quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O deus de Dawkins: examinando os ataques ateus contra o Cristianismo

Aproveitei a viagem para Manaus, ida e volta, para ler no avião o livro de Alister McGrath "O Deus de Dawkins: genes, memes e o sentido da vida", publicado pela Shedd Publicações em 2007. A leitura é cativante e embora os temas sejam complexos para quem não tem formação em biologia, química e física, como eu, McGrath consegue falar deles de maneira simples e fácil. Acho que entendi os pontos principais da obra.

Como todo mundo sabe, Richard Dawkins é um dos principais ateus modernos, conhecido pela maneira radical e raivosa com que ataca a religião e os religiosos em geral. Possuidor de uma vasta cultura e sólida formação em sua área (biologia evolutiva), Dawkins é um dos mais ferrenhos defensores do evolucionismo darwinista, tendo sido apelidado de "o rottweiler de Darwin".

Alister McGrath tem doutorado em biofísica e teologia, ambos em Oxford. Foi ateu e evolucionista darwinista até se converter ao Cristianismo ainda estudante universitário. Este é seu segundo livro sobre Dawkins. O primeiro, "O delírio de Dawkins," foi uma reposta ao "Deus - um delírio" do famoso ateu, best-seller no Brasil.

McGrath leu todas as obras de Dawkins – O Gene Egoísta, O Capelão do Diabo, Desvendando o Arco Íris, etc. – e responde em "O Deus de Dawkins" às principais acusações de Dawkins à religião em geral e ao cristianismo em particular, que são estas: (1) A visão darwinista de mundo tornou Deus uma ideia desnecessária e impossível; (2) A religião faz afirmações com base na fé e abandona a verdade calcada em evidências; (3) A religião oferece uma visão de mundo extremamente pálida e pobre; (4) A religião leva ao mal, como um vírus (meme) que infecta a mente.

Foi intelectualmente satisfatório ler a demolição radical que McGrath faz destes conceitos usando os mesmos argumentos de Darwin e de outros cientistas ateus, sem sequer citar a Bíblia uma única vez. McGrath traz informações e resultados da pesquisa histórica e científica que Dawkins faz questão de omitir em sua obra, como por exemplo os 80 a 100 milhões de mortos debaixo dos regimes comunistas ateus ou ainda as mudanças de paradigmas científicos ao longo da história da ciência. McGrath submete as idéias de Dawkins a rigoroso exame científico e empírico e constata que, em que pese o brilho do cientista ateu e sua extraordinária capacidade e domínio da sua área, boa parte de seus ataques ao cristianismo não passa de retórica, por vezes do mais baixo tipo.

Recomendo a obra de McGrath para quem lida com colegas, amigos ou professores ateus admiradores de Dawkins. Veja os links para os livros de McGrath sobre ateísmo em português: aqui e aqui.

Fonte: O Tempora, O Mores

Nenhum comentário:

Postar um comentário

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails