segunda-feira, 29 de julho de 2013

Aprenda Química com quem sabe ensinar Química


Nota: Presença confirmada do Dr. Marcos Eberlin no I Simpósio Baiano sobre as origens na cidade de Vitória da Conquista - Bahia, nos dias 15 e 16 de novembro de 2013. Aguardem, nos próximos dias, maiores informações!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Mensagem para a Academia Brasileira de Ciências

Ilustres membros da Academia Brasileira de Ciências (ABC),

Uma notícia de maio deste ano, divulgada na página do Jornal da Ciência¹ (JC) [Leia aqui], acaba de chegar a meu conhecimento, tendo-me deixado chocado. Não sei se o autor da mesma expressou-se mal, se eu entendi de maneira equivocada ou se minha interpretação foi correta. Se for este o caso, resta-me pouco mais que apenas lamentar que a ABC tenha assumido tal postura.

A notícia inicia com a seguinte delaração: "Acadêmicos reforçam preocupação com o aumento de informações sobre o criacionismo e o chamado design inteligente" (grifos meus).

Em seguida, afirma que "(...) a Academia Brasileira de Ciências (ABC) publicou, em março, uma carta repudiando a divulgação de conceitos criacionistas".

Tenho firme esperança de que as palavras do autor desse texto tenham sido apenas infelizes. Do contrário, sou obrigado a entender que a ABC está combatendo a simples divulgação de informações sobre uma ideia que discorda da ciência paradigmática.

Pergunta-se muito sobre qual a diferença entre ciência e religião. Na minha humilde opinião, uma das melhores respostas que se podem dar é a de que a primeira é o espaço da dúvida enquanto a segunda é o espaço da certeza.

Sabemos o quão má tornou-se a imagem atual da religião, frequentemente associada a fanatismos, extremismos, perseguições e terroristas. Qualquer detentor de senso crítico deve se perguntar em que grau essa imagem não é estereotipada e em que grau expressa uma realidade. Mas não é esse o ponto que desejo apontar aqui. Minha preocupação é no sentido de que a ABC tenha dado uma declaração que coloque a Ciência em uma situação muito similar à dos famigerados tribunais da Santa Inquisição medieval.

Lembremos do Index, a lista dos livros proibidos. Lendo essa notícia do JC, o que logo me vêm à mente é a perturbadora imagem de uma fogueira onde são lançados livros e outros escritos criacionistas. Quase que obrigatória é outra imagem, ainda mais estarrecedora, a seguir: a dos próprios criacionistas sendo beneficiados pelas chamas purificadoras, com o perdão da ironia. Mas, afinal, essa imagem não é em si mesma uma medonha ironia histórica, guardadas as devidas proporções?

Felizmente a nossa atual Constituição Federal e a Declaração Universal dos Direitos Humanos não simpatizam com a ideia de torturas e fogueiras. Esses mesmos documentos, a propósito, declaram como um dos direitos inalienáveis e mais sagrados do homem aquele que se refere à liberdade de pensamento e de expressão.

Sendo levado pela minha total concordância quanto a esse direito e pelas lúcidas colocações dos que se debruçaram sobre a Ciência como objeto de pesquisa - acadêmicos das áreas de História, Filosofia e Sociologia da Ciência - não posso deixar de preocupar-me com a possibilidade de que haja acadêmicos que pretendam assumir a sucessão dos Tribunais do Santo Ofício no século XXI.

Aguns poderão argumentar que o caso é totalmente diferente, porque a Ciência detém a verdade. Mas eu me perguntaria qual foi o ditador ou inquisidor que não pensava o mesmo sobre si. Também me recordaria do fato de que teorias científicas de muito sucesso chegaram a ser substituídas por outras - fato que, aliás, originou grande questionamento epistemológico no século passado. Esse interesse esteve particularmente presente em pensadores com sólida formação em Física, como Paul Feyerabend ou Thomas S. Kuhn, os quais viriam a ser clássicos autores de disciplinas referentes à Teoria do Conhecimento Científico.

Contudo, ainda que a ciência fosse detentora certa da Verdade, tal fato não justificaria a "eliminação da concorrência". Dar-se-ia justamente o oposto. O físico Richard Feynman, laureado com o prêmio Nobel, embora não fosse profundo conhecedor das disciplinas "metacientíficas", defendia que a Ciência não deveria temer questionamentos².

Se me permitem estender ainda um pouco essa minha declaração, gostaria de esclarecer que sou cristão convertido há menos de um ano. Isso coloco para contextualizar o seguinte: Nós, cristãos, cremos nas profecias bíblicas. Dentre essas, uma tem especial atenção dos crentes: a de que haverá uma época³, às vésperas do "Fim dos Tempos", em que os cristãos voltarão a ser perseguidos - mas de forma ainda pior que a dada nos primeiros séculos de Cristianismo. É comum que as pessoas estranhem uma tal profecia; afinal, nosso mundo preza tanto a liberdade de crença, pensamento e expressão, não?

Pois é... Essa indagação perde o sentido quando nos deparamos com uma notícia como essa do JC, que mostra que uma tão abominável desolação não é lá tão improvável no mundo contemporâneo.

Mas, como disse no início, tenho esperança de que tudo isso não passe de um mal entendido.

Cordialmente,
Leandro


¹http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=82259
²http://laserstars.org/bio/Feynman.html
³Se num futuro próximo ou distante é um ponto em que não há consenso entre os exegetas. Há mesmo quem interprete tal profecia como não literal.

Fonte: social

sexta-feira, 19 de julho de 2013

"A Darwin e um católico?" E o feitiço virou contra o feiticeiro!

Laura keynes, neta de Charles Darwin
Católico ou não, você tem que ler esta notícia. Um jornal britânico, o Catholic Herald, publicou o seguinte título: Descendente de Charles Darwin torna-se um apologista católico. Laura Keynes, é tatara-tatara-tatara-neta de Charles Darwin. (Não notamos uma semelhança nos olhos?) Miss Keynes era um agnóstico, mas, desde então, abraçou o catolicismo, em que a fé que ela é ativa como um apologista.

Como isso aconteceu?

     O debate suscitado pelo livro de Richard Dawkins The God Delusion [Deus um delírio] inspirou a ler mais sobre o assunto, e ela concluiu que "Novo Ateísmo parecia porto um germe da intolerância e desprezo pelas pessoas que só poderiam minar reivindicações humanistas seculares ao liberalismo".

     Ela escreve: "Se a afirmação de ateísmo para o terreno elevado intelectual é reforçada pela habilidade característica do meu antepassado para explorar e analisar inconsistências na evidência, a mesma característica da família me levou para uma avaliação cética do que pode e não pode ser conhecido com certeza."

Keynes também descreve como a decisão foi recebida pelos seus entes queridos.

     "Livremente escolhi ser um católico depois de muita reflexão e análise, e não foi uma lavagem cerebral nela, confundir os meus amigos e familiares tanto", escreve ela. "Eu ouvi um comentário:" Mas ela parecia uma garota tão inteligente. "Então, quando as pessoas perguntam 'A Darwin e um católico? "o que eles estão dizendo é que eu confundi as expectativas. "

Portanto, é a intolerância e iliberalismo de Dawkins & Co. que virou a fora e tem seu pensamento de outros pensamentos. Isso, e a insistência dela famoso antepassado sobre a importância da ponderação das provas de todos os lados de uma determinada questão, em vez de dogmaticamente e ignorantemente rejeitando visões concorrentes, em novo estilo ateu.

Tradução: google Tradutor

Fonte: Evolution News

Nota: Depois deste testemunho, podemos dizer que o feitiço virou contra o feiticeiro! Richard Dawkins, o maior papa do ateísmo da atualidade, talvez nunca pensou que um dia um dos seus livros serviria como base para o início de uma descrença e descofiança ao agnosticismo de alguém. Tudo isso só foi possível por que após a leitora Laura Keynes (irônia do destino, a própria neta de Darwin), realizou uma leitura crítica do livro de Dawkins e após isso, ela buscou investigar outras fontes literárias na vontande de achar a real verdade. Na minha opinião, é este caminho que todos devem trilhar, tanto cristãos como ateus.

O cientista cristão, Ariel Roth, em seu livro Origens, relacionando a ciência com a fé bíblica afirma isto: “Em todas as investigações intelectuais, a utilização de uma abordagem ampla parece a mais sábia. A verdade precisa  ser buscada, e deveria fazer sentido em todos os campos. Devido a ser tão ampla, a verdade abrange toda a realidade; e nossos esforços para encontrá-la deveriam também ser amplos.”

Lindo testemunho da neta de Darwin, fica então a dica para todos: beba de todas as fontes, sem preconceitos, e encontre o verdadeiro caminho! [FN]

O mau uso da palavra “evolução”

Uma das palavras mais mal usadas dentro do empreendimento científico é inquestionavelmente a palavra “evolução”. Os evolucionistas usam a palavra “evolução” para classificar a transformação dum réptil para uma ave (uma impossibilidade científica), como também para classificar o fato de gatos brancos gerarem gatos pretos, cinzentos ou brancos. No exemplo que se segue, veremos como os evolucionistas usam essa mesma palavra para catalogar uma transformação que em nada deve às fábulas de Darwin.

Embora no mundo selvagem elas gostem de açúcar, as baratas aprenderam a evitar armadilhas envenenadas cobertas de açúcar. Podem-se ver as baratas mais inteligentes no clip de vídeo que se encontra no site Live Science.

Como normalmente acontece quando o assunto é evolução, as manchetes das publicações científicas fizeram a sua parte na guerra cultural utilizando termos que não estão adequados aos fenômenos observados. Stephanie Pappas criou um título onde se lia, “Yikes! Baratas Evoluíram Para Evitar Armadilhas Açucaradas.” Os autores do artigo presente na Science alegaram que as baratas alemãs “evoluíram rapidamente uma aversão comportamental adaptativa à glicose.” Eles falaram da aversão à glicose como o “ganho duma adaptação funcional” que “emergiu” durante o estudo das populações de baratas.

No entanto, os cientistas não declararam se as baratas aversas à glicose era uma nova espécie. Contrariamente ao que muitos crentes evolucionistas alegam, a evolução darwiniana não se limita apenas às mudanças no comportamento adaptativo que ocorrem dentro da espécie, mas sim ao aparecimento duma nova espécie. Se as baratas aversas à glicose podem se cruzar com as baratas que não são aversas à glicose, então não ocorreu qualquer tipo de evolução (tal como entendemos o termo “evolução”).
Para além disso, o artigo presente no site Live Science revela que um dos autores admitiu que a aversão à glicose pode ser uma característica antiga que emergiu dentro das novas condições ambientais onde elas lidam com armadilhas feitas pelo homem:

Algumas plantas produzem compostocs agri-doces tóxicos que as baratas teriam que evitar antes do aparecimento dos seres humanos.

Para piorar as coisas, as baratas aversas à glicose podem até ser menos saudáveis que as demais. No artigo presente no site Science Daily, o mesmo co-autor admitiu que elas crescem mais devagar sem o stress ambiental.

As baratas têm que se adaptar a uma variedade de fontes de alimento duvidosas, e a aversão à glicose limita ainda mais o tipo de nutrição que elas podem obter.

De qualquer das formas, esta observação não serve de evidência em favor da evolução darwiniana – descendência comum através da seleção natural.

Fonte: Creation evolution via Darwnismo

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Presidente do NUBEPO realiza palestra Criacionista no Instituto Federal Baiano - Campus Guanambi

Auditório cheio no horário de meio dia
Firmo Neto, fundador e presidente do Núcleo Baiano de Estudo e Pesquisa sobre as Origens – NUBEPO, realizou no dia 18 de Julho de 2013, ao meio dia, no auditório do Instituto Federal Baiano – campus Guanambi Bahia uma palestra criacionista, cujo tema foi: Origens – Relacionando a Ciência com a Fé Bíblica.

Segundo a organização do evento,  o grupo Alfa e ômega, são formados por estudantes e funcionários do Instituto Federal Baiano. A palestra faz parte das comemorações de aniversário de um ano de existência  deste grupo de cristãos que estudam e trabalham nesta instituição de ensino. Vale ressaltar que o objetivo do Alfa e Ômega é divulgar, pregar  e falar para os demais daquela instituição o amor deste grande Criador.

“Para comemorar os 12 meses de existência deste grupo no Instituto Federal Baiano campus GBi, nós convidamos o líder do NUBEPO para realizar uma palestra que tivesse o tema ciência e a fé”, comentou o discente e presidente do grupo Alfa e ômega, Jonilson Carvalho.

Para Jonilson, o evento foi um sucesso, mesmo a palestra sendo marcada para o meio dia, muitos alunos e professores compareceram naquele local. Veja algumas fotos:
Momento antes da palestra, ao meu lado, Ana Paula, minha noiva.
Secretário do NUBEPO, Clério Moura, apresentando o Núcleo para professores e alunos.

Firmo Neto, ministrando a palestra cujo tema foi: Origens, relacionando a ciência com a Fé Bíblica.


Nota: Para ver todas as fotos da palestra realizada no IF Baiano é só clicar aqui:

terça-feira, 16 de julho de 2013

O porquê dos evolucionistas serem péssimos cientistas quando pensam como evolucionistas

No ano de 2010 pesquisadores usando tecnologia de ponta determinaram que as penas que se encontravam no fóssil de uma ave, como indicado pela parte das penas por eles digitalizada, eram bastante escuras quando o pássaro ainda estava vivo.1 Agora, e alguns anos depois, outra equipe de pesquisadores digitalizou ainda mais penas e os novos dados dão-nos uma imagem ainda mais clara da sua plumagem. Mas ao mesmo tempo que reportam os resultados, os fatos estão a ser misturados com a mitologia.

Os pesquisadores sediados na “School of Earth, Atmospheric and Environmental Sciences” da Universidade de Manchester, usando tecnologia de scan Raio-X (da SLAC National Accelerator Laboratory de Stanford University), obtiveram resultados onde era visível que a ave, um archaeopteryx alegadamente com 130 milhões de anos, tinha penas claras com pontas mais escurecidas. Como foi possível que um fóssil supostamente com essa idade revelasse um tal nível de detalhe?

Segundo notícias provenientes da Universidade de Manchester, “Eles encontraram metais-vestigiais que foram já associados com pigmentos e compostos orgânicos de enxofre que só podem ter a sua origem nas penas originais do animal." Mas as moléculas orgânicas tais como os pigmentos, e especialmente as proteínas, não deveriam estar presentes se o espécime tem mais do que um milhão de anos. Estes dados observacionais desafiam as datas na ordem dos “milhões de anos” que foram associadas ao fóssil.

No entanto, os crentes nos milhões de anos podem com frequência suprimir evidências contraditórias tais como esta. O auto-chefe do artigo – Phil Manning – disse o seguinte ao Journal of Analytical Atomic Spectrometry, O fato destes compostos terem sido preservados neste lugar durante 150 milhões de anos é extraordinário. 2

O “facto”? Qual foi a metodologia cientifica empregue que determinou que os alegados são um “fato”? A única parte factual desta história, confirmada pelas observações cientificas, identifica a existência de bioquímica primordial ainda encapsulada nas rochas. A mitologia dos “milhões de anos” é de fato a única parte “extraordinária” desta reportagem – demasiado extraordinária para o senso comum.

Fontes: Darwnismo via Institute Creation Research

Nota do blog Darwnismo: Esta é a forma como os evolucionistas operam: qualquer dado observado que contradiga a mitologia dos milhões de anos é minimizada, e o paradigma toma preeminência sobre os fatos. Se o fóssil deste animal ainda contém substâncias bioquímicas que nunca poderiam existir durante os imaginários “milhões de anos”, então a conclusão científica a tomar é inferir que o fóssil não tem milhões de anos.

É desta forma que toda a ciência opera – excepto a teoria da evolução.

Com a teoria da evolução, os dados são subservientes à teoria, e como tal, se o fóssil tem substâncias que nunca poderiam existir durante milhões de anos segundo condições normais, então é porque algo “extraordinário” deve ter preservado o fóssil. E nós sabemos que isto deve ser assim porque o Consenso Científico diz que a Terra tem milhões de anos.

Referências

1. Thomas, B. Archaeopteryx Fossil Shows ‘Striking’ Tissue Preservation. Creation Science Updates. Posted on icr.org May 19, 2010, accessed June 14, 2013.
2.  X-rays reveal new picture of ‘dinobird’ plumage patterns. University of Manchester News. Posted on manchesteracuk on June 12, 2013, accessed June 14, 2013.


Qual a relação entre o blog Ciência e Fé e o NUBEPO no conflito entre evolução e criação?


Com certeza você deve ter notado que neste site [www.nubepo.org] existem vários links voltados para o blog Ciência e e Fé. Pois bem, o site do NUBEPO – Núcleo Baiano de Estudo e Pesquisa sobre as Origens tem fortes ligações, sim, com o blog Ciência e Fé. Explicaremos a seguir o motivo:

Firmo Neto, jovem cristão curioso e amante da ciência, passou por muitos anos em vários conflitos teóricos a respeito de qual seria a teoria que evidenciasse melhor as origens – tanto do universo como da vida. Mesmo nascido em lar cristão e seus pais ter- lhe ensinado que a origem das coisas foi através de um Ser divino sobrenatural que criou o céu e a terra, ele também recebeu fortes influências da filosofia naturalista através dos livros didáticos, de alguns professores ateus e inclusive das grandes mídias, entre elas, revistas superinteressante e Veja.

A controvérsia entre ciência e fé sempre foi o enfoque de suas indagações, – não era para menos – pois a tradição religiosa recebida pelos seus pais e a forte influência recebida das escolas não confessionais dão motivos suficientes para um jovem entrar em constantes divergências com seus conceitos filosóficos. Um exemplo disto é o resultado de uma pesquisa que saiu recentemente na mídia :  60% dos jovens evangélicos que adentram a universidade se afastam da comunhão dos santos e da igreja. Esta pesquisa revela que as razões para grandes evasões nas igreja é por falta de preparo dos pais e da própria igreja que enfrenta dificuldades com as demandas sociais, entre elas: os enfrentamentos culturais, comportamentais e filosóficas na universidade.


Renato Vargues disse: “ Vivemos numa sociedade multifacetada, cujos valores relacionados a sexo, família, trabalho, sucesso e moral foram relativizados. Nesta perspectiva não são poucos aqueles que ao longo dos anos tem sucumbido diante da avalanche de conceitos extremamente antagônicos aos pressupostos bíblicos-cristãos”

Metamorfose

No ano de 2001, Firmo Neto, passou por vários momentos de transformações e descobertas a respeito dos estudos sobre as origens. Ao ir estudar numa cidade universitária no interior de Minas Gerais, ele conheceu um cético cientista e professor de biologia, que na sala de aula, relatava uma série de contradições e lacunas que a teoria evolucionista mantinha. Diferentemente dos anteriores professores de biologia evolucionista que tivera, por ironia do ‘destino’, um cientista e professor de biologia cético, em pleno meio acadêmico, fez despertar-lhe para uma nova vertente de pensamento e para uma melhor explicação teórica da ciência e da fé bíblica.

Diante esta oportunidade, inciciou-se uma busca por várias fontes, tanto de teorias evolucionistas como as criacionistas: Livros, artigos, revistas e sites foram vasculhados com a sede de conhecer mais sobre esta nova concepção da ciência. Com estas pesquisas, descobriu-se o criacionismo científico e também uma outra nova teoria chamada de TDI, mais conhecida como teoria do Desing Inteligente, onde a maioria dos seus fundadores são cientistas que não professavam denominação religiosa e suas teses estão vinculadas nas observações da natureza que indica fortes evidências da existência de um grande projetista inteligente.

A origem do blog

Com toda esta avalanche de informações, no ano de 2009, Firmo Neto, volta para a Bahia e decide criar o blog Ciência e Fé [www.cienciaefe.net] que tinha como principal objetivo arquivar seus estudos a respeito das origens. Vale ressaltar que, a princípio, o blog era somente de uso exclusivo e pessoal.  Mas como tudo que cai na internet vira rede, o blog começou a crescer em números de acessos sem mesmo ter o mínimo de divulgação entre seus amigos.

O blogueiro percebeu que o número de pessoas interessadas pelo tema era tão grande que diariamente começou a receber quantidade significativa de comentários e perguntas nos seus posts.

“Pude perceber quantas pessoas estavam buscando informações, pesquisando e interessadas para conhecer mais sobre a controvérsia entre Criacionismo x evolucionismo. Depois de muitos meses, notei que meu blog deixou de ser robi para transformar-se em um forte meio de comunicação de massa, divulgando a teoria criacionista e do Desing Inteligente no Brasil e também no exterior”, relata Firmo Neto.

A origem do NUBEPO


Diante os contatos recebidos de internautas baianos por intermédio do blog Ciência e Fé (principalmente do prof. Marcos Peter da cidade de Caetité, do prof. Clério Moura de Guanambi, Dr. Jader Donato de Salvador, do desingner Sandro Gomes de Salvador, Dr. Pedro Vieira de Barreiras, Dra. Graziele de Jequié) muitos diálogos sucederam por e-mail, MSN e pela rede social, sendo que estes estudantes universitários e professores baianos curiosos  e apaixonados pela ciência e religião tiveram a ideia e decidiram fundar em 23 de setembro de 2011, o NUBEPO – Núcleo Baiano de Estudo e Pesquisa sobre as Origens.

Portanto, muitas matérias que você, amigo leitor, irá ler aqui, serão de assuntos e comentários resumidos referentes ao referido tema que mais marcou a semana nas publicações do Ciência e Fé.  Se caso você é um apaixonado pelo tema, vai amar  ainda mais ao acompanhar as notícias e informações neste site. Caso contrário ainda não tem interesse, basta realizar somente alguns acessos e verá que este assunto despertará em você um novo gosto pela leitura, pois conhecer a nossa origem é o mesmo que buscarmos respostas para onde iremos! Boa leitura!

Fonte: NUBEPO

terça-feira, 9 de julho de 2013

Pesos atômicos variáveis alteram Tabela Periódica

Você já deve ter ouvido falar, ou talvez lido em seus livros de Química, que os “pesos atômicos são constantes imutáveis da natureza”. Nada poderia estar mais longe da verdade. Na realidade, o peso atômico de alguns elementos varia dependendo de onde você está na Terra.

Prótons e nêutrons

A maior parte da massa de um átomo reside em seu núcleo, composto de prótons e nêutrons (com a exceção do hidrogênio, cujo núcleo é constituído por um único próton). O número de prótons no núcleo determina com qual átomo você está lidando: todos os átomos de carbono têm seis prótons, todos os átomos de oxigênio têm oito, e assim por diante. Mas o número de nêutrons pode variar entre átomos do mesmo elemento – átomos do mesmo elemento, mas com diferentes números de nêutrons, são chamados isótopos.

Agora, os guardiões da Tabela Periódica - a União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC) - decidiram que os pesos atômicos do bromo e do magnésio não serão mais representados por um número, mas por um intervalo. O peso atômico do bromo mudou de 79,904 para o intervalo [79,901 a 79,907]. O peso atômico do magnésio, por sua vez, antigamente era 24,3050 - agora ele é representado pelo intervalo [24,304 a 24,307]. Pode parecer pouco, mas é uma mudança radical em relação a visões tradicionais do tipo “constante imutável da natureza”.

A atribuição de intervalos, em vez de valores precisos, para os pesos atômicos é uma mudança radical em relação a visões tradicionais do tipo "constante imutável da natureza". [Imagem: IUPAC]

Números atômicos variáveis

E por que essa mudança? Todos os elementos têm certo número de isótopos instáveis, que se “quebram” através de um processo chamado decaimento radioativo. Mas alguns elementos têm também mais do que um isótopo estável. É aí que os químicos começam a ter problemas quando querem definir o peso atômico.

O bromo, por exemplo, tem dois isótopos estáveis que ocorrem na Terra em quantidades semelhantes. Mas os dois não estão igualmente dispersos: por exemplo, o isótopo mais pesado do bromo é ligeiramente mais comum na água do mar e nos sais do que nas substâncias orgânicas.

O magnésio se comporta de forma semelhante: existem três isótopos estáveis desse metal, e eles variam ligeiramente em abundância em diferentes ambientes. Isso significa que o peso médio de um átomo de bromo ou de magnésio nesses diferentes ambientes também varia. Daí a necessidade da mudança - dependendo da situação onde a medição for feita, resultados diferentes poderão estar igualmente corretos.

E já que estavam com a mão na massa, os químicos da IUPAC aproveitaram a oportunidade para ajustar os pesos atômicos de mais três elementos: germânio, índio e mercúrio.

Versões periódicas

E não espere que a Tabela Periódica fique estável por muito tempo. Foram necessários 150 anos para que as propriedades dos elementos químicos sofressem a primeira modificação - a Tabela Periódica foi corrigida pela primeira vez na história em 2010. Agora, menos de três anos depois, já veio a segunda modificação. Ou seja, talvez seja uma boa ideia olhar a “versão da Tabela Periódica” da próxima vez que você precisar consultar uma.

Fonte: Inovação Tecnológica

quinta-feira, 4 de julho de 2013

1% de diferença. O que isso significa? Semelhança genética de 99% com chimpanzés era MITO

A alfabetização científica é um processo fundamental. No entanto, durante a vulgarização de certos conceitos, mal-entendidos podem e vão acontecer, e o que chega ao público leigo é bem diferente do que partiu da comunidade científica. Boa parte dos vulgarizadores está bem consciente disso.

Por exemplo, os livros-texto de genética ou evolução costumam alertar repetidamente que o conceito de herdabilidade que o público leigo possui (quantos por cento de uma característica se devem a fatores genéticos) difere substancialmente do conceito correto (quantos por cento das diferenças de uma característica, observadas numa população, se devem a fatores genéticos), e isso tem consequências sérias para a correta compreensão do conceito de herdabilidade, como se pode perceber na tão comum (e sem sentido) pergunta “quanto da inteligência se deve aos genes e quanto se deve à influência do ambiente?”.

O fito da presente nota é discutir sobre um mal-entendido semelhante, um conceito ou informação científica que, ao ser vulgarizada, foi deturpada de tal forma que levou a uma derivação absurda em meio ao público leigo. Eis a informação: “O DNA de um ser humano (Homo sapiens) e o de um chimpanzé (Pan troglodytes) diferem em apenas 1%”. O que isso significa? Tentarei mostrar que essa informação, a não ser que você seja um(a) geneticista ou trabalhe com construção de filogenias, tem o seguinte significado: nenhum.

Devo alertar, antes de prosseguir, que o que passo a alegar logo abaixo não é nada inédito, muito menos conclusões de minha cabeça, lavra própria; diversos livros de evolução ou genética fazem o mesmo alerta, ou um alerta semelhante.

Contudo, como uma das propostas deste blog [Biologia Evolutiva]é a vulgarização científica, creio ser pertinente falar desse assunto pois suspeito que infelizmente, entre o público leigo, paira uma conclusão fundamentalmente incorreta, derivada dessa informação sobre o DNA dos humanos e dos chimpanzés.

Primeiramente, vamos olhar mais de perto o dado. Um por cento, essa é a diferença entre o material genético de um ser humano e de um chimpanzé. Mas do que estamos falando aqui, precisamente? O material genético do ser humano é constituído por 30% de genes propriamente ditos e 70% de sequências intergênicas, ou seja, espaços entre os genes. Se o número 1% se refere ao total do material genético, então, considerando apenas os genes propriamente ditos, a diferença pode variar entre 0% (todas as diferenças nas regiões intergênicas) e 3,3% (todas as diferenças nos genes). Acontece que esses genes propriamente ditos são constituídos aproximadamente, em sua totalidade, por 95% de introns e por 5% de exons. Assim, se quisermos considerar apenas as sequências codificantes, que são as que de fato interessam para a manufatura das proteínas (enquanto não se estabelece devidamente o papel, se é que há algum, destes 98,5% do DNA humano constituído por sequências intergênicas e introns), vamos chegar ao intervalo entre 0% e 66,7% de diferença entre o material genético (codificante) de um humano e de um chimpanzé.

Perceba que o caminho pode ser também o oposto: se esses 1% tão divulgados pela mídia referirem-se às sequências codificantes, então a diferença total entre o DNA humano e o DNA chimpanzé pode ser qualquer valor entre 0,015% e 98,515%, uma vez que não haveria qualquer informação sobre as sequências não-codificantes. Para piorar ainda mais as coisas, a porcentagem do DNA de chimpanzés que é formada por genes não tem que ser a mesma (30%) que a do DNA humano, nem também a porcentagem de exons.

“Afinal de contas”, você se pergunta, “esse valor de 1% se refere a que, à totalidade do DNA ou apenas aos genes, ou ainda apenas aos exons? Você não vai esclarecer esse ponto antes de prosseguir?” Não, eis a minha resposta, porque não importa. Qualquer que seja o número, ele não terá significado prático.

Por quê? Vejamos. Imagine dois textos, cada um com 100 palavras, cada palavra com 100 letras. Temos, portanto, 10.000 (dez mil) letras em cada texto. Como você corretamente já antecipou, cada texto é o DNA de uma das espécies, seres humanos e chimpanzés, cada palavra corresponde a um gene e cada letra de cada palavra corresponde a um nucleotídeo. Nessa analogia não haverá sequências não-codificantes.

Muito bem, eu digo pra você que há 1% de diferença entre os dois textos. Matematicamente, há 100 letras diferentes. Agora vem o interessante: é possível que entre estes dois textos apenas uma palavra seja diferente, com todas as suas 100 letras discordantes. Uma palavra em 100 não é muita coisa. Por outro lado, é possível que todas as palavras sejam diferentes! Basta que haja uma letra diferente em cada palavra, ou seja, 1% de diferença em cada uma das palavras. Vamos ter 100 letras diferentes ao final (totalizando 1% de diferença), e 100% de palavras diferentes.

No fim das contas, o que você percebeu de forma clara é que simplesmente não dá pra saber quantas palavras são diferentes comparando-se os dois textos, apenas por saber que 1% das letras difere. O 1% de diferença entre o DNA humano e o DNA de chimpanzés pode levar a 1% de diferença entre seus genes, ou 16%, ou 72%, ou 98%, ou mesmo 100%.

E por que nós damos tanta importância às palavras nessa analogia? Porque os genes, determinando as proteínas que são produzidas em diferentes tecidos e em diferentes momentos, são o principal (mas não o único) componente responsável por determinar aquilo que chamamos de características de um organismo vivo. A informação de que “a diferença entre o DNA humano e o DNA chimpanzé é de 1%” não nos ajuda em nada a determinar quantos por cento das proteínas de um ser humano são diferentes das de um chimpanzé. E, mesmo que a análise de proteomas não envolvesse coisas tão complexas como quando, onde e quanto (ao contrário do genoma, que é sempre presente e sempre igual, o local onde uma proteína é sintetizada, o quanto dela é produzida e em que época do desenvolvimento ocorre tal produção são fatores fundamentais), mesmo assim, mesmo que soubéssemos, isso pouco adiantaria. Por quê?

Uma proteína é uma estrutura muito complexa, cuja função é determinada por uma topografia tridimensional bastante elaborada. Dizer que x% ou y% dos aminoácidos entre duas proteínas dadas difere não é informação suficiente: qual a posição de cada aminoácido? Qual aminoácido específico foi trocado por qual aminoácido específico. Trocar um aspartato por um glutamato pode não ser muita coisa, mas trocar um aspartato por uma lisina pode ser fatal. Dependendo da localização, você pode trocar 5 ou 10%  dos aminoácidos de uma proteína e a função dela continua quase inalterada; ou então, como no famoso exemplo da siclemia, você pode trocar um só aminoácido entre centenas e alterar totalmente o funcionamento protéico.


A conclusão, portanto, é que não é possível relacionar um dado sobre a diferença genética entre duas espécies às diferenças de fato entre elas (seja isso o que for), ou seja, em relação a suas morfologias, fisiologias, comportamentos, particularidades bioquímicas… enfim, àquilo que chamamos de fenótipo. Um ser humano não é 1% diferente de um chimpanzé… Uma frase como essa não só é errada mas também um desserviço à construção de um saber científico. Os seres humanos e os chimpanzés são organismos que compartilham uma série de características (o termo correto é estruturas) devido à sua história evolutiva [ não existe ainda na ciência de que esta comprovação evolutiva seja histórica] comum, e que, cada um por seu lado, possuem uma série de características únicas, exclusivas. Muitas delas são genéticas, algumas são hereditárias e não-genéticas, algumas até mesmo nem hereditárias nem genéticas… Não faz sentido (nem é possível) quantificá-las. Imagine a frase “os seres humanos são 4,7% diferentes dos cavalos”, ou “os caranguejos são 16,8% diferentes das gaivotas”. O que isso quer dizer? Qual o significado biológico disso?

Esse famoso 1% de diferença entre o DNA humano e o DNA de chimpanzés na verdade tem significância, pois para geneticistas e biólogos evolutivos que trabalham com comparações moleculares essas informações são importantes para a construção de filogenias e outros estudos evolutivos. Daí a dizer, como dizem por aí, que os chimpanzés são 1% distintos dos seres humanos há uma grande distância…

Fonte: Biologia Evolutiva

terça-feira, 2 de julho de 2013

Até as bactérias “detonam” Darwin

Nas últimas duas décadas, a aplicação generalizada de abordagens genéticas e genômicas, revelou um mundo bacteriano surpreendente em sua onipresença e diversidade. Esta revisão examina como um crescente conhecimento da vasta gama de animais - interações bacterianas, tanto em ecossistemas compartilhados ou simbioses íntimos, está alterando fundamentalmente nossa compreensão da biologia animal.
Especificamente, destacam-se os avanços tecnológicos e intelectuais recentes que mudaram nossa maneira de pensar sobre cinco questões: como é que as bactérias facilitou a origem e evolução dos animais, como animais e bactérias afetam genomas uns dos outros; como é que o desenvolvimento animal normal depende de parceiros bacterianas; como homeostase é mantida entre os animais e seus simbiontes, e como pode abordagens ecológicas aprofundar nossa compreensão dos vários níveis de animais - interação bacteriana.

Como respostas a essas questões fundamentais surgem, todos os biólogos serão desafiados a ampliar sua apreciação dessas interações e incluir investigações sobre as relações entre e entre as bactérias e seus parceiros animais como buscamos uma melhor compreensão do mundo natural.

Leia o artigo completo aqui.

Fonte: Desafiando a Nomenklatura Científica

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