sábado, 25 de junho de 2011

A arte que deprecia a ciência

A imagem dos químicos disseminada pela literatura e pelo cinema é negativa, afirmam cientistas.

Um monstro sádico de guarda pó branco trancado em um laboratório cheio de cobaias. A imagem dos químicos disseminada pela literatura e pelo cinema é negativa, afirmam cientistas. O químico é mostrado como um maníaco diabólico e perigoso, obsessivo, secreto e arrogante.

Cientistas estão preocupados com a imagem pública da química. A revista alemã Hyle, especializada em debater a filosofia dessa ciência, trouxe uma edição com artigos voltados a analisar o papel da química na literatura e no cinema. A conclusão mostra uma visão popular negativa dessa disciplina, praticada por alquimistas [Alquimia e Química, ontem e hoje] ou cientistas malucos que desenvolvem em laboratórios obscuros venenos que oferecem perigo à humanidade e ao meio ambiente.
O alquimista , tela de 1853 do britânico William Fettes Douglas (1822-1891). No imaginário popular, os praticantes dessa disciplina foram os precursores da figura do químico louco comum no cinema contemporâneo.

Os alquimistas estão na raiz da mistificação da atividade desses cientistas que ganhou espaço nos livros e nos filmes. Figuras vistas como os únicos detentores do poder de transformar qualquer metal em ouro, com a lendária pedra filosofal, os alquimistas eram temidos por seu saber mágico e sobrenatural, capaz de dar vida a homúnculos e de favorecer privilegiados com elixires da juventude.

Vista como uma prática que envolvia magia negra e astrologia, foi considerada heresia – aqueles que com ela se envolviam só podiam estar compactuados com o demônio. Na literatura, a imagem popular dos alquimistas inspirou a construção de personagens como Fausto, o cientista que vendeu a alma ao diabo, o monstro de Frankenstein, ou o cruel Doutor Moreau, cientista que ignora os gritos de dor de suas cobaias animais, segundo a análise da química Roslynn Hayes, da Universidade da Nova Gales do Sul, na Austrália.

Não muito longe dessa caracterização está a figura dos químicos no cenário de hoje, segundo Hayes. “A literatura e os filmes atuais mostram o químico como um maníaco diabólico e perigoso, obsessivo, secreto e arrogante”, afirma ela em seu artigo. “Alquimistas e cientistas são representados como pessoas com valores diferentes dos outros, preparados para sacrificar homens e animais por seus experimentos”.

Na química praticada nos filmes e livros, a busca pelo conhecimento justifica qualquer prejuízo, seja através de efeitos colaterais, poluição ambiental ou contaminação genética. “Todo o glamour atingido com o sucesso de uma experiência se transforma em cinzas quando a mesma vira um desastre imprevisível“, explica Hayes. “É o exemplo de Frankenstein, cuja tragédia começa no momento em que o experimento dá certo”.

Em outro artigo da revista, o sociólogo alemão Peter Weingart, do Instituto de Pesquisa Científica e Tecnológica, na Alemanha, analisou 400 filmes que trazem personagens ou histórias associadas ao discurso científico. A química fica em terceiro lugar na ordem de disciplinas mais abordadas, sendo 24% desses filmes de terror, 13% de suspense e outros 13% comédia. Segundo a análise de Weingart, mais de metade dos filmes estudados apresentava a ciência de forma fantasiosa, irreal – 47% abordavam o tema de forma não-ficcional.

“A química não está sozinha nessa posição. A imagem da medicina e da física ainda é pior. Podemos concluir que as ciências mais poderosas são também as vistas com maiores suspeitas”, conclui o sociólogo. Filmes recentes como O enviado (2004) e O sexto dia (2000) abordam a questão da clonagem e deixam explícitas as ansiedades e medos associados à idéia de criação de um ser humano pela ciência. Em ambos os filmes as experiências de clonagem, obviamente, não dão certo. Sucessos de bilheteria como Jurassic Park e Erin Brockovich também não hesitam em implicar cientistas nos mais deferentes tipos de desastres.

Para Roslynn Hayes, os próprios químicos mantêm até hoje atitudes que perpetuam o estereótipo criado. “Os símbolos, fórmulas e teorias usados na química são tão opacos para os leigos quanto eram os dos alquimistas em sua época. Também falham ao não demonstrarem preocupação ética e moral pelos impactos de suas pesquisas”, afirma. Weingart está de acordo com essa análise: segundo ele, o que os filmes populares mostram é que os químicos não conseguem se comunicar com os leigos, apesar de todos os benefícios gerados por sua ciência.

Com a palavra, os químicos.

Por: Juliana Tinoco
Fonte: Ciência Hoje

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Unicamp seleciona docentes de Química em diversas áreas

Agência FAPESP – A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) está com inscrições abertas até 14 de julho para o concurso público de provas e títulos para a contratação de professores doutores para o Instituto de Química, nas áreas de química inorgânica, biocatálise e química medicinal.

Os professores selecionados serão admitidos em Regime de Tempo Parcial (RTP), com opção preferencial para o Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa (RDIDP).

Instituto de Química e outras unidades estão com inscrições abertas em concursos para contratação de professores (Unicamp)

A Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo e outras unidades da Unicamp também estão com inscrições abertas para concursos e processos seletivos para contratação de docentes.

Os editais podem ser acessados em www.sg.unicamp.br/dca/concurso

Fonte: Desafiando a Nomenklatura Científica

sábado, 11 de junho de 2011

Tabela periódica cresce com inclusão de mais dois elementos

Clique na ilustração para ampliar.
A tabela periódica ensinada nas escolas acaba de ganhar mais dois elementos químicos.

Reconhecidos como números 114 e 116, eles não foram batizados e por isso não têm nome ainda. Provisoriamente, estão sendo chamados de "ununquadium" e "ununhexium".
A inclusão foi reconhecida por um comitê internacional de químicos e físicos que pertencem ao Iupac (União Internacional de Química Pura e Aplicada) e ao Iupap (União Internacional de Física Pura e Aplicada).

No total, são 114 os elementos químicos conhecidos. Os de número 113, 115 e 118 não foram aceitos oficialmente pelas evidências e testes não se mostrarem conclusivos.

Os dois novos integrantes são os metais mais pesados da tabela e tiveram que passar por experimentos antes de serem reconhecidos.

Os pesquisadores criaram os elementos a partir de uma colisão de dois átomos produzida em um acelerador e "existiram" por menos de um segundo antes de se separarem.

Fonte: Folha.com

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Comentário: O MEC sabia dessas fraudes na abordagem da evolução nos livros aprovados pelo MEC!!!

Em 2003 e 2005 entregamos no MEC uma análise crítica de alguns livros didáticos aprovados pelo MEC/SEMTEC/PNLEM por conterem duas fraudes e algumas evidências científicas distorcidas a favor do fato, Fato, FATO da evolução.

NOTA BENE: O MEC não tem como negar isso, pois tenho o protocolo da entrega desse documento.

Nada foi feito oficialmente. Do conhecimento deste blogger, somente Amabis e Martho tiraram as duas fraudes, mas não disseram porque usaram em edições anteriores de seu livro-texto (uma centenária -- os embriões de Haeckel para comprovar o fato da descendência comum, e uma mais recente -- as famosas mariposas de Manchester, Biston betularia, que não repousam em troncos, mas em copas de árvores, usadas como a seleção natural em ação). Nada mais falso em termos de evidências a favor do fato, Fato, FATO da evolução!!!
Bem, agora quero ver com que cara o Ministro Fernando Haddad vai ficar, pois uma publicação de divulgação científica popular -- da revista Aventuras da História revela duas dessas mesmas fraudes já apontadas e desmascaradas aqui e lá no MEC por este blogger (Desafiando a Nomenklatura Científica):

O homem de Piltdown. Em 18 de dezembro de 1912, o arqueólogo Charles Dawson e o geólogo Arthur Smith apresentaram a suposta maior descoberta arqueológica da história: o crânio de Piltdown, o “elo perdido” entre o Homo sapiens e nossos ancestrais primatas. Ele fora encontrado em 1908 por um operário no lugarejo de Piltdown, perto de Sussex, na Inglaterra. Faziam parte dos achados: um crânio parcial, um dente solto e uma mandíbula com dentes. Em 1953, om dentista T. A. Marston provou que o crânio era uma fraude. Testes de flúor mostraram que os dentes pertenciam a um orangotango e o crânio a um ser humano. Até hoje não se sabe quem foi o autor da graude. Muitos apostam em Dawson. Um candidato forte na lista de suspeitos era o teólogo e filósofo jesuíta Teilhard de Chardin. Também paleontólogo e conhecido por seu senso de humor, ele estava em Piltdown entre 1908 e 1909.

As mariposas salpicadas. Entre 1850 e 1950, na Inglaterra, as mariposas salpicadas, da espécie Biston betularia, tornaram-se mais escuras. No início do século 19, eram clarinhas. Com o tempo, foram ficando negras, com manchas brancas. A explicação foi dada pelo biólogo Bernard Kettlewell: um expediente evolucionário de proteção por mimetismo. Na Inglaterra poluída do século 19, os troncos das árvores ficavam enegrecidos pela fuligem do carvão das chaminés. As mariposas, escurecidas, ficavam camufladas e não eram vistas pelas aves, seu predador. Provou a tese em 1955, soltando mariposas brancas e negras junto a troncos de árvores em florestas. Como previsto, os pássaros se alimentaram mais dos insetos brancos nas regiões poluídas e dos negros nas regiões de natureza. As mariposas que se deram mal eram as que se destacavam mais no ambiente. Em 1980, porém, um detalhe que passou despercebido finalmente saltou aos olhos dos pesquisadores: mariposas não vivem em troncos de árvores. A pesquisa era fajuta desde o ponto de partida.

Embriões falsos. O engodo torna-se mais difícil de detectar quando o perpetrador é um figurão. Parece ser o caso do alemão Ernst von Haeckel. Naturalista renomado e criador do termo “ecologia”, Haeckel foi autor, em 1874, de uma série de desenhos de embriões de vertebrados – peixes, galinhas, seres humanos – que mostravam similaridades marcantes em seus primeiros estágios. Segundo ele, seria a prova de um ancestral comum, ponto essencial à teoria da evolução das espécies de Darwin. Os desenhos estavam errados. Não havia esse estágio inicial. No entanto, a descoberta – feita em 1997 pelo embriologista inglês Michael Richardson – foi tardia: por um século os desenhos serviram de base aos manuais de biologia.

Injustiça. Em 1953, na Universidade de Cambridge, o britânico Francis Crick e o americano James Watson ganharam notoriedade mundial ao descobrir a estrutura do DNA, em forma de dupla hélice. Quando publicaram a descoberta na revista Nature, não deram crédito à colega de departamento Rosalind Franklin. Sem as fotografias do DNA, feitas por Rosalind por difração de raios x, não teriam feito a descoberta. É o que conta o autor Robert Wright na matéria “Molecular Biologists Watson & Crick”, publicada na revista Time em 1999. Rosalind não teve a quem recorrer.

NOTA CAUSTICANTE DO BLOGGER DESAFIANDO A NOMENKLATURA CIENTÍFICA:

Alô Exmo. Sr. Fernando Haddad, Ministro da Educação: CIÊNCIA E MENTIRA NÃO PODEM ANDAR DE MÃOS DADAS. De quem é a culpa? Ué, e a douta comissão de especialistas do MEC, constituída por professores universitários especialistas em evolução, nada sabia disso? Me engana que eu gosto! Mas, quando a questão é Darwin, é tutti cosa nostra, capice?

Engraçado, nenhum desses especialistas e autores de livros didáticos de Biologia do Ensino Médio me processa por danos morais. Por que, hein??? É que eles sabem que Darwin vai junto comigo para os bancos dos réus!!

FONTE: Desafiando a Nomenklatura Científica

terça-feira, 7 de junho de 2011

As grandes fraudes da ciência

A revista Aventuras da História do mês passado traz uma interessante (e franca) matéria sobre as principais fraudes científicas da história. Entre elas, quero destacar três, duas das quais ainda aparecem de vez em quando por aí, nas argumentações pró-darwinismo, e constam de livros-texto de biologia do ensino médio. Curiosamente, na semana passada, outra polêmica envolveu livros aprovados pelo Ministério da Educação (MEC): material didático destinado à educação no campo ensina que dez menos sete é igual a quatro, entre outros erros. Os livros foram impressos e distribuídos a alunos de escolas multisseriadas, ou seja, de séries diferentes, de escolas públicas da zona rural do país. Em comunicado oficial, o MEC reconheceu que “erros de diagramação, editoração e revisão” foram constatados em fevereiro, por especialistas contratados pelo órgão. No entanto, a suspensão do uso do material didático só ocorreu na quinta-feira (2), pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, após denúncia do jornal O Estado de S. Paulo, que revelou na sexta-feira (3) que foram gastos R$ 13,4 milhões na impressão do material didático com conteúdo errado. Os livros foram distribuídos para cerca de 40 mil classes, que atendem 1,3 milhão de alunos.

Os erros de matemática são lamentáveis, sem dúvida, mas, pior que erros desse tipo, que podem ser facilmente detectados pelos professores e até por alunos mais atentos, são os erros ideológicos que visam a favorecer uma filosofia (a darwinista) em detrimento de outras cosmovisões – inclusive perpetuando fraudes já desmascaradas, como estas, relacionadas na matéria da revista Aventuras da História: [Confira aqui e leia as quatro fraudes em destaque.]

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