quinta-feira, 6 de junho de 2013

Masatoshi Nei e o "núcleo duro" da evolução

Você acha que o mundo surgiu espontaneamente? Ninguém concordaria com isso, nem mesmo um evolucionista. Mas isso, na verdade, é o que os evolucionistas acreditam. Na verdade, eles dizem que isso é um fato. Um fato tanto quanto a gravidade ou a Terra ser redonda. Não deve haver nenhum design, não há causas finais, nem teleologia. O mundo deve ter surgido por si mesmo – espontaneamente. E não, a seleção natural não muda isso. Não existe uma varinha de condão ou um feedback loop que faça o processo evolucionário hipotetizado não ser um processo espontâneo. E, de qualquer maneira, a seleção natural finalmente está encontrando seu fim há muito aguardado, e confirmando ainda mais o que é ser evolucionista.

Eis um teste. Quando eu lhe disser uma palavra, você me diz a primeira coisa que lhe vem à mente. Eis a palavra: “Evolução”. Resposta: Seleção natural, certo? Se o seu professor de Biologia pudesse usar somente uma ideia para descrever a evolução, provavelmente teria sido seleção natural. Ela era praticamente sinônima de evolução. Mas isso era ontem; agora é assim.

O conceito de seleção natural sempre teve problemas e em anos recentes eles ficaram cada vez mais fortes. Tão fortes que os evolucionistas, um por um, estão admitindo aos poucos que a seleção natural não poderia ser a fonte importante, primária que era defendida por muito tempo como sendo assim.

Considere, por exemplo, o novo livro de Masatoshi Nei, Mutation-Driven Evolution [Evolução guiada por mutação]. A expressão “guiada por mutação” quer dizer que as mutações não somente são tidas como fornecendo as matérias brutas para a mudança evolucionária, mas que elas também são tidas como causando a mudança evolucionária sem a ajuda da venerável seleção natural.

Você pode estar reclamando agora se se lembrar de todas as vezes que lhe disseram que o neodarwinismo – evolução por meio de mutação aleatória e seleção natural – era um fato. Se os evolucionistas tais como Nei estão agora descartando tão facilmente o antes alardeado “fato”, então por que nós devemos crer na nova versão deles? Particularmente, quando a nova versão é ainda mais improvável do que a antiga versão, se isso fosse possível.

Mas, cuidado! Os evolucionistas nunca quiseram afirmar que o neodarwinismo era um fato. Eu sei que isso foi o que eles disseram, e bem energicamente. Mas eles disseram isso somente por que o neodarwinismo era a atual versão da teoria evolucionária. O que eles quiseram realmente dizer é que a evolução, amplamente construída, é um fato. O neodarwinismo, como todas as hipóteses particulares da evolução, era sempre descartável.

As hipóteses da evolução podem ser atiradas debaixo do ônibus a qualquer hora. O que não pode ser questionado é a evolução amplamente construída, ou como Ernst Mayr costumava dizer, a evolução por si mesma. E o que é evolução por si mesma? Que as espécies surgiram de acordo com os eventos aleatórios e lei natural – acaso e necessidade. A biologia não tem mão que dirija, não tem nenhum design ou causas finais. Deve ter surgido espontaneamente. Isso, como Lakatos afirmaria, é o núcleo duro da evolução. E isso é que é ser um evolucionista.

Fontes: Cornelius Hunter via Desafiando a Nomenklatura Científica

Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: “Queria ver a cara de alguns cientistas da Nomenklatura científica tupiniquim e da galera dos meninos e meninas de Darwin – a cada dia que passa é mais um prego no caixão da teoria da evolução de Darwin através da seleção natural e n mecanismos evolucionários de A a Z e em todos os multiversos (se existirem...). Pano rápido, pois em ciência tem coisas mais interessantes do que contos da carochinha ou mitos de criação secularistas...”

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