quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Esvaziando as provas sintéticas do mundo RNA

Em junho de 2005, o biofísico David Deamer e colegas visitaram uma pequena poça de água aquecida por atividade vulcânica na penísula de Kamchatka, na Rússia. Os cientistas estavam convencidos de que a água era estéril e que as atividades vulcânicas teriam apagado todos os sinais de vida. “Darwin propôs que a vida começou em ‘uma pequena poça morna’... Nós estamos testando sua teoria em ‘uma pequena poça’”, Demer relatou em uma reunião da Royal Society em Londres, em fevereiro de 2006. O grupo colocou uma “sopa primordial” de proteínas, DNA, membranas de células dentro da poça e esperou para ver o que aconteceria. “Quando os cientistas verificaram a amostra de água após algumas horas, eles ficaram surpresos em descobrir que a maioria do material adicionado tinha desaparecido. Os testes revelaram que os ingredientes em falta estavam vinculados à argila que forrava a pequena poça. As moléculas “estão presas de modo que elas não podem interagir”, disse Deamer. E, como resultado, “as poças vulcânicas quentes não podem ser provavelmente os pontos para a primeira montagem dos pequenos pedaços de vida”, disse Deamer (fonte aqui).

Com essa anedota, Robert Shapiro começa sua resenha do mais recente livro de Deamer: First Life: Discovering the Connections Between Stars, Cells, and How Life Began [Primeira vida: descobrindo as conexões entre as estrelas, células e como começou a vida]. Na verdade, Deamer também menciona o incidente no livro e o descreve como um “teste da realidade”. Isso o ensinou que os sistemas naturais são bem diferentes do laboratório, e embora numerosos artigos tenham sido publicados sobre a abiogênese no laboratório, os autores têm falhado em lidar com o princípio de que “não podemos traduzir os resultados dos laboratórios aos ambientes naturais”.

“Porque podemos obter as reações para funcionarem em condições controladas de um laboratório”, ele adverte, “isso não quer dizer que reações semelhantes ocorreram na Terra pré-biótica. Podemos nem ter notado algo que se torna aparente quando tentamos reproduzir as reações em um ambiente natural. Esse insight provocador explica por que a área da origem da vida tem tido pouco progresso ao longo da metade do século passado, enquanto a biologia molecular tem florescido.”

A abordagem teórica contemporânea dominante da abiogênese é conhecida como “mundo RNA”. A ideia básica é que um filamento de RNA apareceu espontaneamente na era Arqueana da Terra primitiva. Essa molécula de RNA teria a capacidade de replicar a si mesma. Shapiro disse: “A vantagem dessa ideia é que apenas a formação de um polímero seria tudo necessário para que a vida iniciasse. A desvantagem é que tal evento seria incrivelmente improvável.” Há problemas químicos só na obtenção do filamento de RNA, mas, além disso, há os problemas na obtenção da replicação. É por isso que alguns cientistas escolheram deixar o paradigma do mundo RNA para tentar desenvolver uma abordagem bem diferente.

“Nucleotídeos, por exemplo, não são encontrados na natureza além dos organismos ou em síntese de laboratório. Para se construir o RNA, altas concentrações de quatro nucleotídeos seletos seriam necessárias no mesmo local, com outros sendo excluídos. Se isso é o pré-requisito para a vida, então é um fenômeno incomum, raro no Universo. Como alternativa, outros cientistas (eu inclusive) têm sugerido que a vida começou sem a presença de polímeros; que, em vez disso, a hereditariedade e a catálise começaram com monômeros.”

Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: Por que a evolução química ainda aparece nos livros didáticos de Biologia do ensino médio, quando a Academia sabe que NADA SABE sobre a origem da vida? Quer dizer, então, que especulação agora é ciência? Nem errado não é! É projeção da mente... Os evolucionistas dizem em debates que a origem da vida (evolução química) não é importante para o estabelecimento da evolução biológica. Ora, se não é importante, então por que aparece nos livros didáticos aprovados pelo MEC/SEMTEC/PNLEM? Se a ciência NADA SABE sobre a origem da vida, o que temos naqueles livros não é ciência, mas IDEOLOGIA MATERIALISTA posando como se fosse CIÊNCIA. Fui, nem sei por que, pensando que nesta área os cientistas estão correndo atrás de vento... E o vento levou a sopa pré-biótica...

Um comentário:

  1. Desonestidade do Enézio:

    retirado do mesmo artigo:

    http://news.sciencemag.org/sciencenow/2006/02/15-03.html


    Deamer plans to repeat the study on Hawaiian volcanoes where clay may be less of a problem. However, chemist James Ferris of Rensselaer Polytechnic Institute IN Troy, New York, who has found certain clays can actually facilitate biological interactions in the lab, thinks a better environment might be a cooler, less acidic pond. The trouble is that these places are usually already "contaminated" with life, he notes. Perhaps someday, says biologist Anthony Walsby of Bristol University, U.K., we'll be able to try this experiment on a truly sterile place, such as Mars.


    Em suma, ele cometeu o pecado da omissão (NÃO DIRÁS FALSO TESTEMUNHO!!! - não mentir, não inventar, não omitir, não distorcer, não criar falsar idéias, não se aproveitar dos menos intelectualizados, enfim, tudo que se considere como a atitude de mentir).

    Se o demo é o pai da mentira, criacionistas realmente estão em maus lençóis!!!!

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