sábado, 30 de abril de 2011

"O darwinismo não tem explicações sobre a evolução de quaisquer sistemas bioquímicos ou celulares"

Segundo o biólogo molecular James Shapiro [foto], “não existem explicações darwinianas detalhadas para a evolução de qualquer sistema bioquímico ou celular fundamental, somente uma variedade de especulações do que se deseja fosse realidade. É extraordinário que o darwinismo seja aceito como uma explicação satisfatória de um assunto tão vasto.” Shapiro é evolucionista, mas é um cientista evolucionista honesto em reconhecer que a atual teoria da evolução de Darwin através da seleção natural e n mecanismos de A a Z precisa ser profundamente revisada. Eu sou da opinião de que deve ser simplesmente descartada. Darwin kaput! Pro bono scientia! Por essa e outras razões que a nova teoria geral da evolução – a síntese evolutiva ampliada –, não pode e nem deve ser selecionista. Assim como a seleção natural é preguiçosa – o problema de estase no registro fóssil –, assim é preguiçosa a Nomenklatura científica que entregará a nova teoria somente em 2020. E você só fica sabendo aqui neste blog porque a grande mídia vive uma relação incestuosa com a Nomenklatura científica: o que Darwin tem de bom, a gente mostra; o que Darwin tem de ruim, a gente esconde. Quando a questão é Darwin, é tutti cosa nostra, capice?

O pior de tudo isso é que o MEC/SEMTEC/PNLEM aprova e recomenda livros didáticos de Biologia do ensino médio com a abordagem do fato, Fato, FATO da evolução com uma teoria – a síntese evolutiva moderna – declarada cientificamente morta por outro evolucionista honesto: Stephen Jay Gould, em 1980!

O nome disso é desonestidade acadêmica, traduzindo em miúdos, 171 epistêmico! E nenhum desses autores de livros didáticos me processa por danos morais. Estranho, não é mesmo? Desde 1998 que eu denuncio a desonestidade acadêmica deles, e nenhum me processa. Sabe a razão maior? Eles sabem que Darwin vai junto comigo para o banco dos réus.

Fonte: Desafiando a Nomenklatura Científica

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Tudo, menos criação (ainda a história do RNA)

[Meus comentários seguem entre colchetes – Michelson Borges.] Pesquisadores estão tentando entender como a vida deu [então já assumem que isso ocorreu e pronto?] um salto do RNA para o DNA, e como ele adicionou uma gama de proteção e sustentação de compostos orgânicos ao longo dessa evolução. A resposta pode estar em um conceito pouco conhecido – o de que o RNA pode agir como uma enzima. O estudo também demonstrou que as bases do RNA monomérico podem se formar em condições semelhantes às de uma Terra pré-histórica [Terra esta nunca provada]. Essas bases individuais, flutuando em um ambiente aquático, podem se juntar e formar cadeias. Quanto ao conceito do RNA como enzima, a comunidade bioquímica considera que o RNA age como enzima para produzir as proteínas do nosso corpo (chamadas “ribozima”) [em nosso corpo, o aparato já existe em funcionamento; isso é uma coisa, outra é dizer que o RNA simplesmente surgiu e passou a funcionar]. Assim, não é preciso muita lógica [não?!] pensar que as enzimas do RNA, apesar de sua menor aptidão catalítica, poderiam lentamente gerar açúcares, proteínas, fosfolipídios e outras macromoléculas-chaves. Na verdade, uma série de enzimas de RNA que gera vários tipos de molécula orgânica foi descoberta – incluindo enzimas para realizar autorreplicação das próprias enzimas [repito: essas enzimas foram descobertas em sistemas bióticos complexos; dizer que surgiram a partir da não complexidade é pura especulação].

Uma questão crítica que ficou sem resposta, porém, foi a forma como a antiga enzima de RNA poderia ter sobrevivido. O RNA, naturalmente, passa por reações de hidrólise em água que pode quebrar suas cadeias [fato]. Embora ocorrendo em uma taxa baixa, o grande número de ligações fosfodiéster em uma longa cadeia de RNA torna praticamente inevitável que a molécula de RNA se quebre em dias, ou meses [fato]. De que forma os antigos RNAs escaparam da destruição, então?

Os pesquisadores fizeram experimentos [planejamento inteligente] para tentar decifrar esse enigma. Eles colocaram o RNA dentro de bolsões de líquido de arrefecimento a água, presos em gelo [planejamento inteligente com vistas a obter um resultado esperado], e descobriram que as enzimas RNA funcionavam e, ao mesmo tempo, escapavam da degradação. O problema é que com a temperatura mais fria, a barreira de energia é provavelmente demasiado elevada para a hidrólise não catalisada das ligações fosfodiéster que ocorreriam – e que garantiriam a existência do RNA. Mas com íons suficientes [mais planejamento inteligente], a enzima RNA poderia diminuir a barreira de energia e não só sobreviver como se autorreplicar.

Assim, a origem da vida na Terra não poderia ter sido em um mar profundo de ventilação ou em mar aberto, mas em uma poça de lama fria nos pólos norte ou sul, que continha uma mistura de água e subprodutos orgânicos de carbono libertado da crosta terrestre [hipótese].

Ao longo do tempo, essa forma de vida poderia ter construído um arsenal de produtos químicos úteis [como? Complexidade a partir da simplicidade?]. A evolução mais crítica teria sido a criação [criação?] de uma bicamada de fosfolipídios de proteção [“resolver” o assunto com simples palavras é uma coisa, difícil é explicar como teria surgido essa “capa” fosfolipídica complexa seletiva vital para manter íntegras e agrupadas as organelas da protocélula que supostamente vagava num ambiente líquido], a criação de enzimas de proteína para oferecer catálise mais rápida e, por último, a mudança para o DNA quimicamente mais estável [como isso ocorreu?]. Depois disso, essa forma estaria pronta para arriscar climas mais quentes, sobreviver e se reproduzir [como esse “ser vivo” foi capaz de duplicar perfeitamente toda a sua complexidade e, tempos depois, dar origem à reprodução sexuada a partir da assexuada?], bem como captar a energia do Sol para correção [o “ser primordial” era tão inteligente que foi capaz até de corrigir ineficiências no sistema de captação de energia!] de energia nas moléculas à base de carbono.

Essa é apenas uma teoria, que talvez nunca seja totalmente provada. Porém, os cientistas a consideram um avanço por ter fornecido uma explicação plausível de como a vida poderia ter evoluído a partir de compostos de carbono a um complexo sistema de vida. [Isso é o melhor que os darwinistas têm a oferecer em termos de “explicação” para a evolução química da vida? A coisa tá feia... Traduzindo: essa é apenas uma hipótese que jamais poderá ser verificada empiricamente e que demanda muita fé para ser aceita, mas, pelo menos, evita o constrangimento de se admitir que vida só pode provir de vida, que informação depende de uma fonte informante, e que complexidade específica requer planejamento; ou seja, admitir que a vida foi criada. O naturalismo filosófico é o maior entrave ao conhecimento da natureza e a uma visão mais ampla da realidade. E, sinceramente, não tenho tanta fé para crer na mitologia descrita na matéria acima – Michelson Borges.]

Leia também: Cientistas copiam RNA para “explicar” origem da vida

terça-feira, 26 de abril de 2011

Quando a Nomenklatura científica diz que não existe crise epistêmica na teoria da evolução...

A Nomenklatura científica mente sobre o fato, Fato, FATO da evolução desde 1859

Como sabemos isso? As especulações transformistas de Darwin - um Australopithecus afarensis se transmutar em Antropólogo amazonense - não são corroboradas no contexto de justificação teórica, antes, isso é aceito a priori como verdade científica que não precisa de provas e nem pode ser questionada.

Fonte: Desafinado a Nomenclatura Científica

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Marcelo Gleiser: os cientistas também são dogmáticos

Li e reli o artigo “Contra as formas de dogmatismo”, de Marcelo Gleiser, na Folha de S. Paulo de 10/4/2011. Ele começa seu artigo mencionando o livro Absence of Mind, da romancista e ensaísta americana Marilynne Robinson, criticando cientistas como Richard Dawkins e Steven Pinker pelos ataques à fé e à religião. Fiquei pensando: só agora em 2011 que o Gleiser atentou para as críticas de Robinson contra esses neoateus, pós-modernistas, chiques e perfumados? O blog Uncommon Descent já tinha destacado essas críticas quase um ano atrás: 25 de julho de 2010. Não sei quais são os verdadeiros objetivos recentes de Gleiser em se voltar publicamente contra Dawkins, o apóstolo do ateísmo pós-moderno, e outros cientistas ateus, na postura que ele concorda com Robinson de ser essencialmente fundamentalista ‒ “cientismo”, a ciência é o único modelo explicativo válido. Gleiser salientou a crítica de Robinson: “As certezas que, juntas, trivializam e menosprezam, precisam ser revisitadas”, escreveu.

Gleiser resumiu o argumento de Robinson: não há dúvida de que a ciência é uma belíssima construção intelectual, com inúmeros triunfos no decorrer dos últimos quatro séculos, mas sua visão de mundo é necessariamente incompleta. É aqui que Gleiser me surpreende indo contra a posição subjetiva dos atuais mandarins da Nomenklatura científica: reduzir todo o conhecimento aos métodos da ciência empobrece a humanidade, e necessitamos de diversidade cultural, e essa diversidade inclui, entre outras, a cultura das religiões.

Interessantes as perguntas que Gleiser faz: O que faz com que cientistas tenham tanta confiança no seu saber, se a prática da ciência apoia-se em incertezas e que uma teoria funciona apenas dentro de seus limites de validade? Essa confiança na incompletude e incerteza do conhecimento científico em detrimento dos demais conhecimentos que tentam explicar a realidade não é arrogância dos cientistas? Eu chamo esse comportamento de “síndrome luciferiana”. Quem lê entenda.

Muito mais interessantes são as respostas que Gleiser dá: as teorias científicas são testadas constantemente e seus limites são expostos, e que dos limites de uma teoria que surgem outras. Gleiser sabe: nem todas as teorias e hipóteses científicas são testadas constantemente, e mesmo que seus limites, e até a sua falência epistêmica no contexto de justificação teórica [Argh, isso é como cometer um assassinato!] sejam expostos, os que praticam ciência normal não abandonam essas teorias não corroboradas pelas evidências encontradas. Kuhn explica isso no seu livro A Estrutura das Revoluções Científicas.

Concordo com Gleiser ‒ para que a ciência avance é necessário que ela falhe, mas é necessário expor onde a ciência vem falhando e tem falhado. Ele tentou isso timidamente, eu diria mais devido ao espaço reservado para seu artigo na FSP: as verdades de hoje não serão as mesmas de amanhã, e citou como exemplo disso a noção de que a Terra era o centro do cosmo, plenamente aceita até o século 17.

Ele, que defende tanto a Darwin, bem que poderia nos dizer onde que o homem que teve a maior ideia da humanidade errou ‒ a evolução através da seleção natural. Mas Gleiser não tem coragem para isso, e o Marcelo Leite, jornalista especial da FSP, não permitirá que se cometa tal pecado mortal nas páginas impolutas do jornal que apoiou a ditabranda. Pereça tal pensamento! Podemos criticar tudo, menos Darwin!

Todavia, mais uma vez eu tiro o chapéu para Gleiser ‒ dentro de sua validade, se as teorias científicas funcionam extremamente bem, nós podemos chamá-las de verdadeiras. E para meu espanto ‒ afirmar que a ciência detém a verdade é ir longe demais. É aqui que reside o que eu chamo de “síndrome luciferiana”: afirmar que a ciência é a única forma de conhecimento par excellence para descrever a totalidade da realidade.

Mas, se você estava pensando numa metanoia de Gleiser para uma visão de ciência diferente da visão materialista da ditadura da Nomeklatura científica, tire o cavalo da chuva. O artigo dele não é uma crítica à ciência, pois, segundo ele, seria contradizer sua obra. Todavia, ele diz, elegantemente, que é uma espécie de toque de despertar aos que pregam a ciência como dona da verdade, e que é necessário ter mais cuidado. Macacos me mordam! O que a Nomenklatura científica vai dizer desse discurso?

Em seguida, Gleiser destaca dois casos que Robinson examinou expondo os pontos fracos e os abusos da retórica científica [?]. Segundo Gleiser, ela mesma não é imune aos abusos de sua retórica, e citou a crítica feita à análise de Steven Pinker sobre o “Bom Selvagem”: “Será que é razoável argumentar contra o mito do Bom Selvagem baseando-se na cultura do século 20? O que nos parece primitivismo pode ser algo bem diferente. Não posso deixar que uma análise tão falha seja difundida.”

Outro exemplo de ponto fraco e abuso de retórica científica [não seria a subjetividade do cientista?]. Gleiser citou a resenha de Robinson sobre o livro de Dawkins, Deus, um Delírio, na qual criticou veementemente ao biólogo. Naquela resenha de 2006, Robinson acusou Dawkins de usar argumentos científicos onde não são pertinentes.

Robinsou criticou Dawkins pela sua critica à ideia de que Deus é o Criador do universo, e que a ideia não faz sentido, pois como o universo começou simples, Deus não poderia ser complexo para conseguir criá-lo. Não li a resenha de Robinson, mas eu queria saber como Dawkins tem essa informação privilegiada sobre Deus e o universo. Epifania? Dawkins entre os profetas, agora?

A conclusão de Dawkins é que Deus contradiz a teoria da evolução, pois já surge complexo. Robinson contra-atacou corretamente, e colocou Dawkins no seu devido lugar: aplicar teorias científicas a Deus não faz sentido. Gleiser, agnóstico [não seria ateu?], concorda com ela. Eu também. Em número e grau!

Discordo de Gleiser de que muito da ciência e da religião vem da necessidade que temos de encontrar sentido e significado em nossas vidas. Fui ateu, e nunca vi meu posicionamento ideológico anterior dando sentido e significado em minha vida como os neoateus pregam escancaradamente e apoiados pela grande mídia. Muito menos a ciência, fria e objetiva na sua descrição da realidade, tem esta função atribuída por Gleiser: a ciência não me faz encontrar o sentido, e muito menos o significado de minha vida. Aqui Gleiser escorrega a la Dawkins: é retórica vazia de sua subjetividade posando como se fosse uma afirmação científica.

Neste blog eu denuncio a falta e a necessidade de humildade e autocrítica nos cientistas defendidas por Robinson no seu livro e resenha.

Como Gleiser, eu também espero a mesma atitude de líderes religiosos e teólogos, mas diferente dele, espero uma atitude muito mais incisiva e corajosa na construção da realidade, especialmente no que diz respeito ao que os cientistas afirmam dizer saber sobre a origem e evolução do universo e da vida.

Para mim, as formas de dogmatismo são mais bem combatidas no contexto de justificação teórica. Inclusive para Darwin!

Fonte: Desafiando a Nomenklatura Científica

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Lynn Margulis: seleção natural não explica a evolução

Lynn Margulis, bióloga evolucionista, mas não darwinista, concedeu recentemente entrevista para a revista Discover. Entre muitas coisas, Margulis foi academicamente honesta ao responder sobre o status epistêmico da atual teoria da evolução, a Síntese Evolutiva Moderna, que ela nomeou como neodarwinismo: “Todos os cientistas concordam que a evolução ocorreu […] A questão é: A seleção natural é suficiente bastante para explicar a evolução? […] Este é o problema que eu tenho com os neodarwinistas: eles ensinam que a geração de novidade é o acúmulo de mutações aleatórias no DNA, numa direção estabelecida pela seleção natural […] A seleção natural elimina, e talvez mantenha, mas ela não cria. […] Eu fui ensinada muitas vezes que o acúmulo de mutações aleatórias resultava em mudança evolucionária – resultava em novas espécies. Eu acreditei nisso, até que procurei pela evidência. […] Não existe gradualismo no registro fóssil […] O ‘equilíbrio pontuado’ foi inventado para descrever a descontinuidade [...] Os críticos, inclusive os críticos criacionistas, estão certos em seu criticismo. Apenas que eles nada têm a oferecer a não ser o design inteligente ou ‘Deus fez’. Eles não têm alternativas que sejam científicas. […] Os biólogos evolucionistas acreditam que o padrão evolucionário é uma árvore. Não é. O padrão evolucionário é uma teia […].”

Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: “A Nomenklatura científica como sói sempre, ficará muda como mármore de Carrara. A galera dos meninos e meninas de Darwin não poderá usar da retórica vazia e surrada de que os críticos do fato, Fato, FATO da evolução não entendem o que é ciência e nem como fazer ciência. No primeiro caso, o silêncio da Nomenklatura científica é compreensível porque é melhor ficar calado mesmo, pois Margulis é uma cientista de peso. Para que replicar e dar destaque às suas críticas? No segundo caso, a galera dos meninos e meninas de Darwin vai ter que enfiar a viola no saco, porque essa crítica é uma cientista evolucionista, não mais darwinista, mas é uma evolucionista honesta! [...] O fato, Fato, FATO da evolução é um fato, Fato, FATO, mas os cientistas não sabem, nota bene, NÃO SABEM como se deu o fato, Fato, FATO da evolução. Ué, mas nada em biologia faz sentido a não ser à luz da evolução, não é? Mas que luz epistêmica é essa que ninguém sabe COMO se deu?

“E ainda tem autores de livros-texto de Biologia do ensino médio que abordam o fato, Fato, FATO da evolução como sendo um fato estabelecido cientificamente. Nada mais falso! Pior de tudo, o 171 epistêmico desses autores é aprovado pelo MEC/SEMTEC/PNLEM. O nome disso é desonestidade acadêmica!

“Srs. autores de livros didáticos, estou desde 1998 esperando ser processado por danos morais e calúnia. Nenhum de vocês me processa, e eu explico a razão: eu vou para o banco dos réus, mas Darwin vai junto comigo.

“QED: a maior ideia que toda a humanidade já teve – a seleção natural através de mutações aleatórias – não explica o fato, Fato, FATO da evolução! Traduzindo em miúdos: a teoria geral da evolução de Darwin não é assim uma Brastemp no contexto de justificação teórica, e demanda sua revisão ou simples descarte. Eu proponho seu simples descarte. Todavia, na Nomenklatura científica, quando a questão é Darwin, é tutti cosa nostra, capice?

“E a nova teoria geral da evolução - a Síntese Evolutiva Ampliada – só vai sair em 2020. Por quê? Não temos cientistas capazes de elaborar uma teoria da evolução para o século 21? Que vergonha...”

terça-feira, 19 de abril de 2011

Cientistas copiam RNA para “explicar” origem da vida

O começo da vida na Terra é um mistério que ainda não foi de todo solucionado [na verdade, não foi solucionado]. Como realmente surgiram os primeiros “blocos de construção de vida”, como os cientistas o chamam? Pesquisadores criaram moléculas sintéticas, cópias de material genético, em laboratório [note que se trata de uma cópia de algo já existente, e que mesmo para “simplesmente” copiar, é necessária muita inteligência e tecnologia]. A enzima criada, tC19Z, pode ser uma versão artificial de uma das primeiras enzimas que existiram em nosso planeta há três bilhões de anos [segundo a cronologia evolucionista], e uma pista de como a própria vida começou [tudo que tem um começo tem uma causa, não é?]. O objetivo da pesquisa é criar moléculas totalmente autorreplicadas de RNA em laboratório. A teoria dominante de como a vida começou [!] envolve o surgimento [!] de um “autorreplicador”, uma molécula original de vida – um RNA – que pode fazer cópias de outros RNAs, incluindo ele mesmo. Conforme a evolução avançou, essa molécula autorreplicante deixou de existir, e a maioria dos organismos vivos da Terra passou a usar o DNA para armazenar suas informações genéticas (com outras enzimas copiando a si mesmas).

A teoria é chamada de “hipótese de mundo de RNA”, e sugere que a vida foi originalmente baseada não no DNA, mas em um produto químico relacionado chamado RNA, que pode transportar informação genética e se dobrar em três dimensões e formas, além de funcionar como uma enzima, o catalisador biológico que acelera determinadas reações químicas. [...]

Até agora, a única cópia conhecida de RNA era a molécula R18, que só podia copiar segmentos de RNA de até 14 “letras”, e só funcionava em certas sequências. Depois de selecionar todas as mutações benéficas que tinham se acumulado a partir dos experimentos, separar o que era útil e o que não era, e combinar tudo isso em uma única molécula, os pesquisadores criaram a enzima de RNA tC19Z, que funciona como uma autorreplicadora. [...]

A tC19Z pode copiar pedaços de RNA que são quase metade do seu tamanho (48%). Para copiar a si mesma, tem que ser capaz de copiar sequências de seu próprio tamanho; e ela já está se aproximando desse objetivo. A enzima também pode fazer cópias de outra enzima RNA, que funciona corretamente. Isso sugere que, uma vez que o primeiro RNA autorreplicante apareceu, ele foi capaz de “agregar equipamentos moleculares” [e de onde vieram esse equipamentos?], possibilitando a evolução de vidas mais complexas. [Releia o trecho grifado no parágrafo anterior e responda: Na natureza, no “caldo primordial”, ou seja lá onde se imagine, a seleção inteligente de mutações “benéficas”, a separação do que era inútil e a combinação numa única molécula poderiam ocorrer de maneira não inteligente, organizada, com uma finalidade esperada?]

Fonte: Hypescience

Nota: Como ninguém consegue explicar o que surgiu primeiro: o DNA (que é formado por proteína) ou a proteína (que é produzida pelo DNA), a solução é propor um cenário que não existe hoje em dia e não se sabe se algum dia existiu: o tal “mundo de RNA”. O RNA autorreplicante surgiu, cumpriu seu papel na história da evolução e... desapareceu da “cena do crime”, deixando o DNA em seu lugar. Tudo esse malabarismo hipotético serve para se fugir da conclusão de que ambos, DNA e proteína, foram criados ao mesmo tempo. Mesmo que eu concordasse com a hipótese do mundo de RNA autorreplicante (o que não é o caso, pois não tenho tanta fé assim), permaneceria outro sério problema: o RNA transporta informação genética. Então, de onde teria “surgido” essa informação complexa necessária para a existência da vida? Que “mundo” é esse no qual a informação simplesmente “aparece”, pronta para ser replicada e multiplicada? Não dá para saber, pois o RNA autorreplicante abandonou a “cena do crime” e não deixou vestígios, a não ser na cabeça de alguns teóricos que hoje utilizam o design inteligente para tentar provar o acaso cego. Por isso o título desta postagem é um bom exemplo do argumento do tipo non sequitur.[Michelson Borges]

sábado, 16 de abril de 2011

Descobertos fósseis com supostos 1 bilhão de anos

Cientistas encontraram fósseis preservados de organismos que viveram no fundo de lagos há pelo menos um bilhão de anos [segundo a tremendamente antiga cronologia evolucionista] no Lago Torridon, na costa oeste da Escócia. Segundo os especialistas, os fósseis marcam um importante momento na evolução das espécies, quando bactérias simples tornaram-se conjuntos de células mais complexas, capazes de realizar fotossíntese e reprodução sexuada. As informações são do site do Daily Mail. O professor Martin Brasier, da Universidade de Oxford, disse que os novos fósseis mostram que "o movimento em direção a complexas células começou muito antes do que se pensava". Os especialistas acreditam que esses organismos deram origem às algas verdes e plantas terrestres. "O estudo aponta que a vida na terra neste momento era mais abundante e complexa do que o previsto", disse Charles Wellman, da Universidade de Sheffield. Segundo ele, por muito tempo os continentes foram considerados "estéreis de vida, ou no máximo com uma insignificante biota de cianobactérias".

De acordo com os cientistas, cerca de 500 milhões de anos [idem] após o aparecimento dessas primeiras formas de vida, a superfície da Terra começou a ser colonizada por vetegação simples, como liquens, musgos e hepáticas. Na mesma época, os primeiros animais começaram a migrar para fora do mar.

"Foi [sic] sem dúvida esses organismos que ajudaram a transformar nossa paisagem, de um deserto árido e pedregoso, em um lugar verde e agradável", afirmou o professor Brasier. A pesquisa foi divulgada na revista Nature.

(Terra)

Nota: Para mim, essas “explicações” e passe de mágica são equivalentes. Vejamos: (1) Não existem “bactérias simples”; para elas existirem, são necessárias organelas especializadas, máquinas moleculares bastante complexas, membrana seletiva e informação genética. (2) Como essas “bactérias simples” se tornaram "conjuntos de células mais complexas", capazes de realizar fotossíntese e reprodução sexuada? Como elas foram capazes de duplicar a informação genética com precisão? Complexidade pode se originar da (suposta) simplicidade? Isso é científico? Fotossíntese e reprodução sexuada são mecanismos ultracomplexos que exigem o “surgimento/evolução” de muitas funções específicas de complexidade irredutível e, no caso dos sexos, distintas e perfeitamente compatíveis. Como surgiram? Mutações simultâneas e diferentes em organismos diferentes numa mesma época e mesmo local? (3) A admissão de que o “movimento em direção a complexas células começou muito antes do que se pensava” cria problemas para a teoria da evolução, uma vez que cada vez mais o tempo do “surgimento” da vida complexa vai recuando no passado (e essa constatação não é de hoje). Daqui a pouco restará a pergunta: Haveria tempo suficiente para a evolução da vida nesse nível de complexidade? (4) O estudo aponta que “a vida na terra neste momento era mais abundante e complexa do que o previsto”. A surpresa é apenas dos darwinistas, já que os criacionistas postulam que a complexidade está presente neste planeta desde que a vida foi criada – e é exatamente isso o que se observa de alto a baixo na coluna geológica. Não basta querer resolver esses problemas com ficção científica. Quando os criacionistas falam em dilúvio, evento que conta com evidências históricas e geológicas, são chamados de delirantes. E essa história aí acima, o que é, então?[Michelson Borges]

quarta-feira, 13 de abril de 2011

2011 Ano Internacional da Química - II


A Química na sua Vida

Filme sobre como a Química atende às necessidades do mundo; é criativa e constrói nosso futuro; inspira os jovens e enaltece a contribuição constante das mulheres para a ciência. Este filme foi feito pela Associação Petroquímica Europeia. Veja a contribuição da Química aparecendo em muitos momentos da vida. É assim que é.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Descoberto novo tipo de simetria na natureza

Cientistas da Universidade de Pensilvânia, nos Estados Unidos, descobriram um novo tipo de simetria na estrutura dos materiais naturais. A descoberta expande enormemente as possibilidades de descoberta e de sintetização de novos materiais com propriedades ajustadas conforme a necessidade. A nova simetria oferece uma nova forma de entendimento da estrutura das proteínas, polímeros, minerais e materiais sintéticos, ou metamateriais. Para se ter uma ideia da importância da descoberta, não é exagero afirmar que a simetria estabelece todas as leis naturais do universo físico. Até agora, os cientistas conheciam cinco tipos de simetria, que são usadas como uma espécie de ferramenta para descrever a estrutura dos chamados materiais cristalinos, cuja estrutura segue padrões ordenados. Quatro tipos de simetrias são conhecidos há milhares de anos - chamadas rotação, inversão, rotação-inversão e translação. Um quinto tipo de simetria foi descoberto há cerca de 60 anos, chamado reversão temporal.

Agora, Venkatraman Gopalan e seus colegas acrescentaram um sexto tipo de simetria a essa lista, que foi batizada de rotação reversa. Assim, o número de formas conhecidas nas quais os componentes dos materiais cristalinos podem se organizar saltou de 1.651 para 17.800. “Nós combinamos matematicamente a nova simetria de rotação reversa com as cinco simetrias conhecidas e agora sabemos que os grupos simétricos podem se formar nos materiais cristalinos em um número de combinações muito maior”, explicou Daniel Litvin, coautor do trabalho.

A descoberta vai facilitar o entendimento da estrutura de muitas moléculas biológicas, que são classificadas como “destras” e “canhotas” - isso inclui o DNA, os açúcares e as proteínas. “Nós descobrimos que a simetria de rotação reversa também existe em pares de estruturas, onde os componentes parceiros se inclinam um na direção do outro, então um para longe do outro, em padrões emparelhados simetricamente ao longo do material”, contou Gopalan.

Os pesquisadores afirmam que é possível que componentes com simetria de rotação reversa possam ser estruturados para funcionar como chaves liga/desliga para uma grande variedade de novas aplicações. “Por exemplo, o objetivo de desenvolver um material ferroelétrico exige um material no qual coexistam os dipolos elétricos e os momentos magnéticos - ou seja, um material que permita o controle elétrico do magnetismo, algo que seria muito útil para os computadores”, afirma Gopalan.

Tais materiais se tornam mais factíveis agora que os cientistas sabem que as possibilidades de arranjo da estrutura atômica são muito maiores do que se previa anteriormente, o que permite vislumbrar a existência, ou a possibilidade de sintetização, de materiais com combinações incomuns de propriedades.

Os cristais de quartzo, por exemplo, usados em relógios de pulso, poderão ter propriedades ópticas ainda nem sequer imaginadas, com igualmente nem sequer imaginadas possibilidades de aplicação.

Ao contrário dos outros tipos de simetria, a rotação reversa não age sobre toda a estrutura do material de uma só vez, mas em componentes isolados. O tipo mais simples de simetria - a simetria de rotação - é bem óbvio: imagine um quadrado sendo girado ao redor de seu ponto central. O quadrado mostra sua característica simétrica ao conservar a mesma aparência durante a rotação, a 90, 180, 270 e 360 graus.

Os cientistas afirmam que a nova simetria também é óbvia, desde que você saiba para onde olhar e que preste atenção em formatos espirais.

Da mesma forma que um quadrado tem a qualidade da simetria de rotação mesmo quando não está sendo girado, um formato espiral tem a qualidade da simetria de rotação reversa mesmo quando não está sendo fisicamente forçado a girar na direção reversa.

Fonte: Inovação Tecnológica

Leia também: "A 'assinatura química' de Deus"

quinta-feira, 7 de abril de 2011

“A teoria da evolução de Darwin é apenas uma narrativa”

“O que me incomoda é dizer que a teoria da evolução de Darwin é a resposta, que é a teoria do tudo”, disse Gleiser. “Para mim a biologia evolucionária é um trabalho em progresso, uma narrativa. Você faz o seu conhecimento crescer, como uma ilha, mas então as margens da ignorância aumentam.”

Traduzido errado do inglês para mostrar como o discurso de Gleiser sobre a biologia evolucionária difere do discurso crítico que ele faz sobre as limitações das teorias evolucionárias: para ele, a teoria da evolução de Darwin através da seleção natural e n mecanismos evolucionários não o incomoda nem um pouco de ser a resposta, de ser a teoria do tudo em biologia. Darwin locuta, evolutio finita!

Gleiser, a Nomenklatura científica, a grande mídia e a galera dos meninos e meninas de Darwin nada falam sobre as dificuldades fundamentais pelas quais a teoria da evolução passa, e que por causa da falência heurística da Síntese Evolutiva Moderna no contexto de justificação teórica, uma nova teoria está sendo elaborada: a Síntese Evolutiva Ampliada, que não pode e nem deve ser selecionista, e pode incorporar elementos lamarckistas no seu referencial teórico.

O que a Nomenklatura científica, a grande mídia e a galera dos meninos e meninas não fazem para preservar o homem que teve a maior ideia que toda a humanidade já teve: o que Darwin tem de bom, a gente mostra; o que Darwin tem de ruim, a gente esconde! Pobre ciência...

Citação original de Marcelo Gleiser: “What bothers me is saying that is the answer, that is the theory of everything”, Gleiser said. “For me physics is a work in progress, a narrative. You make your knowledge grow, like an island, but then the shores of ignorance increase.” (Fonte: Scientific American)

FONTE: Desafiando a Nomenklatura Científica

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