quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Brasil e China firmam acordo em nanotecnologia

O Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) e o Centro Nacional de Pesquisa em Engenharia de Nanotecnologia (NERCN) da China vão realizar pesquisas e desenvolver produtos com base na nanotecnologia em parceria. Na semana passada, o MCTI e o governo chinês firmaram um acordo que dividirá os benefícios das patentes geradas entre os dois países.

A proposta inicial é que os institutos desenvolvam projetos de pesquisa de longo prazo. Esses produtos são ligados ao meio ambiente, conservação de energia e redução de emissões, novos materiais como a biomassa para aplicação em energia, materiais funcionais como sensores para a saúde, além da aplicação de nanotecnologia na agricultura e na meteorologia.

De acordo com a Fundação Nacional de Ciência (NSF, pela sigla em inglês), o mercado que envolve nanotecnologia gera no mundo cerca de U$ 300 bilhões anuais. A expectativa é que o montante chegue a US$ 1 trilhão em 2015 e ao triplo desse valor em 2020.

O acordo de cooperação internacional com a China, segundo Adalberto Fazzio, assessor especial do ministério, é fundamental para o crescimento do Brasil. “Queremos desenvolver materiais que tenham funções eficientes. Com esse objetivo maior de produzir a riqueza você chega ao que é necessário, como gerar conhecimento, ter uma boa pesquisa, interagir com os empresários e estruturar laboratórios que possam dar uma dimensão de escala para os produtos”, afirmou.

Fazzio ressalta ainda, que o país asiático está formando uma grande quantidade de mão de obra especializada em áreas como engenharia, física e química, voltada à nanotecnologia, com a intenção de agregar valor à produção, e que o Brasil também deve se preocupar com a educação para ter destaque no setor.

Fontes: Gestão C&T online via CREA-BA

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