sexta-feira, 30 de março de 2012

Animações de biologia molecular

Animação do empacotado no núcleo sob a forma de cromossomas. Animação da divisão celular, transmissão de sinais para a divisão dos cromossomas através dos microtúbulos.

Fonte: Desing Inteligente

Nota: É possível estas máquinas surgirem do nada ou é fruto das mãos de um criador ou de um Desing Inteligente? [FN]

William Lane Craig: "O debate sobre ciência e fé precisa cada vez mais da filosofia"

William Lane Craig é muito conhecido por seus livros e, especialmente, por seus debates com nomes importantes do ateísmo militante (e também pelos debates que não ocorreram, como a ocasião recente em que Richard Dawkins recusou um convite). Em sua passagem recente pelo Brasil, Craig conversou com o Tubo de Ensaio (blog do jornal Gazeta do Povo) por alguns minutos, por telefone, e defendeu que os filósofos sejam mais ativos nos debates sobre a relação entre ciência e religião.

Por muitos séculos a relação entre ciência e fé foi vista como harmônica, mas hoje o discurso dominante é o do antagonismo. Como isso ocorreu?

Estamos vendo o resultado de um esforço deliberado, iniciado no fim do século 19, de reescrever a história da ciência de acordo com esse modelo de conflito. Até aquela época, o relacionamento entre ciência e teologia era descrito como uma aliança; os melhores cientistas eram cristãos. Mas, entre o fim do século 19 e o início do século 20, houve um forte esforço para reescrever a história da ciência de modo que ela mostrasse a existência de um antagonismo histórico. Nesse sentido, Andrew Dickson White criou o paradigma desse modelo de conflito com seu livro Uma História da Guerra Entre a Ciência e a Tecnologia na Cristandade. Hoje, os historiadores da ciência veem essa obra como uma piada, uma peça de propaganda; os que realmente conhecem a história sabem que o conflito não é uma representação adequada do relacionamento histórico entre ciência e religião [clique aqui para ler sobre outro mito “científico”]. É verdade que essa noção de antagonismo persiste na cultura popular, mas não é mais presente no trabalho acadêmico, nem na Teologia, nem na história da ciência. Neste século 21, estamos no limiar de uma era de mais abertura, por parte da ciência, à possibilidade de um criador e designer do Universo. É uma abertura que não tem precedentes nas últimas décadas.

Se na academia a percepção já é outra, por que na cultura popular o discurso do conflito ainda persiste? E como trazer para o público em geral aquilo que já está espalhado entre os especialistas?


Sempre existe uma defasagem entre o que ocorre na academia e o que chega à cultura popular. Obviamente é um processo que leva tempo. É necessário haver popularizadores: pessoas que escrevam livros e artigos de jornal direcionados ao público em geral, aos que não têm formação nem em ciência, nem em teologia, para explicar o diálogo entre ciência e religião que está havendo na academia. Os ateus militantes fazem isso muito bem; cientistas como Richard Dawkins e Lawrence Krauss escrevem e vendem livros que são populares e defendem o ateísmo. Precisamos de gente que seja igualmente bem-sucedida nesse trabalho, mas defendendo a harmonia entre ciência e fé.

Quem seriam hoje esses “popularizadores” da harmonia entre ciência e fé?

John Polkinghorne é um ótimo exemplo, pois ele é físico quântico e também clérigo anglicano, tendo escrito uma série de livros sobre ciência e religião. Outro muito conhecido é Francis Collins, chefe do Projeto Genoma, um biólogo cujas obras também são dirigidas para o público em geral. Alister McGrath é um teólogo que também tem formação em Química, mas escreve mais do ponto de vista teológico. Esses três são mais conhecidos, mas eu também queria destacar o cosmólogo Alexander Vilenkin, da Tufts University. Ele não é cristão; se não me engano, é agnóstico. Seu trabalho de popularização da ciência é muito bom e não tem o preconceito antirreligioso que observamos em outros autores como os já mencionados Dawkins e Krauss.

Algum deles teria o potencial para se tornar um “ícone pop” como foi Carl Sagan?

Sagan teve a grande vantagem de fazer a série “Cosmos”, que fez dele extremamente popular; ele usava muito bem os meios de comunicação. Entre as vozes que defendem a harmonia entre ciência e fé, não vejo ninguém fazendo algo na escala de Sagan. Esse tipo de presença exige uma pessoa que não apenas seja um expert na área, mas também saiba aparecer na mídia muito bem.

Já que falamos dos meios de comunicação, qual sua avaliação da maneira como a imprensa vem retratando as questões sobre as quais estamos conversando aqui?

A maneira como a mídia popular lida com a popularização da ciência é bem frustrante para mim. Ela segue um roteiro previsível na hora de mostrar a ciência moderna: tenta empurrar interpretações da ciência que são radicais, contrárias ao bom senso e altamente especulativas, em vez de se apoiar nas descobertas sólidas da ciência moderna. O que eu vejo é um esforço deliberado de fazer a ciência moderna parecer metafísica, o que leva a uma abordagem sensacionalista. Isso normalmente é feito com uma série de expressões metafóricas que não ajudam no bom entendimento dos assuntos científicos; chega a ser cansativo. Eu até entendo por que os veículos de comunicação agem assim, já que é da natureza da imprensa buscar o extraordinário, o extremo, o que desafia as concepções arraigadas, porque é o que atrai interesse. Mas não acho que isso ajude a entender o que a ciência moderna realmente diz sobre o mundo.

Como estará a discussão sobre ciência e religião em cinco ou dez anos?


Não creio que teremos mudanças radicais no caminho que estamos trilhando. Agora cientistas, filósofos e teólogos têm um diálogo saudável em que uns estão abertos ao que os outros oferecem, mas espero que a discussão envolva mais os filósofos. Agora estamos começando a perceber que as áreas que se sobrepõem no diálogo entre ciência e religião estão muito ligadas à Filosofia; como nem teólogos, nem cientistas são muito treinados nesse campo, o diálogo tem interferências porque está ocorrendo entre pessoas que, em geral, são “filosoficamente ingênuas”. Um diálogo realmente frutuoso precisa envolver mais filósofos, especialmente os que conheçam filosofia da ciência e a metafísica teológica. Os filósofos serão os mediadores entre os cientistas e os teólogos – é um “triálogo”, não um diálogo.

Na América Latina em geral, as questões bioéticas normalmente são mais relevantes que o debate sobre as origens do Universo ou do homem...

O que eu acabei de dizer sobre a importância da Filosofia se aplica aqui também. A ciência é eticamente neutra, não tem nada a dizer sobre o que é bom, mau, certo ou errado. Você não acha valores num tubo de ensaio. Assim, em questões bioéticas é necessário trazer pessoal da Ética, que é justamente uma área da Filosofia. A ciência proporciona a informação – por exemplo, sobre o status biológico do embrião ou do feto; mas não podemos buscar nela valores éticos. Aí precisamos da Filosofia e da Teologia para nos guiar em relação ao que é eticamente permissível. Sem isso caímos no utilitarismo, na ideia de que o tecnicamente viável é moralmente permissível, o que é absurdo, sem justificativa; foi o que levou ao nazismo, o mesmo tipo de raciocínio que justificou a engenharia genética para criar uma super raça e se livrar dos indesejados e exterminá-los, já que era tecnicamente possível. As pessoas mais sensatas percebem que isso é altamente antiético. [...]

Se pensarmos no ateísmo militante e nos criacionistas, qual dos extremos deveria ser considerado mais preocupante?
A maior ameaça vem da filosofia do naturalismo científico; ainda vivemos à sombra do Iluminismo, em que o único árbitro da verdade e fonte do conhecimento é a ciência natural, e por isso algo que não pode ser provado não existe ou não é verdadeiro. Essa filosofia permeia a cultura ocidental moderna.

Qual a sua opinião sobre as recentes tentativas de Stephen Hawking e Lawrence Krauss de demonstrar que o Universo surgiu do nada, sem a necessidade de um criador?

É lamentável que esses cientistas tenham representado tão mal a ciência moderna para o público em geral. Se uma pessoa religiosa fizesse isso, seria acusada de distorção, mas com os cientistas isso passa batido. Quando esses homens usam o termo “nada”, usam de forma equivocada, em vez de empregar o significado de “não ser”. Se me perguntam o que tenho na geladeira, e eu respondo “nada”, não significa que existe algo na geladeira, e esse algo seja o nada. Quero dizer é que não há nada. Se você me pergunta o que comi no almoço e respondo “nada”, você não me pergunta “e que gosto tem?” (risos). Seria ridículo. Mas esses homens usam o termo “nada” para se referir a algo. O vácuo quântico, um espaço vazio preenchido com energia, é algo, é uma realidade física com propriedades físicas, bem como certo estado do Universo em que as concepções clássicas de espaço e tempo ainda não se aplicam. Krauss chega a dizer que há diferentes tipos de “nada”, o que já indica que ele está usando o termo de forma equivocada. O nada não tem nenhuma propriedade, é ridículo falar em diferentes tipos de nada. Isso é uma grotesca distorção da linguagem, uma representação errada da ciência moderna em uma tentativa de convencer leigos de que a ciência pode explicar a origem última do Universo.

Eles agem assim por ignorância filosófica ou estão deliberadamente distorcendo o conceito?

Cientistas como Hawking e Krauss não são treinados em Filosofia e são bem ingênuos nesse campo. Eles não entendem as implicações metafísicas do que dizem e caem em uma armadilha criada por suas próprias palavras. Hawking, no começo de seu livro The Grand Design, diz que a Filosofia está morta e que ela não acompanhou os desenvolvimentos da ciência moderna; agora, cabe aos cientistas conduzir a luz do conhecimento. Essa, por si só, é uma afirmação filosófica – e o resto do livro vai fazendo uma afirmação filosófica após outra. Hawking faz filosofia em vez de ciência e não percebe. [E muitos darwinistas, ao abraçar cegamente o naturalismo filosófico e defender a macroevolução, também fazem filosofia sem se dar conta. – Michelson Borges.]

Nota: Leia também a entrevista que a Veja online publicou nesta semana com o filósofo e teólogo cristão William Lane Craig: "É possível acreditar em Deus usando a razão" [FN]

terça-feira, 27 de março de 2012

"É possível acreditar em Deus usando a razão", afirma William Lane Craig

O ano de 2012 só está começando, mas posso adiantar e afirmar (em minha opinião) que este foi e será a entrevista do ano. Neste semana, (25/03), a Veja online publicou uma entrevista com o filósofo e teólogo cristão William Lane Craig. Que pena que não foi nas páginas amarelas de sua revista - mas já foi o bom começo.

William Lane Craig: "Sem Deus, não é possível explicar a existência de valores e deveres morais objetivos"
O texto de abertura da entrevista com Craig começa assim: “Quando o escritor britânico Christopher Hitchens, um dos maiores defensores do ateísmo, travou um longo debate nos Estados Unidos, em abril de 2009, com o filósofo e teólogo William Lane Craig sobre a existência de Deus, seus colegas ateus ficaram tensos. Momentos antes de subir ao palco, Hitchens – que morreu em dezembro de 2011, aos 62 anos – falou a jornalistas sobre a expectativa de enfrentar Craig. ‘Posso dizer que meus colegas ateus o levam bem a sério’, disse. ‘Ele é considerado um adversário muito duro, rigoroso, culto e formidável’, continuou. ‘Normalmente, as pessoas não me dizem ‘boa sorte’ ou ‘não nos decepcione’ antes de um debate – mas hoje, é o tipo de coisa que estão me dizendo.’ Difícil saber se houve um vencedor do debate. O certo é que Craig se destaca pela elegância com que apresenta seus argumentos, mesmo quando submetido ao fogo cerrado.

“O teólogo evangélico é considerado um dos maiores defensores da doutrina cristã na atualidade. Craig, que vive em Atlanta (EUA) com a esposa, sustenta que a existência de Deus e a ressurreição de Jesus, por exemplo, não são apenas questões de fé, mas passíveis de prova lógica e racional. Em seu currículo de debates estão o famoso químico e autor britânico Peter Atkins e o neurocientista americano Sam Harris (veja lista com vídeos legendados de Craig). Basta uma rápida procura no YouTube para encontrar uma vastidão de debates travados entre Craig e diversos estudiosos. Richard Dawkins, um dos maiores críticos do teísmo, ainda se recusa a discutir com Craig sobre a existência de Deus. [...]

“Autor de diversos livros – entre eles Em Guarda – Defenda a fé cristã com razão e precisão (Ed. Vida Nova), lançado no fim de 2011 no Brasil –, Craig é doutor em filosofia pela Universidade de Birmingham, na Inglaterra, e em teologia pela Universidade de Munique, Alemanha. O filósofo esteve no Brasil para o 8º Congresso de Teologia da Editora Vida Nova, em Águas de Lindóia, entre 13 e 16 de março. Durante o simpósio, Craig deu palestras e dedicou a última apresentação a atacar, ponto a ponto, os argumentos de Richard Dawkins sobre a inexistência de Deus.

Por que deveríamos acreditar em Deus?

Porque os argumentos e evidências que apontam para Sua existência são mais plausíveis do que aqueles que apontam para a negação. Vários argumentos dão força à ideia de que Deus existe. Ele é a melhor explicação para a existência de tudo a partir de um momento no passado finito, e também para o ajuste preciso do Universo, levando ao surgimento de vida inteligente. Deus também é a melhor explicação para a existência de deveres e valores morais objetivos no mundo. Com isso, quero dizer valores e deveres que existem independentemente da opinião humana.

Se Deus é bondade e justiça, por que Ele não criou um universo perfeito onde todas as pessoas vivem felizes?

Acho que esse é o desejo de Deus. É o que a Bíblia ensina. O fato de que o desejo de Deus não é realizado implica que os seres humanos possuem livre-arbítrio. Não concordo com os teólogos que dizem que Deus determina quem é salvo ou não. Parece-me que os próprios humanos determinam isso. A única razão pela qual algumas pessoas não são salvas é porque elas próprias rejeitam livremente a vontade de Deus de salvá-las.

Alguns cientistas argumentam que o livre-arbítrio não existe. Se esse for o caso, as pessoas poderiam ser julgadas por Deus?

Não, elas não poderiam. Acredito que esses autores estão errados. É difícil entender como a concepção do determinismo pode ser racional. Se acreditarmos que tudo é determinado, então até a crença no determinismo foi determinada. Nesse contexto, não se chega a essa conclusão por reflexão racional. Ela seria tão natural e inevitável como um dente que nasce ou uma árvore que dá galhos. Penso que o determinismo, racionalmente, não passa de absurdo. Não é possível acreditar racionalmente nele. Portanto, a atitude racional é negá-lo e acreditar que existe o livre-arbítrio.

O senhor defende em seu site uma passagem do Velho Testamento em que Deus ordena a destruição da cidade de Canaã, inclusive autorizando o genocídio, argumentando que os inocentes mortos nesse massacre seriam salvos pela graça divina. Esse não é um argumento perigosamente próximo daqueles usados por terroristas motivados pela religião?

A teoria ética desses terroristas não está errada. Isso, contudo, não quer dizer que eles estão certos. O problema é a crença deles no deus errado. O verdadeiro Deus não ordena atos terroristas e, portanto, eles estariam cometendo uma atrocidade moral. Quero dizer que se Deus decide tirar a vida de uma pessoa inocente, especialmente uma criança, a Sua graça se estende a ela.

Se o terrorista é cristão o ato terrorista motivado pela religião é justificável, por ele acreditar no Deus “certo”?

Não é suficiente acreditar no deus certo. É preciso garantir que os comandos divinos estão sendo corretamente interpretados. Não acho que Deus dê esse tipo de comando hoje em dia. Os casos do Velho Testamento, como a conquista de Canaã, não representam a vontade normal de Deus.

O senhor está querendo dizer que Deus também está sujeito a variações de humor? Não é plausível esperar que pelo menos Ele seja consistente?

Penso que Deus pode fazer exceções aos comandos morais que dá. O principal exemplo no Velho Testamento é a ordem que ele dá a Abraão para sacrificar seu filho Isaque. Se Abraão tivesse feito isso por iniciativa própria, isso seria uma abominação. O Deus do Velho Testamento condena o sacrifício infantil. Essa foi uma das razões que O levou a ordenar a destruição das nações pagãs ao redor de Israel. Elas estavam sacrificando crianças aos seus deuses. E, no entanto, Deus dá essa ordem extraordinária a Abraão: sacrificar o próprio filho Isaque. Isso serviu para verificar a obediência e fé dele. Mas isso é a exceção que prova a regra. Não é a forma normal com que Deus conduz os assuntos humanos. Mas porque Deus é Deus, Ele tem a possibilidade de abrir exceções em alguns casos extremos, como esse.

O senhor disse que não é suficiente ter o deus certo, é preciso fazer a interpretação correta dos comandos divinos. Como garantir que a sua interpretação é objetivamente correta?

As coisas que digo são baseadas no que Deus nos deu a conhecer sobre Si mesmo e em preceitos registrados na Bíblia, que é a palavra dEle. Refiro-me a determinações sobre a vida humana, como “não matarás”. Deus condena o sacrifício de crianças, Seu desejo é que amemos uns ao outros. Essa é a Sua moral geral. Seria apenas em casos excepcionalmente extremos, como o de Abraão e Isaque, que Deus mudaria isso. Se eu achar que Deus me ordenou a fazer algo que é contra Seu desejo moral geral, revelado na Escritura, o mais provável é que eu tenha entendido errado. Temos a revelação do desejo moral de Deus e é assim que devemos nos comportar.

O senhor deposita grande parte da sua argumentação no conteúdo da Bíblia. Contudo, ela foi escrita por homens em um período restrito, em uma área restrita do mundo, em uma língua restrita, para um grupo específico de pessoas. Que evidência se tem de que a Bíblia é a palavra de um ser sobrenatural?

A razão pela qual acreditamos na Bíblia e sua validade é porque acreditamos em Cristo. Ele considerava as escrituras hebraicas como a Palavra de Deus. Seus ensinamentos são extensões do que é ensinado no Velho Testamento. Os ensinamentos de Jesus são direcionados à era da Igreja, que o sucederia. A questão, então, se torna a seguinte: temos boas razões para acreditar em Jesus? Ele é quem ele diz ser, a revelação de Deus? Acredito que sim. A ressurreição dos mortos, por exemplo, mostra que Ele era quem afirmava.

Existem provas que confirmem a ressurreição de Jesus?

Temos boas bases históricas. A palavra “prova” pode ser enganosa porque muitos a associam com matemática. Certamente, não temos prova matemática de qualquer coisa que tenha acontecido na história do homem. Não temos provas, nesse sentido, de que Júlio César foi assassinado no senado romano, por exemplo, mas temos boas bases históricas para isso. Meu argumento é que se você considera os documentos do Novo Testamento como fontes da história antiga – como os historiadores gregos Tácito, Heródoto ou Tucídides –, o Evangelho aparece como uma fonte histórica muito confiável para a vida de Jesus de Nazaré. A maioria dos historiadores do Novo Testamento concorda com os fatos fundamentais que balizam a inferência sobre a ressurreição de Cristo. Coisas como Sua execução sob autoridade romana, a descoberta das tumbas vazias por um grupo de mulheres no domingo depois da crucificação e o relato de vários indivíduos e grupos sobre os aparecimentos de Jesus vivo após Sua execução. Com isso, nos resta a seguinte pergunta: Qual é a melhor explicação para essa sequência de acontecimentos? Penso que a melhor explicação é aquela que os discípulos originais deram – Deus fez Jesus renascer dos mortos. Não podemos falar de uma prova, mas podemos levantar boas bases históricas para dizer que a ressurreição é a melhor explicação para os fatos. E como temos boas razões para acreditar que Cristo era quem dizia ser, portanto temos boas razões para acreditar que Seus ensinamentos eram verdade. Sendo assim, podemos ver que a Bíblia não foi criação contingente de um tempo, de um lugar e de certas pessoas, mas é a Palavra de Deus para a humanidade.

Os textos da Bíblia passaram por diversas revisões ao longo do tempo. Como podemos ter certeza de que as informações às quais temos acesso hoje são as mesmas escritas há dois mil anos? Além disso, como lidar com o fato de que informações podem ser perdidas durante a tradução?

Você tem razão quanto à variedade de revisões e traduções. Por isso, é imperativo voltar às línguas originais nas quais esses textos foram escritos. Hoje, os críticos textuais comparam diferentes manuscritos antigos de modo a reconstruir o que os originais diziam. O Novo Testamento é o livro mais atestado da história antiga, seja em termos de manuscritos encontrados ou em termos de quão próximos eles estão da data original de escrita. Os textos já foram reconstruídos com 99% de precisão em relação aos originais. As incertezas que restam são trivialidades. Por exemplo, na Primeira Epístola de João, ele diz: “Estas coisas vos escrevemos, para que o vosso gozo se cumpra.” Mas alguns manuscritos dizem: “Estas coisas vos escrevemos, para que o nosso gozo se cumpra.” Não temos certeza se o texto original diz “vosso” ou “nosso”. Isso ilustra como esse 1% de incerteza é trivial. Alguém que realmente queira entender os textos deverá aprender grego, a língua original em que o Novo Testamento foi escrito. Contudo, as pessoas também podem comprar diferentes traduções e compará-las para perceber como o texto se comporta em diferentes versões.

É possível explicar a existência de Deus apenas com a razão? Qual o papel da ciência na explicação das causas do Universo?

A razão é muito mais ampla do que a ciência. A ciência é uma exploração do mundo físico e natural. A razão, por outro lado, inclui elementos como a lógica, a matemática, a metafísica, a ética, a psicologia e assim por diante. Parte da cegueira de cientistas naturalistas, como Richard Dawkins, é que eles são culpados de algo chamado “cientismo”. Como se a ciência fosse a única fonte da verdade. Não acho que podemos explicar Deus em Sua plenitude, mas a razão é suficiente para justificar a conclusão de que um Criador transcendente do Universo existe e é a fonte absoluta de bondade moral.

Por que o cristianismo deveria ser mais importante do que outras religiões que ensinam as mesmas questões fundamentais, como o amor e a caridade?


As pessoas não entendem o que é o cristianismo. É por isso que alguns ficam tão ofendidos quando se prega que Jesus é a única forma de salvação. Elas pensam que ser cristão é seguir os ensinamentos éticos de Jesus, como amar ao próximo como a si mesmo. É claro que não é preciso acreditar em Jesus para se fazer isso. Isso não é o cristianismo. O evangelho diz que somos moralmente culpados perante Deus. Espiritualmente, somos separados dEle. É por isso que precisamos experimentar Seu perdão e graça. Para isso, é preciso ter um substituto que pague a pena dos nossos pecados. Jesus ofereceu a própria vida como sacrifício por nós. Ao aceitar o que Ele fez em nosso nome, podemos ter o perdão de Deus e a limpeza moral. A partir disso, nossa relação com Deus pode ser restaurada. Isso evidencia por que acreditar em Cristo é tão importante. Repudiá-Lo é rejeitar a graça de Deus e permanecer espiritualmente separado dEle. Se você morre nessa condição, você ficará eternamente separado de Deus. Outras religiões não ensinam a mesma coisa.

A crença em Deus é necessária para trazer qualidade de vida e felicidade?

Penso que a crença em Deus ajuda, mas não é necessária. Ela pode lhe dar uma fundação para valores morais, propósito de vida e esperança para o futuro. Contudo, se você quiser viver inconsistentemente, é possível ser um ateu feliz, contanto que não se pense nas implicações do ateísmo. Em última análise, o ateísmo prega que não existem valores morais objetivos, que tudo é uma ilusão, que não há propósito e significado para a vida e que somos um subproduto do acaso.

Por que importa se acreditamos no deus [sic] do cristianismo ou na “mãe natureza”, se na prática as pessoas podem seguir, fundamentalmente, os mesmos ensinamentos?

Deveríamos acreditar em uma mentira se isso for bom para a sociedade? As pessoas devem acreditar em uma falsa teoria, só por causa dos benefícios sociais? Eu acho que não. Isso seria uma alucinação. Algumas pessoas passam a acreditar na religião por esse motivo. Já que a religião traz benefícios para a sociedade, mesmo que o indivíduo pense que ela não passa de um “conto de fadas”, ele passa a acreditar. Digo que não. Se você acha que a religião é um conto de fadas, não acredite. Mas se o cristianismo é a verdade – como penso que é – temos que acreditar nele independentemente das consequências. É o que as pessoas racionais fazem, elas acreditam na verdade. A via contrária é o pragmatismo. “Isso Funciona?”, perguntam elas. “Não importa se é verdade, quero saber se funciona.” Não estou preocupado se na Suécia alguns são felizes sem acreditar em Deus ou se há alguma vantagem em acreditar nEle. Como filósofo, estou interessado no que é verdade e me parece que a existência desse Ser transcendente que criou e projetou o Universo, fonte dos valores morais, é a verdade.

domingo, 25 de março de 2012

Ser vivo mais antigo com esqueleto antecede cambriano

No artigo “Oldest organism with skeleton discovered in Australia” (Science Daily), somos informados: “Uma equipe de paleontólogos descobriu o animal com esqueleto mais antigo. Chamado de Coronacollina acula, o organismo tem entre 560 milhões a 550 milhões de anos de idade [segundo a cronologia evolucionista], o que o coloca no período Ediacarano, antes da explosão e da diversificação dos organismos que ocorreu na Terra no período Cambriano.” O mais antigo até aqui, nós imaginaríamos.

“Até o período Cambriano, era sabido que os animais tinham corpo mole e não tinham partes duras”, disse Mary Droser, professora de Geologia na Universidade da Califórnia, Riverside, cuja equipe de pesquisa fez a descoberta no sul da Austrália. “Mas agora temos um organismo com partes individuais do esqueleto que surgem [sic] antes do período Cambriano. Portanto, é o animal mais antigo com partes duras, e tem um punhado delas – elas teriam sido apoios estruturais – essencialmente sustentando tudo. Isso é uma inovação importante para os animais.”

“Os pesquisadores destacam que o Coronacollina acula vivia no leito do mar. Com um formato tipo dedal, ao qual pelo menos quatro ‘espículos’ tipo agulha de 20-40 centímetros de comprimento eram ligados, a Coronacollina acula mais provavelmente se mantinha estruturada pelos espículos. Os pesquisadores acreditam que ela ingeria alimentos do mesmo modo que a esponja, e que era incapaz de locomoção. Como se reproduzia permanece um mistério.”

Os darwinistas frequentemente apontam alegremente para tais descobertas, esperando derrubar a significância da explosão cambriana há [supostos] 500 milhões de anos, quando quase todos os filos de animais atuais apareceram prontamente. O problema que eles nunca discutem (e agora ninguém poderia legalmente discutir em muitos sistemas escolares) é este: Se as explosivas inovações ocorreram muito mais cedo, elas diminuem o tempo para a seleção natural ter agido sobre as mutações aleatórias (darwinismo) para produzir tais inovações, um processo que deve, geralmente, ser lento, de qualquer maneira.

Mas por que se preocupar sobre o fato quando você tem um caso jurídico a seu favor? É assim que a ciência funciona, não é? É mesmo?


Fontes: UncommonDescent Blog e criacionismo

Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: “Por que a Explosão Cambriana é tratada en passant em nossos livros didáticos de Biologia do ensino médio TODOS aprovados pelo MEC/SEMTEC/PNLEM? Por que os alunos não são informados sobre o que isso significa para a corroboração de uma teoria científica no contexto de justificação teórica? O nome disso é 171 epistêmico, desonestidade científica, e nenhum desses autores de livros didáticos me processa por danos morais e materiais. Por quê? Porque eles sabem que Darwin vai junto comigo para o banco dos réus!!!”

quinta-feira, 22 de março de 2012

Cancro evolutivo em regressão no Canadá

Na província canadiana de Alberta os museus criacionistas estão a ter um impacto tão profundo junto da população que os mesmos já causaram um significativo número de pessoas a abandonar a fé em Darwin e depositar a fé no Criador de Darwin.

Espera-se que a campanha Question evolution! [Questionem a evolução!] venha a ter o mesmo efeito.

Um artigo de 8 de Agosto de 2008, com o título de Canadians Moving Towards Creation [“Canadianos Movem-se Rumo à Criação”] reportou:

Mas isto não é tudo – louvemos o Senhor juntos visto que estamos a observar agora a eficácia dos museus da Criação!

Houve uma mudança de opinião espantosa durante o ano passado – o ano seguinte ao ano que em que abriram dois museus da criação em Alberta!

No ano passado 58% dos inquiridos locais acreditava na evolução, ao mesmo tempo que uns meros 28% acreditava que Deus havia criado os seres humanos nas formas actuais nos últimos 10,000 anos.

Cerca de 14% afirmou não estar seguro. Claramente uma maioria acreditava na evolução e rejeitava o modelo criacionista da Terra-jovem. Observem agora a enorme mudança que houve entre os inquiridos deste ano:

*37% acredita que evoluímos (menos 21% pontos que os anteriores 58%)

*40% dos inquiridos afirmou acreditar no criacionismo da Terra-jovem (+12 pontos que os anteriores 28%)

*23% afirmou não saber (+ 9 pontos que os anteriores 14%)

Parabéns a Harry Nibourg [dono do “Big Valley Museum”], Vance Nelson [dono do “Creation Truth Museum”] e Larry Dye [dono do “Bow Island Museum”] – vocês tiveram um impacto enorme nas crenças dos habitantes de Alberta.

Trabalhemos agora no resto do Canadá.

Ou seja, quando os residentes de Alberta tiveram acesso ao tipo de informação que as escolas públicas não disponibilizam, eles rapidamente começaram a perder a fé na tese que postula que lobos/vacas/ursos evoluíram para baleias. Porque será?

Isto talvez explique o porquê dos militantes evolucionistas não permitirem que informação antagónica à sua teoria seja colocada à disposição da população.

A beleza da campanha Questionem a Evolução! é a de trazer a “montanha do museu da criação” às pessoas, e comunicar a Mensagem Bíblica e científica de modo a que as pessoas possam tomar decisões informadas (coisa que os evolucionistas evitam ao máximo).

Claro que, por mais propaganda que tivesse sido feita em favor da Bíblia e a da Criação, o seu efeito seria mínimo se não fosse o óbvio facto da teoria da evolução ser um anedota.

Aparentemente o dualismo que os evolucionistas tanto usam está a ter o efeito reverso ao desejado.

Fonte:
Darwnismo

Nota: Ao ler o título deste post (Cancro evolutivo em regressão no Canadá), acredito que muitos - principalmente aqueles que não são da área de saúde - devem está se perguntado se realmente a palavra 'cancro' estava escrito corretamente. Bem, posso afirmar uma coisa, não só está redigido certo, como é a palavra mais indicada atualmente para descrever a teoria evolutiva. Então, veja abaixo o significado desta palavra:

"A palavra cancro é utilizada genericamente para identificar um vasto conjunto de doenças que são os tumores malignos. Os tumores malignos são muito diversos, havendo causas, formas de evolução e tratamentos diferentes para cada tipo. Há, porém, uma característica comum a todos eles: a divisão e o crescimento descontrolado das células".

Concordaram comigo? Caso você que ainda não conhece esta importante teoria criacionista e queira saber mais sobre este assunto, entre em contato comigo no e-mail: firmonneto@hotmail.com Vai ser o maior prazer em atendê-lo. [FN]

quarta-feira, 21 de março de 2012

Para eles, tudo sempre tem origem na caverna

A matéria de capa da revista Veja desta semana (a semanal que mais defende o darwinismo em terras tupiniquins e nunca vai atrás de fontes teístas/criacionistas) afirma que a paixão, a atração e o amor que aproximam e unem casais humanos tiveram origem com nossos ancestrais pré-históricos na luta por preservar sua tão preciosa herança genética. Assim, a escolha de parceiros para dividir um teto obedece aos ditames da evolução que teria moldado nossos comportamentos ao longo dos supostos milhões de anos. A mulher tem que ter cintura fina (evidência de que não está grávida de outro) e o homem precisa ser alto e ter costas largas, o que indica ser um bom protetor para a fêmea e sua prole. O rosto, à semelhança da cauda do pavão, tem que ser simétrico e bonito, o que revelaria ausência de doenças. Além disso, a seleção natural garantiu que os mais fiéis, monogâmicos sobrevivessem e se tornassem predominantes, já que os muito dados a aventuras e relacionamentos casuais não estariam presentes para proteger seus herdeiros. Assim, o bicho homem viveria o eterno dilema de defender seu patrimônio genético garantindo a exclusividade sexual com sua parceira, ao passo que no mais profundo de seus genes estaria escondida a vontade, o desejo, o imperativo (chame do que quiser) de espalhar seus genes por aí (o adultério darwinisticamente justificado). Dependendo do momento ou da situação apresentada, a psicologia darwinista (a velha teoria-explica-tudo) tira da manga a “explicação” que melhor lhe convém.

Com essas “explicações” que remontam (sempre) à caverna, sentimentos nobres como o amor são “diluídos” e transformados em simples reações bioquímicas num cérebro pouco superior ao dos macacos. O casamento? Mera convenção social. Nada de instituição edênica e muito menos sagrada. O darwinismo não é apenas uma hipótese científica. Quando extrapola os domínios do que é observável e cientificamente aceitável (como a seleção natural e a diversificação de baixo nível [microevolução], por exemplo), torna-se uma ideia metafísica capaz de desconstruir a cosmovisão judaico-cristã segundo a qual fomos criados num jardim (não numa poça de lama), qualitativamente superiores aos nossos companheiros de planeta (não somos apenas animais racionais) e dotados de sentimentos nobres capazes de nos aproximar uns dos outros em relações orientadas pelo respeito e pelo amor. A sexualidade e a família são presentes do Criador, não “efeitos colaterais” de uma evolução cega.

Lamentavelmente, a hipótese evolutiva tem aceitação garantida em praticamente qualquer área do conhecimento, devido ao fato de o naturalismo filosófico impedir qualquer menção ao sobrenatural. Dois exemplos: (1) quando comecei meu curso de jornalismo na UFSC, numa das primeiras aulas de Teoria da Comunicação, o professor começou afirmando que a fala teve origem nas cavernas pré-históricas, quando nossos supostos ancestrais grunhiam para se comunicar; depois, para reforçar a doutrinação, ele nos fez assistir ao filme A Guerra do Fogo; (2) minha esposa, numa das primeiras aulas de História da Educação (também numa faculdade secular), ouviu o professor explicar que as primeiras relações sociais humanas tiveram origem numa caverna, ao redor de uma fogueira.

Esse conto darwinista é tão contado e recontado que, para eles (os que se recusam a admitir que possa haver outra cosmovisão mais abrangente ou que simplesmente ignoram isso), o jardim seria o verdadeiro conto e tudo teria tido origem numa caverna – até mesmo o amor entre um homem e uma mulher.

Fonte: Michelson Borges

quinta-feira, 15 de março de 2012

Genoma do gorila revela semelhanças com seres humanos

Quando os cientistas começaram a sequenciar o genoma da gorila Kamilah, de 35 anos, eles esperavam encontrar algumas similaridades com os humanos. O que eles descobriram, no entanto, foi uma semelhança bem maior: pelo menos 15% do nosso genoma é mais parecido com o dos gorilas do que com o de nossos “parentes” mais próximos, os chimpanzés. Antes, é preciso entender algumas coisas. Gorilas, chimpanzés e seres humanos têm todos um ancestral em comum [como podem afirmar isso sem evidências concretas?]. Primeiro, os gorilas se distinguiram e seguiram seu próprio caminho evolutivo. Depois, humanos e chimpanzés se separaram [quanta certeza!]. É por isso que o chimpanzé é considerado o animal mais parecido com o ser humano - e o gorila, o segundo.

Kamilah é um “gorila do Ocidente” (nome científico Gorilla gorilla) e a primeira de seu gênero a ter todo o seu genoma sequenciado. Depois dela, os cientistas ainda compararam os resultados com outros dois animais da mesma espécie e um outro “gorila do Oriente” (Gorilla beringei). Os dados mostraram que a separação dos gorilas do nosso ancestral comum aconteceu há cerca de 10 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista] – quatro milhões antes da separação entre humanos e chimpanzés.

O mais surpreendente, no entanto, foi a revelação de que 15% dos genes humanos parecem bem mais com os do gorila do que com os do chimpanzé. A maior parte deles não é capaz de formar proteínas – e isso era esperado, já que a maior parte do genoma como um todo não faz isso.

Mas, entre os genes que fazem, alguns tiveram mudanças mais rápidas do que seriam esperadas nos gorilas, mais ou menos na mesma velocidade com que elas ocorreram nos seres humanos. Entre eles, genes envolvidos no desenvolvimento cerebral e na audição.

Isso surpreendeu os pesquisadores. A rápida evolução no gene da audição é uma das coisas que se acredita que levaram ao desenvolvimento da fala em humanos. Mas os gorilas tiveram uma evolução tão rápida quanto nesse gene – e gorilas não falam. “Se eles falam, estão guardando segredo”, brinca o cientista Aylwyn Scally, do Wellcome Trust Sanger Institute, no Reino Unido, que fez o sequenciamento, publicado nesta quarta-feira (7) na revista científica Nature.

A descoberta pode invalidar uma das explicações mais aceitas sobre como nossos ancestrais desenvolveram a fala. [Mas isso não foi apresentado insistentemente na imprensa como “certeza científica”? E agora? Jogar fora os livros?]

O sequenciamento genético também pode render resultados médicos. Entre nossos genes “comuns”, estão alguns que causam problemas cardíacos e demência em pessoas - mas são completamente inofensivos nos gorilas. Se pudermos entender porque eles não fazem efeito nos macacos, novas possibilidades de tratamentos e cura se abrem.

Com o genoma do gorila, os cientistas encerram agora o mapeamento completo dos quatro grandes primatas vivos: humanos, chimpanzés, gorilas e orangotangos.

Fonte: G1 Notícias

Nota do blog criacionismo: Nunca é demais lembrar que também compartilhamos 50% de semelhança genética com a banana, mas isso não nos faz meio-bananas (sei lá, às vezes...). A grande semelhança genética entre o ser humano e os chamados “grandes primatas” não se deveria ao fato de que esses seres são anatômica, fisiológica e metabolicamente semelhantes? É evidente que, por conta disso e de outros fatores, nossa genética tem mesmo que ser parecida. O que os cientistas nem sempre destacam são as diferenças entre humanos e quaisquer outros seres vivos. Aí é que reside o problema para a teoria da evolução.

Espermatozoides são inteligentes e calculam o tempo

Um estudo publicado no jornal médico Journal of Cell Biology indica que os espermatozoides são inteligentes e sabem contar. A pesquisa levou em consideração a maneira como eles nadam e como escolhem os caminhos para seguir adiante. Segundo os cientistas o esperma parece ser controlado pela concentração de cálcio do ambiente em que está, mudando de forma ou velocidade de acordo com a situação encontrada. Em outras palavras, é preciso que o esperma saiba contar para perceber o quão rápido a concentração de cálcio muda. A mensuração é feita para que os espermas saibam como reagir quando há muito cálcio ao seu redor. Próximo do óvulo, por exemplo, costumam haver concentrações mais altas. Como essa contagem é feita, ainda permanece um mistério para os cientistas.

Fonte: TecMundo

quarta-feira, 14 de março de 2012

Estrutura interna do fígado contradiz mitos evolutivos

O fígado dum adulto médio tem essencialmente o tamanho duma pequena bola de futebol americano. Pesando cerca de 1,360 Kgs, é o maior órgão interno do corpo humano.

Ajustado de modo elegante entre costelas, o fígado não só executa mais de 500 funções distintas, como desempenha um papel de ligação fundamental e vital entre o coração, os pulmões e o sistema digestivo.

(Nada mau para algo que, segundo os evolucionistas, é o resultado de milhões de mutações aleatórias através dos mitológicos “milhões de anos”.)

Dentro do fígado existe uma série espantosa de veias microscópicas onde cada gota de sangue é processada. Lá, as condições do sangue são constantemente monitorizadas de modo a garantir que a sua química esteja de acordo com os parâmetros necessários e restritos. Químicos inúteis são transformados em químicos úteis.

Paralelamente, o fígado produz proteínas, corrige factores em torno da coagulação do sangue, controla o balanceamento hormonal e neutraliza os venenos. Se substâncias são necessárias para combater uma infecção, o fígado encarrega-se de as produzir e adicioná-las à corrente sanguínea.

O fígado não só armazena vitaminas e minerais, como prepara-se a ele mesmo para fornecer ao corpo a energia necessária quando requisitada. Como se não fosse suficiente, o fígado produz a bílis, essencial para a digestão.

Design Inteligente

Como é que os evolucionistas explicam a origem aleatória dum sistema integrado que leva a cabo mais de 500 funções – cada uma tão ou mais importante que a outra? Nem vamos levar em conta o facto de haver funções que são executadas em simultâneo.

Qual das funções do fígado evoluiu primeiro? Como é que a forma de vida em questão sobreviveu enquanto esperava que as outras funções evoluíssem? Há algum tipo de registo fóssil que demonstre essa tal “evolução”?

Apontar a existência actual de fígados com complexidades distintas não ajuda a teoria da evolução uma vez que, antes de apontar as variações na complexidade, os evolucionistas primeiro têm que estabelecer uma linhagem evolutiva.

É contra-producente apontar fígados com complexidades distintas – e alinhá-los em ordem de complexidade – sem primeiro demonstrar que o animal a quem pertence tal fígado está no sítio “certo” dentro da mitológica escala evolutiva.

Como seria de esperar, a operacionalidade do fígado tem levado muitos evolucionistas a abandonar a noção de que o mesmo é o resultado de milhões de anos de acidentes genéticos filtrados pela selecção natural.

Estruturas como o fígado são demasiado complexas e especificadas para serem o efeito da forças naturais sem propósito e sem capacidade de raciocínio. É por demais óbvio que Deus merece a Glória por ter criado um sistema integrado como o fígado.

Fonte: Darwnismo

Leia também: Comunicação química e Estrutura interna dos cães contradiz mitologia evolutiva

terça-feira, 13 de março de 2012

Mais influente microbiólogo na França é cético de Darwin

Em biologia e outras áreas, a extensão do fermento antidarwinista é imensamente atenuado se alguém considerar somente os defensores do Design Inteligente. Existe também um corpo substancial de pesquisadores que rejeita o paradigma evolucionário convencional, assim como rejeitam o Design Inteligente. Assim encontramos, voltando nossa atenção para a edição da revista Science de 22 de março, que Didier Raoult, da University de Aix-Marseille, é um cético furioso de Darwin. “Controverso e sem papas na língua, Raoult publicou no ano passado um livro de ciência popular que declara peremptoriamente que a teoria da evolução de Darwin está errada.” O livro é Dépasser Darwin (Além de Darwin).

“Darwin foi um sacerdote”, disse Raoult, afirmando que a imagem da árvore da vida que Darwin propôs é inspirada na Bíblia. “Ela também é muito simples.” Raoult questiona outros diversos princípios da moderna teoria evolucionária, inclusive a importância da seleção natural. Ele diz que recentes descobertas em genética revelam como os genes são frequentemente trocados, não somente entre espécies microbianas diferentes, mas também entre micróbios e organismos complexos, por exemplo, no intestino humano. Isso quer dizer que a criação de novo de espécies completamente novas é possível, Raoult argumenta, e a árvore da vida de Darwin, ramificada, deve ser substituída por uma rede de espécies interconectadas. [Note que troca de genes não significa “surgimento” de genes ou de nova informação genética. Além disso, como explicar o surgimento/variação dos primeiros micróbios que não teriam com quem trocar genes? – MB.]

Um colega crítico se preocupa que Raoult fornece “munição” para os “criacionistas” [note que a maior preocupação não é com a verdade dos fatos e sim com a possível vantagem dada aos criacionistas], enquanto que Eugene Koonin é citado como oferecendo a estarrecedora opinião de que Raoult “vai um pouco longe demais”. Como você entende isso? Porque “a teoria de Darwin é relevante, mas é incompleta. Ela não se aplica à evolução de micro-organismos”. Mas os micro-organismos têm sido a forma predominante de vida na Terra na maior parte da história da vida. Dizer que o darwinismo não pode explicar sua evolução, vindo de um evolucionista, é uma admissão que deixa alguém sem ar.

Não é estranho que Raoult esteja na dúvida. Somente nos Estados Unidos [no Brasil também] a guilda darwinista teve sucesso tão esplendidamente em impor a conformidade da opinião expressa, de modo tal que as dúvidas são compartilhadas na maior parte sotto voce ou em contextos estritamente profissionais quando, supõe-se, o público não está ouvindo. Em nosso país, a guilda governa pelo temor e culpa por associação, mas - espere. Isso pode realmente continuar indefinitivamente? Parece que não. Na França, pelo menos, a guilda não pode fazer muito do que é feito aqui, e por isso você tem uma situação em que o microbiólogo proeminente do país também é um crítico de Darwin.

Nós uma vez tínhamos por certo de que a União Soviética não poderia cair durante nossa existência. Um colega acabou de retornar de uma viagem a Cuba, e ele fala sobre as mudanças portentosas [ocorrendo] até ali. O que isso quer dizer sobre as probabilidades de êxito do Design Inteligente não é certo, mas é um augúrio pavoroso para a ortodoxia evolucionista.

Fontes: Michelson Borges, Criacionismo e David Klinghoffer, Evolution News)

Nota do blog Desafiando a NomenklaturaCoentífica: “Fui, nem sei por que, pensando na professora Silvia Regina Gobbo, do Grupo Criacionismo [nome indevidamente apropriado por darwinistas], no Facebook, que afirmou ser a teoria da evolução um fato cientificamente estabelecido, que a evolução humana a partir de primatas está mais do que comprovada [onde que ela obteve essa informação científica? Epifania??] e que não existe nenhuma dissidência científica de peso em relação à evolução. O professor Dr. Didier Raoult, da University de Aix-Marseille, o ‘mais produtivo e influente microbiólogo na França’, qualifica, profa. Gobbo???

“Aprendi com meus pais a tratar as mulheres com elegância - tenho cinco irmãs, e por isso vou ser o mais elegante possível com a profa. Gobbo. No Grupo Criacionismo, ela se mostra atualizada na literatura científica especializada, mas destaca somente os artigos e pesquisas favorecendo (circunstancialmente) o fato, Fato, FATO da evolução, e intencionalmente deixa de lado os artigos e pesquisas que apresentam montanhas de evidências questionando aspectos fundamentais da teoria no contexto de justificação teórica, e que revelam a falência epistêmica do darwinismo.

“Profa. Gobbo, você sabia que vem aí uma nova teoria geral da evolução? Que não será selecionista? Que irá incorporar aspectos teóricos lamarckistas? Que será apresentada à comunidade científica e ao público somente em 2020? Estou falando da Síntese Evolutiva Ampliada. Aprendi na universidade que a ciência abomina o vácuo epistemológico. Perguntar não ofende, profa. Gobbo, mas sob qual referencial teórico estamos fazendo biologia evolucionária???

“Profa. Gobbo, a Sra. me cobrou ali que eu fizesse ciência e publicasse pesquisa/artigo com revisão por pares. Você se diz cristã, e talvez seja isso mesmo, a sua inocência evangélica é muito grande: você não sabe que eu sou considerado PERSONA NON GRATA pela Nomenklatura científica? Trabalhos que apresento para congressos e conferências, apesar de embasados em especialistas de peso na comunidade científica, muito maiores no saber do que os pareceristas, são sumariamente rejeitados, e sou notificado da rejeição quase que no começo desses eventos. Por quê? Porque não rezo pela cartilha de Darwin. Traduzindo em miúdos: eu não beijo os pés e nem beijo as mãos de Darwin, mas o desnudo cientificamente.

“Gente graúda da Nomenklatura científica sabe do que estou falando e de uma história que ainda não posso contar, que eles foram atores comigo, mas que revela a Inquisição sem fogueira e a sordidez desses Torquemadas pós-modernos, chiques e perfumados a la Dawkins em perseguir e destruir carreiras acadêmicas dos que ousaram dizer: Darwin está nu!!!”

Cientista da NASA é despedido devido a fé no criador

O ex-cientista da Nasa, David Coppedge, será ouvido nesta segunda-feira, 12, pela justiça de Los Angeles, pelo processo que move contra a Agência alegando ter sido despedido por ter proclamado a sua crença na teoria da “Criação Inteligente”.
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A teoria em questão, que também recebe o nome de “Design Inteligente”, defende que o universo e a raça humana são complexos demais para terem surgido somente pelo processo evolucionista, tendo tido, dessa forma, uma inteligência “superior”, logo, um Deus.

David acredita ter sido vítima de discriminação. Ele era um dos líderes do grupo Cassini Mission, responsável pela exploração de Saturno e suas luas, e, segundo ele informou à Associated Press, foi demitido após conversas com seus colegas de trabalho sobre ‘Criação Inteligente’ e distribuiu DVDs sobre o assunto.

Sua demissão é datada há dois anos, após trabalhar para a Agência de Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço por 15 anos.

O Grupo cristão The Alliance Defense Fund e o Discovery Institute, instituição não partidária que conduz pesquisas em tecnologia, ciências, cultura, economia e assuntos estrangeiros, são suas maiores fontes de apoio. Ambos acreditam na Criação Inteligente.

“Ha uma guerra contra qualquer pessoa que contradiz Darwin,” diz John West, diretor do Centro de Ciências e Cultura do Discovery Institute. “Esse caso é sobre a liberdade de expressão e de consciência.”

A defesa vai além da denúncia de discriminação por religiosidade. O advogado de David alega que ele foi marcado por seus chefes depois que eles concluíram que sua fé na Criação Inteligente era de origem religiosa.

Ele disse também que a reputação de David era de ser um cristão evangélico e que alguns até já o tinham rotulado de ser um cristão conservador.

David, em seu processo judicial contra seu ex-empregador, alega ainda que seu apoio à votação da lei que limitava o casamento entre casais heterossexuais e seu pedido de mudar o nome da ‘festa de feriado anual’ para ‘festa de natal’, foram causas de sua demissão.

“Apesar de David não sair evangelizando em seu trabalho, ele tinha a reputação de ser um cristão que vivia de acordo com os princípios cristãos,” disse Becker. “Ele não está pedindo desculpas por ser um cristão evangélico.”

Nos papeis judiciais a NASA alega que David teria recebido uma carta de alerta devido a reclamações de assédio de seus colegas de trabalho e que o cientista teria sido demovido porque não combinava com seus colegas e havia um corte no orçamento que forçava a demissão de empregados.

O pai de David é autor de um livro escrito contra evolução e também membro de uma companhia cristã, Illustra Media, que produz vídeos e documentários que analisam evidencias da Criação Inteligente. Esses eram os vídeos que David estava distribuindo para seus colegas.

O julgamento ainda não tem previsão de conclusão.

Fonte: christianpost

Leia mais: Design Inteligente: ciência ou religião? e Professor da Unicamp defende design inteligent

segunda-feira, 12 de março de 2012

Embate histórico entre Einstein e Bohr tem novo desfecho

As disputas acirradas entre gênios são comuns: “Freud x Jung” e “Tesla x Edison” são duas das mais famosas brigas que já ocorreram na comunidade científica. Porém, nos anos 30, Albert Einstein e Niels Bohr começaram um embate sobre a consistência da física quântica que parece ter se resolvido apenas hoje, décadas depois do falecimento de ambos os cientistas.

A discordância entre os dois físicos começou em uma conferência realizada em 1930, quando Einstein desafiou o Princípio da Incerteza de Heisenberg ao declarar que se uma caixa cheia de fótons fosse aberta, permitindo que um deles escapasse, seria possível constatar esse evento com base no tempo pelo qual a caixa ficou aberta e na mudança de energia dentro dela, desafiando assim a relação de incerteza entre tempo e energia.

Porém, Bohr discordava de Einstein e usou a própria Teoria da Relatividade para solucionar o problema. Esse debate continuou por mais cinco anos, com a comunidade científica dando a “vitória” da discussão para Bohr. [Leia aqui o novo resultado para a disputa]

sexta-feira, 9 de março de 2012

Ser humano veio de um verme (gostou da sua origem?)

Paleontólogos britânicos e canadenses rastrearam as origens dos seres humanos e outros vertebrados a partir do estudo do fóssil de um verme que nadava nos oceanos há 500 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista], segundo um estudo publicado na última segunda-feira (5). Uma nova análise de fósseis encontrados nas Montanhas Rochosas do Canadá, na jazida conhecida como Xisto de Burgess, na província de British Columbia (oeste), determinou que o extinto Pikaia gracilens é o membro conhecido mais primitivo da família dos cordados, que inclui peixes, anfíbios, aves, répteis e mamíferos. A pesquisa, publicada na revista britânica Biological Reviews, identificou uma notocorda (estrutura primitiva) que se tornaria parte da coluna vertebral dos vertebrados, assim como tecidos musculares chamados miômeros em 114 espécimes fósseis dessa criatura. Também encontraram um sistema vascular.

“A descoberta de miômeros é a prova irrefutável que vínhamos buscando há muito tempo”, disse o autor principal do estudo, Simon Conway Morris, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. “Agora, com miômeros, um cordão nervoso, uma notocorda e um sistema vascular, todos identificados, esse estudo situa claramente Pikaia como o cordado mais primitivo do planeta”, afirmou Morris. “Assim, da próxima vez que pusermos uma foto de família sobre a chaminé, lá no gundo estará o Pikaia”, acrescentou.

Os primeiros exemplares de Pikaia gracilens foram coletados pelos exploradores pioneiros do Xisto de Burgess em 1911. No entanto, os cientistas passaram por alto pelos espécimes, considerados um antepassado das minhocas e das enguias. Só na década de 1970, Morris sugeriu que esse animal com cinco centímetros de comprimento, chato dos lados, e um pouco parecido com as enguias, que provavelmente nadavam movimentando o corpo com curvas dos dois lados, poderia ser o membro mais antigo conhecido da família dos cordados.

Um espécime de Pikaia gracilens está em exibição no Museu Real de Ontário (ROM), e uma exposição maior no sítio de Burgess será organizada.

Fonte: Uol

Nota do blog Criacionismo: Note a “lógica”: o verme tem notocorda, tecidos musculares e sistema vascular. O ser humano também tem. Logo, segue-se que o verme Pikaia é nosso ancestral. Esse verme, dotado de toda essa complexidade (sem contar o fato sempre convenientemente “esquecido” de que ele já possuía muitos milhões de células com toda a complexidade que lhes é peculiar), já nadava nos oceanos da Terra há 500 milhões de anos? Os supostos milhões de anos anteriores a isso seriam suficientes para trazer à existência um ser capaz de se locomover, reproduzir, metabolizar, etc., etc., etc.? Não basta chamar o ser vivo de primitivo, tentando, com isso, induzir o leitor à ideia de que seres primitivos teriam dado origem a seres mais complexos (como se o surgimento de novos planos corporais e órgãos funcionais não dependesse de muita informação nova complexa e específica). Na verdade, uma única célula é dotada de complexidade tal que sua existência beira ao milagre. Outra coisa: dizer que a notocorda “se tornaria parte da coluna vertebral” é uma inferência baseada na premissa evolucionista adotada a priori e não resultado de observação científica, já que nem haveria tempo para esse tipo de observação, caso essa macroevolução fosse um fato. Só para lembrar, seres vivos como a lampreia ainda vivem (bem) com suas notocordas.[Michelson Borges]

quarta-feira, 7 de março de 2012

Darwin não explica origem rápida da galinha domesticada

No começo do século 20, a genética moderna foi integrada na teoria evolucionária e no resultante neodarwinismo, ou a Nova Síntese, que foi aclamada como um grande avanço. Darwin não conhecia os detalhes de como surgia a variação biológica, mas agora aquela lacuna foi preenchida – de mudança de frequência de alelos a mutações genéticas, a genética moderna forneceu a resposta. A variação biológica surgiu de variações de sequência de genes. Mas essa versão 2.0 da teoria de Darwin iria muito longe sem suas próprias dificuldades, como exemplificada novamente por pesquisa recente sobre a origem da galinha domesticada.

Com o estabelecimento da Nova Síntese, os evolucionistas gastaram pouco tempo explorando o poder de seu novo agente de mudança: as mutações do DNA. Mas suas expectativas foram logo frustradas, pois as mutações inevitavelmente foram demonstradas como não sendo a fonte de rica inovação biológica, mas antes de caos e desastre orgânico. Como sempre, os evolucionistas não duvidaram de sua teoria, mas antes ajustaram suas hipóteses dentro do domínio do não falsificável. Mesmo assim, as mutações trouxeram danos muito raros que se movem em direção dos novos e fantásticos designs de biologia. Espere muito tempo e o sapo se transforma num príncipe. Para aumentar aquela narrativa, os evolucionistas adicionaram mais tarde mais outra estória da carochinha: as mutações que são neutras – nem boas nem más – se acumulariam e serviriam como uma rica fonte de opções de design quando uma mudança ambiental ocorria.

Enquanto isso, os cientistas estavam descobrindo, muito para o dissabor dos evolucionistas, que as populações se adaptam rapidamente por meio de codificações inteligentes no genoma. Tem pouco a ver com as variações randômicas que os evolucionistas tinham esperado, mas em vez disso envolve incrível maquinaria biológica que responde rapidamente aos desafios ambientais, usando uma impressionante variedade de técnicas. Por exemplo, equipes de proteínas especialmente projetadas adicionam um átomo de carbono rodeado por três átomos de hidrogênio (um grupo metil) ao DNA ou aos anéis de proteínas com os quais o DNA é envolto. Esses grupos metil agem como codificadores que influenciam como que reagem outras proteínas. O resultado é que eles podem induzir mudança fenotípica substancial para uma população que reage direta e rapidamente às mudanças ambientais.

Os evolucionistas resistiram e negaram essas descobertas usando as táticas costumeiras de intimidação, rejeição, impedimentos e manipulação da ciência. Não eram esses mecanismos epigenéticos limitados à mudança fisiológica durante uma existência? É claro que isso era falso. Certamente esses mecanismos não poderiam estabelecer mudança definitiva. E é claro que isso também era falso.

Isso nos leva à pesquisa recente que adiciona ainda mais evidência para a história epigenética. A pesquisa descobriu que os mecanismos epigenéticos podem ser a causa para a origem rápida das galinhas domesticadas produzidas pelo cruzamento, e que essas mudanças epigenéticas são herdadas confiável e estavelmente, resultando numa mudança definitiva numa população.

Embora isso ainda seja outro fracasso da teoria evolucionária, há mais para a história. Essa pesquisa também descobriu que as diferenças de metilização herdadas foram, algumas vezes, específicas de tecido. Isso indica ainda mais complexidade dos mecanismos epigenéticos, e nos relembra da aleatoriedade que subjaz à teoria evolucionária.

Se a evolução for verdadeira, então todos os tipos de eventos randômicos devem ter ocorrido que muito mais tarde iriam ajudar por acaso a causa da evolução. Nesse caso, a capacidade crucial de mudança adaptativa da biologia surge não de simples, cegas mutações do DNA, mas de mecanismos epigenéticos imensamente complicados. Assim, as proteínas complexas surgiram por acaso que, quando plenamente arranjadas como equipes, produziriam mecanismos de respostas incrivelmente adaptativos. A evolução deve ter construídos os mecanismos evolucionários de modo que a evolução pudesse ocorrer. Ainda assim, isso é outro exemplo do por que é, francamente, surpreendente que os evolucionistas continuem nas suas afirmações dogmáticas.

Fonte: Desafinado anomenklatura Científica

segunda-feira, 5 de março de 2012

33% dos cientistas mentem em pesquisas, aponta estudo

Um estudo divulgado pela Clinical Psychology aponta que pelo menos 33% dos cientistas utilizam práticas questionáveis para obter e publicar dados em pesquisas. Entre os atos mais comuns, o estudo mostra que eles costumam forjar números de acordo com a intuição e mudar o enfoque da pesquisa de forma a obter os dados desejados.

Além disso, um em cada 50 cientistas admite falsificar estatísticas. A prática pode ter ainda mais adeptos, já que o número de pesquisadores que admitiu ter visto outros colegas lançando mão de métodos questionáveis é de 71%.

O estudo analisou ainda 281 trabalhos escritos realizados pelos professores e 50% deles continham erros de estatística. Em 15% dos trabalhos, os erros de pesquisa modificavam diretamente o resultado final.

Fonte: TecMundo

Nota do blog Darwnismo: Que pena que este estudo não se debruçou mais sobre a teoria da evolução senão o mesmo verificaria um desproporcional número de fraudes feitas no nome da legítima ciência.

quinta-feira, 1 de março de 2012

PERIGO! Remédio de uso animal é utilizado nos xampus de seres humanos

Há três semanas fiquei sabendo em um salão de beleza que mulheres estão utilizando um remédio que é de uso veterinário. Como técnico em agropecuária - e hoje químico - fiquei muito assustado e surpreso com a novidade, pois é sabido que qualquer medicamento de uso animal é proibido para aplicação em seres humanos.

Segundo as mulheres daquele salão, este novo ‘truque-de-beleza’ está sendo bem divulgado na internet através de diversos sites e blogs especializado de beleza, onde é dado receitinhas [Confira aqui] a base de xampu comum com adição do Monovin A - que é um medicamentoso vitamínico utilizado em pelos de cães, gatos e crinas de cavalos. Esta 'nova moda' tem como objetivo (segundo as mulheradas) acelerar o crescimento capilar e também deixar os fios mais macios e brilhantes [diferentemente das respostas que encontrei em sites especializados de dermatologias, afirmando que a hiperdosagem da vitamina A pode levar ao ressecamento da pele, securas das mucosas, queda de cabelo, dor de cabeça, articulações e náuseas].

Confesso que fiquei curioso para saber mais detalhes sobre este novo modismo (bizarro). Não resistir e fui buscar mais informações nas lojas de Pets Shop da cidade. Constatei, definitivamente, que o referido produto realmente virou uma febre na região, pois não encontrei nenhum produto nas gôndolas das cinco lojas de Pets Shop visitadas. Um vendedor de uma dessas lojas que entrei, chegou a me dizer que a procura desta vitamina A é tão grande que o produto só pode ser adquirido (naquela loja) por encomenda. Uaaauu... que loucura!!!

Diante a gravidade do fato, procurei um profissional da área para termos um melhor esclarecimento sobre este assunto. Segundo a professora Dr. (a) Ana Laura Borba de Andrade Gayão, do Instituto Federal Baiano campus Guanambi e também médica veterinária, disse que: “é bem notório perceber que o sistema fisiológico do animal (como gato e cachorro) é bem diferente dos seres humanos, assim o referido produto - por ter altas dosagens - pode trazer altos danos à saúde humana como: intoxicação ou hipervitaminose, podendo chegar a um grau mais elevado da doença como; problemas no fígado, por exemplo, uma cirrose".

Contudo, hoje (01/03/2012), pedi a Gabriel de Oliveira Meira Malheiros, estudante de Medicina do 8º período da FAMEB – UFBA, para redigir um artigo sobre os benefícios e os malefícios da superdosagem da vitamina A (hipervitaminose). Assim, abaixo apresentamos o referido artigo!

Vitamina A: benefícios e efeitos da superdosagem

Os retinóides são essenciais para a manutenção de muitos processos fisiológicos essenciais no organismo, incluindo crescimento e desenvolvimento, visão, sistema imunológico saudável, reprodução e a saúde da pele. Mais de 500 genes são regulados pelo ácido retinóico. O 11-cis retinal serve como um cromóforo para a visão. O seu metabolismo é complexo e envolve muitas formas diferentes de retinóides, como ésteres retinil, retinol, retinal, ácido retinóico e metabólitos oxidados e conjugados tanto do retinol quanto do ácido retinóico.

A ingestão exagerada de vitamina A (hipervitaminose A) pode se apresentar sob forma aguda, subaguda e crônica, via de regra ocasionada pela administração de altas doses de medicamentos que a contém isoladamente ou em associação com outras vitaminas, principalmente a vitamina D, por longo tempo. No caso da vitamina A ser administrada em solução oleosa, as doses toleradas são muito mais altas do que a administrada em forma dispersada ou emulsificada.

Efeitos colaterais

Pela hipervitaminose A podem surgir manifestações como pele seca, áspera e descamativa, fissuras nos lábios, ceratose folicular, papiledema, dores nos ossos longos e dores articulares, dores de cabeça, tonturas e náuseas, diplopia (visão dupla), queda de cabelos, cãimbras, lesões hepáticas e paradas do crescimento. Podem surgir também falta de apetite, edema, cansaço, irritabilidade e sangramentos. Aumento do baço e fígado, alterações de provas de função hepática, redução dos níveis de colesterol total e HDL colesterol também podem ocorrer.

O mecanismo exato da toxicidade hepática dessa vitamina ainda permanece incerto, apesar de existirem várias teorias. A vitamina A em excesso se acopla à membrana das células armazenadoras de gordura no fígado (Células estreladas ou de Ito) e provoca a produção de componentes da matriz extra-celular como laminina e colágeno tipo III, causando fibrose hepática.

Outra hipótese é a de que níveis elevados de vitamina A levam a um aumento no metabolismo de retinol através do citocromo p450. Esse aumento no metabolismo produz diretamente hepatotoxinas. Além disso, ainda há a ativação das células de Kupffer pela vitamina A, através da produção de interferon-gama pelos linfócitos T ativados. Essas células de Kupffer ativadas potencializam a toxicidade hepática mesmo em baixos níveis de hepatotoxinas, como álcool e outras drogas.

O padrão das lesões hepáticas é predominantemente hepatocelular com elevação das transaminases (TGO e TGP). Quando essas lesões fibrosantes evoluem, o fígado torna-se esteatótico e posteriormente cirrótico e o paciente passa a apresentar edema e ascite, como resultado de hipoalbuminemia por insuficiência hepática.

Referências

1-Diana N. D’Ambrosio , Robin D. Clugston , William S. Blaner : Vitamin A metabolism: An Update. Nutrients 2011, 3, 63-103
2- http://www.marombapura.com.br/hipervitaminose-informacoes/hipervitaminose-a/
3- Vivek S. Ramanathan , Gary Hensley , Samuel French, Victor Eysselein,
David Chung, Sonya Reicher , Binh Pham : Hypervitaminosis A Inducing Intra-hepatic Cholestasis—A Rare Case Report. Experimental and Molecular Pathology 88 (2010) 324–325


Nota: Agradeço a Doutora Ana Laura Gayão e ao estudante Gabriel Meira Malheiros pela atenção e colaboração para realização desta matéria e também por ter proporcionado um importante esclarecimento aos nossos leitores e a sociedade em geral sobre o risco de sua saúde quando se utiliza o Monovin A. Portanto, a intenção do blog Ciência e Fé foi esta: advertir dos perigos que existem no uso desta vitamina A em seres humanos. [FN]

Comunicação química

Existem muitos métodos de comunicação sobre os quais nós humanos nem nos apercebemos nem investimos tempo a pensar neles. Um desses métodos de transmissão de informação é a via química.

Tomemos como exemplo a fêmea da traça-da-seda; quando ela está pronta a acasalar, ela liberta pequenas quantidades dum químico específico como forma de atrair os macho da mesma espécie. Mesmo que ela liberte cerca de 1/100,000,000 duma grama, o macho pode detectar o químico a mais de 3,5 quilómetros de distância.

Muitos outros insectos usam feromónios semelhantes para atrair parceiros sexuais.

Os feromónios são também usados pelas formigas como forma de comunicação química para a identificação de rastos. Quando uma formiga encontra uma boa fonte de alimentação, ela regressa à colónia deixando atrás de si um rasto odorífero invisível. As formigas da mesma colónia usam este rasto para chegarem à fonte de alimentação.

Enquanto elas forem encontrando comida no destino, elas continuarão a reforçar o odor. Mal o suplemento alimentar tem o seu fim, e as formigas deixam de seguir o rastro, o odor desaparece no espaço de minutos.

Este odor é tão específico que se outras espécies de formigas o detectarem, não o seguirão até à comida devido ao facto de não reconhecerem a fragrância. Isto é excelente design preventivo visto que, deste modo, a fonte de alimentação é usada apenas pela colónia de formigas que a descobriu.

Desing Inteligente

Obviamente que este aparato bioquímico é melhor explicado como tendo Uma Causa Inteligente na sua origem, e não algo que é o efeito das forças naturais. A comunicação química permite que o comunicador envie mensagens aos membros da mesma espécie (ou até de outras espécies) tendo um propósito em vista (um final).

Dizer que sistemas de comunicação surgiram como efeito de forças aleatórias é a mesma coisa que afirmar que o código binário é o efeito de forças aleatórias. A partir do momento que começamos a falar em informação, mensagens, emissores e receptores, apercebe-mo-nos imediatamente que a vida tem que ter Um Criador.

Qualquer pessoa se apercebe disto, menos os militantes evolucionistas. Este minoritário grupo de iluminados defende que mensagens escrevem-se a elas mesmas, e que, depois de se auto-criarem, elas propagam-se de forma consistente pela biosfera. E eles arrogantemente qualificam isto de “ciência”.

Fonte: Darwinismo

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