sábado, 18 de agosto de 2012

Decadência educacional: MEC vai propor a fusão de disciplinas do ensino médio

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[Meus comentários entre colchetes] O Ministério da Educação prepara um novo currículo do ensino médio em que as atuais 13 disciplinas sejam distribuídas em apenas quatro áreas (ciências humanas, ciências da natureza, linguagem e matemática).

A mudança prevê que alunos de escolas públicas e privadas passem a ter, em vez de aulas específicas de biologia, física e química, atividades que integrem estes conteúdos (em ciências da natureza).

A proposta deve ser fechada ainda neste ano e encaminhada para discussão no Conselho Nacional de Educação, conforme a Folha informou ontem. Se aprovada, vai se tornar diretriz para todo o país.

Para o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, os alunos passarão a receber os conteúdos de forma mais integrada [ou melhor dizer, mais limitado?], o que facilita a compreensão do que é ensinado [será que facilita mesmo? Na prática, esta declaração é contraditória]."O aluno não vai ter mais a dispersão de disciplinas", afirmou Mercadante ontem, em entrevista à Folha.

Outra vantagem [da parte do governo e não dos estudantes], diz, é que os professores poderão se fixar em uma escola [assim o governo economizará investimentos com novos educadores e diminuirá o déficit de 240 mil professores]. Um docente de física, em vez de ensinar a disciplina em três colégios, por exemplo, fará parte do grupo de ciências da natureza em uma única escola [reafirmando o que foi dito antes, faltam professores de exatas e biológicas nas escolas públicas]. Ainda não está definida, porém, como será a distribuição dos docentes nas áreas.

A mudança curricular é uma resposta da pasta à baixa qualidade do ensino médio, especialmente o da rede pública, que concentra 88% das matrículas do país. Dados do ministério mostram que, em geral, alunos das públicas estão mais de três anos defasados em relação aos das particulares.

Educadores ouvidos pela reportagem afirmaram que a proposta do governo é interessante, mas a implementação é difícil, uma vez que os professores foram formados nas disciplinas específicas.
O secretário da Educação Básica do ministério, Cesar Callegari, diz que os dados do ensino médio forçam a aceleração nas mudanças, mas afirma que o processo será negociado com os Estados, responsáveis pelas escolas. Já a formação docente, afirma, será articulada com universidades e Capes (órgão da União responsável pela área).

Uma mudança mais imediata deverá ocorrer no material didático. Na compra que deve começar neste ano, a pasta procurará também livros que trabalhem as quatro áreas do conhecimento.

Organização semelhante foi sugerida em 2009, quando o governo anunciou que mandaria verbas a escolas que alterassem seus currículos. O projeto, porém, era de caráter experimental.

Fonte: folha.com

Nota: Leia abaixo o diálogo entre meu primo Fábio Malheiros e eu registrado no nosso facebook a respeito desta notícia: 

Firmo Neto: Confesso, Fábio, que fico cada dia mais triste e desacreditado com o "desenvolvimento da educação do Brasil". Se realmente aprovado esta medida, em minha opinião, vai ser a maior decadência educacional que teremos no nosso país!

Fábio Malheiros: é um processo Neto, começou com a introdução de cotas, depois nivelaram o vestibular por baixo através das substituição da maioria dos vestibulares pelo ENEM, agora vem com duas pancadas de uma vez, impor 50% das vagas para quem fez ensino médio em escola pública e isso aí. O governo não quer educação, quer ter números de inclusão social rápido, aí empurram essas coisas guela abaixo, qualificar e valorizar os professores da rede pública, dar condições (estrutura física, alimentação de qualidade, etc) para os alunos da rede pública custa muito mais e demora muito mais do que fazer isso aí...

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