quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Folha não contribuiu para "colocar Darwin nos trilhos"

O jornal Folha de São Paulo completou neste sábado, 90 anos de existência. Particularmente, é o melhor meio de comunicação que temos no Brasil. Já fui assinante da Folha por dois anos e hoje leio as notícias pela internet e raramente compro nas bancas.

Lembro de ter lido e arquivado também algumas reportagens marcantes sobre Criacionismo x evolucionismo - a maioria sendo a favor da teoria evolucionista. Entre várias matérias publicadas sobre o referido tema - pela primeira vez – a Folha abre um espaço para a teoria criacionista, convidando um jornalista cristão e editor de uma editora cristã, Michelson Borges, para escrever uma coluna explicativa sobre a teoria do criacionismo. Assim, o jornal Folha de São Paulo publicou - na integra - o texto de Michelson, intitulado: Teoria é mal compreendida. No entanto, mesmo abrindo esta oportunidade (rara, por sinal) a Folha não deixa de ser um jornal tendencioso.

Neste post você irá ler trechos do discurso [revoltante e com razão] do blogger Enézio E. de Almeida Filho (Desafiando a Nomenklatura científica) nos 90 anos da Folha de São Paulo:

DE CAMPINAS

"Sinto-me constrangido de registrar que a Folha, de 1998 a 2011 ajudou a destruir a educação no Brasil, impedindo a construção da cidadania, da educação dos nossos cidadãos, de preservar o que há de mais nobre num país, que é o crescimento com democracia e educação, com respeito aos direitos de cidadania ao acesso a informações científicas atualizadas."
"Cada um dos presentes aqui com certeza se recorda de um ou mais episódios em que a Folha, apesar de sua editoria de ciência ter sido notificada diversas vezes sobre as insuficiências fundamentais na teoria da evolução através da seleção natural no contexto de justificação teórica, deixou de investigar, de debater, de ouvir o outro lado, de corrigir rumos da educação brasileira sobre a abordagem fraudulenta e distorcida da evolução em nossos livros didáticos aprovados pelo MEC/SEMTEC/PNLEM, para com a sua credibilidade e poder científico, ela pudesse contribuir para colocar Darwin nos trilhos uma vez que temos uma nova teoria da geral da evolução sendo elaborada ‒ a Síntese Evolutiva Ampliada ‒ que pela montanha de evidências negativas não pode e nem deve ser selecionista."

"Um jornal que se diz a serviço do Brasil e da educação, não tem nada a comemorar nesta questão científica importante. Quando a questão é Darwin, a Folha precisa evoluir seu jornalismo científico", concluiu Almeida Filho.

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