segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

MEC diz que criacionismo não é tema para aula de ciências

 O Ministério da Educação tomou posição no debate relativo ao ensino do criacionismo nas escolas do país. Para o MEC, o modelo não deve ser apresentado em aulas de ciências, como fazem alguns colégios privados, em geral confessionais (ligados a uma crença religiosa).

"A nossa posição é objetiva: criacionismo pode e deve ser discutido nas aulas de religião, como visão teológica, nunca nas aulas de ciências", afirmou à Folha a secretária da Educação Básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar.

Apesar do posicionamento, o MEC diz não poder interferir no conteúdo ensinado pelas escolas, pois elas têm autonomia.

Conforme informou o colunista da Folha Marcelo Leite no último dia 30, o colégio Mackenzie (presbiteriano) adotou neste ano apostilas que apresentam o criacionismo nas aulas de ciências nos anos iniciais do ensino fundamental.

Outras escolas, como as adventistas, por exemplo, praticam opção semelhante.

Teorias

Os criacionistas dizem que o Universo foi criado por um ser superior, assim como os seres vivos. Para eles, a vida é muito complexa para ter surgido sem intervenção sobrenatural.

Essa crença se opõe à teoria da evolução desenvolvida por Charles Darwin, presente nas diretrizes curriculares nacionais, segundo a qual todas as espécies provêm de um ancestral único --e, a partir dele, se diferenciaram, chegando à diversidade atual de seres vivos.

O entendimento do MEC é semelhante ao dos pesquisadores contrários ao criacionismo: o modelo não pode ser considerado teoria científica por não estar baseado em evidências (preceito tido como básico para se definir o que é ciência).

"[O ensino do criacionismo como ciência] é uma posição que consideramos incoerente com o ambiente de uma escola em que se busca o conhecimento científico e se incentiva a pesquisa", afirmou Pilar.

O presidente da Associação Brasileira de Pesquisa da Criação, Christiano da Silva Neto, tem entendimento diferente.

Para ele, como não há consenso sobre qual teoria está correta, "a maneira mais justa e honesta de lidar com a questão é apresentar ambos os modelos nas aulas de ciências, dando-se destaque aos pontos fortes e fracos de cada um".

Escolas

O criacionismo é ensinado no Colégio Presbiteriano Mackenzie desde 1870, quando a instituição foi fundada.

O conteúdo é abordado no sexto ano do fundamental --para crianças com idade por volta dos 11 anos--, assim como a teoria evolucionista.

Neste ano, no entanto, o colégio passou a adotar um novo material nos três primeiros anos do ensino fundamental. São apostilas com conteúdos didáticos convencionais, onde há a explicação criacionista, mas sem a teoria evolucionista.

Segundo o colégio, nessa idade (por volta dos oito anos) os alunos não estão preparados para aprender o darwinismo. O colégio anunciou que alterará o conteúdo das apostilas, abrandando o caráter religioso, mas manterá o criacionismo.

O Pueri Domus Escolas Associadas, uma rede laica que reúne 160 escolas no Brasil inteiro, algumas com orientação católica ou protestante, também apresenta o criacionismo nas aulas de ciências.

O conteúdo é exposto com o evolucionismo no oitavo ano do ensino fundamental das escolas. Para Lilio Alonso Paoliel-lo Júnior, diretor de conteúdo da rede associada, o objetivo é promover o debate.

"Negativo seria não deixar que a discussão acontecesse. É uma questão de posição pedagógica. O conteúdo é aceito por pais das escolas laicas e das religiosas", diz o diretor.

A visão também é defendida por Maria Lúcia Callegari, orientadora do colégio Santa Maria (zona sul de SP). "Quando falamos sobre o surgimento da vida, abordamos o criacionismo e o evolucionismo. Trabalhamos com pluralidade na ciência, para romper a idéia de uma verdade absoluta."

Na escola, o conteúdo é ensinado para os alunos do quinto ano do ensino fundamental e, segundo ela, não há reclamação de pais por causa do conteúdo.

Fonte: Folha Online

Nota: Leia o comentário do leitor da Folha Online, Armando Pereira:

Senhores:

Não li toda a reportagem. O assunto é tão debatido, que até podemos nos poupar! O que me preocupa é ver pessoas - e até cientistas? - argumentando de que o Criacinismo seria imprório para a Escola, por que não é Ciência! Mas quem lhes ensinou que teoria é ciência?! Eu transfereria de escola evolucionista, tanto um filho, como um meu dependente. Ora, se o próprio professor ignora os "passos para a Ciência (teoria, tese; e, finalmente, a Ciência), como um aluno iria dar os passos para a Ciência de sua Formação?! A crença (Criacionismo); ou uma teoria (evolucionismo), pondero, qual seria a mais util - ou mais inutil, se alguém o quiser - considerando-se o tão sublime Objetivo do Ensino ( formar pessoas, inclusive)?! Coerente é que, se o objetivo é Educar através de Conteúdo consistente - como deve pensar, aliás, todo educador autêntico - jamais deve incutir na mente do educando teorias com ares ou pretensão de ciência! Nessa Visão Pedagocêntrica da Educação, ambos, crença e teoria são imprórios para esse Objetivo!

- Se eu não tivesse escolha, ou se todas as Escolas, ou fossem criacionistas, ou evolucuinistas, sem dúvida optaria pela criacionista! Não se trata de querer "forjar" ares de Ciência ao Criacionismo. Mas é que - desculpem a franqueza - na História, nenhum Crente usou trapaças para impor sua Fé como Ciência! Antes, todo Crente na Criação, é Consciente da Finalidade da sua Fé! Mas, de trapaceiros evolucionistas a História está cheia!

Que os Céus nos Protejam.

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