segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Nobel de Química garante que indústria farmacêutica não quer que povo se cure

O prêmio Nobel de Química 2009, o americano Thomas Steitz, denunciou em Madri o fato de que os laboratórios farmacêuticos não pesquisam antibióticos efetivos e acrescentou que "não querem que o povo se cure".

– Preferem centrar o negócio em remédios que deverão ser tomados durante toda a vida. Muitas das grandes farmacêuticas fecharam suas pesquisas sobre antibióticos porque estes curam as pessoas.

Thomas Steitz é pesquisador do Instituto Médico Howard Hughes da Universidade americano de Yale, e assiste em Madri ao Congresso Internacional de Cristalografia (estudo da estrutura ordenada dos átomos nos cristais da natureza).

No caso da tuberculose, Steitz analisou o funcionamento que deveria seguir um novo antibiótico para combater cepas resistentes à doença que surgem, sobretudo, no sul da África.

O cientista comentou em entrevista coletiva que o desenvolvimento deste remédio exige um grande investimento e a colaboração de um laboratório farmacêutico para avançar na pesquisa.

– É muito difícil encontrar um que queira trabalhar conosco, porque para estas empresas vender antibióticos em países como a África do Sul não gera dinheiro e preferem investir em remédios para toda a vida.

Por enquanto, segundo Steitz, estes novos antibióticos são "só um sonho, uma esperança, até que alguém esteja disposto a financiar o trabalho".

Steitz e os espanhóis Enrique Gutiérrez-Puebla e Martín M. Ripoll, do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), pediram nesta sexta-feira aos países para que invistam mais em ciência. Os cientistas acreditam que a resistência das bactérias aos antibióticos será necessária continuar pesquisando "indefinidamente".

Fonte: BioMedicina Padrão

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Evolução da química levou à criação de aromas sofisticados

O uso de aromas, presentes em desodorantes, cremes, xampus e perfumes, faz parte da história da humanidade. Mas a produção de cheiros de hoje só foi possível com a evolução da química.

As primeiras formas de aromatização eram feitas pela simples fumigação de ervas. Essa técnica fazia parte das cerimônias religiosas.

"Acreditava-se que Deus estivesse no ambiente, mesmo sem ser visto, assim como os cheiros", explica João Braga, professor de história da moda da Faap (Fundação Armando Alvares Penteado).

Os aromas feitos a partir de ervas como a mirra --um dos presentes que teriam sido dados a Jesus-- faziam parte de rituais desde o Egito Antigo. Lá, surgiram também as primeiras formas de perfumar-se por meio de pastas.

"Havia diferentes aromas para cada parte do corpo. Mas os líquidos dessas pastas eram muito voláteis", conta a química Claudia Rezende, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Ela coordena o Ano Internacional da Química no Brasil.

'ALQUIMIA'

Com o processo de destilação (separação da água e do álcool), aperfeiçoado no século 14, o perfume ficou independente dos banhos. Nessa época, as ervas para culinária, religião e perfumes se confundiam.

No século 16, os últimos alquimistas europeus --químicos da época-- aperfeiçoaram a condensação do vapor de ervas em ebulição para extração dos óleos essenciais --a base dos perfumes.

"Isso deu um salto na história dos perfumes", explica Humberto Bizzo, que pesquisa óleos essenciais na Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

Desde então, a vida de personagens históricos foi marcada também pelos cheiros. Um deles é Napoleão Bonaparte, líder da revolução francesa no século 18. Ele usava uma fragrância como a atual "Água de Colônia".

Apesar de adepto de cheiros, um perfume teria tirado Napoleão do sério: o de sua ex-mulher, Josefina. Ela teria impregnado o quarto dele com seu forte aroma antes de deixar sua casa.

A popularização dos perfumes aconteceu no século 19, com o avanço da química e o crescimento da indústria. Mas os perfumes não deixaram de ser itens "de luxo" e passaram a ter uma uma relação cada vez mais próxima com a moda. "O sensorial é uma das formas de convencimento de consumo", lembra Braga.

Mas o odor é importante também para a sobrevivência. Serve, por exemplo, para identificar comida estragada. "É um alerta para o sistema de defesa", diz Rezende.

Hoje, a química se ocupa buscando moléculas, reproduzindo-as sinteticamente e criando fixadores.

Os perfumistas trabalham com um universo limitado, mas grande, de substâncias: são cerca de 3.000 matérias-primas. A arte é fazer uma combinação delas.

"Além disso, há prospecção de novas substâncias na natureza e no laboratório", lembra Bizzo, da Embrapa. Ele, por exemplo, está em busca de novos aromas no cerrado brasileiro.

Fonte: Folha.com

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Centenário do Premio Nobel de Química da Madame Curie.

2011 foi tomado como o ano internacional da química e também comemora o centenário do Premio Nobel de Química recebido pela Madame Curi, mas você sabe quem foi Madame Curie?

Madame Curie é como é chamada Marie sklodowska que ao se casar com Pierre Curie adotou o nome Marie sklodowska Curie, seu marido o qual ela dividiu o Premio Nobel de Física anos antes.

Marie Curie era filha de professor que envolvida com grupos que almejavam transformar a ciência teve que fugir de sua terra até Paris, onde se licenciou em Física e Matemática, Marie Curie estudava elementos radioativos e suas radiações e foi nestes estudos que ela descobriu dois elementos novos, o Polônio e o Rádio, imaginem que para ela obter 1g de sal de radio ela teve processar oito toneladas de pechblenda e que por acaso foi a partir deste elemento e a energia que ele libera que foi inventados os termos radioativo e radioatividade e foi com estes estudos de radiação que ela e seu marido ganharam o Premio Nobel de Física e pela descoberta dos elementos o Premio Nobel de Química.

Ela foi à primeira pessoa a ganhar dois Prêmios Nobel, feito no qual foi repetido somente depois de mais de 40 anos por Linus Pauling e mesmo assim ela foi à única a ganhar dois em áreas científica.

Mesmo falando de dois grandes prêmios que esta grande mulher recebeu, ainda assim não falaríamos nem metade os grandes feitos que esta mulher teve, feitos como o uso da radiografia para tratamentos de soldados feridos, fundadora do instituto do Rádio, sócia da Academia de Medicina, autora do livro “Radioactivité”, teve seu rosto impresso em notas de sua terra natal, mãe de mais uma ganhadora do Premio Nobel e seu sobrenome foi homenageado com o batismo do elemento 96 da tabela periódica nomeado Cúrio.

Não é a toa que ela é uma grande inspiração para toda a sociedade científica e tão lembrada nesta nossa celebrarão do Ano Internacional da Química.

Fonte: Teoria da Relatividade

Nota: Veja mais novidades sobre o Ano Internacional da Química aqui, aqui e aqui.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Esvaziando as provas sintéticas do mundo RNA

Em junho de 2005, o biofísico David Deamer e colegas visitaram uma pequena poça de água aquecida por atividade vulcânica na penísula de Kamchatka, na Rússia. Os cientistas estavam convencidos de que a água era estéril e que as atividades vulcânicas teriam apagado todos os sinais de vida. “Darwin propôs que a vida começou em ‘uma pequena poça morna’... Nós estamos testando sua teoria em ‘uma pequena poça’”, Demer relatou em uma reunião da Royal Society em Londres, em fevereiro de 2006. O grupo colocou uma “sopa primordial” de proteínas, DNA, membranas de células dentro da poça e esperou para ver o que aconteceria. “Quando os cientistas verificaram a amostra de água após algumas horas, eles ficaram surpresos em descobrir que a maioria do material adicionado tinha desaparecido. Os testes revelaram que os ingredientes em falta estavam vinculados à argila que forrava a pequena poça. As moléculas “estão presas de modo que elas não podem interagir”, disse Deamer. E, como resultado, “as poças vulcânicas quentes não podem ser provavelmente os pontos para a primeira montagem dos pequenos pedaços de vida”, disse Deamer (fonte aqui).

Com essa anedota, Robert Shapiro começa sua resenha do mais recente livro de Deamer: First Life: Discovering the Connections Between Stars, Cells, and How Life Began [Primeira vida: descobrindo as conexões entre as estrelas, células e como começou a vida]. Na verdade, Deamer também menciona o incidente no livro e o descreve como um “teste da realidade”. Isso o ensinou que os sistemas naturais são bem diferentes do laboratório, e embora numerosos artigos tenham sido publicados sobre a abiogênese no laboratório, os autores têm falhado em lidar com o princípio de que “não podemos traduzir os resultados dos laboratórios aos ambientes naturais”.

“Porque podemos obter as reações para funcionarem em condições controladas de um laboratório”, ele adverte, “isso não quer dizer que reações semelhantes ocorreram na Terra pré-biótica. Podemos nem ter notado algo que se torna aparente quando tentamos reproduzir as reações em um ambiente natural. Esse insight provocador explica por que a área da origem da vida tem tido pouco progresso ao longo da metade do século passado, enquanto a biologia molecular tem florescido.”

A abordagem teórica contemporânea dominante da abiogênese é conhecida como “mundo RNA”. A ideia básica é que um filamento de RNA apareceu espontaneamente na era Arqueana da Terra primitiva. Essa molécula de RNA teria a capacidade de replicar a si mesma. Shapiro disse: “A vantagem dessa ideia é que apenas a formação de um polímero seria tudo necessário para que a vida iniciasse. A desvantagem é que tal evento seria incrivelmente improvável.” Há problemas químicos só na obtenção do filamento de RNA, mas, além disso, há os problemas na obtenção da replicação. É por isso que alguns cientistas escolheram deixar o paradigma do mundo RNA para tentar desenvolver uma abordagem bem diferente.

“Nucleotídeos, por exemplo, não são encontrados na natureza além dos organismos ou em síntese de laboratório. Para se construir o RNA, altas concentrações de quatro nucleotídeos seletos seriam necessárias no mesmo local, com outros sendo excluídos. Se isso é o pré-requisito para a vida, então é um fenômeno incomum, raro no Universo. Como alternativa, outros cientistas (eu inclusive) têm sugerido que a vida começou sem a presença de polímeros; que, em vez disso, a hereditariedade e a catálise começaram com monômeros.”

Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: Por que a evolução química ainda aparece nos livros didáticos de Biologia do ensino médio, quando a Academia sabe que NADA SABE sobre a origem da vida? Quer dizer, então, que especulação agora é ciência? Nem errado não é! É projeção da mente... Os evolucionistas dizem em debates que a origem da vida (evolução química) não é importante para o estabelecimento da evolução biológica. Ora, se não é importante, então por que aparece nos livros didáticos aprovados pelo MEC/SEMTEC/PNLEM? Se a ciência NADA SABE sobre a origem da vida, o que temos naqueles livros não é ciência, mas IDEOLOGIA MATERIALISTA posando como se fosse CIÊNCIA. Fui, nem sei por que, pensando que nesta área os cientistas estão correndo atrás de vento... E o vento levou a sopa pré-biótica...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A árvore da vida de Darwin cai por terra

A revista Ciência Hoje de julho publicou o interessante artigo “A árvore da vida”, escrito por Francisco Ângelo Coutinho, da Faculdade de Educação da UFMG; Rogério Parentoni Martins, do Departamento de Biologia da UFC; e Gabriel Menezes Viana, também da Faculdade de Educação da UFMG. Eles abrem o artigo assim: “O diagrama conhecido como ‘árvore da vida’ é uma representação gráfica da ascendência vertical de organismos a partir de uma suposta [isso mesmo, suposta] origem comum (raiz), contendo bifurcações (ramos) com extremidades que representam a diferenciação resultante do processo de especiação por meio da evolução. É uma figura poderosa, que organiza a forma pela qual compreendemos um dos aspectos importantes do processo evolutivo: o da formação de novas espécies. No entanto, pesquisas recentes lançam dúvidas sobre a adequação dessa imagem como a melhor representação para a dinâmica e a complexidade do processo evolutivo.”

Depois de traçar o histórico da figura/gráfico de Darwin, os autores explicam que “os estudos de Hennig e o aprimoramento, por outros biólogos, da sistemática filogenética levaram à consolidação da cladística, ramo da biologia que estuda o parentesco entre as espécies com base em suas [aqui também caberia um supostas] relações evolutivas. Com isso, a concepção da árvore da vida se modificou, e sua versão mais atual é representada pelos esquemas de clados (cladogramas) encontrados hoje nos livros didáticos de biologia”.

O artigo menciona também o legado de Ernst Mayr: “Nascido alemão e naturalizado norte-americano, o biólogo Ernst Mayr (1904-2005) exerceu forte influência sobre o desenvolvimento da filosofia da biologia moderna e proporcionou uma perspectiva particular sobre evolução e filogenia. Uma de suas grandes influências foi a formulação do ‘conceito biológico de espécie’: ‘espécies biológicas são grupos de populações real ou potencialmente intercruzantes que estão isoladas reprodutivamente de outros grupos semelhantes.’” [Leia também: “Biologia também é ciência histórica”.]

Ciência Hoje destaca o fato de que, para Mayr, a árvore da vida é uma árvore de espécies, representando um processo de herança vertical no qual não haveria troca de informações genéticas entre os “galhos”. Segundo o biólogo, “somente organismos sexualmente reprodutivos se qualificam como espécies”, criando o discutido conceito de paraespécies.

Os autores do texto realçam algo que os criacionistas dizem há muito tempo: parece haver intensa transferência lateral de genes entre bactérias e fungos, entre diferentes fungos e entre estes e outros organismo multicelulares. Há também hibridização, como fonte de variações limitadas que facilitam a adaptação a novos ambientes.

Transferência lateral tem que ver com informação já existente. Assim, a tal árvore da vida de Darwin, como os criacionistas sempre têm dito, estaria mais para “gramado da vida”, com a criação original dos tipos básicos de seres vivos (com seu amplo e versátil patrimônio genético) que sofreram limitadas diversificações de baixo nível. Assim, as espécies atuais seriam descendentes mais ou menos modificados das espécies originais.

Embora critiquem a validade do diagrama de Darwin, como não poderiam deixar de fazer, os autores do texto tentam, no último parágrafo, amenizar as coisas para o naturalista: “É importante, entretanto, lembrarmos da advertência do biólogo norte-americano Edward O. Wiley: ‘A hipótese da árvore, como todas as hipóteses científicas, é apenas conjectura e não fato.” Admitir isso e usar as palavras “hipótese” e “conjectura” já é um bom começo...

O blog Desafiando a Nomenklatura Científica também comentou o assunto: “À medida que os evolucionistas elaboraram mais sobre a ideia de Darwin no século 20, o conceito de uma árvore evolucionária se tornou cada vez mais fundamental para a teoria. Esta figura abaixo, de um livro-texto importante [George Johnson, Jonathan Losos, The Living World, Fifth Edition, McGraw Hill, 2008.] é típica:

“Como é explicado no livro didático: ‘Hoje os cientistas podem decifrar cada um dos milhares de genes (o genoma) de um organismo. Ao compararem os genomas de organismos diferentes, os pesquisadores podem, literalmente, reconstruir a árvore da vida. Os organismos na base da árvore são as formas mais antigas de vida, tendo evoluído bem antes na história da vida na Terra. Os galhos superiores indicam outros organismos que evoluíram mais tarde.’ [...]

“E à medida que mais dados de genomas se tornaram cada vez mais disponíveis os evolucionistas pensaram naturalmente que seria possível deduzir uma árvore evolucionária completa. [...]

“[Mas a coisa não é tão simples.] Como um evolucionista escreveu: ‘Incongruências filogenéticas podem ser vistas em toda a árvore universal, desde a sua raiz até às principais ramificações dentro e entre os variados táxons até à elaboração dos próprios agrupamentos primários.’

“Outro artigo admite que ‘quanto mais os dados moleculares são analisados, mais difícil é interpretar exatamente as histórias evolucionárias daquelas moléculas.’ Ou, ainda, como outro evolucionista propôs sucintamente, ‘a vida não é uma árvore’.”

E os livros didáticos, continuarão falando da tal árvore?[Michelson Borges]

Fonte: criacionismo.com.br

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