sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A vida vem da vida?

Desde a antiguidade, as mais fantasiosas idéias haviam sido propostas para explicar o surgimento dos insetos, vermes ou outras criaturas em matéria em decomposição. Por exemplo, no século 17, um químico belga gabou-se de ter feito surgir ratos colocando uma blusa suja dentro de um jarro de trigo!

Na época de Pasteur, o debate na comunidade científica fervia. Enfrentar os proponentes da geração espontânea era um tremendo desafio. Mas, graças ao que havia aprendido de sua pesquisa sobre fermentação, Pasteur estava confiante. Por isso, fez experimentos com o intuito de pôr um fim na idéia da geração espontânea de uma vez por todas.

Entre suas experiências mais famosas está o experimento com frascos de vidro com gargalo em forma de pescoço de cisne. Um líquido nutritivo deixado ao ar livre num frasco de vidro aberto é rapidamente contaminado por germes. Mas quando colocado num frasco que termina no formato do pescoço de um cisne, o mesmo líquido permanece sem contaminação. Por quê?

A explicação de Pasteur era simples: ao passar pelo gargalo, as bactérias no ar se depositavam na parede do vidro, de modo que o ar chegava estéril ao líquido. Os germes que se desenvolviam num frasco aberto não eram produzidos espontaneamente pelo líquido nutritivo, mas transportados pelo ar.

Para provar a importância do ar no transporte de micróbios, Pasteur foi ao Mer de Glace, uma geleira nos alpes franceses. Numa altitude de mais de 1.800 metros, ele abriu frascos vedados e os expôs ao ar. Dos 20 frascos, apenas um ficou contaminado. Daí, ele foi ao sopé das montanhas Jura e repetiu a experiência. Ali, numa altitude muito mais baixa, oito frascos se contaminaram. Ele provou com isso que, devido ao ar mais puro das maiores altitudes, havia menos risco de contaminação.

Com essas experiências, Pasteur demonstrou convincentemente que a vida só vem de vida já existente. Nunca surge espontaneamente, ou sozinha.

O debate sobre a geração espontânea da vida, no qual Pasteur se envolveu e do qual saiu vitorioso, não foi apenas uma polêmica científica. Foi mais do que apenas um ponto interessante para alguns cientistas e intelectuais discutirem entre si. Tinha um significado ainda maior — envolvia provas da existência de Deus. François Dagognet, filósofo francês que se está especializando em Ciências, comenta que ‘os adversários de Pasteur, tanto materialistas como ateus, criam que poderiam provar que um organismo unicelular pudesse surgir de moléculas em decomposição. Isso lhes permitia excluir Deus da criação. Para Pasteur, porém, não havia nenhuma passagem possível da morte para a vida’.

Até hoje, todas as provas dos experimentos, da história, da biologia, da arqueologia e da antropologia continuam a confirmar o que Pasteur demonstrou: a vida só vem de vida preexistente, não de matéria inanimada. E as provas mostram claramente também que a vida se reproduz “segundo a sua espécie”, conforme declara a narrativa do Gênesis. A prole é sempre da mesma “espécie”, ou tipo, que a dos pais. — Gênesis 1:11, 12, 20-25.

Ciente ou não disso, pelo seu trabalho, Louis Pasteur forneceu provas e testemunho fortíssimos contra a teoria da evolução e a favor da absoluta necessidade de um criador para que a vida surgisse na Terra. Seu trabalho refletiu o que o humilde salmista reconheceu: “Sabei que Jeová é Deus. Foi ele quem nos fez, e não nós a nós mesmos.” — Salmo 100:3.

Fonte: yahoo

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