sexta-feira, 1 de junho de 2012

Nova York quer limitar venda de refrigerantes em lanchonetes

Preocupado com o avanço da obesidade, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, quer impor restrições à venda de refrigerantes e outras bebidas ricas em açúcar. A ideia é proibir a venda dessas bebidas em grande volume em restaurantes, lanchonetes, carrinhos de rua e salas de cinema da cidade.

A proposta encaminhada formalmente nesta quinta-feira (31) limitaria a 473 mililitros – ou 16 onças, que é a medida usada nos EUA – o volume das bebidas vendidas em estabelecimentos que servem comida – mercados e supermercados não entram na lista. A medida deve valer tanto para garrafas quanto para copos.

A prefeitura argumenta que as bebidas ricas em açúcar são as principais responsáveis pelo aumento do consumo de calorias, com base em um estudo de 2006. Por isso, elas estão ligadas ao avanço da obesidade e, por consequência, da diabetes e das doenças cardíacas.

Pelo projeto, a medida só vai valer para bebidas que tenham mais de 25 calorias para cada 8 onças – pouco mais de uma caloria por mililitro. Portanto, as bebidas dietéticas não serão impactadas. As bebidas que tiverem pelo menos 50% de leite ou de algum substituto também ficarão isentas.
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A proposta só entra em vigor se for aprovada pelo conselho de saúde do município, o que é provável, já que todos os integrantes foram indicados pelo prefeito Bloomberg. A proibição pode começar a valer a partir de março de 2013.

A iniciativa provocou críticas de moradores que a consideram uma intromissão exagerada do poder público em questões particulares.

Representantes dos produtores de refrigerantes também se expressaram contrários. “A obsessão doentia do Departamento de Saúde de Nova York em atacar os refrigerantes mais uma vez o leva a cometer exageros. O município não vai resolver a questão da obesidade atacando o refrigerante porque o refrigerante não está aumentando a taxa de obesidade”, afirmou Stefan Friedman, da Associação de Bebidas de Nova York.

A Coca-Cola também divulgou uma nota criticando a atitude do prefeito. “A população de Nova York é muito mais inteligente do que o Departamento de Saúde de Nova York pensa”, dizia o texto. “Somos transparentes com nossos consumidores. Eles podem ver exatamente quantas calorias há em cada bebida que servimos”.


Fonte: G1

Nota: No canto direito deste blog (em Assuntos Publicados) você encontrará mais reportagens e estudos sobre os malefícios dos refrigerantes e do açúcar. Vale a apena conferir! [FN]

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