segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A bioquímica da gravidez refuta o evolucionismo

O início da gravidez apresenta uma aparente contradição. Mulheres em ovulação ou mulheres com gravidez recente experimentam um aumento de progesterona. Por um lado, esse hormônio “diz” ao sistema imunológico que ele deve recuar e se manter menos ativo. Isso é muito importante visto que, de outra forma, o corpo poderia lutar e matar os espermatozoides, como se eles fossem invasores não desejados e, desse modo, nunca engravidaria. Mas, por outro lado, a progesterona reduz os níveis de colesterol no corpo. Muita progesterona seria o fim do bebê em desenvolvimento, visto que ele precisa do colesterol. Por que uma ação promoveria e preveniria – ao mesmo tempo – o mesmo resultado?

Publicando na edição de junho de 2013 da The Quarterly Review of Biology, os autores ressalvaram inicialmente que muitas infecções, causadas tanto por vírus quanto por bactérias, ou dependiam ou são fortalecidas pelas “jangadas lipídicas” cheias de colesterol que se encontram embutidas nas membranas das células.[1] Os invasores se conectam aos lipídios, usando-os como portas para aceder e infectar as células, causando as doenças.

Normalmente, o sistema imunológico das mulheres fornece proteção suficiente contra tais potenciais patógenos, mas, quando os níveis de progesterona aumentam, seu sistema imunológico diminui, tornando-a mais suscetível a contrair uma doença (ao mesmo tempo que a torna mais susceptível de engravidar). Ao diminuir os níveis de colesterol, ao mesmo tempo em que diminui a resposta do sistema imunológico, o corpo diminui o número de portas abertas a potenciais invasores – permitindo assim que ela e seu bebê permaneçam protegidos.

No princípio do primeiro trimestre, o bebê é tão pequeno que sua maior necessidade é ter uma mãe saudável. Mais tarde na gravidez, os níveis de progesterona baixam, e isso permite que a quantidade necessária de colesterol fundamental para o sistema imunológico da mãe e do pequeno bebê aumente a um ritmo perfeito.

No estudo, os autores escrevem: “A modulação do colesterol parece estar minuciosamente cronometrada ao longo da gravidez, seguindo de perto a importância variável de se combater os patógenos e construir o tecido fetal.”[1] Como foi que essa cronometragem minuciosa se originou?[2]

Os autores do Quarterly Review explicam que a temporização minuciosa se originou “como uma segunda ordem de adaptação selecionada devido à maior vulnerabilidade às infecções, que é consequência inerente do papel da progesterona na tolerância imunitária maternal do [pequeno bebê].”[1] Será que os autores dessa pesquisa querem dizer que o risco de uma doença literalmente selecionou o afinado e minuciosamente temporizado aparato de comunicação hormonal completo, com sua habilidade de gerir de forma temporária mas precisa a produção e a retenção das taxas de bioquímicos específicos e críticos, como o colesterol?

Essa alegação não seria científica, a menos que eles conseguissem medir ou de alguma forma testemunhar os efeitos da “vulnerabilidade à infecção” num animal que não tem ainda um sistema endócrino, uma vez que a criatura e seus sistemas se encontram evoluindo. Eles não fizeram nada disso, uma vez que os animais já possuem sistemas endócrinos completos, fundamentais para a operacionalidade de seu corpo. Os pesquisadores observaram, sim, a fisiologia minuciosa já entrelaçada no corpo das mães.

Como é que a origem da temporização perfeitamente afinada do sistema endócrino e dos seus processos interdependentes pode ser atribuída à sua necessidade de evitar a doença? E como é que ela pode ter arquitetado suas próprias estratégias de mediação de doenças sem o input de informação inteligente? O longo artigo dos autores não lida com essas questões fundamentais. Pode ser que pesquisas posteriores o façam.[3]

Uma vez que esse sistema particular específico é claramente resultado de design intencional, o Criador – e não a natureza – merece receber o crédito por ter originalmente inventado hormônios “minuciosamente temporizados”, necessários para a reprodução humana. Ao descrever esse novo aspecto da fisiologia maternal, os cientistas evolucionistas revelam mais uma maravilha à qual se referiu o salmista, quando escreveu que o corpo humano foi “assombrosa e maravilhosamente” formado (Salmo 139:14).

Fontes: Brian Thomas, via Darwinismo

Referencias:
1. Amir, D., and D.M.T. Fessler. 2013. “Boots for Achilles: Progesterone’s Reduction of Cholesterol Is a Second-Order Adaptation”. The Quarterly Review of Biology. 88
(2): 97-116. 
2. Especificamente, qual é a origem desse temporizador minucioso, apesar das modificações que pode ter sofrido desde a criação e a queda?
3. E se o fizerem, as pesquisas devem também explicar a origem da precisão e da especificidade através dos tecidos corporais e da bioquímica corporal durante a comunicação hormonal. Esse conjunto de partes bem ajustadas do sistema endócrino, em que a remoção de uma das partes causa a falência de todo o sistema imunitário, pode requerer centenas de mutações simultâneas e perfeitamente arquitetadas. Consequentemente, a pesquisa tem que explicar como o conjunto de mutações necessárias para gerar as proteínas receptivas e as redes de feedback teriam que se originar, simultaneamente, tanto nas células germinativas do marido como nas da mulher. Além disso, como o genótipo da sua descendência viria a dominar toda a população mundial?

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