sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O Projeto Genoma detona o dogma central darwiniano

O Projeto Genoma completou dez anos e eu nada vi na Grande Mídia que informasse os leitores leigos sobre o status desse grande projeto científico. Você viu? Nem os grandes jornais como a Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, e olha que esses dois jornais têm editorias de ciência pra ninguém botar defeito; eles não publicaram um especial ou apenas um artigo informativo. Por que nada publicaram? Explico. A revista Nature publicou um especial sobre o Projeto Genoma Humano no dia 10 de fevereiro de 2011. Naquela semana a Science também publicou uma série de artigos sobre isso. Eu não vi uma linha na Grande Mídia sobre essa importante questão científica. Você viu? Por que será que as editorias de ciência ficaram mudas? Elas ficaram mudas porque a maioria dos artigos destacou que as descobertas contrariam as predições do paradigma darwiniano. Quando a questão é Darwin, a Grande Mídia vive uma relação incestuosa com a Nomenklatura científica: o que Darwin tem de bom, a gente mostra; o que Darwin tem de ruim, a gente esconde! Tutti cosa nostra, capice?

Traduzindo em miúdos: as descobertas científicas do Projeto Genoma não estão corroborando as expectativas do paradigma evolucionário. A publicação do genoma humano revelou duas coisas interessantes: não identifica a nossa história evolucionária e nem levou às curas milagrosas.

Gente, entre outras coisas, o genoma humano revelou complexidade por detrás de mais complexidade que é a biblioteca de informação genética existente em cada um de nós. Como a Grande Mídia não destacou, este blogger destaca alguns excertos dos artigos da Science que revelam essa maravilha de complexidade.

O cientista John Mattick, da Universidade de Queensland, evolucionista, no seu artigo “The Genomic Foundation is Shifting” [A base genômica está mudando], destacou como que a fundação genômica está mudando: “Para mim, o resultado mais importante do projeto do genoma humano foi ter exposto a falácia de que a maioria da informação genética está expressa como proteínas.”

Gente, do que mesmo o Mattick está falando? Você está sentado? Como vai o coração? Está de bem com a vida? Não tem inimigos? Nem este blogger por dizer a verdade sobre Darwin e seus discípulos? Mattick está falando do Dogma Central da genética – o princípio de que o DNA é o controlador mestre da hereditariedade, traduzindo sua informação em proteínas que criam nossos corpos e cérebros.

Uma coisa surpreendente revelada no Projeto Genoma é que o número de genes é muito menor do que era esperado (apenas 1,5% do DNA humano contém genes), é suplantado pelo DNA não codificante (foi chamado de DNA lixo, lembra?), mas que é responsável pela geração do RNA, pela regulação da expressão dos genes, especialmente durante o desenvolvimento embriônico.

O código da histona y otras cositas gerou mais “tremores secundários” que minaram o Dogma Central. Mattick concluiu: “Essas observações sugerem que nós precisamos reavaliar a ortodoxia genética subjacente, que está profundamente arraigada e tem sido dada trégua superficial pelas premissas aceitas sem críticas sobre a natureza e o poder do controle combinatorial. Como Barbara McClintock, laureada com o Nobel, escreveu em 1950: 'Nós estamos permitindo uma filosofia da [codificação de proteína] de gene controlar [o nosso] raciocínio? O que é então a filosofia do gene? É uma filosofia válida?' […] Há uma alternativa: A complexidade humana tem sido construída em uma grande expansão de sequências genômicas reguladoras, a maioria das quais é efetuada pelos RNAs que usam a infraestrura genérica de proteína e controlam os mecanismos epigenéticos que sustentam a embriogênesis e a função cerebral. Eu considero o genoma humano não simplesmente como fornecendo detalhe, mas muito mais importante, como o começo de um iluminismo conceitual em biologia.”

Fonte: Desafiando a Nomeklatura Científica

Nenhum comentário:

Postar um comentário

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails