domingo, 16 de fevereiro de 2014

Novo modismo: dieta evolucionista

Como se já não bastasse a falaciosa e evolucionista dieta do tipo sanguíneo, agora vira moda outra ainda mais “uga-uga”: a dieta paleolítica. Esse foi o assunto de capa da revista Época desta semana, que informa: “Ninguém fica indiferente à forma de emagrecer mais falada do momento. A dieta paleolítica, ou dieta neandertal, ou, ainda, dieta dos homens da caverna propõe a volta da alimentação de nossos ancestrais [deles, não meus], bem antes da agricultura, para evitar (ou curar!) diabetes, distúrbios metabólicos, problemas do coração, obesidade e perder peso – muito peso. Para justificar a viagem no tempo, afirmam que essa é a alimentação para a qual nosso organismo foi moldado por milhões de anos de evolução [sic]. As doenças são respostas do corpo ao excesso de carboidrato, açúcar e alimentos processados impostos pela dieta contemporânea, afirmam os neoneandertais.”

A inversão do argumento criacionista é impressionante e mostra como a filosofia evolucionista está impregnando todas as áreas. Os criacionistas sempre disseram que é preciso voltar à dieta original criada por Deus para os primeiros seres humanos, ou seja, frutas, sementes e nada de carne (conforme está registrado nos primeiros capítulos do livro de Gênesis). Aí vêm os evolucionistas e dizem que temos que comer não como Adão e Eva, mas como os “homens das cavernas” da ficção deles.

O texto da revista prossegue: “A máxima da dieta paleolítica é comer alimentos naturais de fonte animal e vegetal. O cardápio paleolítico inclui carne de qualquer tipo, legumes, verduras, tubérculos (como inhame e batata-doce, de preferência), frutas e nozes – estas com moderação. Estão excluídos quaisquer vegetais que cresçam dentro de vagens (feijão, soja, ervilha, amendoim), cereais (como milho, aveia e trigo), carboidratos de produtos processados e açúcar. Deve-se evitar cozinhar a temperaturas muito altas, com panelas diretamente no fogo. O recomendado são alimentos assados em fornos a, no máximo, 180 graus centígrados. Há variações entre os páleos. Alguns permitem leite e derivados, ou bebidas alcoólicas, com moderação.”

Mais adiante, é dito que, além da dieta, é necessário incluir um programa de exercícios físicos “para manter o corpo tão malhado quanto acreditam que os homens das cavernas tinham”. Além disso, os páleos cortam o açúcar, alimentos industrializados e o carboidrato. Assim fica fácil emagrecer e recuperar alguma saúde, já que as pessoas hoje em dia são sedentárias e comem e bebem muita porcaria. Imagino que um vegetariano que não se exercita e come muito açúcar deverá mesmo ter desvantagens em relação a um neoneandertal. Mas isso não significa que essa nova dieta evolucionista mirabolante seja vantajosa sobre o vegetarianismo criacionista. Significa, sim, que há muitos vegetarianos dando “mau testemunho” por aí...

Graças às redes sociais, o poder de convencimento de certos modismos acaba sendo potencializado. Os páleos adoram postar fotos de seus barrigões, antes, e de sua barriga chapada, depois de aderir à dieta. Mas redução da cintura não é o único fator de saúde e não faltam críticas à dieta neandertal.

Segundo Época, “os argumentos vão desde o princípio em si, passando por cada uma das restrições, até o aumento da gordura de proteína animal”, e cita as adaptações sofridas por nosso organismo e os problemas relacionados com a dieta cárnea. “Os animais antigamente se alimentavam de plantas e viviam soltos. A carne de hoje vem de bichos que ingerem rações feitas de grãos [e otras cositas más], vivem confinados e tomam medicamentos.” Boa lembrança para os neocavernosos.

“Outro ponto de discórdia é a ausência de grãos. Sem eles, o funcionamento do intestino fica prejudicado. Uma pesquisa da Universidade de Granada, na Espanha, constatou que o consumo regular de grãos integrais reduz entre 20% e 30% as chances de ter diabetes tipo 2 e câncer de intestino. Outro estudo, da Faculdade de Medicina de Harvard, concluiu que a ingestão de grãos integrais colabora para a prevenção de doenças cardíacas, pois suas fibras contribuem para baixar o colesterol.”

Ao contrário das muitas pesquisas que têm apontado as vantagens do vegetarianismo, a dieta paleolítica ainda é relativamente pouco conhecida e investigada. Adotar a dieta páleo é obter alguns benefícios embutidos em malefícios e correr riscos desnecessários (como correram os que abraçaram a tal dieta do tipo sanguíneo). Aderir ao estilo de vida proposto pela Bíblia e pelos surpreendentes escritos de Ellen White continua sendo o caminho ideal com benefícios comprovados ao longo dos séculos.

E aí? Você vai entrar no modismo evolucionista ou prefere ficar com a ciência e a Revelação divina?

Fonte: criacionismo

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