terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Darwin não era ultradarwinista

“Estou bem a par do fato de existirem neste volume [A Origem das espécies] pouquíssimas afirmativas acerca das quais não se possam invocar diversos fatos passíveis de levar a conclusões diametralmente opostas àquelas às quais cheguei. Uma conclusão satisfatória só poderá ser alcançada através do exame e confronto dos fatos e argumentos em prol deste ou daquele ponto de vista, e tal coisa seria impossível de se fazer na presente obra” (Charles Darwin, A Origem das espécies, Belo Horizonte-Rio de Janeiro, Villa Rica, 1994, p. 36).

Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: “A Nomenklatura científica ao proibir a dissensão e o ensino honesto e objetivo da teoria da evolução através da seleção natural e n mecanismos evolucionários, desonra a liberalidade epistêmica de Darwin para o estabelecimento de teorias científicas. Não seguir a Darwin nessa liberalidade epistêmica é prova nua e crua de que temos densas trevas medievais (no medievo, a ciência teve grandes avanços, mas a expressão comum para identificar obscurantismo e repressão que ficou foi essa) na Nomenklatura científica que pontifica somente o que pode ser ensinado e discutido sobre a evolução em salas de aulas e conferências, e que persegue implacavelmente seus críticos e oponentes. Eu sei do que estou falando: estão aí os atuais mandarins para confirmar essa inquisição sem fogueiras que destrói vidas e carreiras acadêmicas promissoras em defesa de uma teoria científica que nunca é corroborada no contexto de justificação teórica: a origem e evolução das espécies! Traduzindo em graúdos: um Australopithecus afarensis se transmutar em antropólogo amazonense!”

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