quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O valor do professor

“Seja um professor”. É o que diz uma campanha do Ministério da Educação que procura atrair os jovens à carreira. O investimento na propaganda não é à toa. Há algumas décadas, o número de professores em sala de aula vem caindo. Ano passado, o MEC registrou um déficit de 240 mil professores, da 5a série ao Ensino Médio.

A ausência desses profissionais é tão grande que a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo chegou a idealizar um projeto de recrutamento de alunos para dar aulas de matemática. Enfim, não é preciso ser um expert no assunto para saber que a educação não é prioridade no Brasil. Lembrando que estamos falando de um país cuja economia é a oitava maior do mundo.

Em países pequenos que priorizam a educação, como Cingapura, a carreira de professor é mais do que almejada. Além de serem bem remunerados, os mestres cingapurianos são reconhecidos pelo seu trabalho e os melhores chegam até a ser condecorados pelo presidente. Lá, os professores são reconhecidos pelo seu papel primordial no crescimento econômico da ilha.

E no Brasil, qual é o valor de um professor? Descobri ontem de manhã, quando li uma corrente intitulada ‘Troque um parlamentar por 344 professores’. Confiram aqui.

Na propaganda vinculada pelo MEC, além das clássicas imagens de crianças correndo em direção à escola e de alunos sorrindo em aula, faz-se uma pergunta muito pertinente: Qual o profissional responsável pelo desenvolvimento? Várias pessoas de diversas nacionalidades responderam a pergunta com a palavra “professor” em inglês, espanhol, francês, e outras línguas que são faladas nas outras 7 maiores economias do mundo. Pois é, mas ninguém respondeu à pergunta em português…

Fonte: Estadão

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