terça-feira, 23 de abril de 2013

O design como “evidência” contra o Designer

Num artigo relativamente recente publicado na New Scientist com o título de “Evolution: a guide for the not-yet perplexed”, Michael Le Page expressou grande confiança na Teoria Geral da Evolução (TGE), chegando ao ponto de declarar que “a teoria da evolução encontra-se firmemente estabelecida como um fato científico tal como a circularidade da Terra” (2008, 198[2652]:25).

Le Page prosseguiu sugerindo os vários motivos que levam os evolucionistas a rejeitar a teoria do Design Inteligente. Depois de alegar que a Terra tem 4,5 bilhões de anos [...],  Le Page escreveu: “Imaginemos por um momento que a vida foi projetada e que ela não é o resultado da evolução. Neste caso, organismos que parecem similares podem ter uma operacionalidade interna distinta, tal como as telas de LCD têm um mecanismo bastante diferente das telas de plasma. A explosão das pesquisas genômicas, no entanto, revelou que todas as formas de vida operam essencialmente do mesmo modo: elas armazenam e traduzem informação usando o mesmo código genético; existem algumas variações mínimas nos organismos mais primitivos” (p. 26).

Le Page continua: “Se os organismos tivessem sido construídos para desempenhar papéis específicos, eles poderiam ser incapazes de se adaptar às mudanças ambientais. Em vez disso, várias experiências [...] mostram que os organismos de todas as espécies evoluem sempre que seu ecossistema é alterado, desde que as mudanças não sejam demasiado abruptas” (p. 26).

 Note-se nos motivos que levam Le Page a rejeitar o Design Inteligente:

(1) se a vida foi criada, “organismos que parecem similares podem ter uma operacionalidade interna distinta”, e

(2) os organismos criados “poderiam ser incapazes de se adaptar” ao ambiente em constante mudança (p. 26).

Como deve ter sido absurdamente óbvio para qualquer pessoa que leu o artigo da New Scientist, os “argumentos” de Le Page são pura especulação. Nem as semelhanças entre as formas de vida, nem sua capacidade de se adaptar são motivo para se rejeitar a tese de que a vida tem uma Causa Inteligente, e adotar a teoria da evolução.

Há muito tempo os criacionistas reconheceram as semelhanças entre os animais e os seres humanos. De fato, essa semelhança (mesmo ao nível celular) deve ser esperada entre criaturas que bebem a mesma água, comem a mesma comida, respiram o mesmo ar e vivem no mesmo terreno. Mas as semelhanças são somente isto: semelhanças. Os evolucionistas interpretam essas semelhanças como sinal de que as formas de vida partilham um ancestral comum, mas até hoje eles foram totalmente incapazes de disponibilizar algum tipo de evidência que confirme essa tese.

Do mesmo modo, a capacidade dos animais de se adaptar ao seu meio ambiente pode muito bem ser explicada como resultado da programação que o Designer instalou nas formas de vida como forma de elas sobreviverem dentro dos ecossistemas.

A rejeição do Design Inteligente, baseada em crenças especulativas, por parte da New Scientist, é completamente vazia de justificação. Nem a homologia nem a capacidade de adaptação são evidência contra o criacionismo, e em favor da TGE.

O mais hilariante é que outros evolucionistas afirmam que a capacidade dos animais (e não só) de se adaptarem aos seus meios ambientes é evidência em favor do Criador. No livro da Scientific American, Evolution, o evolucionista Richard Lewontin diz:

“...a forma maravilhosa como os animais se adaptam ao seu meio ambiente [...] era a evidência maior em favor do Designer Supremo” (Lewontin, Richard C., “Adaptation”, Scientific American (and Scientific American book Evolution), september 1978).

Portanto, um grupo de evolucionistas diz que a capacidade de adaptação dos animais não é evidência em favor do Criador (logo, é evidência em favor da teoria da evolução), mas outro grupo diz que, sim, essa capacidade única das formas de vida é algo em favor do Criador.

Portanto, evolucionistas, com que ficamos? A capacidade de adaptação é evidência contra a noção do Deus Criador (e em favor da evolução), ou é ela algo em favor da criação (e, por consequência, contra a evolução)?

Essa contradição interna entre os evolucionistas é evidência da fragilidade da sua fé. Qualquer pessoa pode fazer uma lista de “fatos” em favor da teoria da evolução que são refutados por outros evolucionistas. Aliás, o livro The Biotic Message foi escrito contra a teoria da evolução, mas usando apenas e só as palavras dos próprios evolucionistas.

Fonte: Darwnismo

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