terça-feira, 23 de abril de 2013

O design como “evidência” contra o Designer

Num artigo relativamente recente publicado na New Scientist com o título de “Evolution: a guide for the not-yet perplexed”, Michael Le Page expressou grande confiança na Teoria Geral da Evolução (TGE), chegando ao ponto de declarar que “a teoria da evolução encontra-se firmemente estabelecida como um fato científico tal como a circularidade da Terra” (2008, 198[2652]:25).

Le Page prosseguiu sugerindo os vários motivos que levam os evolucionistas a rejeitar a teoria do Design Inteligente. Depois de alegar que a Terra tem 4,5 bilhões de anos [...],  Le Page escreveu: “Imaginemos por um momento que a vida foi projetada e que ela não é o resultado da evolução. Neste caso, organismos que parecem similares podem ter uma operacionalidade interna distinta, tal como as telas de LCD têm um mecanismo bastante diferente das telas de plasma. A explosão das pesquisas genômicas, no entanto, revelou que todas as formas de vida operam essencialmente do mesmo modo: elas armazenam e traduzem informação usando o mesmo código genético; existem algumas variações mínimas nos organismos mais primitivos” (p. 26).

Le Page continua: “Se os organismos tivessem sido construídos para desempenhar papéis específicos, eles poderiam ser incapazes de se adaptar às mudanças ambientais. Em vez disso, várias experiências [...] mostram que os organismos de todas as espécies evoluem sempre que seu ecossistema é alterado, desde que as mudanças não sejam demasiado abruptas” (p. 26).

 Note-se nos motivos que levam Le Page a rejeitar o Design Inteligente:

(1) se a vida foi criada, “organismos que parecem similares podem ter uma operacionalidade interna distinta”, e

(2) os organismos criados “poderiam ser incapazes de se adaptar” ao ambiente em constante mudança (p. 26).

Como deve ter sido absurdamente óbvio para qualquer pessoa que leu o artigo da New Scientist, os “argumentos” de Le Page são pura especulação. Nem as semelhanças entre as formas de vida, nem sua capacidade de se adaptar são motivo para se rejeitar a tese de que a vida tem uma Causa Inteligente, e adotar a teoria da evolução.

Há muito tempo os criacionistas reconheceram as semelhanças entre os animais e os seres humanos. De fato, essa semelhança (mesmo ao nível celular) deve ser esperada entre criaturas que bebem a mesma água, comem a mesma comida, respiram o mesmo ar e vivem no mesmo terreno. Mas as semelhanças são somente isto: semelhanças. Os evolucionistas interpretam essas semelhanças como sinal de que as formas de vida partilham um ancestral comum, mas até hoje eles foram totalmente incapazes de disponibilizar algum tipo de evidência que confirme essa tese.

Do mesmo modo, a capacidade dos animais de se adaptar ao seu meio ambiente pode muito bem ser explicada como resultado da programação que o Designer instalou nas formas de vida como forma de elas sobreviverem dentro dos ecossistemas.

A rejeição do Design Inteligente, baseada em crenças especulativas, por parte da New Scientist, é completamente vazia de justificação. Nem a homologia nem a capacidade de adaptação são evidência contra o criacionismo, e em favor da TGE.

O mais hilariante é que outros evolucionistas afirmam que a capacidade dos animais (e não só) de se adaptarem aos seus meios ambientes é evidência em favor do Criador. No livro da Scientific American, Evolution, o evolucionista Richard Lewontin diz:

“...a forma maravilhosa como os animais se adaptam ao seu meio ambiente [...] era a evidência maior em favor do Designer Supremo” (Lewontin, Richard C., “Adaptation”, Scientific American (and Scientific American book Evolution), september 1978).

Portanto, um grupo de evolucionistas diz que a capacidade de adaptação dos animais não é evidência em favor do Criador (logo, é evidência em favor da teoria da evolução), mas outro grupo diz que, sim, essa capacidade única das formas de vida é algo em favor do Criador.

Portanto, evolucionistas, com que ficamos? A capacidade de adaptação é evidência contra a noção do Deus Criador (e em favor da evolução), ou é ela algo em favor da criação (e, por consequência, contra a evolução)?

Essa contradição interna entre os evolucionistas é evidência da fragilidade da sua fé. Qualquer pessoa pode fazer uma lista de “fatos” em favor da teoria da evolução que são refutados por outros evolucionistas. Aliás, o livro The Biotic Message foi escrito contra a teoria da evolução, mas usando apenas e só as palavras dos próprios evolucionistas.

Fonte: Darwnismo

domingo, 21 de abril de 2013

Misteriosa pilha milenar intriga arqueólogos até hoje

Na década de 1930, o arqueólogo alemão Wilhelm Konig descobriu em um vilarejo próximo a Bagdá, no Iraque, um misterioso vaso de argila de 13 centímetros de altura, contendo um cilindro de cobre que encerrava uma barra de ferro. O artefato mostrava sinais de corrosão, e testes realizados na peça revelaram a presença de alguma substância ácida, possivelmente vinagre ou vinho. Em outras palavras, o arqueólogo havia encontrado uma antiga pilha. No entanto, o mais curioso é que o objeto foi datado em aproximadamente 200 anos antes de Cristo e, afinal, para que as pessoas de dois mil anos atrás precisariam de uma pilha?! No total, foram encontradas cerca de 12 baterias, e mesmo depois de tantas décadas desde o seu descobrimento, elas continuam intrigando os pesquisadores e gerando muitas discussões.

Existem muitas controvérsias envolvendo as pilhas, começando pela própria descoberta dos artefatos. Há poucos registros sobre as escavações, que foram pobremente documentadas pelo arqueólogo alemão. Portanto, até hoje não existe um consenso se Konig coletou os objetos do tal sítio arqueológico ou se os encontrou nos porões do Museu de Bagdá, depois de ter se tornado diretor da instituição.

A idade das baterias também é discutida, já que o estilo dos vasos pertenceria a um período posterior – entre 225 e 640 d.C. –, tornando os objetos muito mais “jovens” do que o apontado por Konig. No entanto, a maior discussão mesmo fica por conta da utilidade dos misteriosos objetos, pois simplesmente não existe qualquer registro histórico que se refira a eles. Teriam os persas antigos algum conhecimento sobre os princípios da eletricidade?

Independentemente das discussões sobre onde foram encontradas e se os antigos tinham conhecimento suficiente para fabricá-las, o fato é que as baterias eram capazes de conduzir uma corrente elétrica, fato comprovado por diversas réplicas criadas por pesquisadores em todo o mundo.

Embora ninguém saiba dizer ao certo para que eram empregadas, as réplicas indicam que as baterias eram capazes de produzir voltagens entre 0,8 e quase 2 volts. E mais: se fossem conectadas – apesar de nunca terem sido descobertos fios condutores entre os artefatos, infelizmente –, as baterias poderiam produzir voltagens bem mais altas.

Há quem acredite que as baterias fossem utilizadas pelos antigos médicos persas para tratar a dor através de pequenos choques. Outras teorias apontam que os objetos poderiam ter sido empregados na galvanização de superfícies metálicas, para embelezar joias, produzir moedas ou outros itens. Existe também a hipótese de que os artefatos ficassem escondidos em estátuas ou ídolos religiosos de metal, dando pequenos choques em quem os tocasse.

Contudo, nenhuma divindade de metal que pudesse conter as baterias jamais foi encontrada, e não existem registros confiáveis sobre a réplica do suposto processo de galvanização em laboratório. Portanto, a não ser que alguém invente uma máquina do tempo que nos permita voltar e conferir para qual finalidade as baterias de Bagdá eram utilizadas, elas continuarão sendo um dos maiores mistérios arqueológicos do mundo.

Fonte: BBC Museum of Ancient Inventions, The Museum of UnNatural Mystery e World Mysteries via Megacurioso

Nota do blog Criacionismo: Ainda que muita coisa reste ser resolvida quanto ao mistério das pilhas, algo parece bem claro: os povos do passado eram mais inteligentes do que se pensa. É bom lembrar, também, das grandes construções que estão em pé ainda hoje, como as pirâmides. Infelizmente, graças à mitologia evolucionista, as pessoas tendem a pensar nos seres humanos de milhares de anos atrás como bárbaros ignorantes. A verdade é que a raça humana teve uma origem superior e está em decadência desde então. O que nos livra da extinção e da barbárie, hoje, é a tecnologia.[Michelson Borges]

Leia também: "Computador de dois mil anos"

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Preparando a próxima geração de evolucionistas?

No dia 16 de março, Kathryn Satterfield publicou um artigo com o título de “A double dinosaur discovery”, que exibia um periódico dirigido às crianças, Time for Kids, afiliado à revista Time. Nesse artigo, Kathryn falou de duas equipes de pesquisa que, separadamente, encontraram fósseis de dinossauro na Antártica. Curiosamente, as descobertas foram feitas no espaço de uma semana. Essa “dupla descoberta” sem precedentes, inquestionavelmente, foi motivo de notícia junto à comunidade científica. James Martin e William Hammer lideraram as duas equipes, e a equipe de Hammer encontrou o que parece ser um dinossauro saurópode vegetariano. Segundo o artigo, esse réptil supostamente viveu há 200 “milhões de anos”. Por outro lado, a equipa de Martin encontrou o que eles julgam ser um terópode, grupo que inclui carnívoros, tais como o tiranossauro, e que supostamente viveu há 70 milhões de anos.

Embora essas descobertas sejam interessantes, os imaginários “milhões de anos” atribuídos a elas são falsos e, como tal, deveriam ser examinados com um olhar muito mais crítico do que o olhar com o qual os evolucionistas normalmente analisam os dados que eles pensam serem favoráveis à sua teoria da evolução. Segundo a forma de pensar evolucionista, os seres humanos não teriam evoluído na Terra até cerca de 4-6 milhões de anos atrás; isso separaria os humanos dos dinossauros em cerca de 60 milhões de anos.

A Bíblia, por outro lado, claramente diz que Adão e Eva foram criados no mesmo dia em que foram criadas todas as outras criaturas que andavam sobre a Terra; isso obviamente inclui os dinossauros (Gênesis 1:24-31). Além disso, muitas evidências científicas demonstram que os dinossauros e os seres humanos viveram lado a lado. Esse artigo escrito por Satterfield, tal como toda a descoberta fóssil, está sendo [usado] pelos evolucionistas como forma de contar uma história falsa.

Pensemos nisso de modo crítico: esse artigo apareceu numa publicação dirigida a crianças, portanto, o público-alvo são as crianças. Somos, portanto, levados a afirmar que a autora do artigo está tentando influenciar as crianças de modo a que elas acreditem numa teoria da evolução que requer os milhões de anos, e que contradiz a linha temporal bíblica.

Que tipo de impacto esse tipo de artigo tem sobre as crianças? James Martin, líder de uma das equipes de pesquisa, diz as coisas de forma bem clara: “Depois de ler um livro sobre dinossauros na terceira [série], tomei a decisão de trabalhar com fósseis” (Satterfield, 2004). James Martin leu um livro na terceira [série] que mudou sua vida para sempre (e, em termos de futuro eterno, para pior). Será que as crianças que chegarem a ler o artigo da Kathryn Satterfield dirão o mesmo no futuro?

Não podemos subestimar o poder dos livros, dos artigos, dos blogs e das páginas impressas; esse poder pode ser para o bem, como para o mal. Além disso, não podemos subestimar o quanto as crianças são influenciadas pelo que leem e pelo que ouvem. É absolutamente vital disponibilizar informação científica genuína de modo a que as crianças rapidamente se apercebam de que a teoria da evolução é uma religião mascarada de “ciência”, e que religião por religião, é bem mais lógico aceitar aquela que tem as evidências do seu lado.

Fonte: Darwinismo

Cientistas desvendam genoma do celacanto

[Meus comentários seguem entre colchetes. – Michelson Borges] Primeiro, achavam que ele estava extinto [havia 70 milhões de anos]. Depois, quando descobriram que não, apelidaram-no de “fóssil vivo”, por causa de sua morfologia pré-histórica – em especial, das nadadeiras, que conservam dentro delas uma forma rudimentar de braço e antebraço. Especulou-se que ele seria o parente vivo mais próximo do peixe ancestral que deu origem à linhagem dos tetrápodes, os animais de quatro membros (incluindo nós, seres humanos) que saíram da água e conquistaram a terra entre 300 e 400 milhões de anos atrás [segundo a cronologia evolucionista]. Apesar dos muitos fósseis disponíveis, faltavam informações genéticas para tirar a dúvida. Agora não faltam mais. Em um trabalho publicado hoje na revista Nature, pesquisadores de vários países (incluindo o Brasil) apresentam uma análise do genoma do celacanto, um peixe estranho e muito raro que pouco mudou nos últimos 300 milhões de anos [idem] – não só do ponto de vista morfológico, mas também genético, segundo o estudo. [Quando se baseiam em fósseis, os cientistas elaboram fabulosas “histórias evolutivas”. Quando dispõem de seres vivos para fazer pesquisa, a história é outra: a evolução não parece tão “macro” assim.]

Os resultados indicam que os genes do celacanto estão evoluindo (mudando) numa taxa bem inferior à dos tetrápodes em geral. “Ele também mudou, mas muito menos do que nós, por exemplo”, disse ao Estado a pesquisadora Jessica Alfoldi, do Instituto Broad (uma parceria entre o MIT e a Universidade Harvard), que é uma das autoras principais do trabalho. “Por isso ele se parece mais com os ancestrais dele do que nós parecemos com os nossos.” [Na verdade, o celacanto se parece mais com os ancestrais dele pelo fato de que é exatamente como os fósseis dele encontrados em estratos antiquíssimos. Se um dia encontrarem um ser humano num estrato antigo – algo realmente muito difícil –, toda a teoria sobre nossos supostos ancestrais teria que ser alterada, mais ou menos como foi a alterada a “história evolutiva” do celacanto.]

Outra conclusão, baseada numa comparação entre o genoma do celacanto e de várias outras espécies de vertebrados, é que ele não é o parente vivo mais próximo dos tetrápodes, como chegou a ser proposto, mas sim os peixes pulmonados, um pequeno grupo de peixes parecidos com enguias que possuem pulmões e respiram ar na superfície, em vez de extrair oxigênio da água. Um exemplo é a piramboia, que ocorre no Brasil, única espécie do grupo na América do Sul (foto abaixo). Segundo o trabalho, os peixes pulmonados são (por pouco) mais próximos geneticamente dos tetrápodes, apesar de se parecerem menos com eles anatomicamente do que o celacanto. [É mais um mito que cai por terra – ou que afunda. Muitos livros terão que ser reescritos. Imagine-se quanta história evolutiva mudaria se se pudessem estudar exemplares vivos que hoje, supostamente, só existem em forma fóssil...]
Piramboia, um exemplo de peixe pulmonado.
O que não é nenhum demérito ao celacanto, que continua sendo o melhor modelo vivo disponível para estudo da origem dos tetrápodes, segundo o pesquisador brasileiro Igor Schneider. “Os pulmonados são mais próximos de nós, mas o celacanto é muito mais informativo no que diz respeito à evolução dos membros”, afirma Schneider, que participou da pesquisa como pós-doutorando no laboratório do renomado paleontólogo Neil Shubin (também co-autor do estudo), na Universidade de Chicago, e agora está de volta a sua terra natal, dando continuidade às pesquisas no Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Pará. “É uma janela que nos permite olhar como eram esses peixes naquela época, quando eles estavam prestes a sair da água.” [A hipótese é tão forte que sempre acaba prevalecendo sobre os fatos. Mesmo sabendo que o celacanto é bem “adaptado” às águas profundas, os cientistas insistem em afirmar que ele estava “prestes a sair da água”.]

Em Chicago, Schneider e Shubin fizeram algo inusitado para saber se o “maquinário genético” responsável por guiar a formação das nadadeiras do celacanto era o mesmo usado para guiar a formação de braços e pernas nos tetrápodes. Os genes que fazem isso nos peixes e vertebrados terrestres são essencialmente os mesmos [funções semelhantes, informação semelhante. O ser humano também faz isso com suas criações diversas, mas que possuem funções semelhantes.]. Então, eles pegaram uma sequência de DNA que funciona como um “interruptor” genético – que liga, desliga ou regula o funcionamento de genes específicos – associado ao gene que controla a formação das nadadeiras no celacanto e o colocaram no genoma de um camundongo transgênico. Resultado: o gene funcionou da mesma forma, controlando a formação embrionária dos braços e pernas nos roedores.

“Isso mostra que os aparatos genéticos usados para formar membros nos tetrápodes já estavam presentes nos peixes ancestrais”, explica Schneider [por que deveria haver aparatos genéticos que permaneceriam tantos “milhões de anos” sem ser usados?]. “É evidente que, como nós fazemos braços e eles, nadadeiras, há outras coisas operando no genoma que nos faz diferentes deles [e é nessa diferença que eles deveriam focalizar a atenção, mas o que sempre importa mais são as semelhanças]. Vamos testar outros elementos regulatórios para saber o que é novo e o que é antigo.”

Na comparação entre genomas, os pesquisadores já identificaram algumas características genéticas importantes aos tetrápodes que não estão presentes no celacanto e que podem ser resultado da adaptação à vida na terra [aqui entra em cena a extrapolação dos dados com base numa hipótese]. Por exemplo, características ligadas ao olfato, ao sistema imunológico, à formação de dedos e ao metabolismo de ureia. [Essas características simplesmente surgiram nos seres terrestres – com aumento inexplicável de informação genética – ou foram criadas nesses animais distintos dos aquáticos?]

As comparações genéticas entre celacantos e peixes pulmonados foram feitas com base no chamado “transcriptoma”, que utiliza RNA em vez de DNA para identificar as mensagens que estão sendo codificadas pelos genes dentro das células. O ideal seria ter também o genoma inteiro de um peixe pulmonado sequenciado, mas por enquanto isso é tecnologicamente impossível. Por alguma razão desconhecida, os peixes pulmonados possuem genomas gigantescos, da ordem de 100 bilhões de pares de bases, comparado a três bilhões do genoma do celacanto e do genoma humano, por exemplo. “Até dá para sequenciar, mas seria caríssimo e não temos uma tecnologia (de bioinformática) avançada o suficiente para montar e anotar um genoma desse tamanho de maneira satisfatória”, aponta Jessica. Em outras palavras: até daria para sequenciar e produzir as peças do quebra-cabeça, mas não seríamos capazes de montá-lo no final. [Como explicar essa tremenda diferença entre os genomas de seres que deveriam ser parentes? De qualquer forma, lembre-se de que o ser humano e as bananas têm 50% de semelhança genética, mas ninguém diz que somos “parentes”.] [...]

É difícil dizer por que [o celacanto] teria mudado tão pouco em tanto tempo de evolução. Uma das hipóteses é que, por viver em águas profundas, onde as condições ambientais são relativamente estáveis, ele não foi “pressionado” a mudar (evoluir) tanto quanto os animais terrestres ou peixes de águas mais rasas (como os peixes pulmonados, por exemplo, que são seus parentes próximos). [Se convenceu?] [...]

Contrariamente ao celacanto, que manteve sua forma quase que inalterada até os dias de hoje, os pulmonados modernos são bem diferentes dos seus antepassados que aparecem no registro fóssil [dizem isso até que seja encontrado um ancestral de pulmonado idêntico à sua versão atual; aí, novamente, a hipótese terá que ser modificada]. [...]

Seja como for, juntando todas as informações genéticas e morfológicas, de fósseis e animais viventes, a história da origem aquática dos tetrápodes é uma das mais bem documentas da evolução da vida na Terra [se essa é uma das mais bem documentadas, então as demais “histórias” são mesmo muito frágeis!]. “Há muitos registros de bichos intermediárias, com características mistas, que mostram uma transformação gradual das nadadeiras em membros, como se fosse um filminho, desde uma forma mais pisciforme até um tetrápode propriamente dito (algo parecido com uma salamandra)”, afirma Carvalho. [Aqui entra em cena a ficção dos milhões de anos para “explicar” a ideia metafísica da macroevolução.]

O celacanto seria uma dessas formas transitórias, que se adaptou tão bem ao seu nicho ecológico que não precisou mais mudar; enquanto que alguns de seus parentes de águas mais superficiais começaram a rastejar pelas bordas e foram se transformando ao longo do tempo, até sair de vez da água e conquistar a terra firme.

[Fatos: (1) descoberta de celacantos vivos, (2) percepção de ele é igual a seus ancestrais fossilizados de “70 milhões de anos”, (3) sequenciamento do genoma mostra diferenças enormes em relação a seus supostos parentes pulmonados, (4) constatação de que o celacanto era e é peixe de águas profundas (o que força os pesquisadores a supor que havia outros tipos de celacanto vivendo no raso e “namorando” a terra firme). O resto do texto acima é pura especulação evolucionista.]

Fontes: Estadão via criacionismo

Leia também: Tetrápode derruba Tiktaalik

quarta-feira, 17 de abril de 2013

terça-feira, 16 de abril de 2013

Esmagando a cabeça da serpente

Gente,

Minha mensagem ao Grupo Criacionismo e Evolucionismo sobre a pretensa refutação de meus argumentos sobre a HOMOQUIRALIDADE DA VIDA, a que esmaga a cabeça da serpente.

Quando fui gentilmente, acreditei assim ser, convidado pelo Wesley Conde a participar deste grupo, achei que seria um grupo de Homens de bem, gente séria querendo discutir ciência, gente que tem opinião mas que sabe respeitar, sobretudo, a opinião dos outros. Fui avisado porém que se tratava de um grupo de verdadeiros fanáticos, gente que se auto-masturba e tem orgasmos múltiplos com tudo o que o outro diz, por mais desprovido de razão que isto possa ter, gente que come mortadela e arrota caviar, gente que sempre acha o artigo do seu amigo o melhor do mundo só porque defende o ponto de vista dele, a cosmo-visão dele, gente que xinga, que ri da cara de qualquer membro do grupo só porque não concorda com ele, gente que se acha, super eruditos, e que só porque defendem " o paradigma" e estão cobertos com o manto da ciência podem arrotar a vontade sobre os outros, desrespeitar quem quer que seja só porque não concorda com ele. Antropólogo e biólogo que pouco ou nada sabe de química querendo dar aulas a quem milita na área há décadas...

E ateólogo que diz amém a textos de química, que acha que pode declarar que me refutaram ... Gente que chama os outros de bunda, de idiota, de desonesto sem medo de ser feliz... E que não valeria a pena eu participar, perder meu tempo com eles... Descobri infelizmente que estavam certos... Certos quanto a avaliação do grupo... e olham que gastam horas e horas nesta auto-masturbação coletiva... e horas e horas nos orgasmos multiplos por acharem que me refutaram... fala sério, tem alguém ai que fez isto?

Pois bem, a refutação de minhas 10 perguntas sobre a homoquiralidade foi o maior aberração que já vi... tive já grandes debates com naturalistas, foram grandes debates, uns me respeitaram, outros chutaram como vocês, mas esta "pseudo-refutação" entrou para a história como a coisa mais bizarra que já li... nem sequer entenderam a pergunta... os artigos citados, senhoras e senhoras, muito vezes nem sequer lidavam com os perguntas que fiz... nem sequer sabiam que ligações laterais eu me referia... o argumento da mão na coca-cola e das "águas termais" foi o ápice da apelação, o bizarro dos bizarros... Energia, veio do espaço, minerais acumuladores de enantiomeros, .... Torço para que vocês divulguem estas refutações, que a façam circular o máximo possível, eu vou citar algumas das pérolas e comentar em meu web-book... fez história com certeza...

Fazer estas refutações neste grupo aqui??? Para que? Para mais um espetáculo de descrédito, de xingamentos, de masturbação coletiva e orgasmos múltiplos que acontecerá certamente após esta minha mensagem, leiam abaixo, de gente que acho dá plantão nisto, 24 h/dia, 365 dias/ano...? Que escreve um comentário em seguida do outro, que repete a mesma argumentação ad enojum! Tenho mais o que fazer, me desculpem... É tanto aberração química, mesmo com a ajuda de tanta gente, mesmo apelando para universitários, para os que me berliskam por ai, pelas costas, e saem correndo, gente que devia saber quimica, que eu me lembrei daquele ditado... eu um debate que você não sabe nada sobre o assunto, ou quer defender algo indefensável, é melhor você ficar quieto e deixar a impressão de sua ignorância, do que falar e remover a dúvida!

Vão me desculpar a falta de modéstia, mas sou doutor em Química Orgânica. Dou aulas sobre esta QO e estereoquímica e publico sobre QO e mesmo homoquiralidade há mais de 20 anos. E conheço o assunto sobre a homoquiralidade da Vida como ninguém neste país! Como ninguém.

Se duvidam, pode chamar quem voces desejarem e marcar o dia e o horário e transmitir ao vivo em rede nacional e vamos debater a homoquiralidade da Vida! Podem por dez do seu lado, acesso on-line as publicações, eu vou sozinho...

Estudo sobre a homoquiralidade, leio os artigos que sobre ela são publicados há quase dez anos. Leio os artigos de revisão TODOS. Sei dos argumentos e contra-argumentos sobre a homoquiralidade da VIDA, repito, como ninguem neste país, e as questões que eu formulei, eu sei, não há sequer um artigo cientifico que as respondam adequadamente, todos se saem com um bla bla bla de biologo ou de quimico que se esqueceu da quimica e quer tanto explicar a homoquiralidade que acha que conseguiu.

É porque sei que estas questões não tem respostas plausíveis à luz da boa Química que as formulei, e que as discuto em um artigo cientifico que preparo ha anos, e que espero este ano publicarei. Espere e verá... Ainda reúno dados finais, leio um pouco mais e tento refinar a minha argumentação um pouco mais, mas acredito chegou a hora de publica-lo... as pseudo-refutações que foram oferecidas aqui infelizmente ajudaram pouca coisa, se alguma. Foram frases perdidas, sem nexo, repetições vas de argumentos prá lá de conhecidos, o pior vou ter que ouvir de uma antropóloga bióloga que 51% de excesso já bastaria e que ai a Selecao natural faria o resto... toda respeito a tentativa, todo o descredito a maior impossibilidade de todos os tempos, que nem o São Tempo das causas impossíveis resolveria: migrar uma vida racemica para uma vida homoquiral por meio de um ligeiro excesso.

Vão falar que eu tenho que apresentar referencias, mas como, se todas as afirmações que faço, na maioria, contradizem o que dizem por ai, e se as publicações sobre o assunto partem do pre-conceito e pressuposto da evolução e sobre este filtro - patético em ciência, são filtradas? se todas cometem erros infantis de quimica, ou se esquecem que proteínas nao sao nylon nao, proteínas dependem de formas 3D exatas e precisas e a probabilidade de se formar uma funcional é ridicularmente baixa, se esquecem da necessidade de repetir a síntese, se esquecem da necessidade de se codificar a sequencia, se esquecem da necessidade de codificar nao so os amino-acidos, mas também então os L e D em suas posicoes especificas. Se esquecem que se então vamos partir de um meio homoquiral, teremos que nao só separar os dois enantiômeros, por um processo que ninguém sabe falar como, mas 100% de cada, e ai desaparecer com o outro do meio, e ai ter todos os aminoácidos puros la, de uma vez...

 Por isso que eu repito, a homoquiralidade esmaga a cabeça da serpente... um enigma para processos naturais nao guiados, uma evidencia extraordinária para o Di, do IDiota aqui! Me vou então sacudindo a poeira de minhas sandalias... Vou escrever um capitulo especial sobre a homoquiralidade em emu web-book, onde darei os detalhes do porque as 10 perguntas sao IRRESPONDÍVEIS... adoraria discuti-los aqui se entre homens de bem estivesse... vocês são um tipo especial de gente, que eu nunca tinha visto antes...

Mas errei quando achei que não valeria a pena, valeu... entendi o porque a evolução ainda não caiu... há um exército de seres como vocês a defendê-la na internet... gente sem respeito a opinião de ninguém... sem respeito a dignidade de ninguém... que parece não ter outra coisa a fazer... 24 horas por dia na net, escrevem textos longos, sem nexo, mas ai vem o cordao dos puxa-saco a falar... isto ai, que texto maravilhoso, refutou o IDiota! Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que falam, e sobre o que falam...

Valeu a pena pois entendi o versículo melhor... para reduzir a NADA os que "acham que são"... Eu prossigo em meu trabalho, formando alunos, divulgando a Ciencia Brasileira em meu laboratório durante o dia, e cuidando de minha familia durante a noite e finais de semana, e usando minhas madrugadas para defender a TDI e ajudando a livrar a ciencia de sua maior praga, a praga do materialismo filosofico, que impede a ciencia hoje de ver o obvio, e que tem criado os "zumbi de Darwin" em nossas escolas, e os "bulldogs" de Darwin, esta turma de debochados deselegantes que chama de "bunda" o seu colega de grupo, mas não vê a trava que esta na sua face...

Foi uma experiência única, indescritível... aprendi demais sobre o desespero naturalista... vocês me chutaram
Dr. Marcos Eberlin
como queriam, e eu agradeço por isso, pois quanto mais fortes e numerosos os chutes, maior a força do cachorro, pois ninguém chuta cachorro morto... Nos vemos por ai... Apesar dos pesares, os que me detestavam, deetestam mais, ohhh glória, mas fiz amigos, e isto é o que no final importa...

Fonte: Marcos Eberlin, no Facebook

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Ensinar ciência através da discussão de evidências disponíveis

 Dr. Jonathan Osborne
Aprendendo a argumentar: Um estudo de quatro escolas e sua tentativa de desenvolver o uso de argumentação como uma prática comum de instrução e seu impacto sobre os alunos.

Este artigo relata os resultados de um projeto no qual professores procuraram desenvolver a sua capacidade de usar práticas pedagógicas associadas à argumentação no ensino de ciências, em particular, o uso de uma abordagem mais dialógica com base no trabalho de grupo e a consideração de idéias, evidências e argumentos.

O projeto trabalhou com quatro departamentos de ciências da escola secundária mais de 2 anos com o objetivo de desenvolver uma abordagem mais dialógica para o ensino da ciência como uma prática comum de ensino dentro da escola.

Para atingir este objetivo, dois professores de chumbo em cada escola trabalharam para melhorar o uso de argumentação como uma prática instrucional, incorporando atividades no currículo de ciências da escola e desenvolver os seus conhecimentos colega todo o currículo para 11 - a 16 anos de idade, estudantes.

Esta pesquisa procurou identificar:

(a) se tal abordagem utilizando um suporte mínimo e desenvolvimento profissional pode levar a diferença mensurável em resultados dos alunos, e
(b) o que muda na prática dos professores foram alcançados (relatado em outros lugares).

Para avaliar os efeitos sobre a aprendizagem dos alunos e envolvimento, foram coletados dados de compreensão dos alunos conceitual, raciocínio e atitudes em relação à ciência de ambas as escolas experimentais e uma amostra de comparação utilizando um conjunto de instrumentos padrão.

 Os resultados mostram que algumas alterações significativas foram encontradas em estudantes em comparação com a amostra de comparação.

Requer ASSINATURAS OU Pagamento: Jornal de Pesquisa em Ensino de Ciências

Fonte: Desafiando a Nomenklatura Científica

Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: Queria ver o ensino de ciências através da discussão de evidências aqui no Brasil. Muitas teorias científicas, especialmente as das origens e evolução do universo e da vida seriam ensinadas menos dogmaticamente como têm sido até agora! Os alunos ficariam, finalmente, sabendo que elas não são assim uma Brastemp no contexto de justificação teórica, e que se discute internamente entre os cientistas o alcance epistêmicos delas.

Que venga la nueva teoría de la evolución!!!

O Cético: artefato "extraterrestre"

 Clique na tirinha para vê-la ampliada.

Fonte: criacionismo 
Nota: Saiba mais sobre esta referida peça encontrada em carvão de "300 milhões de anos". A título de curiosidade, esta matéria publicada neste blog teve - até no dia de hoje - mais de 170 curtidas e mais de 420 acessos em 20 dias publicado. Então, aproveite você também e leia, pois é muito interessante e curiosa! [FN]

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Homoquiralidade: “ouro dos tolos” e o ônus da prova

O ônus da prova. Quem afirma, prova. E quanto maior a alegação, maiores devem ser as provas. Esses são princípios básicos em qualquer lugar, ainda mais em ciência.
Mas na evolução temos o maior exemplo de inversão de ônus da prova que conheço, feita pelo seu “mestre”. Pois Darwin uma vez disse: “Se se pudesse demonstrar a existência de algum órgão complexo que não pudesse de maneira alguma ser formado através de modificações ligeiras, sucessivas e numerosas, minha teoria ruiria inteiramente por terra” (Charles Darwin, Origem das Espécies, p.161). Ou seja, Darwin propõe uma teoria, faz uma tremenda alegação – talvez a maior de todos os tempos –, usa exemplos morfológicos simplistas (leia o capitulo sobre os tentilhões de galápagos em meu web-book) “a la bico de passarinho”, e depois diz o quê? Eu não preciso apresentar provas, quem quiser derrubar minha teoria demonstre que não existem esses caminhos “ligeiros, sucessivos e numerosos” para os órgãos da Vida!

Mas caminhos como esses podem ser propostos aos milhares, infinitas alternativas, portanto, uma inversão de ônus tremenda, bem marota, que para os leigos o fez de bonzinho. E cada vez que alguém refuta uma proposta evolucionista, aparecem três diferentes. Por isso que eu concordo com a afirmação de que a única coisa que evolui mesmo é a teoria da evolução. As outras coisas se diversificam. A teoria da diversificação, pré-programada, essa eu aceito, pois se baseia em fatos. Por isso que você lê os reviews sobre a homoquiralidade e encontra lá propostas as mais diferentes; você refuta uma, aparecem duas...

Por isso que Michael Behe foi genial. Com a complexidade irredutível e com o flagelo bacteriano, o “mascote da TDI”, Behe reestabeleceu a verdade quanto ao ônus da prova, devolvendo-o a quem de direito: aos proponentes da TSE!

Se querem fazer a maior alegação de todos os tempos em ciência, que forças (eletromagnéticas) geraram e moldaram a Vida, aumentando sua complexidade, que provem devidamente, e com uma teoria só, um só caminho, por favor! Pois o órgão que Darwin pediu está agora aqui, diante de nossos olhos, o flagelo!

É interessante ver o total desespero (o desespero aqui é a minha avaliação como químico analisando as explicações naturalistas para a evolução do flagelo) que se abateu sobre os naturalistas com o [estudo do] flagelo. Pois tiveram que abandonar o blá blá blá retórico das explicações “a la bico de passarinho”, a la letras mitológicas A que formou B que formou C (Behe na Caixa Preta de Darwin) para se debruçar em explicar molecularmente, bioquimicamente, ao nível molecular, com Química e Bioquímica, o nanomotor mais espetacular e mais high tech do Universo, o “mascote da TDI”. E aí deu no que deu, coisas como a cooptação de partes “a la Macgyver” de K. Miller, como se com um alfinete e uma tábua de bater carne, ou coisas assim, se pudesse formar uma ratoeira, ou pior, um motor híper mega high tech sincronizado e exigente como o flagelo. Como a que sugere o sistema T3SS, ordens de grandeza menos complexo, como se ao encontrar um astro entre a Terra e a Lua facilitasse a minha tarefa de lá chegar, pulando...

O Flagelo bacteriano e a ratoeira de Behe entraram para a história do debate, e se mantêm firmes e fortes como mais um golpe mortal na cabeça da serpente. Behe tem respondido e desmascarado todas as falácias das refutações do flagelo bacteriano como irredutivelmente complexo, e proposto a la Darwin uma formula de refutá-lo experimentalmente e cientificamente: “Sobre a reivindicação de falseabilidade, um cientista pode colocar uma espécie bacteriana faltando um flagelo sob pressão seletiva, e alimenta-o por dez mil gerações, se o flagelo, ou qualquer material complexo for produzido, minhas reivindicações evidentemente seriam desmentidas.” (Leia aqui uma resposta de Behe sobre sua tese.)

Se quem afirma prova e tem o ônus da prova, quero então perguntar aos “experts” em homoquiralidade que usaram o Evolution Academy para me chamar de tolo – quero me ater a um único ponto e então perguntar – uma única pergunta – a quem afirmou o seguinte: “Pois bem, esta argumentação é falha porque não é necessário que o meio contivesse 100% de L-aminoácidos, já que se tivesse uma quantidade maior que 50% já seria suficiente para que a seleção natural fizesse o restante.”

A pergunta é simples: A seleção natural, ela, fizesse o restante, mas COMO? E na resposta deste COMO, que deve ser uma resposta grande, muito convincente, pois a alegação foi grande por demais (seleção natural fazendo o restante), será que somente 51% e a “super seleção natural” faria o restante? sugiro que se discutam os seguintes tópicos, que vou procurar resumir em “top 10” (eu teria dezenas):

1. Se a seleção natural é a que está agindo, pré-supomos que a Vida já está em operação, capturando ou produzindo energia, nutrientes e se reproduzindo, em um meio racêmico. Qual seria então em um meio racêmico o mecanismo de codificação para especificar os AA L ou D nas cadeias peptídicas, em cada uma das diversas posições ao longo da cadeia, e em cada síntese repetida e necessária para a Vida e sua reprodução?

2. Se o meio era racêmico, qual foi o fator que causou o desvio do meio dessa
situação, no planeta Terra, e como a Vida pode perceber isso? Qual o mecanismo e o ímpeto de uma Vida que opera já em meio racêmico perceber o pequeno excesso enantiomérico, e reagir a ele?

3. Qual a vantagem evolutiva de uma Vida que opera já em meio racêmico migrar para um ambiente homoquiral? Quem mudou primeiro, os aminoácidos que migraram de L/D para L ou a ribose (via nucleotídeos, eu suponho) que migrou para D?

4. Para a síntese de proteínas, os ribossomos já operavam provavelmente nesse meio racêmico, codificados de alguma forma no DNA desse bicho racêmico, ou a síntese de proteínas ainda era dirigida por fitas de RNA autorreplicantes? Não se esqueça aqui da seleção natural, que faria o restante.

5. Sabemos hoje que o código universal da Vida, que todos os seres vivos usam, com raríssimas degenerações, depende irremediavelmente de todo um sistema funcional interdependente de moléculas altamente sofisticadas e específicas onde suas formas 3D têm papel fundamental, primordial, e não podem de forma alguma ser corrompidas: o DNA com sua dupla hélice, os RNA mensageiros (m-RNA), um conjunto especifico de t-RNA que ajuda a coordenar a síntese proteica nos ribossomos, e vinte enzimas chamadas de aaRS que conectam cada um dos t-RNA a cada um dos L-aminoácidos específicos, e um ribossomo formado, por sua vez, de RNA homoquiral com ribose D e de proteínas homoquirais com AA do tipo L. Algum problema aqui na funcionalidade desse sistema em se mudar a quiralidade da Vida? Se tudo funciona bem em racêmico, por que migrar para homo? Algum problema em se incorporar, sem regras pré-definidas, um único AA D ou uma única ribose D nesse sistema, ou os dois?

6. Se os ribossomos não estavam ainda presentes e atuantes, as proteínas se formavam como? A la nylon, como tem sido proposto no modelo naturalista? Então como se evitar o caos completo que a entrada aleatória de AA L ou D causaria? Como se coordenar a formação exclusiva e repetitiva da mesma proteína, com os AA na sequência certa, e com a presença da quiralidade certa L ou D em cada uma das posições ao longo da cadeia? Com evitar as reações laterais, mortais às vidas, que, lógico, no nylon não são possíveis, mas para os AA, com seus grupos laterias, sim? Como evitar a hidrólise, meio anidro?

7. Como em um meio racêmico ou não enantiomericamente puro pode se garantir a formação da dupla hélice do DNA, essencial para a Vida, a única que conhecemos?

8. Sem Vida não há homoquiralidade e sem homoquiralidade não há vida, isto eu afirmo em meu web-book. Então, se estou errado, quem veio primeiro? A homoquiralidade ou a Vida? Não bastaria separar, teríamos que selecionar.

9. Por que, então, a Vida escolheu L para AA e D para a ribose, e como ela fez isso para dar a partida?

10. Em 2001, durante meu período de transição entre um evolucionista teísta para um inteligentistas, publiquei este artigo: “Chiroselective self-directed octamerization of serine: Implications for homochirogenesis” (R. G. Cooks, D. Zhang, K. J. Koch, F. C. Gozzo, and M. N. Eberlin, Anal. Chem. 2001, 73, 3646-3655), que alcançou amplo destaque na academia e na mídia. O artigo foi citado também para me criticar. Pergunto, então, se esse artigo, científico, amplamente aceito e muitas vezes citado em reviews de hipóteses naturalistas para a homoquiralidade, pode ser mesmo levado a sério?

Meu respeito a todos aí à procura despreconceituosa da Verdade!

Fonte: Marcos Eberlin, no Facebook

A "assinatura química" de Deus

Os aminoácidos e os açúcares são constituintes básicos dos seres vivos. Os aminoácidos formam as proteínas, e os açúcares, os carboidratos. Quando nos aconselham a comer carne é porque precisamos de proteínas; logo, estamos comendo uma seqüência de aminoácidos. Certamente não será à mesa de refeições que os pesquisadores irão se satisfazer na eterna busca por explicações científicas para a origem da vida. Mas o professor Marcos Eberlin, do Instituto de Química (IQ) da Unicamp, acredita estar ajudando num passo importante em direção à definição da arquitetura química dos seres vivos.

Eberlin e sua equipe do Laboratório Thomson (do IQ) fazem parte de um projeto sobre homoquiralidade, iniciado a partir de experimentos de um aluno seu, Fábio Gozzo, e do professor Robert Graham Cooks, na Universidade de Purdue (EUA). Eles formam um grupo de cientistas que espera ter encontrado a resposta para um dilema iniciado há dois séculos por Louis Pasteur, depois de provar que os seres vivos nascem obrigatoriamente da própria espécie.

“Homo significa homogêneo e quiralidade é a propriedade que algumas moléculas têm de serem quase idênticas. Elas só diferem porque, num espaço tridimensional, uma aponta para a direita e outra para a esquerda, como se fossem nossas mãos espalmadas", afirma Eberlin. As chamadas moléculas quirais foram descobertas por Pasteur. Ao realizar experiências com o ácido tartárico, o químico francês observou no microscópio que eram na verdade dois cristais distintos e os separou. Todas as propriedades físicas e químicas eram as mesmas, exceto uma: quando se passava uma luz polarizada, um dos cristais desviava a luz para a direita e outro para a esquerda.
Representação esquemática da quiralidade / lateralidade de um aminoácido.

Parece complicado, e é. Por isso, o professor da Unicamp evita confundir o leitor com detalhes. Insiste apenas no fato de que, sintetizando essas moléculas em laboratório, se faz um conjunto, uma mistura das duas nas mesmas proporções: metade L (de levógeros, que são as moléculas canhotas) e metade D (de dextrógeros, as moléculas destras). Em tudo o que existe na natureza, elas deveriam sempre coexistir, se misturar.

“O surpreendente, quando olhamos o organismo humano, é que todos os aminoácidos são L, não temos nenhum D. Daí analisamos os açúcares, que também deveriam ter L e D, mas todos são D e nenhum L. Como explicar isso num mundo todo assimétrico, aquiral, onde sempre deveríamos encontrar uma mistura dos dois?", questiona Eberlin. Não existe (ou não existia) nenhuma explicação lógica, dentro da ciência, para que se privilegiasse uma dessas formas. Como explicar essa separação do D para os aminoácidos e do L para os açúcares na formação de seres vivos?

** ESPECTROMETRIA DE MASSAS

A espectrometria de massas é uma técnica de análise instrumental da química em que se visualiza com precisão o universo molecular. Foi por meio dela que as equipes de Marcos Eberlin e de Robert Cooks realizaram experimentos, detectando algo inédito: "Pegamos uma mistura L e D de um aminoácido e conseguimos colocar no L uma marca química, distinguindo-o do D. Depois, marcamos dois. Percebemos então que os L e D se agrupavam naturalmente: os D de um lado, formando uma estrutura cilíndrica, e os L para outro, formando outra estrutura cilíndrica. Foi bastante interessante, pois nunca se pensou que esse processo de separação pudesse ocorrer naturalmente", lembra Eberlin.

Era um arranjo geométrico tridimensional especial. Como ilustração, o pesquisador da Unicamp recorre às brincadeiras de roda: "Se alguém for brincar virado de costas ou dando as mãos invertidas, não vai se encaixar na roda. O mesmo se dá com os aminoácidos, que se agrupam porque a estrutura é como a de uma roda: somente aqueles que dão a mão corretamente se unem - somente os L (virados para a esquerda) ou os D (virados para a direita)".

O projeto na Unicamp sobre técnicas modernas em espectrometria de massas e suas aplicações em química e bioquímica conta com financiamento da Fapesp e, na Universidade de Purdue, da agência National Science Fundation (NSF). Eberlin ressalta que talvez se tenha proposto uma explicação apenas para o primeiro passo do processo de homoquiralidade dos seres vivos, de como separar naturalmente os aminoácidos. A segunda etapa, da seleção, possivelmente nunca será explicada na totalidade. Na mesma pesquisa, comprovou-se também a propagação desse processo de separação para outros aminoácidos, visto que o organismo não possui apenas um, mas vinte aminoácidos. "Quando nada se tem, o primeiro passo é extremamente importante", justifica.

** TEORIAS OBSCURAS

Na opinião do professor, todos que tentam explicar a homoquirogênese (a criação da homoquiralidade dos seres vivos) de certa forma usam teorias um tanto "obscuras", processos físicos como ação de luz polarizada, campo magnético da Terra e separação na superfície de cristais. "São teorias difíceis de provar ou contestar. São fundamentos meio esotéricos, como a de que os aminoácidos quirais teriam surgido em outro planeta e trazidos para a Terra por um cometa. Era uma questão mais de fé do que de razão, em que se acreditava ou não. Este é o primeiro mecanismo químico relacionado com a homoquiralidade e, conseqüentemente, com as teorias sobre a origem da vida."

Os cientistas, ao procurarem entender a arquitetura química dos seres vivos, adquirem maior conhecimento de nosso corpo, ampliando as condições de melhor cuidar dele, preconiza Marcos Eberlin. Como cristão, ele confessa: "Minha grande motivação para fazer ciência é entender como Deus cria as coisas, usando as próprias leis da química e da física. Se você perguntar a outro cientista, ele poderá dizer que procura entender como se dá a criação pela natureza. Para mim, esse processo de separação dos aminoácidos e açucares é uma marca, a 'assinatura química' que Deus deixou nos seres vivos."

Fonte:
Jornal da Unicamp

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Fé e Ciência no Século XXI

A relação entre fé e ciência continua no palco das grandes discussões de nossos dias. O tema será alvo de um encontro a ser realizado no Mackenzie nos dias 14 a 15 de maio. Veja aqui quem são os palestrantes confirmados!

Mitocôndria: uma nave celular híper mega hightech

Agradeço ao Fabiano pela leitura, pela crítica e pela gentileza acadêmica de me oferecer a réplica [ao texto dele]. Meu adversário de ideias, mas amigo de propósito, o de encontrar a Verdade. Agradeço a ele também por me apontar dois erros em meu texto. Aliás, duas trocas. Uma, troquei ao digitar, coisa que faço nos minutos que me sobram em algumas madrugadas, o ano da observação de Carl Benda (1898) pelo de seu nascimento (1857), dois antes do ano “fatídico”, o ano de 1859. Outra troca, imperdoável, eu sei, a qual não consigo, sinceramente, explicar, foi a de seu sexo. Só consigo apelar para a influência da imensa maioria hoje de mulheres, na Ciência, ainda mais na Química, e em meu laboratório. Afora, porém, essas duas trocas, que vou corrigi-las, certamente, e além de uns “typos das altas madrugadas”, assombrações cibernéticas que me perseguem, o resto reputo impecável, baseado em fatos científicos difíceis de contrapor.

Contrário ao que afirma Fabiano, não afirmei que Carl Benda foi o “descobridor das mitocôndrias”. Pois todos nós sabemos, e assim relatam os historiadores da Ciência, que a “descoberta” e a caracterização bioquímica das mitocôndrias não foram feitos isolados e que possam ser atribuídos, com justiça, a um pesquisador só, em particular. Foi um processo lento e gradual, que levou décadas (não evolutivo, mas de intervenção inteligente), iniciando-se em meados do século 12, pelos atores que Fabiano bem descreveu. Apenas citei a observação que julguei de maior importância, feita por Carl Benda, o “pai que a elas deu o nome”, por acreditar ele que as mitocôndrias funcionariam como os “pilares de sustentação” das células, usando assim as palavras gregas mitos e chondros (“fios de cartilagem”) para descrevê-las. Em sua critica, Fabiano dá, porém, a seu querer, muito mais crédito aos outros, relegando a um segundo plano o papel de quem eu destaquei. Note, porém, que se alguém merece maior crédito pela “descoberta” das mitocôndrias, esse alguém parece ser exatamente aquele que este “ignorante” aqui em história da Ciência destacou. Pois há pelo menos referencias a se citar, em favor dele, se alguém assim o desejasse, como o livro 100 Greatest Science Discoveries of All Time (Libraries Unlimited, 2007), no qual Kendall Haven cita exatamente Carl Benda como o “descobridor das mitocôndrias” (veja o apendix 2, p. 233).

Quanto à minha falha em não citar a teoria apresentada pela Dra. Lynn Margulis para a evolução das mitocôndrias, eu não citei porque meu objetivo não era o de desqualificar teses evolucionistas, que sei existem aos montes (via muita retórica e pouca evidência, muitas vezes nenhuma). Meu objetivo era focar em apresentar os argumentos a favor do Design Inteligente. Porque sei que assim os dados indicam, opto pela TDI!

Mas se me forçam ao contraponto, vou então parafrasear Dawkins em sua entrevista recente a Folha [veja também o comentário aqui]. Eu não citei a tal teoria, pois me recuso, como ele, a respeitar “crenças” contrárias ao “bom senso” científico. Notem que troquei consenso, que em ciência quer disser pouca coisa – quase nada, pois a geração espontânea era um enorme consenso científico, apoiada por toda a nomenklatura científica e por vários papers na Nature e na Science e pelos ancestrais de Dawkins e pelos principais “blogs” da época, quando Pasteur, pelo bom senso científico, a derrubou.

A tal endossimbiose é uma desesperação absurda, um sonho infantil, uma ilusão, que atribui a alguns verdadeiros milagres químicos e genéticos a “criação” dessas organelas hiper mega high tech, no caso, a mitocôndria e seu “primo”, o cloroplasto, como consequência de uma tal “associação simbiótica” estável entre organismos durante o processo evolutivo.

Gente, leiam os artigos que Fabiano citou e avaliem os processos ao nível molecular, se vocês souberem (bio)química - coisa que a evolução espera que não -, e vejam o que seria necessário para esses processos ocorrerem - não o blá blá blá, mas a Química e a Genética necessárias -, e me digam se eu deveria respeitar isso. Vejam quantas mutações benéficas isso requereria, e qual o tempo necessário para elas se fixarem, e lembrem-se de que mitocôndrias parecem ser quase tão ancestrais quanto a vida neste planeta, se não iguais. E vejam quem fala lá que estabeleceu a direcionalidade das mutações, na direção das mitocôndrias. Direcionalidade via processos não guiados, acéfalos, sem propósito ou planejamento futuro, quem fez isso? Só porque são parecidas com uma bactéria, evoluíram dela? Fazem o mesmo com os humanos e os chimpanzés...

Um apelo aqui não ao “deus das lacunas”, o que eu não faço, mas - me permitam a analogia - à “Nossa Senhora Seleção Natural Desatadora de Nós”, daqueles nós químicos, genéticos e bioquímicos, que só a Seleção Natural consegue desatar; aquela santa “loira”, pois acéfala, e despropositada (portanto, desastrada) da evolução; ao “São Tempo das Causas Perdidas”, que Georg Wald disse uma vez faria os “milagres” da evolução tornando causas “inviáveis” em “inevitáveis” – como se pulando, um dia eu pudesse chegar à Lua –, e a um tal “MacGyver nanomolecular”, que eu não sei quem é, mas que lá deveria estar, para juntar todas as partes, simbioticamente, juntinhas e certinhas, e pô-las a funcionar em mitocôndrias; e, mais ainda, em seus primos “verdes”. Haja fé no irracional, fé no inviável, ao nível molecular, fé que desconhece Química e Genética, e Matemática, e fé de um tipo que eu me recuso a ter, e como Dawkins, a respeitar.

Fabiano faz também uma afirmação incorreta, quando tenta justificar que Vida com V poderia dispensar as mitocôndrias. E afirma o que eu não disse, que “o autor (eu) tenta nos convencer de que todos os seres vivos precisam obrigatoriamente de uma mitocôndria”. Pois disse claramente – e lá está no meu web-book para quem quiser conferir: “[mitocôndrias] estão presentes em praticamente todas as células eucarióticas.” Ou seja, o praticamente aqui deixa em aberto espaço para umas poucas exceções, que Fabiano corretamente citou. Mas não obrigatoriamente, mas direta ou indiretamente, sim, as mitocôndrias parecem mesmo indispensáveis à Vida plena – às suas formas plenas –, pois energia é preciso; pergunte a um espermatozoide!

Fabiano, então, tentando justificar seu descrédito à minha tese, menciona dois parasitas do organismo humano, Giardia lamblia e Trichomonas vaginalis, como prova de que Vida com V pode, sim, existir neste planeta sem mitocôndrias. Pois, vejamos, mesmo que isso fosse possível, não refutaria minha tese, pois conhecemos Vida que delas depende, e as possui, e então temos que explicá-las, via processos naturais não guiados ou pela intervenção de uma mente inteligente, estas são as opções. Mas ele citou parasitas, e estes são dependentes de seus hospedeiros, ou não seriam? E no caso aqui, o hospedeiro somos nós, recheados de mitocôndrias “da cabeça aos pés”! Ou seja, se parasita depende do hospedeiro, e se o hospedeiro depende de mitocôndrias, logo o parasita depende de mitocôndrias. Ou não?

Mitocôndrias, repito aqui, são – os dados nos forçam a admitir – um espetáculo hiper mega high tech e indesculpável de inteligência e sofisticação. Coisa de tirar o fôlego, ainda mais para quem consegue visualizá-las ao nível molecular. As mitocôndrias, por exemplo, se movem “a la bondinho do Pão de Açucar”, penduradas em fios proteicos, por rodovias celulares (Figura 1), e impulsionadas por aquele robô nanomolecular, o nanomotor que tem pernas e mãos nanomoleculares – as kinesinas (Figura 2), outro espetáculo indesculpável de DI! E aí querem me convencer de que tudo isso, isso sim uma associação simbiótica real de um nanorrobô molecular com uma usina manomolecular de energia, que em si é recheada de ATP sintases, verdadeiros nano-reatores moleculares, que abraçam as moléculas de ADP e fosfato para formar ATP (Figura 3), um outro espetáculo de design megainteligente, seria tudo isso fruto da ação exclusiva de forças naturais (eletromagnéticas) não guiadas? Eu, um químico, que conheço bem tais forças e sei de seus limites? Você pode crer nisso, mas eu não!


Figura 1.
Algumas funções mitocondriais absurdamente inteligentes: (1) movimento dinâmico ao longo de microtúbulos assistido por motores nanomoleculres – kinesinas; (2) o ciclo de Krebs que ocorre na matriz mitocondrial; (3) transaminação de α-cetoglutarato que produz os neurotransmissores glutamato e GABA; (4) a cadeia de transporte de elétrons (ETC); a transferência de elétrons é acoplada com a extrusão de prótons para fora da matriz pelo espaço intermembranar, produzindo um gradiente eletroquímico através da membrana interna de cerca de -200 mV; (5) prótons retornam para a matriz através da ATP sintase, utilizando a energia livre produzida pelo ETC para dirigir a síntese de ATP; (6) homeostase do cálcio e íons Ca2+ sequestrados na matriz sob a forma de um complexo de fosfato reversível.


Figura 2. Os nanorrobôs moleculares, as kinesinas, se locomovendo através das rodovias moleculares. Com nanobraços e nanopernas moleculares. Sabem o que pegar, de onde e para onde levar. Outra evidencia indesculpável de DI na Vida.

 
Figura 3. A ATP sintase. O menor e mais eficiente nano-motor deste planeta turbinando a usina nanomolecular de produção de energia da Vida.

Mitocôndrias são, assim, um espetáculo hiper mega high tech indesculpavelmente nítido de inteligência e sofisticação, de complexidade irredutível, de informação aperiódica funcional, de antevidência genial. E para as mitocôndrias, as kinesinas, as ATP-sintase, e suas associações simbióticas, todas que recheiam a Vida, a Ciência conhece hoje uma única causa, a gente goste ou não, necessária e suficiente: uma mente híper mega inteligente!

Fontes: Evolution Academy via criacionismo

Leia também:
Fomos Planejados”, “Produção de energia molecular: desafio maior que Itaipu

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