quarta-feira, 30 de outubro de 2013

As grandes mídias só falam deste assunto

Depois do cancelamento do I Forúm UNICAMP de filosofia e Ciências das Origens, a notícia correu por todo o país em vários meios de comunicação e principalmente nas redes sociais (leia aqui). A repercussão foi tão grande que ontem (29/10) o jornal Destak já trouxe uma nota afirmando que os gestores da instituição querem remarcar uma outra data para o referente forúm acontecer. Veja a matéria completa abaixo:
O cancelamento em cima da hora do 1º Fórum de Filosofia e Ciência das Origens, que seria realizado na Unicamp no último dia 17 e que propunha o debate sobre o criacionismo e a teoria da evolução de Charles Darwin, provocou polêmica nas redes sociais e embate entres palestrantes e professores da instituição. O evento integrava os fóruns permanentes, organizados pela Coordenadoria Geral, e foi cancelado após pressão de um grupo de professores, que alega oportunismo de evangélicos, que buscam credibilidade no meio científico.

Os cinco palestrantes do fórum são ligados ao criacionismo – que, além de negar a teoria de Darwin, busca evidências científicas para desvendar o universo, mas sem contrariar a doutrina bíblica – , e quatro deles têm mestrado e doutorado e são acadêmicos. O quinto convidado tem só mestrado.

Alguns palestrantes concordam que o debate deveria reunir criacionistas e darwnistas, mas esclarecem que caberia à organização ter tomado esse cuidado.

Um dos palestrantes, o físico norte-americano Russel Humphreys, já havia comprado a passagem de avião para o Brasil.

A reitoria informou que o mesmo grupo que organizou, cancelou o evento, mas não esclarece quem é esse grupo e que pró-reitoria responde pelos fóruns.

Docentes da Unasp (Universidade Adventista de São Paulo) e da Unicamp travaram um duelo sobre o cancelamento do fórum nas redes sociais e, ontem, conversaram com a equipe do

O professor de arqueologia da Unasp, Rodrigo Silva, considerou a atitude dos docentes da Unicamp como racismo acadêmico.

“Pela reação, considero uma discriminação, um racismo acadêmico. Professores da Unicamp disseram que os cientistas não podem aceitar o criacionismo. Sou acadêmico, faço o segundo doutorado e sou criacionista e quero debater com darwnistas.”

Já o professor de física da Unicamp, Leandro Tessler, assumiu que procurou a reitoria da universidade para recomendar que não houvesse apoio ao fórum. “Os criacionistas tentam propor debates na universidade para conquistar credibilidade no meio científico”, comentou Tessler. Ele acredita que levar o criacionismo, que não tem base científica, para a instituição seria motivo de piada no ambiente acadêmico.

O Grupo Gestor de Benefícios Sociais informou que o forúm deve ser remarcado.

Fonte: Destak

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