe eletrônica (vibrador), fala bucal ou articulação de sons.

Escute a voz desse coral. Não fume.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Ateus inauguram canal de TV dedicado a combater a religião

David Silverman - presidente da associação Ateus Amaericanos
 A ideia é levar o ateísmo onde ele "não está chegando"

Constantemente acusados de imitar práticas cristãs, o movimento ateísta está chegando à televisão. Nos Estados Unidos existem cerca de 100 canais de TV que transmitem programação evangélica, algumas dezenas passam programas católicos. Já existem canais judeus e até muçulmanos.

David Silverman, presidente da Ateus Americanos, anunciou a formação de um canal de televisão só de conteúdo ateu durante uma palestra na Universidade de Stanford esta semana.

Ele explicou que o público-alvo são ateus, humanistas, livres-pensadores e outros não-teístas terão sua primeira opção real de televisão dedicado ao ateísmo em julho. “Por que estamos indo para a televisão?  É parte da nossa estratégia de ir até os locais onde não estamos chegando”, ressaltou Silverman, 49 anos.

Ele explicou que inicialmente o canal de televisão será via Internet e poderá ser acessado por operadoras de TV a cabo que já ofereçam o sistema streaming, algo que está em crescimento nos EUA. O conteúdo ateu estará no ar sete dias por semana, 24 horas por dia e será gratuito.

O canal ainda não teve seu nome revelado, mas Silverman comemora, enfatizando que serão transmitidos, no início, eventos ateus, incluindo gravações de convenções dos Ateus Americanos de anos passados. Também exibirá apresentações de palestrantes convidados, além de conteúdo fornecido por vlogueiros ateus e outros grupos ateus com forte presença no ativismo online.

“Estamos prevendo o surgimento de um monte de conteúdo diferente nos próximos meses”, disse Dave Muscato, diretor de comunicações Ateus Americanos. O grupo ainda analisa a viabilidade de uma rádio com conteúdo 100% ateu. Com informações de Religion News.

Nota: Gospel prime

Nota: O que eles pregarão na televisão? A inexistência de alguém ou de alguma coisa?? Até hoje nunca vi 'ninguém chutando cachorro morto' - acredito que vai ser a primeira vez! Era só o que faltava, ateísmo virando religião!

Estudos comprovam: Alguns produtos industrializados podem causar infertilidade

Produtos químicos encontrados em itens de uso cotidiano, como pasta de dente, sabonete e protetor solar, além de brinquedos de plástico, estão causando infertilidade em homens, aponta uma nova pesquisa da Universidade de Copenhague, na Dinamarca. Eles alterariam padrões de comportamento dos espermatozoides e dificultariam sua penetração no óvulo.

Os cientistas sustentam que esse foi o primeiro estudo a comprovar o efeito de substâncias artificiais na fertilidade masculina. Segundo eles, um em cada três produtos químicos encontrados em itens de uso doméstico afetam o comportamento dos espermatozoides.

— Pela primeira vez conseguimos mostrar uma ligação direta entre a exposição aos desreguladores endócrinos de produtos industriais e os efeitos adversos na função do espermatozoide humano — disse Niels Skakkebaek, professor do hospital da Universidade de Copenhague, ao “Independent”.

O estudo mostra que, ao serem expostos aos produtos, os espermatozoides apresentam menor potência de nado e antecipam a liberação de uma enzima necessária para sua penetração no óvulo. Os cientistas acreditam também terem conseguido mostrar que existe um “efeito coquetel”, quando várias substâncias trabalharam juntas para afetar a fertilidade.

— Na minha opinião, os nossos resultados mostram claramente que devemos nos preocupar, já que alguns desreguladores endócrinos são possivelmente mais perigosos do que se pensava anteriormente. No entanto, vamos ver em estudos clínicos futuros se os nossos resultados podem explicar a redução da fertilidade em casais, muito comum na sociedade moderna.

Em artigo publicado na revista da Organização Europeia de Biologia Molecular (Embo, na sigla em inglês), Skakkebaek afirma ter desenvolvido uma nova maneira de testar o impacto desses produtos químicos no esperma humano. Segundo ele, isso vai permitir que as autoridades regulatórias decidam quando proibir ou restringir o uso de determinados produtos.

A pesquisa foi parte de uma investigação mais ampla sobre os chamados desreguladores endócrinos, produtos químicos que há vários anos têm sido associados com a diminuição do número de espermatozoides e a infertilidade masculina.

Cerca de 30 dos 96 produtos químicos encontrados em manufaturados de uso doméstico apresentaram efeito direto sobre uma proteína do espermatozoide, que controla a sua capacidade motora e a liberação da enzima que auxilia a sua penetração no óvulo.

— Em fluidos do corpo humano, não se encontra alguns poucos produtos químicos particulares, mas um coquetel de químicos bastante complexo, com muitas substâncias de desregulação endócrina diferentes e em concentrações muito baixas. Nós tentamos imitar essa situação em nossas experiências — contou Timo Strünker, outro autor da pesquisa. — Quando misturados os produtos do coquetel, apesar da concentração extremamente baixa de seus ingredientes, provoca grandes e consideráveis respostas ​​no esperma. Assim, as misturas (químicas) complexas cooperam para interferir na função do esperma. Isto não havia sido mostrado anteriormente.

Alguns pesquisadores acreditam que esses produtos químicos imitam o hormônio sexual feminino, estrogênio, ou, em alguns casos, inibem o androgênio, um dos hormônios sexuais masculinos.

Os desreguladores endócrinos são consumidos em larga escala ao redor do mundo, seja pela ingestão de alimentos e bebidas contaminados com eles ou pela absorção através da pele, no caso do protetor solar e do sabão.

Fonte: Globo

sábado, 10 de maio de 2014

Por que a ciência não “desprova” Deus

 A ciência obteve grandes vitórias contra os dogmas religiosos entrincheirados durante o século 19. Durante os anos 1800, descobertas do Homem de Neanderthal foram realizadas na Bélgica, Gibraltar e Alemanha, e mostraram que os homens não foram os únicos hominídeos a ocupar a Terra, e fósseis de agora extintos animais e plantas demonstraram que a fauna e a flora evoluem, vivem por milênios e, então, algumas vezes, desaparecem, cedendo seu lugar no planeta para espécies mais bem adaptadas. Essas descobertas trouxeram forte suporte a então emergente teoria da evolução, publicada por Charles Darwin em 1859. E em 1851, Leon Foucalt, um físico francês autodidata, provou definitivamente que a Terra gira – em lugar de estar no lugar enquanto o Sol gira em torno dela –, usando um pêndulo especial cujo movimento circular provou a rotação da Terra. Igualmente, descobertas geológicas feitas no mesmo século devastaram a hipótese da “Terra Jovem”. Sabemos agora que a Terra tem bilhões – e não milhares – de anos de idade, como alguns teólogos haviam calculado com base na contagem de gerações desde o Adão bíblico. Todas essas descobertas desbarataram a interpretação literal das Escrituras. [Pelo menos, assim pensam os naturalistas.]

Mas a ciência moderna, do início do século 20, provou que não existe Deus, como alguns comentaristas estão agora apregoando? A ciência é uma aquisição espetacular, maravilhosa: ela nos ensina sobre a vida, o mundo e o Universo. Mas ela não nos revelou por que o Universo veio à existência, nem o que precedeu seu nascimento no Big Bang. Igualmente, a evolução biológica não nos trouxe nem um mínimo entendimento de como os primeiros organismos vivos [teriam emergido] de matéria inanimada neste planeta, e como as avançadas células eucariotas – os altamente estruturados blocos de construção das formas de vida – vieram de organismos mais simples. Nem explica um dos maiores mistérios da ciência: Como a consciência surge nas coisas vivas? De onde vem o pensamento simbólico e a autoconsciência? O que é que permite aos humanos entender os mistérios da biologia, física, matemática, engenharia e medicina? E o que nos habilita a criar grandes obras de arte, música, arquitetura e literatura? A ciência não está nem perto de explicar esses mistérios profundos.

Mas muito mais importante que esses enigmas é a persistente questão do ajuste fino dos parâmetros do Universo: Por que nosso Universo é tão precisamente tunado para a existência da vida? Essa questão nunca foi respondida satisfatoriamente, e eu acredito que nunca haverá uma solução científica. Quanto mais mergulhamos nos mistérios da física e da cosmologia, mais o Universo aparenta ser intrincado e incrivelmente complexo. Para explicar o comportamento da mecânica quântica de uma única partícula minúscula requerem-se páginas e páginas de matemática extremamente avançada. Por que mesmo as mais ínfimas partículas de matéria são tão inacreditavelmente complicadas? Parece que há uma vasta, escondida “sabedoria”, ou estrutura, ou uma planta nodosa para mesmo os aparentemente mais simples elementos da natureza. E a situação se torna muito mais assustadora quando expandimos nossa visão para o cosmo inteiro.

Sabemos que 13,7 bilhões de anos atrás [sic], uma gigantesca explosão de energia, cuja natureza e fonte são completamente desconhecidas para nós e não menos ininteligíveis para a ciência, teve início a criação do Universo. Então, subitamente, como se fosse por mágica, a “Partícula de Deus” – o bóson de Higgs descoberto dois anos atrás dentro do poderoso acelerador de partículas do CERN – o Grande Colisor de Hádrons – veio à existência e miraculosamente deu ao Universo sua massa. Por que isso aconteceu? A massa constitui as partículas elementares – os quarks e o elétron – cujos pesos e cargas elétricas tinham que ser imensuravelmente restritos aos seus limites para o que iria acontecer depois. Pois de dentro da “sopa” primordial de partículas elementares que constituíram o Universo jovem, novamente, como se por uma mão mágica, todos os quarks repentinamente se agruparam em três para formar prótons e nêutrons. Todas as massas, as cargas e as forças de interação no Universo haviam se ajustado na precisa quantidade necessária para que os primeiros átomos leves pudessem se formar. Os maiores poderiam então ser “cozidos” em fogos nucleares no interior de estrelas, então nos dando carbono, ferro, nitrogênio, oxigênio e todos os outros elementos tão essenciais ao surgimento [sic] da vida. E, eventualmente, a altamente complexa molécula de dupla-hélice, a propagadora da vida, DNA, seria formada.

Por que tudo que precisávamos para vir a existência veio a existir? Como tudo isso seria possível sem um poder latente exterior a orquestrar a precisa dança das partículas elementares requeridas para a criação de todas as essências da vida? O grande matemático britânico Roger Penrose calculou – com base em apenas uma das centenas de parâmetros do Universo físico – que a probabilidade do surgimento de um cosmos propenso à vida é de um dividido por 10, elevado à décima potência e novamente elevado à 123ª potência. Esse é um número tão perto de zero que ninguém jamais imaginou. (A probabilidade é tão, tão pequena que é menor do que ganhar na Mega-Sena por mais dias que os da existência do Universo.)

Os “ateus científicos” têm se embaralhado para explicar esse mistério perturbador pela existência de um multiverso – um conjunto infinito de universos, cada um com seus próprios parâmetros. Em alguns universos, as condições são impossíveis para a vida; a despeito disso, pelo tamanho descomunal deste imenso multiverso, deve haver um universo onde tudo está correto. Mas se é necessário um imenso poder da natureza para criar um universo, então quão mais poderosa deve ser aquela força para criar infinitos universos? Então o puramente hipotético multiverso não resolve o problema de Deus. O incrível ajuste fino do Universo se apresenta o mais poderoso argumento para a existência de uma Entidade criativa imanente que nós bem podemos chamar Deus. Na ausência de evidência científica contrária, tal poder pode ser necessário para forçar todos os parâmetros que nós precisamos para nossa existência – cosmológicos, físicos, químicos, biológicos e cognitivos – ser o que eles são.

Fonte
: Time; tradução de Alexsander Silva via criacionismo

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Teorias conflitantes e um debate que resiste ao tempo

 Não é de hoje que as teorias sobre a origem da vida são motivo de polêmica. Trata-se de uma dúvida perturbadora, um mistério que atormenta os seres humanos desde a Antiguidade. Com base em questionamentos sobre nossa existência, apareceram, no decorrer dos anos, diversas teorias que tentam explicar a origem da vida na Terra. Na segunda metade do século 19, o inglês Charles Darwin apresentava ao mundo a teoria da evolução. Nessa teoria, o homem é visto como um resultado de mudanças que ocorreram com o passar do tempo. Foram necessários vinte anos de estudos e pesquisas em diversos ambientes para que Darwin publicasse essa teoria, uma vez que, naquela época, as crenças religiosas contrariavam suas descobertas. Desse modo, apenas em 1859, lançou o livro A origem das espécies através da seleção natural. Nessa obra o naturalista defende que apenas os seres mais adaptados ao seu meio sobrevivem e passam suas modificações para as próximas gerações. Essa ideia causou muitos debates na comunidade científica e religiosa.

As discussões ainda perduram nos dias atuais, já que a teoria criacionista é bem aceita pela população em geral, principalmente por estar de acordo com os relatos bíblicos. Quem segue uma religião cristã já se deparou com um dilema ao estudar na escola a teoria da evolução, pois a crença tradicional é a de que Deus criou o mundo e seus primeiros habitantes foram Adão e Eva, conforme consta na Bíblia.

A mestre em Biologia Marinha Natália Alves explica que a vida teria surgido da água através de processos evolutivos e, posteriormente, a seleção natural. Essa etapa, que compõe o início da teoria da evolução, é conhecida como evolução molecular. “A partir de compostos inorgânicos como carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, dentre vários outros, foram realizadas combinações por meio de reações químicas, dando origem a outras moléculas orgânicas com maior complexidade”, afirma.

A bióloga cita, por exemplo, as proteínas e os carboidratos e relata que essas moléculas são essenciais para os seres vivos. As séries de reações químicas que teriam ocorrido para dar origem à vida só teriam sido possíveis devido à presença das moléculas de água no estado líquido.

Existe uma terceira teoria que tem conquistado espaço na comunidade científica e agradado alguns religiosos. Trata-se do design inteligente, inicialmente proposta pelo teólogo William Paley, em 1831. Essa teoria tenta provar que certas características da vida na Terra são mais bem explicadas se considerarmos uma causa inteligente. A linha de pensamento aceita alguns conceitos expostos por Darwin e procura evidenciar seus erros e acertos. A vida teria sido criada por uma causa inteligente, a partir disso os seres sofrem modificações chamadas de “microevoluções”.

No livro Fique por dentro da evolução, David Burnie afirma que a teoria de Darwin está sujeita a leis que podem ser verificadas por experimentos. Contudo, os vários elementos do acaso, envolvidos na evolução, fazem com que seus futuros passos nunca possam ser previstos. É nessa brecha que os adeptos do design inteligente encontram controvérsias. Eles afirmam que muitos aspectos da evolução são expostos de forma teórica e filosófica, ou seja, uma série de suposições que eles classificam como “naturalismo metafísico”.

Segundo o coordenador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente (NBDI) e mestre em História da Ciência Enézio Eugênio de Almeida Filho, existem diferenças fundamentais entre o criacionismo e o design inteligente. Ele afirma que o criacionismo é baseado em relatos sagrados de criação, enquanto o design inteligente procura evidências na natureza [embora os criacionistas também façam isso]. “A teoria do design inteligente é simplesmente um esforço de detectar empiricamente se a complexidade de tudo o que existe na natureza, fato reconhecido por todos os biólogos, são designs genuínos ou produtos do acaso, como a seleção natural”, explica.

A doutora em Biologia Animal pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Liliane Amorim afirma que os fósseis, a diversidade biológica, a seleção natural e as mutações são as principais evidências da evolução, mas não descarta a possibilidade de acreditar em uma teoria criadora. “A força que rege a evolução pode ser chamada de Deus, mas não seria o Deus humanizado que a religião prega”, diz.

Sobre o acalorado embate entre evolução e criacionismo, Liliane é categórica: “É impossível mudar a fé das pessoas e não acredito que um dia isso vá acabar, porém, acho que devemos respeitar. A teoria da evolução deve ser estudada, pois é uma linha da Biologia.” Enézio Filho concorda, mas, com algumas ressalvas: “Somos a favor de que a teoria da evolução de Darwin e os mecanismos evolucionários sejam ensinados de forma objetiva e honesta.” Endossando o debate, Natalia afirma: “Apesar de acreditar que a origem da vida está relacionada com a criação e das várias polêmicas que rodeiam esse tema, a evolução das espécies é um fato incontestável com inúmeras evidências científicas que provam [sic] as mudanças dos seres vivos ao longo do tempo.”

Embora haja divergências entre os adeptos do design inteligente e do criacionismo em relação à evolução, essa teoria é aclamada pela comunidade científica como “verdade absoluta”. Sobre o caráter científico do design inteligente, Enézio Filho diz: “A teoria do Design Inteligente ainda não chegou à mesa da academia para ser considerada no seu caráter científico. A questão não é uma guerra cultural entre criação versus evolução, é uma questão estritamente científica. As especulações transformistas de Darwin são corroboradas no contexto de justificação teórica? Acredito que a oposição feita ao criacionismo é ideológica.”

(Maicon de Almeida, Manaces Silva e Renan Freitas)

Fonte: criacionismo

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Brasil conquista cinco medalhas na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica

A equipe brasileira conquistou duas medalhas de prata e três de bronze na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês), disputada em Vólos, na Grécia. Este foi o melhor desempenho do país na competição, que terminou neste domingo (4).

Os medalhistas de prata foram Daniel Mitsutani (São Paulo) e Luís Fernando Valle (Guarulhos). E os bronzes ficaram com Fábio Kenji Arai (São Paulo), Allan dos Santos Costa (Bauru) e Larissa Fernandes de Aquino (Recife). Os líderes foram os professores Eugênio Reis (Museu de Astronomia e Ciências Afins, MAST) e Gustavo Rojas (Universidade Federal de São Carlos, UFSCar).

Fábio, Larissa e Luís Fernando já são veteranos em torneios de conhecimento no exterior. Na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), do ano passado, na Colômbia, as duas estudantes foram prata. Já Arai levou a menção honrosa na última IOAA, sediada no Brasil, em 2012.

Antes de embarcarem para a Grécia, os estudantes tiveram dois treinamentos intensivos com professores e astrônomos na cidade de Passa Quatro (MG). O programa foi dividido em grupos de estudos, oficinas de atividades e observação do céu noturno, com instrumentos e de maneira panorâmica, a olho nu. A equipe aprendeu a fazer análises de dados astronômicos e lidar com ferramentas estatísticas, como, por exemplo, média, desvio padrão, média ponderada e propagação de erros, além de trigonometria esférica.

Os jovens também contaram com um planetário móvel cedido pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), para que se familiarizassem com as constelações do Hemisfério Norte, por meio de projeção. Também aprenderam a montar e a manusear um telescópio equatorial do mesmo modelo que teriam que lidar na Grécia e fizeram simulados das provas, incluindo as das competições passadas e tiveram lições de ciências espaciais.

Segundo o professor João Canalle, coordenador nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), o resultado vem da soma dos esforços dos alunos participantes e dos professores que contribuíram para oferecer treinamento e incentivo aos jovens.

- As medalhas também mostram nossa evolução em eventos de conhecimento no exterior e a necessidade de mais investimentos na educação para que o país possa se destacar cada vez mais no campo científico - disse.

Canalle também chama atenção sobre como a iniciativa motiva os estudantes a despertarem o interesse pela astronomia.

- Nossa área é muito carente de profissionais especializados e dispomos de pouquíssimos professores formados. As olimpíadas científicas surgem com o objetivo de atrair não só os jovens, mas também os futuros mestres em astrofísica - explica.

Fonte: O globo
 

Nota: Não li e nem ouvir nenhuma repercussão na grande mídia quanto esta conquista. Você viu?? Porque será que a mídia não fez alarde com estas vitórias brasileira nesta tão importante olimpíada? Não preciso nem relatar aqui... pobre país este que não valoriza educação!

USP disponibiliza 3 mil livros gratuito


USP disponibiliza mais de 3 mil livros grátis para download. Ao entrar no site, o internauta encontra livros acadêmicos, raros, documentos históricos, manuscritos e imagens que são parte do acervo da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, doada à universidade. Confira: USP

terça-feira, 6 de maio de 2014

Se não há vida após a morte, não há esperança. Há somente desespero...


O filósofo Alexander Pruss publica os seus pensamentos em seu blog.

Apresento a seguir um de seus posts(ver original aqui):

1. Se não há esperança de vida após a morte, tudo é sem esperança.
2. Se tudo é sem esperança, o desespero final é a atitude certa.
3. O desespero final não é a atitude certa.
4. Portanto, há esperança de vida após a morte.

Vou argumentar para 1 e 3.

Se não há esperança de vida após a morte, qualquer valor redentor que nós poderíamos esperar é ofuscado pelo mal supremo, tanto do fim de nossas vidas individuais quanto do fim da raça humana.

Mas o desespero não é a atitude certa, uma vez que o desespero faz com que seja impossível vivermos nossa vida moral, tanto em termos de motivação para possuir o bom quanto em nosso dever de consolar os outros.

O desespero solapa a nossa motivação.

E diante do desespero final, qualquer conforto que possa ser oferecido aos outros é hipócrita e desonesto.

Em desespero da falta de esperança última, só podemos viver a boa vida humana através do auto-engano e da mentira dos outros.

Mas isso não está certo.

Então o desespero final não pode ser a atitude certa, pois faz a boa vida impossível.

Portanto, há esperança.

Fonte: Origem e Destino

Nota: Leia I Tessalonissenses 4:16,17: “Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor NOS ARES, e assim estaremos para sempre com o Senhor.”

Palestra do Dr. Francis Collins no Brasil


A Fundação São Paulo Research, FAPESP, e os Institutos Nacionais de Saúde - NIH, convida para participar da palestra com o DR. Francis S. Collins.

 Dr. Collins é um médico - geneticista conhecido por suas descobertas referenciais de genes de doenças e sua liderança internacional do Projeto Genoma Humano, que culminou em abril de 2003 com a realização de uma sequência de terminado o livro de instruções do DNA humano. Ele atuou como diretor do Instituto Nacional do NIH Human Genome Research 1993-2008 .

Antes de vir para o NIH, Dr. Collins era um investigador do Instituto Médico Howard Hughes da Universidade de Michigan. Ele é um membro eleito do Instituto de Medicina e da Academia Nacional de Ciências, foi condecorado com a Medalha Presidencial da Liberdade , em novembro de 2007, e recebeu a Medalha Nacional de Ciência em 2009.

Local: FAPESP - Rua Pio XI , 1500 - Lapa - São Paulo
Data: 22 de maio 2014
Horário: 9:30-10:30

A conferência será dada em Inglês com tradução simultânea

Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: Embora não tenha constado na biodata acima, o Dr. Francis Collins é autor do famoso livro A Linguagem de Deus, esgotado em português, disponível em inglês The Language of God.


Fonte: Desafiando a Nomenklatura Científica

A origem do Sexo

Fonte: Isaac e charles

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