segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A estabilidade das bases de RNA: implicações para a origem da vida

Artigo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America – PNAS (v. 95, p. 7933-7938, jul., 1998) - disponibilizado abaixo – de autoria de Matthew Levy e Stanley L. Miller, do Departamento de Química e Bioquímica da Universidade da Califórnia em San Diego, CA, com título The stability of the RNA bases: Implications for the origin of life (A estabilidade das bases de RNA: Implicações para a origem da vida) apresentaram resultados interessantes com implicações sérias sobre a origem da vida, veja abaixo o resumo do artigo [tradução livre]:

Algumas teorias sobre a origem da vida afirmam que a Terra possuia uma alta temperatura em seu primórdio, todavia, isso exigem que os componentes do primeiro material genético tenham sido totalmente estáveis devido à temperatura elevada. Nesta pesquisa, medimos a meia-vida para a decomposição das bases que formam os nucleotídeos.

Estas bases nitrogenadas tem sido encontradas em períodos bem curtos quando comparado com a escala geológica de tempo. A 100°C, a temperatura de crescimento de micro-organismos hipertermófilos, as meia-vidas são muito curtas para permitir a acumulação adequada destes compostos (Adenina e Guanina = 1 ano; Uracila = 12 anos e Citosina = 19 dias).

Portanto, a menos que a origem da vida tenha ocorrido de forma extremamente rápida (tempo <100 anos), concluímos que uma origem em um ambiente com alta temperatura, como defendido por algumas teorias, pode até ser possível, mas não envolveu Uracila, Adenina, Guanina ou Citosina.

As taxas de hidrólise a 100°C também sugerem que em um oceano quente [a sopa primordial] o provável impacto de um asteróide iria acertar o relógio prebiótico, exigindo processos sintéticos para recomeçar. A 0°C, Adenina, Uracila, Guanina e Timina parecem ser suficientemente estáveis (t1 / 2 ≥ 106 anos) para estarem envolvidos em uma origem da vida, mas em baixa temperatura.

No entanto, a falta de estabilidade de Citosina a 0°C (t1 / 2 = 17.000 anos) levanta a possibilidade de que o par de base Guanina-Citosina pode não ter sido utilizado no primeiro material genético, a menos que a vida tenha surgido rapidamente (tempo inferior a 106 anos). Um código de duas letras ou um par de bases alternativas pode ter sido usado na formação do primeiro material genético da Terra.

Fonte: Ciência da criação

Nota
provocante do blog Desafiando aNomenklatura Científica: Atenção alunos do ensino médio - baixem o PDF deste artigo aqui e encostem seus professores de Biologia e digam para eles que os autores dos livros-texto de Biologia do ensino médio aprovados pelo MEC/SEMTEC/PNLEM foram desonestos na abordagem da origem da vida ao omitirem intencionalmente informações como estas aqui de Stanley Miller, que foi um dos maiores especialistas em origem da vida. [Enézio E. Almeida Filho]

“A falsa ciência cria ateus; a verdadeira conduz o homem a prostrar-se diante de Deus” (Voltaire)

Recordar é viver!

Nota: Nunca fui bom desenhista, mas gostava de fazer rabiscos de figuras ilustrativas para passar o meu tempo. Neste final de semana, procurando uns arquivos antigos de escola acabei achando alguns desenhos que fiz quando criança. Então, não perdi o tempo e acabei digitalizando todos eles, pois muitos estavam com as folhas oxidadas, ou melhor, com as folhas amareladas por causa do tempo.

Veja bem, uma destas imagens era a figura do personagem do desenho animado o "Pateta", que desenhei em uma aula chata de matemática - não me lembro mais o ano e nem a série - mas me recordo perfeitamente que era um professor que não sabia a matéria. Isso mesmo que você leu, é sério, nas escolas públicas da Bahia (antigamente era assim, não sei se hoje continua o mesmo sistema) tinham muitos professores que assumiam uma disciplina mesmo não sendo licenciados naquela área. Aí, você deve imaginar o desastre (era uma aula 'Patética') - no entanto, tinham professores que conseguiam dar conta do recado.

Outro desenho referente à escola que encontrei, foi quando estava na semana de prova no ginásio, com preguiça e sem vontade de estudar, acabei rabiscando a figura do "Snoop" - um desenho animado que tinha antigamente e que amava assistir.

Por último, dentre os desenhos e trabalhos escolares que me marcou muito nestas lembranças e cheguei até ficar emocionado quando vi, foi o trabalho escolar que realizei no jardim II (Esquema Corporal - mãos). Incrível, como minha mãe guarda tudo! Na época, tinha somente 05 anos de idade.

Contudo, foi assim que passei minha tarde deste domingo, recordando e vivendo os bons momentos de minha vida escolar! [FN]

sábado, 26 de novembro de 2011

Prof. Colin Reeves 'falou e disse': o darwinismo é uma explicação desprovida de evidência

“O darwinismo foi uma ideia interessante no século 19, quando explicações desprovidas de evidência forneceram um quadro plausível, se não apropriadamente científico, no qual nós podíamos encaixar os fatos biológicos. Todavia, o que nós temos aprendido desde os dias de Darwin lança dúvida sobre a capacidade da seleção natural criar sistemas biológicos complexos – e nós ainda temos um pouco mais do que explicações desprovidas de evidência como argumento a seu favor”. - Professor Colin Reeves

NOTA DESTE BLOGGER Dsafiando a Nomenklatura Científica::

A Nomenklatura científica demoniza os críticos e oponentes do darwinismo como sendo pessoas ignorantes que não sabem o que é ciência e nem fazem ciência. Nada mais falso!!! Existem muitos cientistas de peso como o Prof. Dr. Colin Reeves (40 anos de carreira acadêmica) que duvidam da capacidade evolucionária criativa da seleção natural e processos aleatórios. Se você quiser se juntar a este grupo seleto de dissidentes científicos visite o site Dissent from Darwin.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Estudo rejeita partícula mais rápida que a luz

Uma equipe internacional de cientistas na Itália, estudando os mesmos neutrinos que alguns de seus colegas dizem parecer ter se deslocado a velocidades superiores à da luz, rejeitou a polêmica constatação neste fim de semana, afirmando que seus testes determinaram que os resultados devem estar incorretos. O anúncio da descoberta, em setembro, sustentado por novos estudos divulgados na semana passada, causou agitação no mundo científico porque parecia sugerir que as ideias de Albert Einstein sobre a relatividade, e boa parte da física moderna, se baseavam em uma premissa errônea. A primeira equipe, responsável pela experiência OPERA, no laboratório Gran Sasso, ao sul de Roma, anunciou ter registrado que neutrinos transmitidos à instalação do centro de pesquisa CERN, na Suíça, haviam chegado lá 60 nanossegundos mais cedo do que um raio de luz teria chegado.

Mas os cientistas do ICARUS, outro projeto do Gran Sasso – um laboratório subterrâneo operado pelo Instituto Nacional de Física Nuclear italiano em uma cadeia de montanhas próxima da capital da Itália - agora argumentam que suas mensurações da energia dos neutrinos ao chegar contradizem a leitura dos colegas.

Em estudo publicado no sábado no mesmo site que divulgou os resultados do Opera, a equipe do ICARUS afirma que suas constatações “refutam uma interpretação supraluminar (mais rápida que a luz) dos resultados do OPERA”.

Eles argumentam, com base em estudos recentemente publicados por dois importantes físicos norte-americanos, que os neutrinos transmitidos do CERN, perto de Genebra, teriam perdido a maior parte de sua energia se tivessem se deslocado a velocidade superior à da luz, mesmo que por margem ínfima.

Mas, na verdade, dizem os cientistas do ICARUS, o feixe de neutrinos testado por seus equipamentos registrou um espectro de energia correspondente ao que deveria exibir caso as partículas estivessem se deslocando no máximo à velocidade da luz.

O físico Tomasso Dorigo, que trabalha no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN), e no Fermilab, laboratório nuclear norte-americano perto de Chicago, afirmou em texto no site Scientific Blogging que o estudo do ICARUS era “muito simples e definitivo”.

Segundo ele, o estudo determinou que “a diferença entre a velocidade dos neutrinos e a da luz não podia ser tão grande quanto a observada pelo OPERA, e era certamente menor por três ordens de magnitude, e compatível com zero”.

Fonte:Info

Nota: Depois da polêmica, acredito que agora volta tudo ao normal no campo da física...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

DARPA planeja criar antibiótico com nanopartículas

A DARPA (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa) emitiu um alerta, dizendo que os antibóticos utilizados atualmente estão muito defasados em relação às possíveis doenças causadas por bombas e outras armas biológicas. Pensando nisso, a mesma agência está planejando criar novos medicamentos, que utilizam nanopartículas e podem ser muito mais eficientes.

Segundo os cientistas da DARPA, com nanopartículas seria possível enviar as substâncias medicinais diretamente ao interior das células, agindo de maneira mais puntual e eficiente. Isso poderia garantir a vida de várias pessoas infectadas em ataques com bactérias e outros elementos nocivos à saúde humana.

Segundo a Wired, ainda não foram publicados muitos detalhes acerca das pesquisas, mas já se sabe que (pelo menos teoricamente) as substâncias seriam responsáveis pela destruição do RNA das bactérias presentes nestas poderosas armas.

Fonte: Tecmundo

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Descoberta do CERN possibilita enviar mensagens ao passado

Em setembro deste ano, pesquisadores do CERN anunciaram a descoberta de moléculas subatômicas capazes de viajar a velocidades acima da da luz. A novidade, que abala os pilares da física moderna, foi confirmada novamente nesta sexta-feira (18 de novembro), após testes mais precisos dos experimentos realizados anteriormente.

Uma das principais críticas relacionadas ao experimento inicial do CERN é o tempo relativamente grande dos pulsos de neutrinos enviados, que duravam cerca de 10 microssegundos – situação que, segundo os críticos, impossibilitaria medir com precisão a velocidade das partículas enviadas aos laboratórios Gran Sasso, na Itália.

Enviando mensagens ao passado

Para comprovar a descoberta, os pesquisadores realizaram uma nova bateria de testes enviando neutrinos durante três nanossegundos, com intervalos de 524 nanosegundos entre si. O resultado se mostrou muito mais preciso do que aqueles obtidos pela experiência inicial, comprovando a existência de partículas subatômicas que viajam acima da velocidade da luz
A descoberta chocou o mundo da ciência por implicar que a Teoria da Relatividade, conforme foi formulada por Albert Einstein, não é válida. Além disso, a novidade destrói nossa percepção de passado e presente ao possibilitar que mensagens sejam enviadas de volta no tempo, afetando seriamente o princípio fundamental da causa e consequência.

Descoberta vista com suspeitas

Apesar dos resultados mais precisos obtidos pelo CERN, a comunidade científica continuará realizando outros testes antes de aceitar a descoberta como verdadeira. Além da reprodução dos testes em outras partes do planeta, pesquisadores sugerem uma verificação da sincronia dos relógios usados no local e daqueles localizados na Itália.

Ao trocar o sistema de GPS usado atualmente por fibra ótica, os cientistas esperam eliminar o efeito que forças gravitacionais divergentes têm sobre relógios. Somente após a verificação completa de detalhes como esse, será possível afirmar com certeza que os neutrinos realmente viajam em velocidades acima da da luz, e que os resultados obtidos não se tratam de uma simples discrepância nas medições.

Fonte: TecMundo

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