quarta-feira, 27 de abril de 2011

Tudo, menos criação (ainda a história do RNA)

[Meus comentários seguem entre colchetes – Michelson Borges.] Pesquisadores estão tentando entender como a vida deu [então já assumem que isso ocorreu e pronto?] um salto do RNA para o DNA, e como ele adicionou uma gama de proteção e sustentação de compostos orgânicos ao longo dessa evolução. A resposta pode estar em um conceito pouco conhecido – o de que o RNA pode agir como uma enzima. O estudo também demonstrou que as bases do RNA monomérico podem se formar em condições semelhantes às de uma Terra pré-histórica [Terra esta nunca provada]. Essas bases individuais, flutuando em um ambiente aquático, podem se juntar e formar cadeias. Quanto ao conceito do RNA como enzima, a comunidade bioquímica considera que o RNA age como enzima para produzir as proteínas do nosso corpo (chamadas “ribozima”) [em nosso corpo, o aparato já existe em funcionamento; isso é uma coisa, outra é dizer que o RNA simplesmente surgiu e passou a funcionar]. Assim, não é preciso muita lógica [não?!] pensar que as enzimas do RNA, apesar de sua menor aptidão catalítica, poderiam lentamente gerar açúcares, proteínas, fosfolipídios e outras macromoléculas-chaves. Na verdade, uma série de enzimas de RNA que gera vários tipos de molécula orgânica foi descoberta – incluindo enzimas para realizar autorreplicação das próprias enzimas [repito: essas enzimas foram descobertas em sistemas bióticos complexos; dizer que surgiram a partir da não complexidade é pura especulação].

Uma questão crítica que ficou sem resposta, porém, foi a forma como a antiga enzima de RNA poderia ter sobrevivido. O RNA, naturalmente, passa por reações de hidrólise em água que pode quebrar suas cadeias [fato]. Embora ocorrendo em uma taxa baixa, o grande número de ligações fosfodiéster em uma longa cadeia de RNA torna praticamente inevitável que a molécula de RNA se quebre em dias, ou meses [fato]. De que forma os antigos RNAs escaparam da destruição, então?

Os pesquisadores fizeram experimentos [planejamento inteligente] para tentar decifrar esse enigma. Eles colocaram o RNA dentro de bolsões de líquido de arrefecimento a água, presos em gelo [planejamento inteligente com vistas a obter um resultado esperado], e descobriram que as enzimas RNA funcionavam e, ao mesmo tempo, escapavam da degradação. O problema é que com a temperatura mais fria, a barreira de energia é provavelmente demasiado elevada para a hidrólise não catalisada das ligações fosfodiéster que ocorreriam – e que garantiriam a existência do RNA. Mas com íons suficientes [mais planejamento inteligente], a enzima RNA poderia diminuir a barreira de energia e não só sobreviver como se autorreplicar.

Assim, a origem da vida na Terra não poderia ter sido em um mar profundo de ventilação ou em mar aberto, mas em uma poça de lama fria nos pólos norte ou sul, que continha uma mistura de água e subprodutos orgânicos de carbono libertado da crosta terrestre [hipótese].

Ao longo do tempo, essa forma de vida poderia ter construído um arsenal de produtos químicos úteis [como? Complexidade a partir da simplicidade?]. A evolução mais crítica teria sido a criação [criação?] de uma bicamada de fosfolipídios de proteção [“resolver” o assunto com simples palavras é uma coisa, difícil é explicar como teria surgido essa “capa” fosfolipídica complexa seletiva vital para manter íntegras e agrupadas as organelas da protocélula que supostamente vagava num ambiente líquido], a criação de enzimas de proteína para oferecer catálise mais rápida e, por último, a mudança para o DNA quimicamente mais estável [como isso ocorreu?]. Depois disso, essa forma estaria pronta para arriscar climas mais quentes, sobreviver e se reproduzir [como esse “ser vivo” foi capaz de duplicar perfeitamente toda a sua complexidade e, tempos depois, dar origem à reprodução sexuada a partir da assexuada?], bem como captar a energia do Sol para correção [o “ser primordial” era tão inteligente que foi capaz até de corrigir ineficiências no sistema de captação de energia!] de energia nas moléculas à base de carbono.

Essa é apenas uma teoria, que talvez nunca seja totalmente provada. Porém, os cientistas a consideram um avanço por ter fornecido uma explicação plausível de como a vida poderia ter evoluído a partir de compostos de carbono a um complexo sistema de vida. [Isso é o melhor que os darwinistas têm a oferecer em termos de “explicação” para a evolução química da vida? A coisa tá feia... Traduzindo: essa é apenas uma hipótese que jamais poderá ser verificada empiricamente e que demanda muita fé para ser aceita, mas, pelo menos, evita o constrangimento de se admitir que vida só pode provir de vida, que informação depende de uma fonte informante, e que complexidade específica requer planejamento; ou seja, admitir que a vida foi criada. O naturalismo filosófico é o maior entrave ao conhecimento da natureza e a uma visão mais ampla da realidade. E, sinceramente, não tenho tanta fé para crer na mitologia descrita na matéria acima – Michelson Borges.]

Leia também: Cientistas copiam RNA para “explicar” origem da vida

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