domingo, 14 de agosto de 2011

A. N. Wilson voltou para Cristo em 2009

Há duas décadas, A. N. Wilson escreveu uma biografia de C. S. Lewis aclamada pela crítica. Este e alguns outros dos seus escritos levaram alguns cristãos a esperar que Wilson pudesse se tornar no que Alan Jacobs uma vez chamou “a figura por quem tantos têm estado à espera há muito tempo, o próximo C. S. Lewis.” Portanto, foi uma surpresa e desilusão quando Wilson repudiou publicamente sua fé cristã uns anos mais tarde e se tornou num escarnecedor do cristianismo. Todavia, [em 2009], no jornal Daily Mail do Reino Unido, Wilson [incitou] os cristãos a não se deixarem intimidar por críticos “escarnecedores” e “cheios de presunção” como Richard Dawkins. A. N. Wilson, como se vê, voltou à fé. Por quê? Em grande medida devido à evidência mais forte favorável à verdade do Evangelho, ou seja, o seu impacto sobre a vida das pessoas.

Wilson escreveu que no seu “vigor juvenil” ele “começou a se interrogar sobre quanto da história da Páscoa [ele] aceitava”. Pelos seus 30 anos, ele perdeu toda a crença espiritual. Por quê? Ele atribui [essa decisão ao fato de] ter crescido numa cultura que estava cada vez mais e “preponderantemente secular e antirreligiosa”. Para sua “vergonha”, diz ele, acompanhou a onda cultural. Ele achava que a fé cristã era “enfadonha” e “nada atraente”.

Wilson não parou no que ele chama de essa “atitude infantil”: ele “começou a encarrilar contra o cristianismo” e escreveu um livro que descrevia Jesus como um “profeta messiânico que tinha... verdadeiramente falhado, e morrido”.

Todavia, [em 2009], Wilson informou que “ouviu o Evangelho ser cantado” [era Páscoa] e pôde concordar com ele “com simplicidade completa”. Em algum momento, nos passados cinco anos, ele passou de escritor de um livro sobre um profeta messiânico falho a crente que Jesus ressuscitou dos mortos.

Uma vez mais a questão é: “Por quê?” Parte da razão foi que o ateísmo e os ateus, nas suas palavras, “falharam em algumas experiências muito básicas da vida”. Ele [afirmou que, ao] escutar Bach ou o ler as obras de autores cristãos, [tomou] consciência de que sua “percepção da vida era mais profunda, mais sábia, mais completa do que a [dele]”. Ver o mundo através dos olhos da fé “é muito mais interessante”, disse ele.

Depois havia a baixa-estima em que o darwinismo mantém o homem. As pessoas que insistem que somos “simplesmente macacos antropoides” não conseguem prestar contas de algo tão básico como a língua. A “existência da língua”, amor e música, para nomear apenas algumas de muitas coisas, convenceram Wilson de que somos “seres espirituais”. Para Wilson, elas provam que “a religião da encarnação, ao declarar que Deus criou a humanidade à Sua imagem, e ao continuar a restaurar a humanidade à Sua imagem, é simplesmente verdade”.

Depois há o que ele considera o “argumento mesmo mais forte”: “A forma como a fé Cristã transforma vidas individualmente.” Desde “a serenidade de Bonhoeffer antes de ser executado” à pessoa ao seu lado na igreja, os cristãos dão testemunho da verdade do cristianismo e de que como um “projeto funcional para a vida” e “padrão com que se mede a experiência, satisfaz”. [...]

O ex-ateu convertido A. N. Wilson é escritor inglês, professor de Literatura no New St Hugh’s College e na Universidade de Oxford, e também jornalista e editor. Escreveu sobre Tolstoy, C. S. Lewis, Hilaire Belloc e Jesus Cristo. [...] “Minha crença surgiu devido a pessoas que eu conheci, não de famosos, ou de santos, mas de amigos e familiares, que viveram e enfrentaram a morte, à luz da ressureição, na calma aceitação de que há um futuro após a morte”, [disse ele].

Fonte:IQC

Nota: A. N. Wilson foi um dos maiores críticos de C. S. Lewis e preparou o terreno para Dawkins, Hitchens e outros. Ele abandonou o ateísmo em 2009 e voltou para Cristo. Foi entrevistado pelo Times e New York Times sobre o assunto. Procure “A. N. Wilson conversion”, no Google. [Criacionismo]

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